Retirado o primeiro navio paraguaio do porto de Porto Alegre

Retirada do navio "Mariscal José Felix Estigarribia" ocorreu no domingo, 27 de janeiro. Foto: Carlos Oliveira

Retirada do navio “Mariscal José Felix Estigarribia” ocorreu no domingo, 27 de janeiro. Foto: Carlos Oliveira

Em uma operação discreta, longe dos holofotes da imprensa, foi retirado na manhã de domingo (27) o casco do ex-navio mercante paraguaio “Mariscal José Felix Estigarribia”. No entanto, graças à dedicação e agilidade do Carlos César, podemos mostrar aqui com exclusividade e em primeira mão as imagens deste fato histórico. O Carlos César que é formado em História e é membro da Sociedade Amigos da Marinha desde 1996, demonstra com isto o porquê foi escolhido para ser meu Assessor Superior enquanto estive a frente da Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH.

A embarcação que foi retida no ano de 1997 junto ao porto de Porto Alegre, por determinação da Marinha do Brasil, após ter sido vistoriada pelo port state control que identificou uma séria de correções necessárias a serem feitas. E condicionou sua partida do porto a realização das correções apontadas. Como este serviço não foi realizado, o navio ficou retido. E seu estado de conservação agravou-se com a partida de seus tripulantes e o saque sistemático a que foi submetido. Mesmo estando retido na área do porto público e sob guarda do Estado, via Superintendência de Portos e Hidrovias – SPH. Esta grave situação já era uma realidade no ano 2000, onde diversos equipamentos eletrônicos haviam sido furtados, além da destruição das acomodações internas e de parte da sala de máquinas do navio. Fato que inviabilizou o navio para uso comercial e o que é pior comprometeu sua segurança e a do meio ambiente. No ano de 2002, após uma operação de emergência o navio teve diversos de seus tanques esgotados. Naquela ocasião, também foi retirada a água que se encontrava no interior da praça de máquinas e dos porões, dando nova condição de flutuabilidade ao navio. A operação foi gerada pela ação do então delegado da Capitania dos Portos em Porto Alegre, Capitão de Mar-e-Guerra Péricles Vieira Filho, em parceria com a FEPAM, Ministério Público, SPH e Petrobras. Depois disso a situação ficou inalterada até o ano de 2011, quando finalmente o caso começou a ter seu desfecho. Após a entrega do navio, pela quitação das dívidas existentes junto ao porto. E a realização do processo visando sua venda em leilão público. Fato que foi concluído com sucesso no ano de 2012. Durante todo este ano o navio sofreu diversas intervenções visando a retirada de parte de sua estrutura metálica. Para reduzir seu peso e dar maior segurança a manobra de remoção do mesmo. Embora os prazos inicialmente estabelecidos, no processo de leilão, tenham sido vencidos, a retirada do casco do navio foi acertada para ocorrer no início deste ano.

O “Mariscal José Feliz Estigarribia” recebeu este nome em homenagem ao herói paraguaio da Guerra da Tríplice Aliança. Pertencia ao governo paraguaio e foi construído no ano de 1984, pelo estaleiro Mitsui Engineering & Shipbuilding Co. LTD. Sua finalidade era transportar cada geral e seu peso bruto era de 3.000 toneladas, sendo que o peso leva da embarcação era de 1.470 toneladas. Medindo 89,50 metros de comprimento, e com uma largura de 13,40 metros, o navio quando cheio calava no máximo 5 metros de profundidade. Seu casco em aço naval, com costado simples e fundo duplo. Possuía dois porões de carga e dois tanques para transporte de óleo vegetal. E sobre as tampas de seus porões existiam esperas de fixação de contêineres. Fato que dava ao navio uma capacidade de carga muito ampla e resultou numa estrutura muito sólida e robusta se comparado as suas pequenas dimensões.

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Fonte (exclusiva): Blog do Vanderlãn Vasconsèllos (Ex-Diretor  da Superintendência de Portos e Hidrovias do RS – SPH-RS)

Fotos: Carlos Oliveira



Categorias:ORLA, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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3 respostas

  1. Furou o blog do Hermes rsrs.

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  2. Lindas fotos! Excelente notícia também!

    Eu nem achei que o navio flutuasse mais.

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  3. Ó… boas notícias hoje 🙂

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