Empresas querem uso do “tatuzão” nas obras do metrô

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Jornal Metro – Porto Alegre

Do site da Prefeitura:

Metrô: Prefeitura vai analisar duas propostas para obras

A Prefeitura de Porto Alegre recebeu nesta quinta-feira, 7, duas Propostas de Manifestação de Interesse para o projeto e execução das obras do metrô. Uma das PMIs foi apresentada pelo consórcio Odebrecht Transportes Participações Ltda e a outra pela empresa Bustren P. M.. “Teremos pela frente um trabalho árduo, complexo e fundamentalmente técnico. Agora vamos analisar todos os critérios, levando em consideração padrões e materiais dentro das tecnologias mais modernas e soluções disponíveis hoje no mercado em termos de transporte coletivo. E por fim, vamos escolher a mais adequada para a demanda de Porto Alegre. Temos liberdade de fazer adaptações, se forem necessárias”, disse o prefeito José Fortunati durante o Ato de Recebimento das propostas, no Escritório do MetrôPOA. (fotos)

Os técnicos da prefeitura vão analisar critérios como custos de implantação e operação, durabilidade, confiabilidade e impactos ambiental e urbanístico. As propostas serão comparadas nos quesitos de disponibilidade e frequência dos trens, tempo de viagem, eficiência do serviço, acessibilidade, infraestrutura de atendimento aos usuários, conforto e segurança. Depois dessa etapa, que tem previsão de ser concluída em cerca de 60 dias, será elaborado o Edital de Licitação para definir o vencedor da Parceria Público-Privada (PPP), que ficará responsável pelo projeto executivo, obra, operação e manutenção do Metrô de Porto Alegre.

A seleção do vencedor será realizada por um grupo técnico composto por representantes das secretarias municipais de Gestão (SMGes), da Fazenda (SMF), Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) e Procuradoria-Geral do Município (PGM). A decisão final será validada pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Comitê Gestor das PPPs de Porto Alegre, integrado por representantes da Prefeitura, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), Sociedade de Engenharia (SERGS-RS) e Federasul.

A estimativa é de que o metrô de Porto Alegre atenda diariamente 300 mil usuários, ampliando a oferta de transporte coletivo e estimulando a redução do uso do automóvel. “Hoje nós já estamos trabalhando o transporte coletivo pensando no metrô. Todas as obras e investimentos priorizam a integração total dos diferentes modais, ônibus, BRTs, metrô, para facilitar a vida do usuário”, ressaltou o Fortunati.

Os prazos – No primeiro semestre de 2013 deve ser feita a escolha do projeto mais adequado, a audiência pública e a publicação do edital de licitação da PPP. No segundo semestre deve ocorrer o a seleção do vencedor do edital de licitação, a validação pelo Comitê Gestor das PPPs de Porto Alegre e o início das obras. O prazo de conclusão é de 4 anos e a previsão é de que o metrô comece a operar em 2017.



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32 respostas

  1. Alguém sabe quais seriam as outras empresas que iriam apresentar propostas?

    Pois no início se falou em 5 empresas…

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  2. O uso do “tatuzão” tem várias vantagens em relação ao método de vala aberta, principalmente na região do centro, porém a minha restrição não é quanto a isto, a minha restrição é quanto ao ritmo que está sendo levado este processo.
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    Vou dar uma de adivinhão e tentar mostrar como será o processo.
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    Tem duas empresas, a Oldebrecht e uma tal de BUSTREN P. M., uma é nossa velha conhecida, a grande construtora Oldebrecht que já constrói Metro’s no Brasil e em outros locais do terceiro mundo, já a tal da BUSTREN P. M., se a minha pequena pesquisa na Internet estiver correta, é uma firmeca constituída na Espanha em 2012 com um capital social de 6.000,00 Euros. Isto me intriga muito, pois uma firma sem o mínimo histórico, com um capital social pífio, se lança nesta empreitada que deve ter um valor de centena de vezes o valor da concorrência, por quê?
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    Este processo todo está me dando uma enorme dor de cabeça, pois temos duas situações:
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    1. Se esta Bustren for esta mesmo que achei (pode ser outra, mas como disse nada achei sobre ela), uma firmequinha espanhola, ela pode ter entrado simplesmente para duas coisas (são meras hipóteses, baseadas em divulgações incompletas e totalmente não transparentes).
    1.1. Dar cobertura a Oldebrecht para que esta não entrasse sozinha e/ou
    1.2. Servir como uma espécie de laranja para fazer um projeto conforme os interesses da Oldebrecht
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    2. Repetindo, se esta BUSTREN P. M é a mesma empresa descrita em http://empresa.artic-group.net/content/bustren-p-m-sl , é totalmente improvável que uma empresa com capital social de R$18.000,00, tenha entrado numa concorrência para projetar uma obra de quase 1 bilhão de dólares, simplesmente porque seus sócios acordaram em Madrid um dia, abriram a Internet e disseram:
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    – Olha apareceu uma oportunidade de multiplicarmos por mil o nosso capital social, é só ir até o Rio Grande do Sul, ganhar uma concorrência de algo que não temos tradição e ficarmos ricos. Só vamos ter que gastar antes de ganhar nada umas dez vezes o valor do nosso capital!
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    Insisto, posso estar redondamente enganado, mas não vejo nenhum indício que seja contra isto tudo.
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    3. Sendo esta BUSTREN P. M. uma firmeca, como suponho a partir de meras especulações, a Oldebrecht ganha a concorrência para o projeto (que se houvesse mais firmas no certame poderia ser uma das hipóteses devido a experiência da Oldebrecht no assunto). Se ela ganha ela terá alguns meses para levantar dados sobre a obra, fazer um projeto que se encaixe exatamente na sua experiência e, inclusive, guardar para si uma série de resultados da fase de projeto, como algumas sondagens, números de passageiros e outros, que lhe darão uma enorme vantagem perante outros concorrentes que venham se candidatar na próxima etapa.
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    O que me parece certo é que da forma que está sendo conduzido o processo a Oldebrecht tem 80% de chances de ser a construtora e a administradora do Metrô nos próximos 50 anos (a concessão da primeira linha será por 25 anos, mas o metrô não vai parar por aí).
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    Agora o que todos estão esquecendo que o Metrô será uma PPP, que se não der o resultado previsto no projeto em termos econômicos, a empresa privada (provavelmente a Oldebrecht, se os cenários acima se confirmarem) recebe do poder público (dinheiro dos nossos impostos) a compensação financeira.
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    Em resumo, talvez a Oldebrecht seja a grande campeã (se a minha teoria conspirativa estiver certa), e certamente os contribuintes de Porto Alegre nos próximos 50 anos serão os grandes perdedores.

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  3. To só esperando o povinho começar a reclamar que a construção do metrô vai matar as minhocas do subterrâneo da cidade…

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    • Hahaha, fala baixo

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    • Vai desabrigar os ratos e baratas tbm. Elas vão ter que ser mandadas pra outros bairros, havendo uma migração forçada, mesmo elas estando em área invadida. Qualquer semelhança com humanos é mera coincidência.

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      • Ratos e baratos terão seu lugar garantido sob o deque de madeira da propalada revitalização da praça Julio Mesquita. Se realmente houver esse dito deque de madeira, será o lugar ideal para a moradia destes seres.

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    • O pessoal que acha que democracia se faz SEM diálogo não cansa mesmo 🙂

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  4. Acho no mínimo suspeita a frase “empresas querem uso do tatu” hehe.

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    • Evita de falar isso, logo mais vão aparecer uns cults na frente da prefeitura por que empresa lembra capitalismo e tatu lembra coca cola.

      ha-ha

      piadista que eu sou.

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      Queria o metrô na benjamin, porem, quando o metrô estiver pronto, as chances de eu não trabalhar mais no centro, ou de estiver morto vão ser muito grandes, que passe pela Farrapos, a area merece que retirem os onibus para salvar a região.

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  5. Vai sair mais caro, isso é obvio, ao menos que seja mais caro e rapido sem incomodar a população.

    Acho justo.

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  6. Excelente notícia. Parece que finalmente vai sair uma coisa que não vai ser feita por amadores. Já previa 5 anos de caos na Assis Brasil com o corredor de ônibus interditado. Tomara que dê certo e essa linha seja a primeira de várias. =)

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    • Por outro lado com a destruicao da farrapos seria forçada a reconstruçao e revitalizaçao, agora corremos o risco de ficar como está. Quanto ao corredor acho que vao terminar senao teria permanecido no plano do brt

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  7. Dependesse de mim, o metrô nem passaria na Cairu. O mais correto seria a linha seguir pela Benjamin Constant e depois pela Cristóvão Colombo em direção ao centro.

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    • Concordo. Mas tem um (único) lado bom nisto. Acabar com o corredor de ônibus da Farrapos, revitalizando aquela região que ficou degradada justamente depois da construção dele.

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      • Pior é que nos renders da duplicação da Farrapos aparece corredor de ônibus.

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      • Mas qual duplicação da Farrapos? Ali nem tem onde duplicar. Os prédios são mto próximos da rua. Não tá confundindo com a Voluntários? Aliás, nem sei pra que corredor ali. Passa umas 3 ou 4 linhas só.

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      • Ahh é claro! Me confundi com a Voluntários, que vai ter metrô logo abaixo do corredor. Na Farrapos vão vai ter mais, vai melhorar muito!

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      • É que eu tbm espero. Tomara que aquela área valorize bastante e volte a ser agradável como nos anos 50 e 60.

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      • Minha curiosidade é como vão fazer o uso da área liberada pelo corredor de ônibus. Vejo uma boa oportunidade para alargar calçadas, fazer ciclovia e, quem sabe, em algum trecho fazer algum tipo de paisagismo. Se simplesmente liberarem pista para os veículos não acho que seria um ganho.

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      • Se depender da Prefeitura, vão botar 20 pistas pra carros ali com uma calçada de 1 metro de largura.

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  8. Ansioso para ler o mestre Rogério Maestri ….

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  9. Já que vai ser o tatuzão, poderia ser um itinerário mais inteligente do que exatamente abaixo das ruas. Quem sabe até eliminar aquela curva fechada na Cairu.

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    • Pois tu comentou uma coisa que me deixou intrigado:

      Pode passar um metrô por baixo de edifícios e casas? a que profundidade ele deve ficar?

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      • Pode sim, já andei de metrô que passa por baixo de grandes prédios, mas era bem profundo, mais de 50m.

        A linha 1 de Buenos Aires fica a uns 50cm abaixo do solo (é isso mesmo é como se fosse um viaduto no nível do solo. Durante a noite quando é mais silencioso, dá para ouvir o trem passar por baixo e sente-se uma vibração parecida com a que se sente nos corredores de ônibus quando ele passa pelas juntas de dilatação.

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      • * A linha 1 passa por baixo de uma avenida e não passa por baixo de prédios.

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