Prefeitura apresenta projeto às famílias da Vila Liberdade

Comunidade conheceu os detalhes urbanísticos do novo loteamento. Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

Comunidade conheceu os detalhes urbanísticos do novo loteamento. Foto: Ivo Gonçalves/PMPA

A prefeitura apresentou neste domingo, 3 , por intermédio do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), o projeto habitacional definitivo para as famílias da Vila Liberdade. Mais de 300 pessoas compareceram, pela manhã, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Giúdice, na rua Caio Brandão de Melo, s/nº, bairro Humaitá. (fotos)

No início da reunião, o secretário municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, destacou que as obras terão início assim que for concluído o cadastramento, para estarem concluídas num prazo máximo de 18 meses. Marcantônio agradeceu o apoio recebido dos parceiros e, principalmente, a solidariedade dos moradores em não reocupar a área, o que permitirá a aceleração do acesso à moradia digna. “Para que o sonho da Liberdade saia do papel, a prefeitura está agindo com muita sensibilidade e respeito neste momento”, frisou.

Para tranquilizar os presentes com relação às famílias a serem beneficiadas, o Demhab forneceu um esclarecimento formal à Associação de Moradores. “O projeto urbanístico está pronto, mas estamos aqui nos apresentando à comunidade para que, por meio do diálogo, possamos atender às reivindicações das famílias e propiciar uma maior qualidade de vida a todos”, afirmou o diretor-geral do Demhab, Everton Braz. “Com o documento, firma-se o compromisso de atender com unidades habitacionais as famílias cadastradas e também os reconhecidos pela comissão de moradores”, garantiu.

O arquiteto do departamento, Fernando Biffignandi, expôs o projeto das unidades habitacionais que se destinam a cerca de 600 famílias. Com edificações verticalizadas, de cinco pavimentos, o empreendimento será construído entre a rua Frederico Mentz, 65, esquina com a rua Diretriz, 660, e a avenida Voluntários da Pátria, no bairro Humaitá. A obra faz parte do Projeto Integrado Entrada da Cidade (Piec).

Após a apresentação, durante mais de uma hora os representantes da prefeitura prestaram esclarecimento à população quanto à inscrição e situação de moradores diferenciados, como carroceiros e carrinheiros. Marcantônio foi enfático ao afirmar que não há qualquer possibilidade do loteamento ser transferido para outro lugar. “Será ali mesmo, como já está previsto há sete anos”, concluiu.

O encontro contou com a participação da comunidade e com as presenças do presidente da Associação de Moradores da Vila Liberdade (Amovil), Erlon Lima, da coordenadora do CAR Humaitá-Navegantes, Eva Inês dos Santos, Everton Braz, do vice-presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Christopher Goulart, e dos secretários municipais da Saúde, Carlos Henrique Casartelli, da Defesa Civil, Ernesto da Cruz Teixeira, e de Obras e Viação (Smov), Mauro Zacher.

Infraestrutura – As habitações contarão com sala, cozinha, banheiro, sacada e dois dormitórios. A grande novidade é que será possível ampliar os apartamentos do térreo, criando um terceiro dormitório. Além disso, todas as moradias serão acessíveis, com corredor de acesso, preparação para elevador e apartamentos adaptados para atender às necessidades de pessoas com deficiência, com portas mais largas, a fim de que cadeirantes possam se movimentar com autonomia. O novo loteamento contará com infraestrutura completa, como redes de esgoto cloacal e pluvial, abastecimento de água, energia elétrica, iluminação pública e pavimentação. No projeto, há espaço reservado para equipamentos comunitários, área de lazer, ruas arborizadas, ciclovia e áreas de estacionamento.

Ao tomar conhecimento do projeto, o presidente da Amovil, emocionado, afirmou: “Como morador, o projeto superou completamente minhas expectativas, pois é uma obra grandiosa para mim, que tenho baixa renda e via na mídia prédios similares. Pela primeira vez eu tenho a certeza de que vou conseguir uma casa naquele mesmo padrão. Já como presidente da Associação, vejo a possibilidade de que as pessoas podem deixar um bem para os seus filhos. Toda a comunidade terá uma estrutura melhor fisicamente, mas é preciso que cada um tenha consciência para evoluir junto com o progresso e, para isso, deve haver qualificação profissional”.

Vila Liberdade – O incêndio da Vila Liberdade, ocorrido na noite de 27 de janeiro, atingiu 90 casas, deixando 194 famílias desalojadas. Estão tramitando cerca de 50 pedidos no Demhab para o encaminhamento ao aluguel social. O benefício, de até R$ 400,00, pode ser prorrogado até a entrega das moradias. Em negociação com a comunidade, foram disponibilizadas casas ecológicas, de maneira emergencial, para as famílias que precisam guardar carrinhos de coleta de material reciclável ou animais de grande porte. Cerca de 50 famílias manifestaram o interesse em receber essas moradias.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Entrada da Cidade, Favelização, Reurbanização

Tags:, ,

24 respostas

  1. Nós moradores da vila liberdade queremos nossas casas aqui no mesmo lugar .ou vamos nos reunir e fazer protesto ……

    Curtir

  2. EU SOU TRISTE COM A MINHA COMUNIDADE Q NÃO CONSEGUE ,VER UM LUGARZINHO FAZIO E JOGA LIXO.

    Curtir

  3. NÃO QUERO O MAU DE NINGUEM ,MAS ACHO Q TEMOS O DIREITO DE VIVER EM UM LUGAR LIMPO . QUANDO FIZERAM O SESI FOI MUITO BOM P A COMUNIDADE . DUROU POUCO TEMPO E O Q O POVO FEZ ? SIMPLESMENTE DESTRUIU TUDO EM SAQUES , VANDALISMOS PINCHAÇÕES E POR FIM ROUBARAM AS CERCAS. HORRIVEL ?SIM NOSSO POVO DESTROI TUDO DE BOM . TEM UMA CRECHE CHAMADA JOÃO PAULO ,NA RUA FREDERICO MENTZ Q OS MORADORES DA PROPRIA COMUNIDADE COLOCAM LIXO EM SUA CALÇADA. ISSO É BONITO DE SE VER ? PQ O NOSSO POVO FAZ ISSO COM O LUGAR Q VIVE ? PQ MEU DEUS.

    Curtir

  4. REALMENTE ,ACHO MUITO RUIM FAZEREM CASA POR ALI . VAI VIRAR COM CERTEZA AQUELE HORROR Q FIZERAM NA VILA DOS PAPELEIROS. DE Q ADIANTA GANHAR CASAS BONITINHAS BEM ORGANIZADAS SE MUITOS MORADORES DEPENDEM DE LIXO P SOBREVIVEREM. IMAGINEM OQ VAI VIRAR AQUELA TÃO SONHADA ENTRADA DE POA. MEU DEUS SERA Q ESSA PREFEITURA NÃO VE O HORROR Q VAI FAZER. CONSTRUIR CASAS ALI NÃO ÉS A SOLUÇÃO . PRECISA SER BEM AVALIADA AS COISAS P NÃO TRANSFORMAREM AQUELE MARAVILHOSO COMPLEXO DA ARENA EM UMA SIMPLES OBRINHA .

    Curtir

  5. Estava pensando: a CEF e o BNDES emprestam dinheiro para tanta gente e empresas, será que não poderiam financiar um grande projeto nacional de urbanização e construção de moradias populares (já que, ou enquanto, o governo não consegue se organizar para usar melhor os 36% do PIB ou 1,5 trilhão de reais que absorve da sociedade todos os anos).

    Porto Alegre (que recentemente pegou 700 milhões da CEF para as obras da Copa), junto com o governo do Estado, poderiam estabelecer um projeto piloto no país, onde, por exemplo, a Prefeitura entraria com os terrenos e organizaria o processo, o governo do estado daria a garantia do empréstimo e os beneficiados pagariam por seus imóveis, a longo prazo, com juros subsidiados.

    Além das moradias, esse projeto poderia englobar cursos de formação profissional para os membros das famílias beneficiadas, Escolas com turno integral para as crianças, alfabetização dos adultos, tratamento especial pelo Sus e ESF, etc

    Tá bom, é só um sonho.

    Curtir

    • É uma ideia, mas na minha opinião muitas famílias deveriam ser realocadas para dentro da cidade, não fazendo novas Restingas, que é o que acabaria-se fazendo se houvesse um projeto piloto de urbanismo.

      Curtir

    • Financiamento da CEF para moradia popular, com repasse do terreno pelas prefeituras e execução por empresas privadas não é exatamente o Minha Casa Minha Vida?

      Curtir

      • Esse programa não abrange as famílias miseráveis, que o caso da maioria das pessoas dessas favelas.

        Curtir

      • até abrange famílias de 0 a 3 salários, muito pobres, mas não tem sido satisfatório mesmo…

        Curtir

      • Além disso, a minha ideia é que a CEF empreste o dinheiro para a Prefeitura (e não diretamente aos beneficiados), que seria responsável por construir as casas, cobrar as mensalidade e pagar a CEF, já que seria impossível a essas famílias atender a todos os requisitos e exigências da Caixa, no caso de um financimento fosse direto.

        Curtir

    • Outra opção seria a Prefeitura financiar parte do projeto usando os famosos índices construtivos. Por exemplo, para cada habitação popular erguida por uma Construtora, ela receberia um valor X em índice construtivo (ou CEPACS, certificados vendidos principalmente em SP e RJ para financiar empreendimento de interesse público) para ser usado na construção de edifícios no eixo da futura linha de metrô para a zona norte.

      Curtir

  6. Concordo com o Guilherme ali de cima, gostaria ainda de adicionar o seguinte:
    por que os ditos assentamentos populares tem que ser tão feios e com uma sensação de GUETO. Por que não propiciar um urbanismo digno para as pessoas, que tem tanto direito quanto qualquer cliente da Rossi?
    Áreas gramadas, jardins, áreas de lazer, e não simplesmente casinhas iguais. Aposto que a população cuidaria com muito carinho se fosse entregue algo bonito – só não tenho como provar isso, pois nunca aconteceu antes.

    Curtir

    • Para mim um dos únicos assentamentos mais bonitinhos da cidade é aquele na esquina da Av. Azenha com a João Pessoa. Tem 3 andares e uma arquitetura decente. Como está inserido no meio do espaço urbano e não são casas, não há puxadinhos!

      Para mim, devia ser o modelo.

      Curtir

    • Talvez porque seja feito pelo MCMV em área pública não urbanizada, então ou a prefeitura subsidia as moradias ou os moradores financiam o imóvel na Caixa. Um empresa é contratada para executar a obra e obviamente tem que ter lucro, o que é muito difícil nos empreendimentos de 0 a 3 salários mínimos, que deve ser o caso (há muitos recicladores na área). Aí o projeto não é muito bonito, pois qualquer coisa fora do padrão eleva o custo pra empresa e os moradores acabam fazendo puxadinhos com o que conseguem, para viver melhor, o que é muito justo…

      Curtir

  7. Também não compactuo com invasão, mas é assim que funciona a tal ‘pressão mobiliária’ sobre áreas com grande potencial mobiliário que agora nós salta aos olhos com Arena do Grêmio, mas quem acha que vai brotar áreas privadas ali digo: NÃO VIAJA!
    Historial:
    Área que envolve Padre Leopoldo, ao Norte; AJ Renner, ao Leste; Av Voluntários, ao Oeste e em partes pelas Av Frederico Mentz e Av Dona Teodora, ao Sul; foi gravada como AEIS no final dos anos 70 pela METROPLAN(1974) área tem como nome Conjunto Habitacional Presidente Castelo Branco dentro desse perímetro a Prefeitura considera entorno de 12 à 14 pequenas vilas, algumas já regularizadas pela prefeitura com o PEC, 280 mi já investidos em duas etapas.
    Disse tudo isso para chegar num ponto.
    Só com a retirada do gravame pela câmara de vereadores e pela prefeitura, aí que mora o perigo, que poderá ser utilizada pela iniciativa privada, nem com corrupção, ‘seja lá quem for’ não terá em seu nome a posse da área e isso como todos sabem não interessa para iniciativa privada.
    Sou muito a favor que Prefeitura realoque essas famílias para uma área digna e replaneje e de outro fim área da vila, já que foi por OMISSÃO da mesma que os moradores invasores do bairro Humaitá e Navegantes vivem nestas condições, mas desde de que ‘não jogue’, essa a palavra senhores, no bolsão de miséria dos bairros Vila Santa Rosa, Chico Mendes, Chácara da Fumaça, Mário Quintana, Porto Seco e agora Irmãos Marista, todas se encontram na zona Nordeste da cidade.
    Sou muito a favor que essa área se desenvolva e prospere, mas para todo mundo, ainda mais que temos aquela extensão de orla vazia e o projeto da Orla tem que percorrer toda sua extensão e essa não tem nada, a não ser as extensões doadas a exploração das empresas de areia, clubes de remo e o CT do Grêmio, mesmo que a Prefeitura alegue que ambas doações ajudam contra a ocupação irregular da orla, não concordo; na minha opinião a Prefeitura já poderia iniciar o processo de modernização e ocupação comercial trazendo frutos para cidade, os recebedores destas doações não precisam de área pública para tocar o seu negócio, principalmente o meu club, qual sou sócio, que não agregou ao seu patrimônio esse CT. .
    Enfim, me alonguei. Simon, caso queira criar mais pauta sobre o assunto mando a imagem que montei no Earth desse gravame e as vilas, pois trabalhei no órgão mencionado e tenho dados.

    Curtir

    • A area do CT do Gremio nao e da Prefeitura e nem foi doada, foi ALUGADA.

      Mas concordo que o projeto da orla deveria contemplar essa regiao tb.

      Curtir

    • Bah! Postei no lugar errado ficou sem contexto e já com algumas respostas da Prefeitura, mas enfim, foi.
      Parabéns para a Prefeitura, agora agilidade no processo e fiscalização compartilhada com os moradores que ficaram na área para que não haja re-invasão de outros moradores do bairro, vide o caso da Vila Dona Teodora que foram contemplados no PIEC para o alargamento da 3 Perimetral e onde descerá a nova ponte do Guaíba e foi re-invadida, o que sobrou da área, por outros moradores.

      Curtir

  8. Muito boa a decisao da Prefeitura.

    Espero, inclusive, que a demanda futura de mao-de-obra, do bilionario Complexo Arena, seja prenchida com esses moradorEspero, inclusive, que a demanda futura de mao-de-obra, Espero, inclusive, que a demanda futura de mao-de-obra, do bilionario Complexo Arena, seja prenchida com esses moradorEspero, inclusive, que a demanda futura de mao-de-obra, do bilion

    Curtir

    • Muito boa a decisao da Prefeitura.

      Espero, inclusive, que a demanda futura de mao-de-obra, do bilionario Complexo Arena, seja prenchida com esses moradores.

      Alem de morar, muitos poderiam trabalhar na regiao.

      Curtir

  9. Vamos torcer, e acima de tudo ficar de olho, pra se concretizar isso e as famílias serem todas atendidas.

    Curtir

  10. Só espero que façam casas bonitas (nem sempre precisa ser caro para ser bonito),e coloquem regras para evitar puxadinhos e outras coisas.

    E que façam algum lugar para a gurizada se divertir e estudar.

    Curtir

  11. Achei legal, inclusive fica na região onde eles já moravam.

    Curtir

Faça seu comentário aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: