Artigo: Ao converter, desrespeite o pedestre, por Guilherme Louzada

No Código Nacional de Trânsito brasileiro, no Artigo 38, que versa a respeito de conversões à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros está escrito o seguinte:

“Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.”

Ou seja, quando da inexistência de semáforos específicos para a travessía de pedestres, o motorista ao converter deve cuidar os pedestres e caso algum esteja iniciando a travessia, o motorista deve reduzir, e até parar o veículo se necessário, até que o pedestre esteja fora do “raio de ação” do carro.

Infelizmente em Porto Alegre o comportamento do motorista em geral está longe de ser comparado com os motoristas mais educados de outras cidades civilizadas do nosso mundo, ainda que existam lugares piores, mas me perdoem os conterrâneos, o nível de educação do nosso motorista está muito abaixo do ideal. O motorista porto alegrense é acostumado a burlar regras de trânsito, tais como dirigir bêbado, desrespeitar faixas de segurança, desrespeitar placas de PARE e sinais vermelhos após as 22h mesmo em locais onde não existe nenhum risco à segurança do motorista (é sempre bom lembrar que a idéia de se desrespeitar o sinal vermelho de madrugada se dava em razão do fato de que em alguns locais a parada poderia representar perigo ao motorista, mas hoje o motorista desrespeita o sinal vermelho após as 22h mesmo sem o menor sinal de perigo). Mas eu acho que isso é assunto para outro post, gostaria de me ater à faixa de segurança.

Não bastasse o nosso comportamento estar errado, as autoridades de Porto Alegre através da nossa EPTC reforça esse comportamenteo ERRADO, ao confundir o motorista e o pedestre nessa questão, por exemplo, na aberração vista na foto abaixo:

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Nessa foto podemos ver que a EPTC reforça a visão ERRADA do motorista porto alegrense, de que a preferência na conversão é do motorista. O poder público está passando um recado claro que é o seguinte: “Pedestre, ao atravessar, respeite o carro. Não prossiga na sua travessia, ande 5 metros adiante nesse brete horrível até chegar na sinaleira de botãozinhjo,  pare, aperte o botãozinho espere até o sinal que demora uma época abrir para você e somente resguardado por uma sinaleira específica, atravesse, caso contrário você poderá ser buzinado, xingado e ter que correr para não ser atropelado, isso se você tiver sorte, caso não tenha sorte você morre”. Em outros pontos da cidade, a EPTC espalha placas onde se lê “Ao converter, respeite o pedestre”, mas essas placas são meros adornos, piadas de mal gosto que ficam próximas desses curiosos desenhos de retângulos brancos pintados no asfalto, cuja utilidade os motoristas de Porto Alegre desconhecem totalmente. São adornos pois a EPTC não fiscaliza a utilidade dessas peças de arte, ou seja, a EPTC tem uma comunicação esquizofrênica com os motoristas de Porto Alegre, ora dizendo uma coisa, ora dizendo outra. Não quero advogar contra as sinaleiras de botãozinho que são muito úteis, sim, no meio de vias movimentadas onde o pedestre deve atravessar com segurança, mas a sua colocação em cruzamentos é um erro crasso, que causa confusão pois passa uma mensagem ERRADA ao motorista que acha que só deve parar caso veja uma luz vermelha na sua frente.

Quando viajamos para longe das nossas terras, hábito comum entre porto alegrenses da minha geração, nos damos conta que uns mitos que carregamos há anos não passam de uma fantasia, ou de desculpa esfarrapada mesmo. Em Nova Iorque, onde morei por um ano e meio, não existe sinaleira de botãozinho em esquina. Existe no meio de via movimentada, mas em esquina nunca. Nas esquinas as sinaleiras de pedestres são sincronizadas com as dos carros, de modo que quando um carro converte, ele vê que o sinal está verde para o pedestre que atravessa a transversal e para para (obrigado revisão ortográfica!) o pedestre. O sistema lá é lógico. Em Porto Alegre é ilógico e alimenta uma série de mitos que faz com que motoristas se recusem a respeitar o Código de Trânsito. Quando falo de mitos, me refiro ao argumento padrão do motorista da nossa cidade que argumenta que “se eu parar, o carro de trás bate em mim”, “eu só preciso parar se o sinal for vermelho para mim”, “se eu parar na faixa, o trânsito para” e o ignorante “eu não preciso parar, o pedestre tem que cuidar os carros e quando não vem nenhum ele atravessa em segurança”. Eu gostaria portanto explicar porque que cada um dos “argumentos” não passa de besteira:

# 1 Se eu parar, o carro de trás bate em mim – Realmente pode acontecer, mas caso isso aconteça, chame a EPTC, registre o boletim de ocorrência e cobre do motorista que destruiu a traseira do seu carro pelos custos com a reparação, pois o motorista deve sempre vigiar o carro da frente. É a mesma situação caso você reduza em um sinal amarelo e eventualmente pare e o carro de trás contasse com o seu prosseguimento, ele está errado. Você não pode mudar a sua maneira de dirigir por causa da maneira que outras pessoas dirigem. Se você reduz e para no sinal amarelo, em uma placa de PARE (o que é o correto), e a traseira do seu carro continua intacta, acredite em mim, ela vai continuar intacta em uma parada para um pedestre na conversão.

#2 Eu só preciso parar se o sinal for vermelho para mim – Essa desafia as leis da lógica. Levando em conta que estamos falando de cruzamentos com semáforos de somente 2 fases (uma para cada via), é lógico e esperado que o pedestre não cruze a via quando o semáforo estiver verde para os carros na via que ele quer atravessar, ele vai esperar ficar vermelho (e consequentemente verde para o carro que vem da transversal). Logo, se você, motoristas, estiver convertendo (da transversal), na sua via original o sinal estará verde para você, e consequentemente para o pedestre TAMBÉM, pois é a única oportunidade que ele tem para atravessar a rua que você pretende ingressar, e como diz o CNT, quando existe um conflito de interesses, o senhor vossa majestade o carro NÃO TEM PRIORIDADE ALGUMA, vai esperar passar os pedestres, depois os ciclistas e só então vai passar com seu veículo.

#3 Se eu parar na faixa, o trânsito para – Deixa eu ver se eu entendi bem: o trânsito de Porto Alegre flui muito bem com toda naturalidade em todos os horários, em todas as vias. Mas quando o malvado e perigoso pedestre resolve atravessar a rua, todas as vias ficam estranguladas, os engarrafamentos se formam. É isso? Nós sabemos que não, nós sabemos que o trânsito de Porto Alegre está saturado, e nós sabemos que amanhã estará pior, e que no dia depois de amanhã, pior ainda, pois todos os dias novos carros entram em circulação! O transito para, não porque respeitam a faixa, mas para porque existem mais carros do que a via pode aguentar! Não vai ser o respeito à um artigo do CNT que vai prejudicar o trânsito, quem vai prejudicar o trânsito é o carro novo que o filhão ganhou quando fez 18 anos, o carro novo que foi agregado à família que já tinha 2 na garagem, é também por causa da fubica velha que o trabalhador compra com o suado dinheiro em 96 prestações pois o ônibus que o infeliz pega todo dia tá sempre lotado, o que inviabiliza que ele vá trabalhar de ônibus, e também é o carro que o ciclista frustrado compra porque os motoristas da cidade dele insistem em colocar a vida desse em risco, isso só para se afirmar, para mostrar quem é o dono da via. Quem para o trânsito são os carros, e nada mais.

#4 Eu não preciso parar, o pedestre tem que cuidar os carros, e quando não vem nenhum ele atravessa em segurança – Essa é a minha preferida! Não vou nem citar o CNT que já acabaria com esse “argumento”, mas vamos apelar ao objetivismo, vamos analizar essa situação com a nossa razão. Temos 2 atores, um é uma pessoa andando na rua, o outro é uma pessoa conduzindo 1 tonelada de metal através de comandos mecânicos ou eletrônicos que façam que com pouquíssimo esforço possa-se frear e acelerar a tonelada de metal com  agilidade. Um pode matar o outro. Um está percorrendo um movimento uniforme ao converter para uma rua, com ampla visão dos 2 lados da esquina podendo antever facilmente se alguém está iniciando uma travessia de qualquer dos lados da rua, o outro está atravessando uma via, logo, de frente para uma das faixas da via transversal (daonde converte o outro), mas de costas para quem converte da outra faixa da mesma via, sofrendo com movimentação lenta e visão limitada. Quem tem que cuidar de quem? Sem citar o CNT, fica óbvio que o motorista tem mais condições de cuidar do pedestre do que vice-versa.

Espero que com esse artigo eu tenha ilustrado por meio lógico e racional porque você que ainda acha que não deve parar na faixa ao converter está redondamente enganado e deveria rever os seus conceitos.

Guilherme Louzada – Administrador



Categorias:EPTC, traffic calming, Violência no trânsito

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83 respostas

  1. Já ficou bem claro que a mentalidade dos motoristas, da prefeitura e da EPTC é a de que o pedestre é um mero CONVIDADO nas ruas, e a de que deixar o pedestre circular com segurança é um favor prestado, não uma obrigação imposta pela lei. A impressão é a de que o pedestre, bem como o ciclista, deve agradecer ao chegar vivo no seu destino. Creio que não haja cultura que não possa mudar, mas quando as próprias autoridades estimulam essa cultura, fica bem difícil.

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    • Convidado? Pela lógica da EPTC e da prefeitura, parece mais que é um intruso, um imigrante ilegal…

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  2. Dirigir não é mole. Parar na faixa nem sempre é fácil. Deve ser facilitada a vida do condutor. Deve haver também conscientização de todos. Na Alemanha, na Dinamarca, na Suécia e no Japão, funciona. Vamos fazer funcionar aqui?

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    • Por isso que eu sempre reduzo a velocidade chegando perto das faixas de segurança, vou cuidando a calçada. Problema é que às vezes tem alguém pateta parado do lado da faixa que não quer atravessar, tá ali só de bobeira…

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    • O condutor está bem sentado no seu carro, ouvindo sua rádio favorita, no ar-condicionado, protegido do calor, da chuva e do barulho da rua, e tu ainda quer que a vida DELE seja facilitada, em detrimento das pessoas que estão caminhando?

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  3. Perfeito. Mas eu jogo toda a culpa na EPTC e autoridades que nao educam NADA.

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    • A EPTC não manda na minha educação no trânsito. Eu decido se vou respeitar ou não o pedestre. No máximo a EPTC avacalha MUITO a circulação, mas mesmo assim, tu ainda pode dar preferência ao pedestre. Engraçado que quando eu dirijo, eu paro pras pessoas e geralmente elas agradecem, mas qdo eu sou pedestre e param pra mim, eu não agradeço, pois não é mais que obrigação dar passagem ao pedestre (claro que quando ele está atravessando em local adequado).

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      • Exato, em última instância a EPTC é responsável pela educação no trânsito mas todos motoristas são adultos e deveriam responder pelo que fazem.

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        • Teoricamente, a educação é feita pelos CFC’s, supervisionados pelos Detrans. A EPTC teria que fiscalizar e punir. Mas a história mostra que as punições vêm para motoristas que desrespeitam outros motoristas, e quase nunca para motoristas que desrespeitam pedestres.

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  4. Nos estados unidos pode dobrar à direita no sinal vermelho. 🙂

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  5. Muito bonita a teoria.

    As sinaleiras de pedestre existem para organizar o fluxo. Está errada essa idéia do
    Pedestre atravessar onde quer e como quer. Tem que haver bom senso do pedestre, depois se atiram na frente do carro e a culpa é do motorista.

    Aliás, a culpa é sempre do motorista, esse vilão que dirige uma lata assassina de 1 tonelada.

    Pura demagogia/hipocrisia.

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    • Niltão, você está erradão.

      Errado é achar que o carro tem que passar a todo custo, que o motorista não pode esperar dois segundos a mais. Errado é ignorar as evidências das cidades mais civilizadas que demonstram que é possível respeitar o pedestre nos cruzamentos. Errado é a prefeitura insistir em técnicas de sinalização confusas e ineficientes. Errado é se acomodar e não querer que isso mude.

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    • Errado também é achar que temos milhares de pessoas sendo assassinadas por veículos por ano e quem está com razão são os veículos.

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    • Por isso que o CTB também regulamenta o tráfego de pedestres. Não dá pra dizer que o pedestre atravessando na faixa corretamente é a mesma coisa que o canalha se atravessando no meio dos carros.

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  6. “ao converter” dói de ouvir, parece aula de Cálculo. “ao convergir” fica bem melhor…

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  7. Descordo de quase tudo… Não é bem assim… Mas não tenho tempo para escrever um texto.

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    • Olha, você pode até “descordar”, mas não vai mudar o fato de que a lei está lá, dizendo que a preferência de passagem é do pedestre. Nem vai mudar o fato de que dar passagem ao pedestre é perfeitamente viável e seguro.

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  8. Eu postei um vídeo no SVC de uma mijada que dei em um caxiense que quase passou por cima de uma criança na faixa. Olha nos comentários a quantidade de gente tentando usar esses argumentos que tu postou aí em cima: http://www.sinalvermelhocuritiba.com/fdp-na-faixa-de-pedestres-em-caxias/ (sem querer fazer spam, pessoal, mas acho pertinente ao assunto)
    Pra mim, dirigindo, é uma luta diária tentar fazer os outros motoristas respeitarem o pedestre. Passo muito pela Ramiro e peguei o costume de atravessar o carro no meio da rua pra ninguém mais passar até os pedestres terminarem a travessia. Imaginem a quantidade de buzinadas que levo. Fora quando paro no cruzamento e vem um imbecil querendo cortar por fora, achando que parei sem motivo.
    Engraçado é que em Nova Petrópolis, Canela e Gramado todo mundo respeita a faixa. É só pra gringo ver. Vendem a ideia de que Gramado é chique, etc. e aí ficam bem comportadinhos. Não dá pra entender.

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    • Já ia esquecendo: ótimo texto, Guilherme, vou divulgar.

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    • Também acho isso engraçado, os mesmos barbeiros de POA pisam em Gramado e daí viram Europeus… hahaha.

      O vídeo mostra aquilo que vemos todos dias aqui nas ruas.

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    • Legal cara. É isso aí… se boa parte das pessoas desse a real já diminuiria bastante a falta de educação.

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    • Ao meu ver, a diferença é cultural, tem mais a ver com a cidade ser pequena. Você vê esse nível de respeito em todas as cidades pequenas, não só nas turísticas.

      Isso vem do fato de as pessoas serem muito mais próximas nas cidades pequenas (chance de estar desrespeitando alguém conhecido), e de as notícias se espalharem rápido (chance de você ficar mal-falado). A cidade grande banaliza a estupidez por padrão; precisa de vontade cultural para mudar isso.

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      • Entendo tua lógica e concordo em muitos casos, mas em Gramado a questão é outra, pois a maioria das pessoas está lá só para o final de semana.

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        • Acho que pode ter a ver com as pessoas demorarem a se deslocar em POA, à falta de paciência, vontade de querer chegar em casa logo… o stress dos motoristas. Em Gramado eles estão passeando, sem pressa… é um troço de psicologia… hehehe. Isso me lembra um desenho do Pateta muito clássico em que ele é um respeitável cidadão que vira um monstro quando está no carro: http://www.youtube.com/watch?v=cfnrHz_gM20

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        • Esse desenho é fantástico, sempre lembro dele.

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        • Sei não. Já dei muita mijada em gente passeando no meio do dia em PoA, andando devagar – não sei a dificuldade dos portoalegrenses de entender que se andar no limite de velocidade, vai pegar menos sinaleiras e mais gente vai passar – e não parando na faixa. É que lá eles querem pagar de educados, mas a diferença é que parar na faixa é obrigação, não é gentileza.

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    • Também tenho ocupado 2 faixas para parar na faixa de pedestres, pra não perigar que algum motorista passe bombando e faça strike nos pedestres…

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  9. Para mim, ligar o “pisca-pisca” ao dobrar já seria um grande ganho de civilidade.
    Moro na esquina da Bento Gonçalves com a Luis de Camões. Atravesso a Bento após a esquina, no sentido centro-bairro, local COM FAIXA DE SEGURANÇA.
    Os veículos que “sobem” a Luis de Camões e dobram à esquerda, não só não respeitam a faixa, como nem se dão ao trabalho de ligar o pisca para dobrar, POIS COMO NÃO VEM CARRO NO SENTIDO CONTRÁRIO, PARA QUE LIGAR O PISCA????

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    • Exato, é mais uma infração que quase todos motoristas fazem e a EPTC faz vista grossa. É impressionante, quase ninguém liga o pisca, e se liga é depois de começar a curva, o que é o mesmo que nada.

      Somos tão mal motoristas, no geral, que sequer entendemos a importância de sinalizar para os outros a intenção de dobrar.

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      • Eu ensinei a minha esposa a antever e xingar os manés que dobram sem dar pisca.

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        • Bjo da esposa ensinada! ahahhahahahha.

          Xingo mesmo, nem tô! Ainda não sou motorista, mas quando o for prometo tomar cuidado e prestar atenção ao bendito pisca!

          A mesma coisa acontece ao atravessar a entrada dos carros no Bourbon Assis Brasil. Ali é calçada, e é obrigação do carro parar..

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      • Bah, fato. A maioria dos motoristas são péssimos. Não dão pisca pra dobrar, pra trocar de faixa, pra nada. Isso é só mais um exemplo de que o Brasil nunca vai ser um país desenvolvido. As pessoas não são civilizadas o suficiente. Falta educação mínima em todas as esferas. Além disso as auto-escolas são porcas e deficientes. Prova disso… hoje eu uso óculos, mas quando eu fiz auto-escola eu não usava. Errei letra no teste visual e não fez diferença nenhuma. O tempo das “aulas” é totalmente matado. Cada uma faz as aulas práticas do seu jeito. Algumas vão pra estrada, sobem lombas, outras não. É triste fazer as coisas da maneira certa e ver que 90% não faz. =(

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        • “Nunca” é forte demais. Os desenvolvidos de hoje já tiveram trabalho infantil, gente ingnorante e motoristas ruins.

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  10. Tenho a impressão de que o nível técnico dos comentários desse post supera o dos “técnicos” da área de engenharia de trânsito da EPTC.

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