Porque ainda essas calçadas nanicas no centro? – atualizada

Penso que nosso prefeito e seus secretários raramente perambulam para cima e para baixo no centro da cidade. Porque não consigo entender como estas calçadas ainda estão totalmente, patentemente equivocadas. Salvo o calçadão, todas as calçadas estão inadequadamente estreitas. O alargamento e urbanização – postes, árvores,etc- não se é uma operação complexa, nem cara. Mas nunca acontece.

Por que caminhar pelo centro tem que ser sempre uma experiência desagradável? Por que?

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Calçada ampla sacrificando caminho estreito para automóveis: espaço para bicicletas, mesinhas e postes bonitos e árvores. Stuttgart.

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36 respostas

  1. As calçadas na rua entre o Iguatemi e o Bourbon também poderiam ser mais largas, deixando passar apenas um carro.

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  2. E aqueles tapumes centenários que tem na mini-calçada da Independência com a Santa Casa?

    http://goo.gl/maps/767lN

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  3. Um certo diretor da empresa citada tem relações há décadas com um certo secretário do governo *… da aldeia de Asterix.

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  4. Ótimo post, está faltando planejamento!
    Nosso último post é sobre algumas árvores que foram cortadas misteriosamente, segue o link: http://vandaloverde.blogspot.com.br/2013/01/arvores-do-guabirotuba-cortadas.html

    Se puder confira!

    abraço

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  5. São três fatores:

    – Falta de planejamento Urbano;
    – Carrocentrismo (nos dois sentidos: priorização do transporte individual e facilidade de se ter carros no centro);
    – Comerciantes que berram por qualquer coisa que tire os estacionamentos da frente “do lojinha” deles…..

    Se não mudar nada disso vai continuar sempre assim….

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    • Essa história de estacionamentos na frente da loja é a coisa mais contra-intuitiva que pode existir. Olha como é um shopping center: os carros ficam estacionados fora dele e as “ruas” internas são apenas dos pedestres. Isso não é por acaso! Cada centímetro quadrado dos shopping é meticulosamente calculado. No dia em que resolverem “revitalizar” o Centro, e chamarem isso de “transformar o Centro Histórico em um shopping a céu aberto”, os comerciantes vão aplaudir a retirada dos carros, mesmo que no fundo se esteja fazendo a mesma coisa!

      (A propósito, sugiro ao blog que faça uma postagem sobre a reforma da Rua Vidal Ramos, em Floripa, é bem sobre esse assunto.)

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  6. E o que dizer da calçada (?) da Múcio Teixeira quase esquina com a Ipiranga? Ali foi alargada a passagem para os carros dobrarem à direita e deixaram apenas uns 30 cm para os pedestres! Sem falar que há uma pedra bloqueando a passagem…

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  7. Levei um amigo alemão para conhecer o centro de Poa. Nossa, que vergonha. Ele disse: “O padrão é não ter padrão?” Eu respondi: “Esse é o padrão Poa.”

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  8. Aquela calçada nanica com estacionamento diagonal mostra bem quais são as prioridades.

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  9. Muito bom. Concordo plenamente. A cidade é das pessoas, não dos carros.

    Como se pode falar em arranha-céus (como se fala bastante aqui no blog) com calçadas desse tamanho? Porto Alegre não tem condições.

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    • Sou a favor de arranha-céus, mas concordo contigo que sem infraestrutura decente não há como construir construções altas. É necessário uma excelente oferta de transporte público e calçadas e vias de acesso largas.

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  10. A idéia é boa, mas impraticável no entorno da praça. O T9 e demais ônibus que circulam ali já quase entram na calçada hoje, imagina com ela alargada.

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    • Ponto importante, mas não vai mudar nada disso com os BRT’s?

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    • Comentário capcioso. Põe na mesa um falso dilema : ou calçadas mais largas ou ônibus. Subjacente, o espaço da entidade sagrada carro deve ser preservada.

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    • A resposta é simples: aquela praça não deveria estar funcionando como terminal de ônibus.

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      • Mas se quiserem manter o terminal ali (que é péssimo para a praça, dá pra fazer um estudo de qual angulo o onibus precisa para dobrar e fazer as modificações na calçadas de acordo, por exemplo, em determinado ponto, alargar a praça, e não a calçada.

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        • Se alargassem a calçada o Trânsito de automóveis até melhoraria!
          Simples, o conflito entre as três ruas que desembocam numa só, provoca um tal de disputa de posição para entrar na direção da Independência que simplesmente um carro fica bloqueando o outro, se houvesse somente uma rua estreita a entrada seria melhor definida e não ficariam os motoristas se carneando para ocupar posições.
          O pessoal do trânsito da prefeitura não se deu conta que colocar três ruas com quatro vias para entrar numa outra com tres vias para logo ser estreitada para duas contraria um princípio básico em hidráulica, a equação da continuidade! O que significa isto? Quando se estreita um conduto para passar mais água precisa-se é aumentar a velocidade na parte estreita, como na parte mais estreita (frente a Santa Casa, na sinaleira que dá para a Independência) os automóveis estão todos atravessados um tentando passar na frente do outro e simplesmente a velocide com que as pessoas entram na Independência é menor, logo engarrafa tudo.

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        • Errei num ponto são três ruas com cinco pistas que desembocam em uma rua com três pistas, passando depois para duas.

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    • Bom ponto, Adriano, teria-se que estudar a questao dos onibos, mas não acho insuperável. O importante é questionarmos a “estreiteza” das dezenas de calçadas no centro todo, que não pode continuar assim ad eternum. Obrigado pela observação!

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