Contra-tudo realizam manifestação contra a trincheira da Anita

“Com a trincheira você não poderá dobrar à esquerda”

“Não a obra da Anita”

“Salvem as nossas árvores”

wpid-anita.jpgEstes são alguns dos dizeres das faixas dos contra-tudo e moradores da região, que estavam reunidos ontem, 10, na esquina da Rua Anita Garibaldi, com Terceira Perimetral em manifestação contra a trincheira que pretende desafogar o trânsito na região.

O sentimentalismo exacerbado em relação a algumas dezenas de árvores me parece que é o principal motivo deles não quererem a construção desta passagem de nível.

Pergunto: por que eles tem que decidir pela cidade toda ?

Uma obra que deveria ter sido feita há mais de 10 anos, juntamente com a construção da Terceira Perimetral, e que não o foi por total falta de planejamento e, talvez, falta de dinheiro, já está atrasada. A cidade precisa destas melhorias.

Lembrando que, pela legislação municipal, podem ser derrubadas árvores para a construção de equipamentos urbanos que serão do interesse da cidade, desde que sejam plantadas pelo menos 3 árvores para cada uma das derrubadas, podendo ser em outros locais.

A foto acima foi tirada às 18h de ontem, 10 de janeiro. Autor: Gilberto Simon



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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148 respostas

  1. Hoje às 16hs. camada asfáltica removida e nenhum operário nem máquina trabalhando. Alguém sabe o motivo?

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  2. Porto Alegre, pela sua geografia, poderia ter muitas dessas “trincheiras” por toda cidade, na Av. Independência por exemplo. Curitiba tem muitos desse tipo de viaduto. O problema em Porto Alegre é a falta de planejamento, constroem um viaduto e implantam uma sinaleira antes ou depois dele,ou como no caso da Nilo Peçanha e João Pessoa, embaixo dele.

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  3. Recebi ontem pelo Facebook esse comentário de uma amiga em uma foto minha de janeiro do ano passado, onde publiquei a manifestação que teve na época onde em cada árvore estava afixado um cartaz com os seguintes dizeres:

    “Esta árvore será derrubada. Resultado: + asfalto + concreto + calor + poluição”

    Deixo aqui para comentários:

    “Acontece que – sei que vão me odiar por isso – a culpa é de quem plantou a árvore ali. Nasci e me criei i no bairro e sei que, desde sempre a Anita era projetada para ser alargada no futuro (olha, isso sei que é planejado há mais de 35 anos). As casas que ali estão não foram construídas com recuo sem motivo – sabiam que o dia da obra chegaria. As árvores não deveriam ter sido plantadas bem na beira da calçada. O mesmo aconteceu na Carlos Gomes anos atrás. Além disso, a maioria dos moradores dali (nos dias atuais) moram em apartamentos construídos onde antes eram casas lindas, com muito verde nos jardins – mas disso ninguém reclama né? Temos que cuidar com certos protestos, elaborados por candidatos a cargos políticos, pois estes só pensam em seus interesses. Sim, devemos preservar o verde, evitando que o bairro cresça enlouquecidamente (com aconteceu no Mont Serrat e Bela Vista). Mas a obra acabou sendo necessária…Infelizmente.”

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  4. Bicicleta não salva nada. pergunta pro trabalhador que tem que pegar ônibus e atravessar a cidade para trabalhar se bicicleta salva. Isso é papo de playboy hipster que pode morar perto do trabalho ou nas zonas centrais. A trincheira, a fluidez da 3a. perimetral não é para quem mora perto, é para quem tem de encarar o inferno que é a 3a. perimetral.

    Evidentemente, é claro que sou a favor das bicicletas, mas existem outras pendências mais urgentes…

    E digo mais: é um crime viver em casas no MEIO da cidade e ainda falar em ecologia… Esse pessoal só quer incomodar porque estão na oposição. Não tratam nada com racionalidade mínima. Deveriam ser desprezados.

    abraço

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  5. Vai bater recorde de comentários esse post!

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  6. Como eu já venho batendo a muito tempo aqui neste blog, o movimento dos ciclistas de porto alegre está viciado, tomado por fanáticos, lunáticos, anarquistas, e pior, em sintonia movimentos políticos, em maioria de veia esquerdista.

    Não dá para levar a sério. É uma pena, pois vocês fazem um desserviço a causa que lutam.

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  7. Bicicleta virou religião sim.Tem até oração:

    “Oração do Ciclista
    Senhor Deus Vós que permitistes a beatificação de São Cristóvão, protetor dos motoristas, dai-nos também, um anjo protetor, que nos ajude a pedalar em paz e segurança nas ciclovias, nos parques, nas trilhas e principalmente nas ruas e estradas.

    Livrai-nos dos maus motoristas, dos pedestres desatentos, dos ladrões e dos irmãos afoitos, que pela ausência de campanha educativa, desrespeitam as leis e o código de nacional de trânsito.Fazei com que os cães, melhor amigo dos homens e das crianças, não nos persigam e não ponham em risco a nossa vida.

    Lembrai-nos que pedalando ganhamos tempo, economizamos combustível, não poluímos o ambiente e promovemos o desenvolvimento físico, e que a bicicleta é um instrumento de trabalho e ganha pão dos mais humildes.

    Despertai nas autoridades a importância da segurança do ciclista, pois ele é também filho do senhor.

    Não nos deixei cair em tentação de trocar a bicicleta por automóvel e quando isso acontecer, fazei-o respeitar a bicicleta e o ciclista.”

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  8. Bah vou dizer uma coisa. Estou começando a me encher desse pessoal das bicicletas. Vocês são muito chatos. Sério! Sou a favor da bicicleta. Agora cá entre nós, você parecem uns religiosos chatos pra burro querendo que todo mundo seja igual a vocês. Se não forem vocês ficam brabinhos e esperneam feito crianças.
    O pessoal do Massa Crítica ficavam trancando a rua só para eles andarem. Não deixavam ninguém mais andar.
    Na boa. Eu apoio as bicicletas. Mas não apoio vocês de forma alguma.
    Até iria num passeata ou algo a favor de bicicletas, mas desde que vocês não estejam lá.
    Não gostaria de ver comparado à Igreja de vocês.

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    • Geraldo, para algumas coisas mudarem, tem que ter gente incomodando, enchendo o saco, apurrinhando. Não é o poder público, espontâneo e bonzinho, que decidiu começar a construir as poucas ciclovias que temos hoje. Você realmente acha que teríamos um metro de ciclovia na Ipiranga, por exemplo, se não fosse pela barulheira que a massa crítica faz?

      Até na Holanda, que é exemplo mundial quando se fala em bicicletas sendo usadas como meio de transporte, as ciclovias não surgiram por geração espontânea, como talvez você imagine.

      Aproveita que é fim-de-semana e dá uma olhada neste vídeo. Tem pouco mais de 5 minutos e é legendado. Ali podemos ver como aquele país era na década de 50, quando muita gente começou a ter dinheiro, a comprar carros e a atrolhar as ruas deles (parece familiar?) Depois a gente conversa.

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      • Sigmund, conheço a Holanda e conheço esse video há muito tempo.
        Há uma grande diferença entre ser chato e respeitar direitos.
        E não vamos confundir o nível educacional e político da sociedade holandesa com a brasileira. Como pode perceber é uma difenreça de 60 anos entre os dois países. Eles começaram a debater isso em 1950 e nós em 2010. Fora que lá há um sistema público e estamos falando de um país plano.
        Ou tu acha que teremos sei lá, milhares de pessoas em suas bicletas vencendo as ladeiras da Anita? Ou do Mont’Serrat?
        Quem sabe lutar por uma ciclovia na subida da Casemiro? Ou da Lucas?
        Vamos ser lógicos. Não é a bicicleta que deve ter o seu espaço, é todo o modal de transportes que deve ser planejado.
        Planejamento deve atender a algo maior. Não apenas para agradar alguns.
        Ai criam-se aberrações como as ciclofaxais.
        Uma pintura em meio a uma avenida em que os carros transitam na média a 60 km/h. Virá coisa para inglês ver.
        Agrada aos ciclistas mas no fundo ninguém usa.
        São Francisco conseguiu isso. Mas aliou todos os modais.
        Os bondes possuem locais para as bicicletas, os onibus na California transportam as bicicletas.
        Ou seja, o modal deve ser integrado.
        Ou tu acha que alguém em sã cosnciência vai ir trabalhar ao meio dia de verão de bike em porto alegre? Agora sair do trabalho as 18-19 horas é viável.
        Por isso que o modal precisa estar todo interligado. Caso contrário as ciclovias vão se tornar locais para final de semana.
        Entendeu?! Não tenho nada contra. Agora não adianta puxar só para um lado. Fica-se nesse fingemento por parte das autoridades.
        Vocês berram, eles fazem uma pinturinha no chão, divulgam como km para cilcistas e ninguém usa.
        Duvida do que eu digo, façam uma pesquisa de quantas bicicletas por hora (vou ser bondoso, por minuto ia ser sacanagem) passam nesses locais.
        Clima, modal interligado, locais para parar a bicicleta… tudo isso interfere. Não é apenas fazer uma ciclofaixa e encher o saco do povo.
        Quantos locais há parar a bicicleta? Onde ficam? E os que tem, onde ficam? Sob o sol, chuva, escondidos, sem segurança.
        Tem é que lutar por um modal integrado, criativo, trazer empresas de aluguel de veiculos por hora para porto alegre, onibus e outros transportes para carregar a bike.
        Acho que nem no Trensurb é permitido levar a bike.
        Sério. Espaços para andar com a bicicleta vão acabar se tornando como um corredor de onibus que voces tanto critiam, o da 3ª Perimetral.
        Tá lá, mas é subutilizado.

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        • Comentário perfeito.

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        • Perfeito mesmo.

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        • Geraldo, a integração entre os modais é uma das lutas, e realmente muito importante, no resto do teu comentário demonstra que estás desinformado.
          Quanto as subidas, aqui um exemplo extremo: http://cicloativando.blogspot.com.br/2008/07/bicicleta-na-subida-na-noruega-moleza.html

          Na holanda a desculpa não era as subidas, o pessoal do Holanda Imagem lá na década 50 fala que na Holanda a bicicleta não daria certo devido ao clima ruim, eles diziam: “Aqui não é o Mediterrâneo”

          Quanto ao “corredor subutilizado” não ter o corredor lotado como o da Assis Brasil ou Farrapos, não quer dizer ser subutilizado, provavelmente passa mais gente naquele corredor do que em todas as pistas para os carros, mas concordo que falta muito planejamento e deve-se melhorar muito o transporte coletivo.

          Quanto a ser ciclista chato, eu entendo que algumas pessoas nos achem chatos, não há problema nisso, mas não diga que queremos que todos sejam iguais, eu sei que a bicicleta não serve para todos e para tudo, não se pode confundir as coisas, o ponto fundamental é que a cidade precisa oferecer condições par que as pessoas se desloquem de bicicleta por toda a cidade com segurança, rapidez e praticidade, mas quem escolhe se vai ou não usar a bicicleta, o transporte coletivo ou o carro é o cidadão.

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        • Ah tah Olavo. Esse caso da Noruega por favor. Esse video deve ter uns 30 anos e duvido que isso ainda esteja sendo utilizado. Parece uma invenção do tipo Prof Pardal.
          A temperatura máxima média no verão na Holanda é de 22ºC. Aqui não preciso dizer quanto é neh?
          Não existe fórmula na implementação de soluções de outros países, aquilo que lá deu certo não necessariamente vai dar certo aqui.
          NY é uma cidade plana e não vê ciclovias no meio da cidade.
          Londres diferentemente deu valor à bicicleta.
          O fato deu achar vocês chatos para burro é que há muito ativismo para poucas soluções viáveis e estudadas. Quando não concordam esperneam feito crianças fazendo barulho.
          Sério se vocês querem que a causa tenha futuro, como eu gostaria de ver mais pessoas caminhando e menos carro, são necessárias ações estudadas e fundamentadas.
          Esses videozinhos velhos com sugestões à lá Prof. Pardal não neh?!
          Isso tira a credibilidade.
          De tudo o que tu escreveu, em todas tuas manifestações nesse post, a parte mais sensata foi o último parágrafo. De muita maturidade.
          Não adianta brigar no âmbito das cidades por ciclovias enquanto a política federal é a de valorização do carro.
          E não vai adiantar brigar por transporte coletivo sem ter segurança pública para ficar na rua esperando por um onibus sem ser assaltado.
          Uma coisa está ligada à outra.

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  9. E ninguém aqui falou dos moradores que vivem na esquina da Anita com a Carlos Gomes (dois homens e uma cadelinha chamada Diana) néam? Eu me preocupo com o destino deles também =/

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