Fortunati, a Raposa do Guaíba, por Rogério Maestri

Metro_São_PauloO título deste artigo não é nada desmerecedor ao nosso prefeito, estou simplesmente comparando-o ao grande general alemão Erwin Rommel que devido a sua capacidade estratégica foi denominado pelos próprios inimigos em guerra como a Raposa do Deserto.

O que define um grande general não é somente a capacidade de montar estratégias de derrotar seus inimigos nas grandes batalhas, mas também em aplicar táticas diversionistas contra seus inimigos e escolher a hora certa da batalha.

Pois bem, imaginando que o nosso prefeito tenha a capacidade e a inteligência o General Rommel, vamos montar o cenário da batalha que o mesmo poderia ter montado (algo fictício, que pode simplesmente ter sido produto do mero acaso) para vencer uma das batalhas mais importantes que deveria se travar em Porto Alegre, a construção do Metrô.

O metrô é de longe a obra mais importante no município e também a obra mais cara e com mais repercussões em longo prazo. Para esta obra a nossa pobre oposição (pobre de espírito) PSOL e PT estão deixando tudo correr sem o mínimo interesse, principalmente porque o assunto exige trabalho e pessoal técnico para analisar, e me parece que este não é o forte desta oposição.

Então, entramos numa fase decisiva do assunto, primeiro foi à modelagem financeira que como o governo federal participou, os cordeirinhos acharam tudo correto, temos uma PPP, parceria Público Privada, que constitui o seguinte, uma empresa de grande porte ganha a concorrência pública para ingresso nesta PPP, pega dinheiro no mercado, principalmente de Bancos de Investimento (no caso o maior banco deste tipo é Estatal) e constrói o empreendimento. Se este empreendimento dá frutos mais proveitosos a parceira Privada se vê recompensada, se por outro lado os frutos são meio podres o Estado cobre os prejuízos através de dinheiro da receita dos impostos. Ou seja, se considerássemos um casamento uma PPP, o Estado seria uma Amélia (aquela do samba, a mulher de verdade que fazia todo o serviço e ainda era carinhosa com o marido) e o esposo sentado na frente da TV vendo o jogo seria o parceiro privado. Logo esta tal de PPP é uma beleza para as empresas a medida que elas não erram no orçamento da construção.

Definida a PPP, se passa a fase da licitação, porém como se faz no Brasil em todos os níveis (municipal, estadual e federal), nunca os projetos estão prontos, logo para se lançar a PPP precisa-se dos projetos. Como tudo é feito de um dia para o outro, num projeto de R$ 2,4, bilhões de Reais, é necessário à existência de um projeto básico para lançar a concorrência. Como de novo a prefeitura não tem nenhum estudo consistente que se possa parecer um projeto básico, ela lança um fantástico edital que em três meses empresas interessadas devem apresentar uma proposta de estudo de projeto básico para depois executá-lo em mais três meses.

Beleza; se define o “partido geral ou partido arquitetônico” em três meses (o partido arquitetônico ou partido geral são aqueles elementos básicos para se começar qualquer projeto, é a definição, por exemplo, do tamanho da casa, o estilo arquitetônico e alguns esboços e plantas gerais), pois nem isto a prefeitura fez. Depois de definido a empresa que ganhou o projeto faz o anteprojeto, que por uma licenciosidade verdadeiramente indecorosa da legislação brasileira permite o lançamento de concorrências sem a definição precisa do que se quer construir.

Quem ganha esta concorrência inicial, pode definir o empreendimento de tal forma que se a mesma empresa ou uma subsidiária da mesma queira participar da PPP, ela terá imensas vantagens em relação às demais concorrentes.

Agora aos fatos mais recentes. Para a surpresa das autoridades municipais (oooohhhh) para esta importante fase da obra mais importante dos últimos e dos próximos 50 anos da cidade, aparecem somente duas empresas interessadas, a Odebrecht e uma desconhecida BUSTREN P. M. (?!?!?!), daqui por diante denominada “a outra”. A Odebrecht é uma das maiores empreiteiras (se não for a maior) do Brasil e possui ramificações por vários setores da economia. A empresa mãe foi fundada em 1944 na Bahia e teve o seu despertar como grande empresa exatamente na época do chamado Brasil Grande (década de 70) recebendo centenas de contratos dos governos militares da época e atualmente é a empresa que mais recebe dinheiro do orçamento geral da União, vide (http://bit.ly/VTCQqN).

A Odebrecht tem capacitação técnica para fazer o projeto do Metrô, porém dezenas de outras empresas do exterior também poderiam competir de igual para igual com esta grande empresa brasileira se tivessem prazo hábil para realizar o projeto. No início o prazo era de 60 dias para a apresentação da primeira proposta, prazo este completamente incompatível até para a primeira fase, que após algum tempo foi prorrogado e depois foi prorrogado mais ainda. Se por exemplo, uma mera e idiota suposição de minha parte, somente a Odebrecht soubesse que o prazo seria prorrogado, algo que não imagino ter acontecido devido a lisura da PMPA, ela começaria o projeto contando já com a prorrogação, enquanto as outras não começariam nada por não saberem desta. Mas isto é uma suposição idiota que faço, pois todos sabem da honestidade dos nossos gestores públicos.

Mesmo sabendo a exiguidade do prazo esta grande empresa se lançou nesta tarefa hercúlea não se intimidando diante das adversidades. Com a presença dessas duas empresas, a Odebrecht e a outra, tiveram a coragem de se lançar nesta empreitada.

Como a combativa e eficiente oposição municipal, preocupada com fatos relevantes, como modificar o nome de ruas, poderia na ausência de um outro assunto debruçar os olhos sobre o processo de licitação deste pequeno empreendimento da cidade de Porto Alegre, talvez (uma hipótese que pode ser produto de mentes perturbadas como a minha que veem teoria da conspiração em tudo) a nossa Raposa do Guaíba (lembro que é uma referência ao maior estrategista militar de toda a segunda guerra mundial) tenha utilizado dois princípios básicos da estratégia militar, escolher o dia e a hora da batalha e montar uma tática diversionista.

Qual a época melhor para se fazer alguma coisa e esta coisa passar despercebida, nas vésperas do carnaval! Porém, um dos nossos edis, enfastiados de grandes projetos como a modificação do nome de ruas (até parece brincadeira, ruas com Ruas), poderia pensar dar uma pequena olhada num assunto pouco relevante, um projeto de 2,4 bilhões de reais e uma PPP que vai durar 35 anos. Aí viria a segunda ação de um hipotético prefeito general, mandar cortar algumas árvores!

Tcham, como a nossa cidade é sensível ao corte de árvores, justificado ou não, haveria protestos que se repetem a mais de 40 anos, subidas em árvores, faixas e passeatas, e para fortalecer o ânimo beligerante dos exércitos comandados pelos sargentos da oposição, basta mais uma frase infeliz para prorrogar ainda mais a discussão sobre o assunto.

Se esta teoria conspirativa de uma mente delirante como a minha for verdadeira, ela funcionou como uma das estratégias do General Rommel, levando a discussão para depois do Carnaval, quando todos considerarem os fatos como consumados e começarem a discutir quais serão os nomes das estações do metrô e a cor básica de cada uma.

Rogério Maestri – Engenheiro, Mestre em Recursos Hídricos e Especialista em Mecânica da Turbulência

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Leia também:  

Empresas querem uso do “tatuzão” nas obras do metrô



Categorias:Artigos, Metro Linha 2

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85 respostas

  1. Alguém sabe quais seriam as outras empresas que iriam apresentar propostas?
    Pois no início se falou em 5 empresas…

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    • Formas mais comum de conluio entre concorrentes.
      Fonte: ORGANIZAÇÃO PARA COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – OCDE – Fevereiro de 2009

      – Propostas Fictícias ou de Cobertura. As propostas fictícias, ou de cobertura (também designadas como complementares, de cortesia, figurativas, ou simbólicas) são a forma mais frequente de implementação dos esquemas de conluio entre concorrentes. Ocorre quando indivíduos ou empresas combinam submeter propostas que envolvem, pelo menos, um dos seguintes comportamentos: (1) Um dos concorrentes aceita apresentar uma proposta mais elevada do que a proposta do candidato escolhido, (2) Um concorrente apresenta uma proposta que já sabe de antemão que é demasiado elevada para ser aceita, ou (3) Um concorrente apresenta uma proposta que contém condições específicas que sabe de antemão que serão inaceitáveis para o comprador. As propostas fictícias são concebidas para dar a aparência de uma concorrência genuína entre os licitantes.

      • Supressão de propostas. Os esquemas de supressão de propostas envolvem acordos entre os concorrentes nos quais uma ou mais empresas estipulam abster-se de concorrer ou retiram uma proposta previamente apresentada para que a proposta do concorrente escolhido seja aceita. Fundamentalmente, a supressão de propostas implica que uma empresa não apresenta uma proposta para apreciação final.

      • Propostas Rotativas ou Rodízio. Nos esquemas de propostas rotativas (ou rodízio), as empresas conspiradoras continuam a concorrer, mas combinam apresentar alternadamente a proposta vencedora (i.e. a proposta de valor mais baixo). A forma como os acordos de propostas rotativas são implementados pode variar. Por exemplo, os conspiradores podem decidir atribuir aproximadamente os mesmos valores monetários de um determinado grupo de contratos a cada empresa ou atribuir a cada uma valores que correspondam ao seu respectivo tamanho.

      • Divisão do Mercado. Os concorrentes definem os contornos do mercado e acordam em não concorrer para determinados clientes ou em áreas geográficas específicas. As empresas concorrentes podem, por exemplo, atribuir clientes específicos ou tipos de clientes a diferentes empresas, para que os demais concorrentes não apresentem propostas (ou apresentem apenas uma proposta fictícia) para contratos ofertados por essas classes de potenciais clientes. Em troca, o concorrente não apresenta propostas competitivas a um grupo específico de clientes atribuído a outras empresas integrantes do cartel.

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  2. E o autor do artigo, não vai nos ajudar a discuti-lo ?

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  3. Alguém disse: Pior que fazer errado é não fazer.
    Quando se chega a esse ponto estamos entregando o comando para amadores e pessoas sem competência que apostam tudo no ditado: “na medida que a carreta anda as melancias vão se acomodando”. Esta teoria funciona bem para desorganizados e pessoas sem soluções, quem tem que aproveitar a verba, já que não foi feita a parte principal que é o projeto executivo.
    A coisa mais comum neste Brasil é: licitação com projeto básico, depois as coisas vão se acomodando com aditivos, caso contrario será pior, vai parar e virar elefante branco. Então dá-lhe aditivo.
    O metrô da copa que passava não Borges de Medeiros até próximo o Beira Rio, também era para aproveitar a verba, mas não havia projeto básico e morreu tão rápido quanto nasceu, ainda mais que era circular. Metrô circular serve para unir diversas linhas que se cruzam, coisa para daqui 200 anos. Era praticamente uma aberração.
    Todos os prefeitos anteriores e o atual falharam. Nem um prefeito, nos últimos 30 anos, pensa ou pensou o futuro da cidade na questão mobilidade. Todos foram e continuam sendo imediatistas.
    Pior é fazer errado! Vide o metro de Salvador, os trens estão enferrujando porque a linha esta há mais de 10 anos em construção. O metro de São Paulo é um exemplo bom, as linhas estão planejadas há décadas e vão sendo construídas pelo poder público ou privatizadas dentro de um planejamento global de mobilidade.

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  4. Sinceramente, me desapontei com boa parte dos foristas. Não achei que tinha tanto politiqueiro ou CCs aqui. Não achei que a grande maioria iria partir para a negação tão rápido. Qual a finalidade de se debater com gente assim? porque nesse caso fica como debater religião ou sei lá o que.

    Todos aqui podem comentar até com nomes falsos. Quem sabe não deixamos as campanhas políticas para outro momento e usamos o espaço para falar a verdade e melhorar a cidade?

    Tenho impressão que esses politiqueiros são capazes de torcer pela ruína de PoA por suas convicções políticas. Uns vão dizer “mas eles fazem o mesmo” e daí? Vai ficar nessa infatilidade até quando?

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    • Cara, em todo post do blog tu fala em CC. É tipo TOC ou trauma? hehehe

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    • Adriano
      .
      Concordo com o Pablo, a existência de CCs na administração pública brasileira é uma excrecência a ser eliminada, em qualquer país presidencialista ou parlamentarista o número de cargos de escolha dos governantes é ínfimo em relação aos CCs que existe no Brasil.
      .
      Isto causa um tal descontrole na administração pública, por vários motivos:
      .
      CCs são escolhidos por critérios políticos, tanto numa política correta de tentar ter quadros para conseguir levar adiante suas propostas, como para empregar os apadrinhados ou os nepotis (sobrinhos não netos – errado em vários textos na internet -, eram os “sobrinhos” dos Bispos e Cardeais que ganhavam empregos públicos).
      .
      A mudança de CCs em cada governo não permitem políticas em médio e longo prazo.
      .
      A existência de CCs desestimulam funcionários de quadro, pois sempre quem ocupa os cargos melhores são indivíduos caídos do céu que muitas vezes não conhecem nada de administração pública ou dos aspectos técnicos que são importantes para o cargo.

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      • Não questiono isso Rogério, e até concordo em grande parte contigo. Só fiz um comentário que o colega sempre cita cc’s, seja qual for o assunto hehe

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    • Quem conhece a máquina pública brasileira por dentro sabe que muito pior que os CCs são FGs, que além de mais numerosos e custosos fazem do Poder Público brasileiro um dos mais ineficientes do mundo.

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  5. Sinto muito, mas esse post não é digno de estar num blog sério. Esse post é uma coletânea de absurdos do início ao fim. É tão ridículo quanto a ideia de que o 11 de setembro foi criado pelo governo americano, entre outras teorias da conspiração esdruxulas. Os argumentos não fazem nenhum sentido.

    Por acaso o Fortunati precisa criar alguma distração para a oposição?
    A oposição não tem tempo para criticar o metrô pois está muito ocupada criticando a derrubada de árvores?

    A oposição NÃO QUER obviamente criticar o metrô. Os governos do PT travaram o metrô o tanto quanto puderam enquanto o estado era da oposição deles, mas agora que a ideia está andando não vão se arriscar a atrair negatividade.

    A oposição QUER destruir o Fortunati e tudo que for junto com ele será, como dizia Maquiavel, um mal necessário. Eles querem isso pois o Fortunati saiu do PT em conflito com a esquerda radical do partido (Tarso/Olivio/Pont) e agora subjugou o próprio PT.

    Quanto ao processo de licitação, se o governo do PT não tivesse criado uma regra draconiana para a prefeitura e o estado do RS, esse projeto poderia ter tramitado com a devida velocidade. Mas o governo do PT resolveu exigir que a parte privada depositasse TODO o dinheiro da obra em adiantado, coisa que não existe em nenhum lugar do mundo e obviamente inviabiliza qualquer negócio. Isso deixou o projeto trancado mais de seis meses. Felizmente a prefeitura conseguiu contornar isso, sem qualquer ajuda do governo do estado no assunto obviamente.

    Eu conheço parentes do Fortunati (colega de trabalho) e posso garantir que ele não está enriquecendo pessoalmente, nem enriquecendo seus parentes. Portanto, não acredito que o Fortunati tenha intenção de desviar verbas. Claro que desvio de verbas ocorrerão, pois a obra será tocada pelo estado, e o estado é inerentemente corrupto, mas não é o caso do Fortunati especificamente.

    O Fortunati quer fazer sua propaganda claro, e quer tocar o metrô. Ele provavelmente está fazendo o necessário pra isso.

    Quanto às empresas, a Bustren contruiu vários metrôs pelo mundo, incluindo o metrô de Quito. A Odebrech nunca construiu nenhum metrô, mas não temos outras empresas do quilate necessário no Brasil.

    Quanto ao fato de termos apenas duas empresas, não é devido ao prazo. Tenho certeza que empresas privadas conseguem se virar muito bem em 60 ou 90 dias, ao contrario de empresas estatais, tal qual a EPTC que levou 3 anos para fazer um estudo para retirar a rotula da Nilo. O problema obviamente é o sócio dessa empreitada, o estado (municipal, estadual, federal), que certamente afugenta os empresários menos destemidos. E isso revela também que esse negócio não é uma maravilha para a iniciativa privada, ao contrário do que a esquerda ufanista quer dar a entender. Certamente o lucro para o parceiro privado é baixo e as garantias frágeis.

    Hoje na ZH foi publicado um artigo da Fernanda Melchionna, do PSOL, onde ela reclada do “absurdo” de cortar 150 árvores. Para quem não conhece, ela foi lá protestar na frente da casa da Yeda por causa da falta de aumento para os professores, e até agora não foi protestar na casa do Tarso Genro. Ela é formada em biblioteconomia e funcionária pública, credenciais comuns à maioria dos “intelectuais” de esquerda dessa cidade.

    Enfim, reclamam da “grenalização” neste blog ao mesmo tempo que se reforçam a grenalização de idéias com esse post.

    Essa cidade não tem futuro, principalmente enquanto tiver esquerda.

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    • Muito boas as informações. Obrigado por compartilha-las, ao contrário dos que partiram para politicagem pura.

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    • Fora o ataque gratuito a Melchiona, bons pontos. Achei meio desnecessário desmerecer alguém por ser bibliotecário. E olha que nem gosto dela, mas enfim.

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    • Oi Adriano, concordo com algumas coisas que você colocou, mas há outras que estão fora do contexto. Veja que você próprio se contradiz no fim do texto, após criticar a grenalização
      tu mesmo se “grenaliza” dizendo que:
      “Essa cidade não tem futuro, principalmente enquanto tiver esquerda.”

      Tu também te grenaliza ao fazer críticas ad hominem contra a Fernanda Melchionna. Veja bem, desqualificar alguém por ser funcionário público seria tão grenalizado quanto criticar alguém por ser “empresário burguês”.

      Mas se a ideia é acabar com a grenalização, primeiro nós mesmos devemos sair da torcida. (OFF: eu dou esse mesmo argumento quando escuto criticas do tipo “fulano atua pelo interesse do capital empresarial”)

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      • A esquerda é a causa da grenalizacao. Fora a esquerda, o resto é pragmatismo, isto é, quer ver as coisas darem certo.

        As pessoas se perguntam aqui por que Curitiba e outras capitais tem conseguido progredir e Porto Alegre não. A resposta é simples: em outras capitais não há essa esquerda que detona tudo como a que temos aqui. São pseudo-intelectuais, por isso a crítica à Melchionna, os quais não se resistem se analisarmos seus currículos e suas realizações. Eles são os culpados.

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      • AHhaha realmente Adriano, sem debate, sem oposição, não tem como grenalizar. Mas não é necessário grenalizar quando há debate. E essa coisa de “se é dos outros sou contra” existe dos dois lados.

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      • Caro Adriano.
        .
        Quanto aos comentários diretos que fizeste ao meu texto, é uma questão de ponto de vista, mas quanto à frase
        .
        “A esquerda é a causa da grenalizacao. Fora a esquerda, o resto é pragmatismo, isto é, quer ver as coisas darem certo.”
        .
        acho que falta a ti um pouco de conhecimento da história do Rio Grande do Sul para emitires tal julgamento apressado e sem a mínima base científica.
        .
        A divisão do Rio Grande do Sul é bem anterior a existência de uma esquerda no nosso estado.
        .
        A divisão do Rio Grande do Sul em duas linhas políticas distintas começa antes da própria revolução farroupilha, através da influência dos governos presidencialistas nas províncias do Prata (Argentina e Uruguai), gestou uma divisão nas forças oligárquicas que comandavam o Estado durante o Império, de um lado os Farroupilhas (ou liberais federalistas) e os Caramurus (os defensores do império centralizante).
        .
        Com o advento da república, estes grupos hegemônicos se transformaram em Republicanos e Federalistas e até o surgimento da Nova República estes grupos dominavam a política do Rio Grande do Sul.
        .
        A única influência ideológica desta época era a positivista, tendo como seu maior expoente Júlio de Castilhos.
        .
        Como podes ver, conceito de direita e esquerda no Rio Grande do Sul, só começa a aparecer de forma clara em torno dos anos 40 e 50, e até aí havia uma disputa acirrada e ferrenha (com revoluções e degolas) entre as classes dominantes. Não havia uma clara divisão em termos de classes sociais nestas lutas.
        .
        Finalmente, meu caro amigo, procure estudar um pouco mais antes de emitir conceitos que não tens o mínimo domínio.

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      • Não é pegar pesado Gilberto, esta avaliação errada da divisão de forças no Rio Grande do Sul, é um erro comum. Se não fosse diferente no nosso estado em relação aos outros, tudo bem. mas o que diferencia o RS é a existência de uma clivagem entre duas forças antagônicas antes mesmo do surgimento de uma classe operária significativa no Brasil.
        .
        Há fatos interessantes na nossa história que mostram com clareza isto, em 1917 houve no Brasil a primeira greve geral, esta realmente de influência comunista no Rio e São Paulo e mais de influência anarquista no nosso estado. Pois bem, esta greve foi violentamente reprimida nos outros estados porém no Rio Grande do Sul houve pela parte do Presidente do Estado na época Borges de Medeiros, um rápido atendimento as reivindicações sem maiores conflitos, ou seja, o positivismo que dominava na ocasião falou mais forte.

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      • Esse tipo de esquerda existe em qualquer lugar, a diferença é que só aqui não são tratados como mais um grupo exótico e irrelevante como deveriam.

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      • Muito pior é aquela esquerda que busca o poder pelo poder, que usam esses radicais como massas de manobras.

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    • Concordo plenamente com o Adriano.

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    • Odebrecht nunca construiu nenhum metrô?

      E a Bustren construiu vários?

      Desculpa, mas quais fontes tu usou?

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    • “A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.”
      Mario Quintana

      Existem 4 (quatro) países na América do Sul que NÃO possuem metro:

      – Bolivia

      – Equador

      – Paraguai

      – Uruguai

      Qual metro de Quito que foi construído pela Bustren?

      Este metro, que em 7 de setembro de 2012, recebeu cinco propostas de empresas nacionais e internacionais para construção de sua fase 1 (duas estações)?

      Este metro, que em novembro de 2012, adjudicou esta construção para a empresa espanhola Acciona Infraestructura?

      Ou este, que em 7 de dezembro de 2012, publicou um aviso de pré-qualificação de empresas interessadas em participar da construção de sua fase 2 (túnel de 22 km, instalações e aquisição de material rodante)?

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  6. Poxa Rogério… Oposição pensante e planejamento de longo prazo… Olha, tu estás querendo duas coisas que no Brasil “non ecxiste”!
    PS: Não interessa qual o partido está na oposição, a afirmativa se encaixa a todos.

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  7. Aquele era tão grande que fez sombra no seu Führer, que o matou; o nossa Raposa esta mais para cachorro perdido… eheheh…

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  8. Enfim aí estaria a resposta ideal que envolve a obra do metrô, que custa uma fortuna em relação ao projeto da Coester se fosse implantado nos corredores de ônibus já instalados.

    Infelizmente, por parte do erário público municipal falta transparência quanto ao referido projeto como um todo até o presente, em que o orçado inicialmente vai se transformar em valores exorbitantes até o final da obra, quem viver verá.

    E finalmente, os contribuintes pagarão a fatura deste elefante branco.

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