MP pede suspensão da liberação da construção de prédios no entorno da Arena

Promotoria ambiental do órgão ajuizou duas ações contra Grêmio, prefeitura e OAS

MP pede suspensão da liberação da construção de prédios no entorno da Arena  Crédito: Ricardo Giusti / CP Memória

MP pede suspensão da liberação da construção de prédios no entorno da Arena Crédito: Ricardo Giusti / CP Memória

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre do Ministério Público (MP) do Estado ajuízou duas ações contra a Prefeitura de Porto Alegre, Grêmio e empresas envolvidas na construção da Arena do clube, no bairro Humaitá, nesta quarta-feira.

Numa delas, o MP requeriu uma liminar para suspender as licenças ou autorizações para a construção dos prédios comerciais e demais edificações no entorno da Arena, enquanto as medidas compensatórias para reduzir o impacto do empreendimento ao ambientel natural não forem cumpridos.

O MP também pediu a suspensão de uma cláusula do Termo de Compromisso entre Município e OAS, na qual a construtora se compromete a erguer uma Unidade de Triagem para reciclagem de resíduos sólidos em Porto Alegre.

Inicialmente, de acordo com o MP, a finalidade dos valores da compensação ambiental do investimento deveriam ser aplicados no Parque Estadual Delta do Jacuí.

Correio do Povo



Categorias:Arena do Grêmio

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25 respostas

  1. Tem mais :

    http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/arena-do-gremio-e-prefeitura-sao-alvos-de-acoes-do-ministerio-publico/

    A vereadora Sofia Cavedon (PT), que acompanhou desde o princípio os debates sobre a construção do novo estádio gremista relembra os benefícios que a OAS recebeu do Estado e de Porto Alegre para construir o complexo. Conforme ela, os ganhos tiveram início com a viabilização do terreno do empreendimento, localizado no bairro Humaitá. Houve uma troca desse terreno por um da Zona Sul da cidade. Transição na qual a construtora saiu lucrando R$ 30 milhões, segundo a vereadora.
    Cavedon recorda ainda que a Escola Estadual Oswaldo Vergara teve de ser retirada pela construtora com o compromisso de reconstruí-la em outro local. A construção da nova escola foi feita com mediação do governo municipal em uma área pública. “A OAS então recebeu outra área pública para construir a escola, cujo terreno ficou com ela, tendo um benefício extra”, aponta.

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    • Claro que aquela * tinha que estar envolvida nessa história.

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      • Caro Julião.
        .
        Porque um edil de nosso município que relata acontecimentos reais, que configuram promiscuidade entre o dinheiro público (de nós todos) com as vantagens de uma empresa em relação a outras deve ser referida de forma deselegante e configurando uma pura grosseria.
        .
        A função dos legislativos, segundo a constituição brasileira é fiscalizar os executivos, quando não fiscalizam são corruptos e quando fiscalizam sofrem desaforos. Afinal que tipo de cidadão é o JULIÃO?

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  2. Acho sacanagem o tipo de compensação ambiental que a prefeitura tem aceito realmente. Essa é uma delas, outra é aquela palhaçada de aceitar motorsserras como compensação AMBIENTAL. Mas enfim, muitos aqui no blog querem é botar tudo abaixo e tocar concreto por cima mesmo.

    Mas no caso da arena e dos prédios, acho que isso devia ter sido discutido há muito tempo, no anúncio do contrato. A essa altura é joguinho político, na boa.

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