EPTC e moradores debatem ciclovias na Cidade Baixa

Técnicos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e moradores da Cidade Baixa debatem nesta quinta-feira, 20, os detalhes finais para implantação de ciclovias na José do Patrocínio e Loureiro da Silva, no próprio bairro, com extensão de 2.080 metros. O novo encontro acontece no auditório da empresa, na rua João Neves da Fontoura nº7, a partir das 19h.

Além destas duas novas ciclovias na cidade, com previsão de uso para o primeiro semestre de 2013, a EPTC anuncia três novas ciclovias para o próximo ano, em um total de 2.435 metros: rua Sete de Setembro, Centro Histórico (185 metros entre a Borges de Medeiros e Gen. Câmara, e 400 metros, da Caldas Júnior até a Padre Thomé); Adda Mascarenhas de Moraes, zona norte (1,2 quilômetro entre a Karl Iwers e a Vitório Francisco Giordani); Chuí, zona Sul (650 metros entre a Icaraí e a Diário de Notícias).

Ao todo, Porto Alegre já conta com 11 quilômetors de ciclovias e ciclofaixas. O Diretor-Presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirma que outros projetos estão em andamento. “Estamos avançando cada vez mais na construção de espaços para o deslocamento de ciclistas. Novos projetos estão em andamento para o primeiro semestre de 2013. Em um futuro próximo, faremos a ligação das redes ciclioviárias”, destaca.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Bicicleta, ciclovias

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28 respostas

  1. Não tenho fé nenhuma na “intelligentsia” da EPTC a respeito do assunto. Depois que eu vi que as mentes brilhantes inovaram com o conceito de “sinaleira de botãozinho” para ciclista na Ipiranga eu não duvido mais nada, afinal, para a EPTC as bicicletas “atrapalham” o trânsito, então é capaz de colocarem umas “sinaleiras de botãozinho” por toda a ciclovia para não “atrapalhar” os carros, afinal o cara não vai pegar a bicicleta para ir ao trabalho, ou para ir na aula, ele vai pegar para passear então pode ficar esperando 5 minutos a cada 2 esquinas para deixar os carros passarem.

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  2. Aqui já foi postado um vídeo com um técnico da EPTC apresentando estes projetos em setembro, deve tirar algumas dúvidas: https://portoimagem.wordpress.com/2012/09/05/eptc-apresenta-projeto-de-ciclovia-a-populacao/

    Complementando o que o pessoal tá reclamando sobre a bidirecional da JP:
    “O fato de a ciclovia ser bidirecional na rua José do Patrocínio, pois existem estudos que mostram que ciclovias bidirecionais ao lado da via podem representar um risco até quatro vezes maior do que se pedalar na via junto com os automóveis”

    Tem outra coisa, tanto a ciclovia da Érico quanto a da Loureiro devem ser bidirecionais na faixa CENTRAL. Construir ciclovias na faixa central é brabo… na Érico ainda. Espero que não toquem abaixo aquele corredor verde pra fazer uma ciclovia deslocada ali.

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    • Pior que não sei se tem como fazê-la sem botar as árvores abaixo.

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      • Eles disseram que não iam cortar árvores, mas igual vai tirar o gramado, diminuir a permeabilidade do solo e aumentar o asfalto. A Érico Veríssimo já é larga o suficiente para acomodar uma ciclovia. As faixas são super-largas.

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        • Tão largas que fazem os motoristas pensarem que estão na Free-Way. Perto do Cete, o limite é 40km/h, mas NINGUÉM respeita…

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  3. Bi-direcional na José do Patrocínio é um erro. Acredito que a melhor solução seria uma ciclofaixa unidirecional na José do Patrocínio (Norte-Sul) e outra ciclofaixa unidirecional na Lima e Silva (Sul-Norte).

    Para a Lima e Silva, bastaríamos sacar o estacionamento (pecado pecado) e colocar ciclofaixa. Até poderia ter cabimento construir estacionamento subterrâneo, mas enfim.

    Na José do Patrocínio, poderia até ser experimentado um formato que mistura ciclovia e tráfego local. Vi algo parecido em Santiago do Chile[1], era bem legal, bem “pacificado”. Explico: hoje, a José do Patrocínio tem 3 faixas de rolagem (estreitas, funcionam na prática como duas) e estacionamento dos dois lados; no formato que proponho ficaríamos, da esquerda pra direita, com:

    * calçada normal
    * 2 faixas de rolamento (sem obstáculos, sem carros estacionados)
    * um canteiro pequeno, com algo como 50cm
    * 1 faixa de estacionamento
    * 1 faixa de circulação local de baixa velocidade, compartilhada com bicicletas
    * calçada normal

    Nos cruzamentos, seria feito um bulbout (extensão da calçada), mas de um jeito que os ciclistas continuam em linha reta (uma mini-ciclovia) e os carros são obrigados a sair da circulação local de volta para a pista principal. A geometria desse bulbout poderia ser feita de um jeito que o ciclista “sai na frente”, estando visível para os motoristas. De noite vou colocar um sketch dessa ideia para vocês entenderem. Se pá até poderia ser levado a essa audiência (e ignorado, mas enfim).

    [1] http://imgur.com/ynlKZ

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    • Gosto das idéias, seriam muito melhores do que a prefeitura está propondo. Mas e a João Alfredo? Não daria para por os dois sentidos lá, um em cada lado da rua? Qual tua opinião a respeito?

      O que me preocupa um pouco da Lima e Silva é que ela tem tráfego intenso e muitos bares de rua (mesas na calçada). Acho que o povo ia ficar em pé na ciclovia direto.

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      • João Alfredo é uma opção também, mas acho que lá cabe algo bem mais profundo, uma reformulação completa da rua visando pacificação. Alargar calçadas, adicionar mobiliário urbano de convivência (mesas, bancos, etc), trocando a larga pista por um espaço feito para pessoas. A redução de velocidade seria uma consequência natural, e tornaria a via compatível com o tráfego dos ciclistas.

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    • Fmobus, comparece lá no debate para expor as tuas idéias.

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  4. Sinceramente não consigo entender algumas decisões da EPTC. Por que diabos a ciclovia da 7 de setembro que será anuciada não vai até o gasômetro?? Vou tentar comparercer na eptc na quinta e perguntar para os arquitetos.

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  5. Em relação as ciclovias da cidade baixa, infelizmente até onde sei estão mantendo o projeto totalmente inseguro que propuseram no início, ou seja, ciclovias na contramão do fluxo de veículos.

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  6. Oba, vai ter ciclovia na Chuí então, legal! Hoje está estranho a ciclovia da Icaraí termina no nada, não tem ligação com a Diário/orla. Depois disso só falta fazer ela ficar birecional daí fica bom!

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  7. “Ao todo, Porto Alegre já conta com 11 quilômetors de ciclovias e ciclofaixas.” Pode tirar esse “já” dessa frase.

    No mais, espero que saia algo usável. Passo seguido pela José do Patrocínio de bike. Me pergunto se vão fazer bidirecional…

    Outra coisa que me preoucupa: “com previsão de uso para o primeiro semestre de 2013”. Previsão de uso é o quê? A da ipiranga é usável agora? A da Icaraí? Não me parecem bem prontas ainda.

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    • São 11km contanto tosquisses como a calçadovia da restinga. Típico factóide que governos geram.

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