Após tragédia em Santa Maria, Tarso Genro decreta luto oficial de 7 dias no RS

da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado do RS

O governador Tarso Genro decretou, neste domingo (27), luto oficial de 7 dias em homenagem à memória das vítimas da tragédia ocorrida em Santa Maria. Durante a madrugada, um show pirotécnico em uma boate do município causou o incêndio que atingiu jovens entre 18 e 30 anos. Até o momento foram confirmados 232 mortos.

“É uma tragédia brutal que está acontecendo em Santa Maria, é brutal para o País e para o Estado. Nós estamos empenhados desde a madrugada em dar todo apoio necessário para que tenhamos um levantamento rápido das provas e fazer um inquérito policial de alto nível, esclarecendo as causas que determinaram esta tragédia”, disse o governador Tarso Genro.

Conforme o governador, todos os serviços do Estado estão articulados com a Presidência da República, Exército, Aeronáutica, Polícia Federal, Defesa Civil e Instituto Geral de Perícia, que está dando suporte para o levantamento de provas do inquérito policial. “Este é o momento de nós compartilharmos a dor, e com o nosso trabalho demonstrar toda a nossa solidariedade às famílias e ao povo de Santa Maria, e ao nosso Estado, inclusive. É um momento muito duro para todos nós e temos que ter competência para trabalhar bem e dar uma resposta à altura deste acontecimento”.

A presidente Dilma Rousseff, que estava no Chile participando da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), antecipou sua volta ao Brasil por conta da tragédia. Ela desembarcou no município antes das 14h e em pronunciamento oficial ressaltou que “apesar da tristeza, o Brasil irá superar”.

O incêndio no município de Santa Maria já é considerado o segundo maior da história do País, ficando atrás apenas do Gran Circus Norte-Americano, que pegou fogo em Niterói, em 17 de dezembro de 1961 e vitimou 500 pessoas.

Veja a íntegra do decreto de luto:

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da atribuição que lhe confere o art. 82, inciso V da Constituição do Estado, e

considerando a tragédia ocorrida em 27 de janeiro de 2013, após incêndio em uma boate na cidade de Santa Maria/RS;

considerando a comoção e a consternação da população santa-mariense, que enluta o Estado Rio Grande do Sul e o País; e

considerando a solidariedade à dor das famílias das vítimas da tragédia, que abalou o Estado do Rio Grande do Sul,

DECRETA:

Artigo único. É decretado luto oficial no Estado do Rio Grande do Sul, durante sete dias, em homenagem à memória das vítimas da tragédia ocorrida na cidade de Santa Maria/RS em 27 de janeiro de 2013.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre,

TARSO GENRO,

Governador do Estado.



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15 respostas

  1. Face – Voto Nulo Por Santa Maria
    ‘VOTO NULO NOS PROXIMOS 239 ANOS’ – desafio lançado por ‘Tubarc’ um cientista jogado no lixo como estes jovens. Justiça é fazer o Brasil o país do VOTO NULO para ser o país do futebol, carnaval, e Democracia Nula. Saímos da ditadura que impôs uma democracia sem escolha. Não adianta ir de novo para as ruas para protestar como o Lula e a Dilma, porque sempre está piorando. O voto NULO enraizado na nossa cultura é a melhor opção na consciência do brasileiro quando teclar na urna. Dizem que não sabemos votar o voto obrigatório. O voto NULO sempre será a voz do basta contra a democracia falsa, cara, ineficiente, corrupta que não cuida da coisa publica de todos. Quando o Brasil se tornar o país do voto NULO Santa Maria vai poder brilhar como o último basta do nosso desespero pela falta de HONESTIDADE no jeitinho brasileiro. Esta tragédia nos une numa causa única – Santa Maria abençoai o voto NULO – Chega!

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  2. “Já implantamos esse tipo de ciclofaixa na avenida Icaraí (concluída em maio de 2012) e não tivemos nenhum registro de transtorno.” – Carlos Pires – Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

    “Nós temos um espaço para 1000 pessoas com apenas duas saídas estreitas e nunca tivemos registro de transtorno”

    “Nós já colocamos 1500 pessoas e nunca tivemos registro de transtorno”

    “Nós não treinamos os seguranças e nunca tivemos registro de transtorno”

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  3. Absurdamente terrível e chocante o que se passou, e que só se passou pelo fato de que há uma perversa CULTURA do DESCASO disseminada como um vírus maléfico pelo Rio Grande do Sul, onde falta seriedade, compromisso e respeito para com a sociedade por parte das autoridades. Só a união da sociedade pode mudar este quadro e arrumar a casa, a casa coletiva, nossas cidades e o estado como um todo, para que não tenhamos mais que ver tanta gente inocente sofrer por falta de responsabilidade alheia.

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  4. Como sempre vou ser chato e bater na mesma tecla que se ler em todas as minhas participações verão que é uma constante.
    A União, os Estados e os Municípios não tem corpo técnico para enfrentar qualquer situação do gênero. Por norma brasileira uma casa de espetáculo como a Kiss deveria ter 3 (três) portas de 1,65m de largura para uma lotação de 900 pessoas, porém tanto o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul ou a prefeitura de Santa Maria conheciam a planta do prédio e sabiam que ele só tinha 1 saída e a lotação ultrapassava as 900 pessoas.
    Eu pergunto, será que a cidade de Santa Maria tem um corpo de engenheiros especializados em defesa civil para propor legislações e fiscalizar as obras.
    Também gostaria de saber se a Brigada Militar que possuía um quadro de engenheiros para cuidar principalmente da defesa civil continua com este quadro, me parece que não.
    É fácil agora atribuir a uma tragédia o que ocorreu em Santa Maria, mas com a quantidade de pessoas, com a inexistência de uma brigada contra incêndios no local, com a insuficiência de saídas de emergência (como o barramento mecânico que havia na saída) e a existência de material de isolamento que pelo que foi relatado era combustível, era questão de tempo acontecer um fato como este em qualquer cidade gaúcha ou brasileira.
    Ou seja, esperamos acontecer grandes tragédias para tomarmos providências e mesmo quando estas ocorrem com o tempo às normas são editadas segundo as conveniências dos fabricantes de equipamento.

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    • A lotação máxima e segura da Boate era de 1.000 pessoas. Segundo as autoridades policiais, havia mais de 1.500 pessoas… como eu sempre digo: o lucro está sempre na frente da segurança e integridade das pessoas…

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      • Gilberto.

        Porém se existissem três saídas como sugerido em norma (atenção norma não é lei, aí é que está o problema), talvez o número de óbitos ficassem restritos a menos de uma dezena de pessoas, que já é horrível, mas não seria uma tragédia.
        .
        Não é só a ganância que devemos culpar, pois indivíduos gananciosos sempre existirão, o que devemos culpar é a inépcia de nosso poder público (Legislativo, Executivo e Judiciário) em não criar leis, não fiscalizá-las e não punir quem está fora delas.
        .
        Também devemos responsabilizar a sociedade como um todo, pois quantas pessoas com conhecimento técnico que já entraram nesta boate, viram as condições de insegurança e nada disseram.
        .
        Há pouco tempo fui a um evento em Canela no Centro Municipal de Eventos, junto a saída de emergência estava acumulado uma série de materiais que dificultavam a saída, eu procurei a pessoa responsável pelo feira, relatei o fato e prontamente esta pessoa mandou desimpedir a saída.
        .
        Sexta-feira passei pelas lojas Renner no Iguatemi, vi que a faixa reservada para o trânsito das pessoas estava com arraras e mesinhas obstruindo o caminho, pensei em falar ao responsável, no que fui logo recriminado pelas minhas filhas pois eu estava como de costume sendo um chato de galochas, não falei e agora me arrependo.
        .
        Vou continuar a ser um chato de galochas até morrer, mas acho que se houvessem mais chatos como eu, não seríamos considerados tão chatos e os acidentes diminuiriam.

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        • Concordo em tudo. Menos numa coisa: se morresse UMA PESSOA, já seria uma tragédia ! Não é o número de pessoas que diz se é tragédia ou não. Abração!

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        • Infelizmente temos uma trava cultural de achar que sempre que alguém quer organizar seja por segurança ou respeito aos outros esse cara é tachado de CHATO e escanteado. É complicado.

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        • Felipe.
          .
          Tens totalmente razão. Como eu sou dos chatos, recebo reprimendas até de minhas filhas quando começo a reclamar sobre segurança.
          .
          Já ouvi de minha família coisas do tipo:
          .
          – Pai, se fores reclamar me avisa que não quero passar pelo mico de estar próximo!
          .
          Ou seja, estar preocupado com a segurança geral é ser inconveniente.

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        • Rogerio Maestri eu também sou uma chata de galochas porque fico controlando as coisas e avisando quando vejo algo errado. Meus irmãos certa ocasião me disseram que iam me dar de presente um apito porque eu era um verdadeiro fiscal. Posso dizer com orgulho que com esta minha mania já salvei duas pessoas de acidente grave. Então eu não quero nem saber, ninguém me segura, eu reclamo, eu aviso, eu chamo a atenção, quem não gostar que se dane….é a minha natureza….

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  5. Facebook da CB postou isso

    Cidade Baixa em Alta
    há ± 1 hora
    O Cidade Baixa em Alta informa que não realizaremos eventos nos próximos 7 dias.

    Suspenderemos os 3 blocos de rua que estavam programados para o próximo final de semana em respeito a memória das vítimas da tragédia de Santa Maria.

    https://www.facebook.com/CidadeBaixaEmAlta?ref=stream

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  6. TRAGÉDIA DE SANTA MARIA – 27.01.13
    FICA A LIÇÃO

    O DESCASO E OMISSÃO DOS ENTES PÚBLICOS E PRIVADOS
    COM O CIDADÃO

    Da tragédia, ficou o recado:

    – A ganância pelo lucro em detrimento do respeito e a segurança do cidadão, o que importa é o lucro;

    – Omissão do Corpo de Bombeiros que não teve a postura de efetivamente fiscalizar um Estabelecimento Comercial que tinha o Alvará vencido, havia um evento e ninguém se deu conta disso, somente os que estiveram presentes ao evento sabiam que ocorreria uma festa neste local;

    – Omissão da Prefeitura Municipal de Santa Maria em agir como ente público responsável pela concessão de Alvará, como não há controle efetivo através de fiscalização deu no que deu, o Alvará é um ato contínuo de documentos comprobatórios para a sua utilização dentro da forma e cumprimento da lei;

    – Irresponsabilidade dos Proprietários do Estabelecimento Comercial atrelado ao irresponsável e insano indivíduo que iniciou a tragédia como um todo;

    – Enfim, um conjunto de omissões e descaso por parte do erário público Estadual e Municipal conjuntamente com os proprietários do local e os responsáveis pelo evento.

    Da tragédia, ficará o recado:

    – A impunidade de ambas as partes envolvidas Agentes Públicos e entes Privados, não acontecerá nada, simplesmente nada, estaria enganado em pensar isso.

    Sentimentos a todos os familiares neste momento.

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