A cidade mais sustentável da América do Sul perdeu o posto?

Do original em inglês: “Has South America’s Most Sustainable City Lost Its Edge?”

Mathieu Struck / Flickr

Mathieu Struck / Flickr

A metrópole do sul do Brasil, Curitiba, construiu sua reputação como um modelo de planejamento urbano, graças, em grande parte, ao seu sistema inovador de transporte. Mas, nos últimos anos, o sistema tornou-se superlotado e caro, levando as pessoas a usarem seus carros.

Curitiba é, hoje, a capital do estado brasileiro com o maior índice de automóveis por habitante e as suas ciclovias permanecem largamente sub-aproveitadas. No início de junho, reportagens revelaram que o uso de seu famoso sistema de Bus Rapid Transit diminuiu 14 milhões de viagens nos últimos quatro anos, ou 4,3 %. A isto seguiu-se uma série de acidentes envolvendo excesso de velocidade dos ônibus, e queixas sobre os preços cada vez maiores das tarifas.

O BRT, cortesia: whltravel / flickr .

O BRT, cortesia: whltravel / flickr .

A cultura do automóvel está crescendo em todas as principais cidades do Brasil, pois a emergente e feliz classe média desiste do transporte público ineficiente. Mas o BRT, muito elogiado, que inspirou sistemas como o TransMilenio, de Bogotá , não estava contando com seu declínio de popularidade. A culpa, segundo os críticos, está com a URBS, a agência da cidade responsável pela gestão do sistema, que não conseguiu se adaptar às mudanças dos padrões de uso e com o aumento da população.

O infortúnio do BRT se refere às principais falhas da governança da cidade de Curitiba. Depois de elogiada por seu planejamento urbano impecável e intervenções inovadoras – a cidade praticamente inventou o termo “acupuntura urbana” – Curitiba agora parece estar sofrendo de uma certa inércia.

Ônibus de Curitiba sistema Rapid Transit vem sofrendo superlotação nos últimos anos. Cortesia: Elias Dias

Ônibus de Curitiba sistema Rapid Transit vem sofrendo superlotação nos últimos anos. Cortesia: Elias Dias

“Nos últimos 15 anos Curitiba tem descansado sobre as suas glórias”, diz Clara Irazabal, professora assistente de planejamento urbano na Universidade de Columbia, que escreveu longamente sobre a metrópole brasileira.

A cidade não foi capaz de integrar seus crescentes subúrbios em um plano regional coerente. Como resultado, a maioria das intervenções de planejamento pelas quais  Curitiba é conhecida – parques públicos e espaços verdes, ruas pedonais, a preservação da área histórica – não são acessíveis a centenas de milhares de residentes suburbanos (e geralmente de baixa renda).

O método de planejamento de Curitiba também se concentra na cidade “formal”, deixando milhares de moradores de baixa renda sem escolha, mas para estabelecer assentamentos ilegais devido à falta de habitação a preços acessíveis, diz José Ricardo Vargas de Faria, um engenheiro que trabalhava na Ambiens – o órgão de planejamento urbano de Curitiba que opera como uma cooperativa. “O discurso sobre Curitiba deixa de fora deliberadamente certas coisas, e contribui para construir uma imagem de uma cidade que resolveu todos os seus problemas através de um planejamento”, diz ele.

Graffiti onde se lê "2,20 reais já é um roubo", pode ser visto em torno da cidade de Curitiba. Usuários de BRT têm se queixado sobre as tarifas elevadas. (Crédito: Movimento Passe Livre)

Graffiti onde se lê “2,20 reais já é um roubo”, pode ser visto em torno da cidade de Curitiba. Usuários de BRT têm se queixado sobre as tarifas elevadas. (Crédito: Movimento Passe Livre)

Uma estimativa de 10 a 15 % da população ainda vive em moradias precárias, e 83 % da população na área metropolitana ganha uma renda baixa a moderada (inferior a cinco salários mínimos mensais) (ler documento aqui, em inglês – PDF). A criminalidade é alta, com 4,7 assassinatos a cada dia na média. Isso é 56,8 assassinatos por 100.000 habitantes (ler documento PDF aqui), uma taxa quase tão elevada como New Orleans (58 assassinatos por 100.000 habitantes em 2011.) Estes números não são ruins para os padrões brasileiros. Mas Curitiba era para ser diferente de uma típica cidade do BRIC.

A imagem de Curitiba foi em grande parte construída em torno de Jaime Lerner, prefeito três vezes entre 1971 e 1992 e mais tarde governador do estado do Paraná. Ele ficou famoso com o lançamento do BRT, bem como de muitas outras medidas inovadoras. Como arquiteto e urbanista, ele contribuiu para a criação, em 1965, da agência de planejamento da cidade, o IPPUC.

Mas a sua prefeitura de alto perfil, por vezes, ofuscou o trabalho do departamento. Como governador, ele adotou uma postura conservadora em relação a várias questões sociais, e foi responsável por uma dura repressão do movimento sem-terra.

Desde os dias Lerner, o IPPUC recuperou a sua autonomia do gabinete do prefeito, mas ainda está operando em círculos fechados. “Curitiba é muito famosa pelo seu planejamento urbano, mas a verdade é que esse planejamento é muito autoritário e tecnocrático”, explica Faria. O exemplo mais recente disso são as agressivas concorrências públicas para sediar quatro jogos da Copa do Mundo de 2014. Elaborado pelo IPPUC, as concorrências envolvem um reordenamento das prioridades do planejamento da cidade, a venda de bens públicos, a remoção dos moradores sem um plano de realojamento e uma série de outras medidas.

Para Clara Irazabal, este tipo de decisão marca a entrada de Curitiba no que é às vezes chamado de “urbanismo neo-liberal”, o que implica tratar a cidade como uma mercadoria, a fim de atrair capitais, por vezes à custa de uma grande parte da população. Nesse sentido, Curitiba só é culpada por fazer parte de uma tendência mundial de governança de cidades.

Enquanto isso, a discrepância entre sua imagem impecável e realidade está crescendo.

“Você tem que lembrar que, no momento, todas essas idéias eram muito inovadoras”, diz Irazabal. “Há uma lógica de aprendizagem das melhores práticas. Você pode ter soluções para problemas que se provou serem eficazes, e isso é prevalente em muitas outras disciplinas. Essas idéias viajam ao redor do mundo.” Ela acrescenta: “Às vezes as idéias continuam viajando, mesmo quando eles estão desatualizadas.”

FLAVIE HALAIS, 06 DE JUNHO DE 2012

Flavie Halais é jornalista e diretora de filmes freelancer. Mora em Montreal, Canadá.

FONTE: ATLANTIC CITIES PLACE MATTERS

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Esta matéria é um pouco antiga (junho/2012), mas achei que valia a pena compartilhar com vocês.



Categorias:Bicicleta, BRT, Sustentabilidade

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43 respostas

  1. O sistema de ônibus de Curitiba é ótimo, o problema é que transporte público em geral não é essa maravilha que todos pensam, a mídia é hipócrita e eu vou dizer porquê. Vc pode morar em qualquer região de Curitiba que vai encontrar paradas de ônibus próximas e o sistema é integrado, vc pode ir pra qualquer lado da cidade pagando apenas uma tarifa e nos corredores o deslocamento é muito rápido. O problema é que o sistema não da conta da quantidade de usuários e mesmo assim, sobrando usuários, o sistema não se paga. O governo tem que subsidiar em grande parte o transporte pra manter a tarifa em R$2,60. A solução seria aumentar a quantidade de ônibus, isso seria possível, mas o governo teria que aumentar e muito o subsídio e isso seria impossível. Então a tarifa teria que aumentar bastante e quando o povo aceitaria isso? Nunca! Que tal algum ‘J’enio da mídia dar uma solução pra isso ao invés de mandar todo mundo usar transporte público? Não é tudo tão simples como a brasileirada pensa. Se o político se tentasse explicar isso pra brasileirada eles não entenderia nada do que foi dito e o cidadão perderia a eleição, por isso da-lhe bla bla bla sustentável na mídia!

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  2. Curitiba buscou alternativas para o transporte público e inovou com o BRT, porém a realidade das grandes cidades exige soluções ainda mais inovadoras. O Sistema AEROMÓVEL precisa ser aperfeiçoado ao máximo e implantado em escala maior. É preciso analisar ambos os sistemas, BRT e Aeromóvel, e ficar com o mais adequado. Será que o BRT será solução para Porto Alegre, ou ainda não acreditamos suficientemente no Aeromóvel?

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  3. Curitiba está tão ruim assim?

    Florianópolis que tem o mar como opção está ruim, como Porto Alegre não aproveita a via natural que tem, e nesta época com chuva nem falo, os turistas sem ter o que fazer, a maioria ao mesmo tempo dirige-se para aos shoppings centers da capital catarinense,

    Sem congestionamentos, cruzamentos e semáfaros, nem pedestres, como todos sabem está localizada numa ilha, porém tem a máfia dentro da prefeitura que diz que é inviável e coloca o assunto fora de questão, sem falar que a capital catarinense só tem duas pontes, a terceira é só para cartão postal, e dá uma fortuna por mês, dinheiro do povo, à alguns “espertos.”

    Transporte público no sul do Brasil é isto que estamos vendo, um trecho de metrô, o resto é o quê vemos, são estradas, que fomenta a indústria de ônibus, automóveis e caminhões.

    Não existe planejamento para construção de linhas férreas para transportar passageiros
    entre as capitais do sul e dentro delas mesmas.

    Vemos, balsas, trens, bondes e VLTs etc. em filmes e documentários rodados na Europa, EUA e até na Ásia, somos o mais progressista país do mundo!

    Resultado? Caos nas ruas e estradas.

    Para ir e vir, na cidade e estradas gasta-se horas em congestionamentos intermináveis.

    É o que estamos vendo na BR 101 não só neste ano, mas já faz anos!

    Quem reside na ilha, com tando mar ao redor, não tem barco nem lancha, ir à praia tem que ser de automóvel, pois aos fins de semana os inteligentes da prefeitura diminuem os horários de ônibus, ou seja, como não fosse um lugar turístico, um absurdo!

    E assim a vida segue com estes incompetentes na administração pública, não é só em Curitiba ou Porto Alegre, em Florianópolis também é esta porcaria!

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  4. Acho que a reportagem exagera no tom pessimista.

    PS: Somente a segunda foto da reportagem já alavanca Curitiba 10 andares acima de Porto Alegre: BRT, paradas de ônibos decentes e inteligentes, pedra portuguesa com desenhos, banco, uma proteção de ferro com poste trabalhado e vaso com flores. Um dia chegaremos lá.

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    • Isso é bonito, mas não quer dizer que funcione, marketing é isso, parecer algo que muitas vezes não se é. Eu usei o BRT de lá e não gostei dos ônibus, desconfortáveis sem refrigeração, as paradas são bonitas, mas quentes no verão pois não são climatizadas e se tornam uma estufa no verão e as vezes chegar aonde se quer se torna custoso no tempo pois tens que ir a uma estação X atravessando a cidade, para trocar de bus e chegar na estação Y que nem era longe do ponto de origem. Foi algumas coisas que observei usando o sistema curitibano.

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    • Marcelo, o foco da reportagem é o sistema de transporte BRT e não paisagismo.
      Se tu não leu tudo, ela fala basicamente na saturação do famoso sistema de canaletas de Curitiba, tão comemorado mundo afora e servindo de exemplo para várias cidades. MAS SATURADO E A BEIRA DE UM COLAPSO. Tanto que Curitiba terá metrô também em breve. Não vejo clima pessimista nisso. Nem um pouco. Afinal todas as principais cidades do país devem ter problemas semelhantes no transporte público, por falta de investimento do poder público. Como se isso fosse grande novidade para nós !!!!!!!!!!!!!
      Aliás, ela nem toca no assunto urbanização/paisagismo. Este teu comentário é deste texto mesmo ?????

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  5. É o BRT que não funciona em Curitiba que será implantado em PoA?

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  6. Sobre essa imagem de Curitiba, muitas pessoas de la ja me falaram mal desse sistema de onibus deles, e babaram para os nossos em Porto Alegre, quando comentei isso com algumas pessoas, só faltaram querer me esfaquear.

    Mas eles deram os pontos de cada sistema, falaram que nossos onibus são bem limpos, ao contrario dos de la, mas que os nossos dão muitas voltas para ir para um certo lugar, falaram que mesmo no horario de pico, nossos onibus não chegam ao ponto de lotação dos deles.

    Não acho nossos onibus ruins, acho que faltam algumas linhas, organizar outras, um bom ar, pontualidade (as vezes um onibus pontual pode evitar um onibus lotado) e uma passagem com um preço aceitavel.

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    • Mas aqui no blog também tem gente querendo te esfaquear Guilherme hahaha
      Tô brincando.

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    • O problema dos ônibus de POA é que onde eles tem corredor segregado, eles dividem espaço com dezenas de linhas de cidades da Grande POA, muitas vezes vazios. A baldeação pra quem não é de POA deveria ser obrigatória há mto tempo. Onde eles não tem corredor segregado, eles precisam dividir espaço com os carros. Aí vem o grande problema, já que devem haver no máximo uns 10 corredores de ônibus em POA, nas principais avenidas. No resto da cidade, eles dividem espaço com carros, e aí há os famosos gargalos causando atraso e por consequência, insatisfação dos usuários. Somando isso à falta de ar-condicionado, que proporcionaria algum conforto, e às paradas precárias, muitas vezes sem abrigo no sol tórrido, ou na chuva, ou imundas, caso dos corredores, temos um serviço que, pode até ser “dos melhores do Brasil”, mas que NÃO É BOM.

      Não é bom no sentido de fazer não conseguir com que a metade da população que anda de carro perceba que é um meio de transporte do mesmo nível, que valha a pena usar. Vejam que mesmo o Trensurb não é visto como alternativa por muita gente, sendo preterido aos carros e ônibus no absurdo transtorno diário da BR-116, justo por pecar no quesito conforto e lotação (pois pontualidade não dá pra reclamar). Claro, também falta cobertura ao Trensurb, mas enfim.

      O transporte em massa no Brasil, e em especial em Porto Alegre, tem que melhorar muito antes do pessoal aí sair condenando quem anda de carro. Eu venho usualmente de carro, pois geralmente levo metade do tempo do que de ônibus, pois nenhum ônibus me deixa perto do trabalho. A opção mais rápida sem carro leva 40 minutos de ônibus (20 de ônibus + 20 de caminhada). De carro levo 20 minutos e tenho estacionamento grátis. Ainda assim hoje vim de ônibus, pois não está tão calor e com as férias não é tão lotado, e pq faz bem dar uma caminhada.

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      • Meu colegas que chegam aqui as 7 da manhã pra conseguir garagem usam o mesmo tipo de justificativa. Não me entenda errado, é a opção de cada um e todos tem seu direito, mas também tenho meu direito a criticar comportamentos que acham que fazem mal para minha cidade.

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      • O lance da caminhada que tu falou é tudo: muita gente tem preguiça de caminhar, nem que seja 5 minutos. Geralmente são pessoas que estão acima do peso, mas enfim….

        Desde que troquei o carro por ônibus, preciso caminhar todos os dias 10 minutos de casa até a parada e vice versa. Mas tem vizinho meu que diz “deus o livre ter que caminhar tudo isso todos os dias”.

        Ao mesmo tempo estou perdendo peso e ajudando a cidade.

        Tudo é questão de consciência também, deixar de lado o egoísmo…

        Pra muitos dá pra fazer igual faço todos os dias, deixar a preguiça de lado. Outros casos só melhorando a cobertura do transporte coletivo.

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  7. As capitais estão sucateadas no transporte coletivo e individual. Mais carros na rua e estamos chegando à um carro para 2 habitantes. Falta o poder público abrir novas ruas, viadutos, binários, e aí falta poder.

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  8. Quando tu lê em um mesmo artigo que o BRT está caro, superlotado e ” diminuiu 14 milhões de viagens nos últimos quatro ano” pode ter certeza que está sendo mal administrado.

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  9. Achei ótimo o texto. Isso mostra a enganação que a cidade de Curitiba passa. Não digo com isso que ela é pior que POA. Não, não é. Mas mais da metade do que dizem de positivo dela é puro marketing. E este texto foi escrito por uma estrangeira. Com isenção. O que torna ele mais verdadeiro e sem amores por cidades e sentimentalismo.

    Obs.: conheço bem a cidade. Gosto bastante. Mas não é tudo aquilo que falam.

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  10. Que a cidade nao eh essa maravilha toda, ta certo. Mas e texo esta muito exagerado. Fala que aspessoas nao tem acesso ao centro historico (!) E veSe que eh um esquerdoide que escreveo, quando diz que o governo eh muito autoritario ao agir para planejar a cidade ou remover pessoas. Isso eh tudo o que desejamos em Poa: pulso, acao, decisao. Mas aqui eh a cidade dos debates interminavies, do coitadismo, do assembleismo, das assembleias publicas, da orla abandonada, das obras que levam vinte anos pra acontecer, das que sao espantadas, dos abracos a morros, do adeus a ousadia, do adeus a criatividade, das solucoes mediocres e pequenas.
    Queria um pouco dessa decadencia de Curitiba.

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  11. Pessoal, estou corrigindo erros na tradução do texto. Peguei de um site que traduziu com o google translator provavelmente. Estou fazendo as devidas correções.

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  12. Aaaaa, esse negocio de sistema de transporte publico no papel e nas palavras é bonito, mas na realidade, nunca vai ser mais interessante pegar um onibus do que um carro.

    Primeiro que pra onibus, o cara depende de horarios, eu, indo de carro, poderia dormir um pouco mais do que de onibus, pegando o mesmo transito e tudo mais, sabe aqueles 5 minutos de sono que fazem a diferença? Muita gente realmente da valor pra isso.
    O conforto do carro é muito superior, o valor da passagem no Brasil é um absurdo, ainda tem o desconforto da lotação, e eu que não sou muito fã de me esfregar em gente desconhecia, alias, sou meio anti social nesse esquema, ja não gosto muito da idéia de ter alguem desconhecido sentado do meu lado.

    Ainda precisam mudar muitas coisas nos transportes publicos para realmente valer a pena, duas passagens em Porto Alegre, pagam a gasolina que eu usaria para ir ao trabalho, depois para a faculdade, e ainda tem a volta.
    Poderia rachar essa gasolina com gente que mora perto de casa, que eu conheço e sou amigo, só ai ja dispara na vantagem de um carro.

    Alias, uma coisa que eu não gosto, onibus andando devagar, ta ai outra coisa… haha vou todo santo dia de onibus pro trabalho, e quando pego um motorista que anda devagar, me da raiva, é como mudar minha rotina, sem condições, sem contar que se for fazer corredores de onibus, que seja para os onibus andarem rapido, ja que foi feito para eles.

    Não adianta, por mim, poderiam acabar com os onibus, um metrô vale mais a pena, tu vai num vagão lotado, mas chega em poucos minutos no destino.

    Sistema de transporte publico nunca vai ser mais confortavel que um carro,em qualquer lugar do mundo, a diferença é que ele pode valer pelo bolso, mas no Brasil isso não existe, mesmo com a gasolina cara, sai mais barato ir de carro do que pagar uma passagem.

    Claro que vai ter gente de blablabla, falando do seguro do carro e bla bla bla, mas num pais onde carro é é status, isso é o de menos, as pessoas fazem questão de ter um carro, a diferneça é que poderiam evitar de usar ele para fazer certas coisas e usar o sistema de transporte publico só pela economia de combustivel.

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    • Eu dia que este teu comentário prova que tu é o típico filhinho de papai…

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    • Carro é mais caro e ponto, pode por no papel que verás.

      Transporte público DEVERIA ser rápido, mas realmente nossas cidades implementam ele de maneira péssima e por isso só funciona para alguns poucos. E daí chegamos nessa questão de conforto. Tem muita gente que acha confortabilissímo ficar 1h dentro de um carro com ar condicionado, sofrendo estresse de trânsito pra quando chegar no destino ficar se estressando para chegar no estacionamento. Meus colegas de trabalho, por exemplo, chegam lá as 7hs da manhã para conseguir vaga na garagem visto que há um número limitado e é por ordem de chegada. Eu que vou de bicicleta ou ônibus (depende o dia), chego lá em 20mins lá pelas 9hs bem desestressado hehe.

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      • Perfeito comentário Felipe! E tem gente que não se dá conta disso ainda!

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      • Tu fala isso por que tu consegue viver sem um carro, não é algo que tu realmenet da valor, mas a maioria das pessoas gostam do carro e deixam um na garagem, não se importam de pagar ipva, seguro e tudo mais, isso é são só mais algumas contas para pagar, até por que muitas pessoas que tem carro e usam o transporte publico, deixam o carro para usar apenas em viagens ou passear nos finais de semana, ai o cara resolve parar pra pensar, fazer uns calculos, vai ver que vai ir mais rapido e com mais conforto no carro, escutando uma boa musica com o ar ligado.

        Eu gasto por dia em dias de aula 8,55 em passagens de onibus, isso da 3 litros de combustivel, se eu pego um carro que faz 10km/l na cidade, da pra fazer todo o caminho que eu faço de onibus, gastando menos, e em menos tempo, ainda assim sobra, se juntar o que sobra durante todo o mês, tu pode pagar estacionamento ou a manutenção do carro.

        Acho que a unica vantagem nesse caso com o onibus, é que tem um motorista pra ti.

        Sistema de transporte publico no Brasil é caro e desconfortavel, todo mundo sabe disso, entra dentro de um onibus, lotado ou não, pergunta para as pessoas o que fariam se tivessem o valor que daria pra comprar um carro, a maioria iria querer um carro.

        Comprar um carro no Brasil ja é um absurdo de caro, manter um carro tambem é caro, ainda assim o transporte publico fica caro com as pessoas tendo (ou não) essa opção.

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        • Guilherme, o Felipe tem carro.

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        • Se eu vou trabalhar de carro, eu gasto no mínimo 30 min. Se eu vou de ônibus, gasto 15 min. E vou sentado sempre. E agora?

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        • Olha Gilberto, acredito que o fato de tu conseguir ir sempre sentando é uma exceção. A não ser que tu pegue o bus no fim da linha, ou seja uma pouco movimentada. Tenho mais de 8 opções de linhas de onibus que me deixam proximo ao trabalho, e nunca consigo ir sentado… é sempre espremido. Mas ainda prefiro o bus, porque ele vai por corredor exclusivo e chega antes do que o carro, embora o valor seja absurdo. Fora que a grande maioria dos nossos onibus não tem ar-condicionado. Me desculpa, mas acreditar que as pessoas um dia vão desistir da ideia de ter um carro pra usar o nosso péssimo transporte público, é mais do que ilusão.

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          • Eu não falei que em todo lugar era assim, falei ?
            Relatei o meu caso, pra que não caiamos no erro de generalizar.
            E isso acontece muito aqui no Blog. Cada um relata a sua experiência como se fosse a da cidade como um todo. GRANDE ERRO!
            Isso que eu quis mostrar.

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        • A tua ideia sobre quem é maioria é algo! Se tu falar a maioria da classe média alta pra cima ai podes estar certo.

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        • Eu sempre disse que não funciona para todos. Mas aí é que está, as pessoas planejam as vidas delas em volta de carro. Eu planejei em volta de transporte público, comprei apartamento onde há bastante oferta e agora eu colho os frutos e não me estresso como meus colegas.

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        • Se as pessoas querem pagar IPVA e ficar no meio do congestionamento é o direito delas. Mas isso não faz do carro ‘mais barato’. Nem me tira o direito de me queixar se usam o dinheiro dos meus impostos para construir viadutos e alargar ruas, diminuindo calçadas.

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    • Eu não acho carro mais confortável.Carro é estressante e caro. Tem que cuidar pra não bater, pra não baterem em ti, não se arranja lugar pra estacionar e tu ainda paga uma fortuna pra isso.

      Andar em transporte público de primeiro mundo é que nem um sonho. Rápido, confortável, ninguém te assalta, barato e as pessoas são bonitas ainda por cima.

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    • Só uma coisa, Guilherme. Esqueceste de computar o valor de aquisição do carro, seguro, IPVA, revisões, manutenções, estacionamento, etc. Quem arca com todas estas despesas (nao parece ser teu caso) deve-se perguntar se vale a pena essa “liberdade” de andar de carro.

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    • Nesse site tu tem uma noção do quanto custa pra manter um carro:

      http://vocesa.abril.com.br/servicos/calculadoras-e-simuladores/quanto-custa-manter-um-carro.shtml

      Falando nos tempos de hoje em POA, há casos sim, que o carro é mais vantagem (em termos de tempo). Só que se tu considerar uma série de outros fatores, acaba saindo mais caro.

      SIM, infelizmente, nesse país “orientado a carros”, ter um carro é questão de status. Chega a ser ridículo o que algumas pessoas fazem. Se ferram em 6 anos pagando um carro zero, no final já pagou o preço de 3 carros mas as pessoas acham “bonito” porque tem que ter um carro melhor do que o vizinho.

      Mas isso é do ser humano né? ser humano gosta de se exibir. É só olhar as redes sociais, o que tem de post de gente se exibindo chega a ser chato.

      Sobre o transporte público, ele só será largamente utilizado se for atentado aos seguintes pontos:

      – Ser rápido
      – Não ser extremamente lotado;
      – Atender boa parte da cidade de forma eficiente;
      – Ser barato;
      – Andar de carro, principalmente em dias de semana, ser mais custoso e demorado;
      – Carro não ser mais símbolo de status.

      Acho que com isso as coisas melhorariam, não acham?

      Mas acho que esse ano andar de carro vai ficar BEM mais custoso: com a projeção da Gasolina passar os 3 reais (é só questão de tempo, pois lá fora ela já custa mais do que isso), muitas pessoas por obrigação começarão a andar de transporte coletivo. Só espero que esse aumento não venha para o Diesel…..

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