Falando de parques part 1

Em toda grande cidade existe um grande parque. O nosso, é a Redenção. A Redenção é um parque magnífico, com uma alameda de palmeiras e ipês convergindo a um enorme chafariz, laguinho com barquinhos e recantos encantadores. Isso no papel. Na realidade, o nosso principal parque e uma das mais importantes atrações turísticas da cidade, está largado. Mata desordenada, caminhos de barro esburacados, problemas de inundação frequentes, falta de flores, negligência, inúmeras luminárias que não acendem, invasão de sem tetos e papeleiros e marginais à noite, enfim, uma calamitosa bagunça. Hoje, o parque ainda impressiona, mas o seu potencial é muito muito maior do que a admistração do parque tem nos proporcionado.

A maioria dos parques no mundo está divida em setores: há uma parte de mata mais selvagem, uma área meticulosamente cuidada de flores, uma área de amplos gramados, uma área de alimentação, e assim por diante. Hoje, na maior parte, impera uma mata quase cerrada onde não entra luz. Não há jardins, canteiros de flores, capricho, coletores de lixo bonitinhos.

A Redenção deveria ser estritamente dividida em áreas também: sua área de canteiros de flores à-la-Jardim-Botânico-de-Curitiba, uma área de alimentação, uma área mais selvagem. Muitos falam de cercar o parque à noite. Sou contra. O parque é imenso e seria muito caro colocar uma boa – repito- boa cerca em volta. Mas nada impediria de cercar-se certos setores do parque, onde haveriam flores e coisas mais delicadas, como o recanto japonês, por exemplo.

Abaixo, algumas fotos de parques semelhantes em várias cidades do mundo. Segue amanhã. Clique para ampliar, e compartilhe sua opinião, por favor! 🙂

 Caminhos: URGE fazer-se caminhos transitáveis na Redenção: de asfalto, de madeira, de brita, seja o que for, esses nossos caminhos de barro cheios de buracos  e de sulcos não se admite nem em Mogadício. (na foto Tiergarten, Berlin)

tiergarten_-berlin-2Como em todos os parques que pesquisei, há sempre alguns setores/recantos meticulosamente tratados com flores. Abaixo, Tiergarten, Berlin

-tiergarten-berlinRecanto de flores, que na Redenção poderia ser cercado e fechado à noite. Parque Tivoli, Copenhague

Tivoli-Garden---copen

Novamente, abaixo, dificilmente um parque não tem canteiros de flores. Golden Park, São Franciscogolden-gate-pk-SF

Regent´s Park, Londres. Os caminhos para se andar pelo parque, nesta alameda florida, impecáveis!Regent's_Park,_London_-_DSC07041

De novo em Londres, abaixo, no Regent´s Park: o caminho que vimos acima dá nessa fonteregents-park-gardens-london

Tiergarten, Berlin
tiergarten_-berlin

Recanto Japonês nos Bosques de Palermo, Buenos Airesbosques-de-palermo-ba--3

A última foto de hoje nos leva ao Parque do Retiro em Madrid
retiro-madri



Categorias:Outros assuntos

Tags:

37 respostas

  1. sou a favor de quase tudo que você vem postando com relação a manutenção dos parques, praças e ruas da cidade.
    digo quase porque sou contra aos caminhos dentro dos parques. contra talvez não seja a palavra certa… sou contra aos materiais sugeridos.
    sou a favor da recuperação dos caminhos de saibro.
    asfalto, brita, madeira ou qualquer outro calçamento, na minha opinião é anti estético. por outro lado acho que a manutenção do saibro deveria ser mais constante.
    faz muito tempo que não se vê complementarem o saibro da redenção…
    por falar nisso, precisa complementar o saibro dos corredores de onibus da oswaldo aranha também…
    o que não se admite, é caminhos irregulares, cheios de poças d’água acumulando após qualquer chuva e a terrível manutenção dos jardins… esse prá mim é o pior ponto.
    qualquer pessoa que visita porto alegre, tem a impressão, ao contrário de outras cidades do rio grande do sul, que somos avessos a flores…
    a propósito,não sei como uma cidade pode ter jardins tão mal cuidados…
    existe uma infinidade de espécies que se mantém floridas quase o ano todo, de baixo custo de manutenção e extrema resistência a falta de água ( já que imaginar um carro tanque molhando nossos jardins é o clímax da utopia ). podemos citar os cambarás, os ibiscus, ixórias, azaléias, murtas, canas da índia, helicônias, hemerocallis,etc… se falarmos de trepadeiras que se prestam bem para formar arbustos poderíamos citar as bouganvíleas, bela emília, congéa, mandarim, etc…
    sendo que os mais baratos e talvez de maior efeito poderiam ser os cambarás, cana da índia e bela emilia…
    infeizmente por mais que se fale, nada muda…

    Curtir

  2. O que deveríamos discutir neste momento é a quem interessa que o Parque da Redenção se apresente do jeito que está, seria o caminho para a privatização total do Parque, o desleixo total da (i) responsabilidade da Pref. Mun. POA, o descaso da SMAM, a falta de planejamento ou será o mesmo destino que foi dado ao Auditório Araújo Viana, em que os malandros cederam o bem público a iniciativa privada.

    Curtir

    • Ah sim seria muito melhor deixar o auditório apodrecendo em vez de fazer uma PPP com a Opus….

      Sobradinho, o Araujo NÃO FOI PRIVATIZADO. Foi feita uma parceria para uso da Opus e da Prefeitura. Só não entende quem não quer!

      Curtir

      • Gilberto : Este blog é o exato reflexo de Porto Alegre. A grande maioria dos comentários é sensato e produtivo, mas veja que ” por coincidência ” os poucos comentários da ala dos “tudo contra ” recebem um monte de mãozinha para cima. É o reflexo da minoria barulhenta, eles entram e saem no site várias vezes para positivar os comentários que lhe intereressam.

        Curtir

      • sobre o que o Gilberto disse, de “só não entende quem não quer”, até acho que muitas vezes os que “não querem” acabam não conseguindo mesmo entender pq tudo o que fazem é vir com a mesma ladainha de que isso é privatizar o espaço público.. tipo aquele equipamento que se coloca nos cavalos pra olharem em uma direção apenas. Por esse pessoal, deixa-se tudo como está, mas “deus o livre” ter que ceder a uma PPP, porque afinal, isso significa vender a cidade. Blablabla.. preferem tudo como está a ter que ver um letreiro com o nome da empresa que está se responsabilizando pelo local, ou pior, quando o encontram, só fazem é descarregar um spray preto com seus símbolos de rebeldia jovem.

        Curtir

  3. Basta um Marcelo e um Gianluca para entender o abandono de Porto Alegre. Não aguento mais esse papo de inclusão social. Como alguém sempre diz aqui esse pessoal é do TUDO CONTRA, não tem jeito. Vamos mandar eles para Albania, ou se ficarem, por favor, façam o favor de ficar calados.

    Curtir

  4. Para mim, o mais relevante, e que não foi citado, é a dimensão dos parques. A Redenção está pequena demais para Porto Alegre. Onde teríamos um Parque de dimensão metropolitana – O Parque Germânia, em uma área que antes dos shoppings era de 26ha, terminou em uma área com 9ha, e estes 9ha que sobraram, foram negociados com o setor privado para viabilizar + 1 “parquinho”, menor que a Redenção ou do que o “Parcão” que tb é “ão” só no nome. Sugiro que vcs olhem no Google Earth, e comparem as dimensões de uma Redenção com os citrados Tiergarten ou Central Park.

    Curtir

  5. Manutenção dos Monumentos – A Prefeitura não Faz…
    Jardinagem e Paisagismo – A Prefeitura não faz…
    Manutenção dos caminhos – A Prefeitura não faz…
    Iluminação decente – A Prefeitura não faz…
    Segurança adequada – A Prefeitura não faz…

    A Prefeitura não faz isso a mais de 200 anos….Então, pq não encontrar outras alternativas?

    A cessão do Parque é uma boa alternativa, SIM SENHOR. A empresa privada ganha, a Prefeitura ganha e principalmente o cidadão ganha um parque cuidado, bonito e seguro para frequentar.

    Curtir

    • Se isso significar redução do IPTU é uma boa.

      Curtir

    • Uma solução melhor, mais democrática e cidadã. É criar uma associação de amigos do parque que seja composta de voluntários e esses voluntários se responsabilizem, organizando mutirões de jardinagem e manutenção, utilizando verbas municipais para aquisição de plantas, terra, tinta e manutenção das obras.

      Curtir

  6. Marcelo, quanto ao saibro e a permeabilidade do solo, te coloco a seguinte situação:

    1. Parque sem calçamento ou com trilhos de saibro: Quando chove uma parta da água é atravessa o saibro, o restante da água usa esses caminhos de saibro, formando poças e levando terra para o esgoto e arroios, como o dilúvio, causando assoreamento.

    2. Parque com calçamento nas rotas de pedestre: Nesses lugares o solo não é permeável, mas vai formar poças e caminhos de água para a chuva nos pontos onde não passa muita gente, onde tem vegetação (proteção do solo) e onde já é naturalmente o caimento. Isso reduz a sujeira que a chuva leva dos trilhos por onde as pessoas andam.

    Perceba que nas duas abordagens há problemas: permeabilidade x proteção do solo. Sinceramente, em um parque na cidade, não sei qual é o pior.

    Curtir

    • Bah! Um monte de erros:

      1. Parque sem calçamento ou com trilhos de saibro: Quando chove uma partE da água atravessa o saibro, o restante dessa água usa esses caminhos de saibro, formando poças e levando terra para o esgoto e arroios, como o dilúvio, causando assoreamento.

      Curtir

      • Se as trilhas forem bem feitas. com caimento, não haverá poças com qualquer chuvinha.

        Na Redenção a água não escoa para o sistema pluvial, pois não há bocas de lobo e nunca vi água descendo do meio-fio para a sarjeta, a não ser em inundações. Se a chuva levar o saibro embora, será para se misturar a toda terra da Redenção que também não é levada pela chuva.

        Curtir

%d blogueiros gostam disto: