Operação Tartaruga complica trânsito em Porto Alegre

Grupo de rodoviários reivindica reajuste salarial acima do acordado em dissídio

Fila de mais de 50 ônibus se formou na avenida Farrapos   Crédito: Vinícius Roratto

Fila de mais de 50 ônibus se formou na avenida Farrapos Crédito: Vinícius Roratto

Um grupo de rodoviários de Porto Alegre deflagrou às 7h desta terça-feira uma operação Tartaruga em Porto Alegre. A mobilização, que não tem apoio sindical, tem adesão de motoristas independentemente de empresa de transporte e linhas de ônibus.

A ação já prejudica o trânsito na Capital: vias como Farrapos, no Centro; João Pessoa, na Cidade Baixa; Ipiranga; na zona Leste; e Assis Brasil, na zona Norte, apresentam congestionamentos. Os motoristas trafegam com velocidade entre 30/Km e 40Km/h e filas de coletivos se formam nos corredores exclusivos para ônibus. Veículos da região Metropolitana deixaram as faixas exclusivas para fugir dos congestionamentos.

Um dos líderes da mobilização é o diretor sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Luiz Afonso Martins, que também é conselheiro municipal de transporte e motorista da Carris. Segundo ele, o protesto é uma forma de denunciar o “conchavo” entre empresários do setor de transporte e sindicato dos rodoviários. “Nós entendemos que o dissídio está em aberto, porque, na assembleia, os rodoviários rejeitaram por unanimidade a proposta encaminhada pelos empresários. Em entrevista à Rádio Guaíba, Martins explicou que os rodoviários querem discutir uma extensa pauta, que inclui redução da jornada de trabalho. “Nós iremos até as últimas consequências para ter nossos direitos garantidos”, enfatizou.

O grupo reivindica um acordo que prevê melhorias nas condições de trabalho, redução de carga horária e um aumento salarial acima dos 7,5%, acordado em dissídio. A assembleia realizada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), em 22 de janeiro, acabou em confusão.

Em 24 de janeiro, dezenas de rodoviários protestaram em frente à sede da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), em Porto Alegre. Eles eram contrários ao acordo do Seopa sobre o dissídio salarial da categoria.

Com informações dos repórteres Luciano Nagel, Mauren Xavier, Marcos Kobolt

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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47 respostas

  1. Operação tartatuga eles fazem todos os dias, não cumprem horarios, ou passam antes ou muito depois.

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  2. Alguém sabe onde tem os índices de aumento dos salários dos motoristas dos últimos 10 anos?

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  3. A primeira ideía relativamente boa no transporte coletivo de Porto Alegre foi o corredor da Bento Gonçalves,um BRT da epoca com corredor exclusio e terminais de tranbordo para as alimentadoras dos bairros.A passagem era mais barata que o restante do sistema da cidade já que por exemplo não havia cobrador nos onibus. A ideia foi simplesmente implodida pelos rodoviários,empresarios e por incrivel os usuários que não queriam fazer baldeação. E´isto é Porto Alegre,tem grandes hospitais,grandes universidades,genio para tudo é que lado mas o povo não sabe usar o transporte coletivo como deveria e portanto não sabe exigir um serviço melhor a preços compativeis.Enquanto o transporte coletivo estiver nas mãos dos que a exploram hoje vai ser sempre assim.Faz muito tempo eu conheci um meconomista do PT o Paul singer que me falou que na epoca do governo Erundina em SP havia uma ideía de aumentar um ponto percentual no IPTU dos imoveis e repassar para o transporte coletivo que seria subsidiado e ate de graça.Nunca ouvi que levassem esta ideia adiante.Adivinha por que?

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  4. Menino Deus tá tranquilo!

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  5. Zona norte estava tudo ok, peguei o bus sem nenhum problema, alias, o bus tinha até lugares para sentar.
    Gostei.
    haha

    Agora falta o quebra pau, de preferencia com os politicos filhos da p…,

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  6. Na zona sul está aparentemente tranquilo.

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  7. Afinal, é f**endo a população que se ganha apoio à causa. Cadê o metrô pra acabar com o emprego dessa corja??

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    • Não sou fã dos rodoviários, mas como eles deviam protestar?

      Paris tá aí pra mostrar que o metrô também para 😀

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      • O que impacta os donos dos consórcios é dinheiro que entra. Este protesto reduziu o lucro deles? Se não, não resolveu nada.
        Se o objetivo era alertar a população, poderia conversar com as pessoas no ônibus. Coloquem um ativista por linha, nos moldes daqueles vendedores, e eles entregam a mensagem facinho.
        Se o objetivo era atacar o bolso dos patrões, poderiam abrir só as portas traseiras e deixar todo mundo entra de graça. Esta o pessoal ia gostar! 😀

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      • AlexP, com essa operação tartaruga muita gente está indo a pé e o ônibus andando devagar gasta bem mais combustível e isso pesa no bolso.

        Os usuários de um ônibus quebraram uma janela e isso também impacta no bolso, mas com isso eu não concordo nem um pouco.

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      • Pablo, não leve a mal, adoro teus comentários, mas este pareceu meio chutado. Quantas pessoas deixaram de andar de ônibus hoje? 1%, 5%, 10%? Gasta mais combustível?! O que mais gasta combustível costuma ser acelerações abruptas, tipicas de quando se quer andar rápido, mas vá lá que gaste mais. Quanto?
        Honestamente, esta me parece mais uma ação mal executada pelos rodoviários. O impacto financeiro para os consórcios não é grande e o impacto de percepção popular contra os rodoviários é grande. Acho que há formas mais inteligentes de agir.

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      • Tem razões AlexP, olhando como um todo, o impacto é bem mais político do que econômico. Esse impacto político será contra a prefeitura, contra as empresas de ônibus, mas também contra os motoristas que fizeram o protesto. Cabe saber o tamanho desse impacto em cada um deles.

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      • Em tempo, minhas desculpas, Pablo. Vi agora na TV a dimensão da bagunça. Com certeza o impacto foi grande na arrecadação.

        Entretanto, mais uma vez, digo que os rodoviários estão agindo MUITO errado. Este tipo de serviço possui regras para paralisação. Já é a segunda vez que estão agindo na ilegalidade. Na outra vez, fizeram greve sem avisar, quando a legislação os obriga a avisar com 72h de antecedência. Agora esta ação patética.

        Não há justificativa para não avisar antecipadamente! O impacto na arrecadação é o mesmo, mas o impacto nos usuários é menor, pois permite planejamento. Esta ação é irresponsável. Fico feliz em ouvir o Cappelari dizer que vão demitir alguns profissionais. Por mim deveriam fazer uma limpa em todo mundo que participou desta patifaria!

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      • AlexP, não lembro da outra vez, mas dessa vez até onde sei diversos trabalhadores se rebelaram contra o próprio sindicado, não? É praticamente uma desobediência civil, não uma greve 😛

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      • FelipeX, não conheço os dados que estás trazendo sobre ir contra o sindicado desta vez. O que posso afirmar é:
        – Da vez anterior houve uma greve ilegal. O sindicato deveria ser processado. Lembro que ele tirou o corpo fora e disse que esta greve não tinha sido aprovada. Aí não sei a legislação, mas das duas uma: ou o sindicato é responsável e que se entenda com seus afiliados; ou não houve greve, mas sim falta ao trabalho. Neste caso os salários devem ser descontados e, caso se ache apropriado, pessoas devem ser demitidas.
        – Desta vez não houve greve, mas sim trabalho mal executado (ou abandono de trabalho, no caso de motoristas que simplesmente deixaram o carro no meio da rua). Neste caso, a solução é demissão dos funcionários (por parte dos consórcios) e punição (se for possível pela lei) contra os consórcios.

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      • Meu ponto é que não é greve mesmo, é desobediência por isso a questão das 72hs fica complicada.

        Sabemos bem que empresa nenhuma sai demitindo funcionários assim a la loca 🙂

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  8. Fotunati tche! Fotunati tche!

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  9. Pensei estar escutando o discurso do presidente da ATP há pouco no rádio. Errei, era diretor da EPTC .

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    • Hahaha! São poucas pessoas descontentes com a EPTC! só motoristas, cobradores, ciclistas, Paulo Sant’Ana (sic), pedestres, usuários do transporte coletivo…

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    • Isto se chama “poder demais nas mãos de poucos” ou “sindicato forte demais”.
      Mais uma razão para acabar com os cobradores, diversificar o transporte público (com vãs, VLTs,…), e permitir a concorrência privada (desregulamentada).

      Estes protestos servem de incentivos para que as pessoas não vendam seus carros.

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      • Desregulamentação no estilo “libera geral” não vai resolver o problema de Porto Alegre. Porto Alegre já teve transporte coletivo desregulamentado, e você pode perguntar pra qualquer pessoa mais velha e ela vai te dizer que era uma merda. Pra você ter uma ideia, quando algumas empresas começaram a tentar estabelecer o serviço de kombi (o que hoje chamamos de lotação), as empresas maiores vinham e colocavam carros andando bem devagar na frente do lotação, dificultando sua movimentação e tornando o serviço inviável.

        Mas na verdade, o problema de desregulamentar tem muito mais a ver com a teoria econômica dos custos de transação e decisão do consumidor do que práticas antiéticas como as que descrevi acima. Os über-liberais precisam entender que o modelito perfeitinho de mercado onde o preço varia magicamente para o equilíbrio oferta/demanda é apenas um modelo e, apesar de ele quase funcionar com commodities, ele não se aplica tão diretamente para serviços de transporte (em verdade, não se aplica pra muita coisa, nem pro pãozinho na padaria). Se fossemos traduzir o que acontece na bolsa (negociação em tempo real) para o transporte público, teríamos a situação esquisita onde o preço da passagem mudaria a toda hora, e você precisaria de um supersistema de informação para administrar isso – sem contar que você precisaria que todos os passageiros estivessem bem informados para que não fossem ludibriados no futuro.

        Além dos óbvios custos operacionais desse supersistema de precificação, e dos evidentes problemas de rent-seeking existentes em ganhar dinheiro de um passageiro mal-informado, você ainda tem que lidar com a realidade de que NÃO TEM COMO negociar a tarifa em tempo real quando estamos falando de ônibus. Já imaginou? Tô na parada esperando o ônibus, entro nele, o motorista me diz “é R$ 3”; eu acho muito caro, peço licença aos outros passageiros, saio, espero o próximo. Só que aí não vem o ônibus, ou o que vem é mais caro. Ou seja, ou eu aceito o preço que o motorista me falou (e sou potencialmente ludibriado no processo, favorecendo rent-seekers), ou eu espero o próximo ônibus e incorro num custo de transação.

        Simplesmente não é realista isso. Inclusive eu te convidaria e me demonstrar sistemas free-for-all que existam mundo afora que tenham sequer uma nesga da capacidade dos sistemas regulamentados. O que eu já te adianto é que esses tempos esbarrei num survey bem completo sobre isso, com umas 800 páginas, analisando os diferentes estados de regulamentação e qualificação de transporte em cidades de países em desenvolvimento, uma coisa que ficava evidente é que, nas cidades mais free-for-all, o resultado era uma oferta completamente bagunçada, com ônibus “brigando” pra pegar passageiro, resultando em engarrafamentos que limitavam a capacidade do sistema a pouco mais de 2000 pax/hora por eixo.

        Um bottom-line pra tudo isso: bueno, se formos observar os bons sistemas de transporte público de alta capacidade mundo afora (tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento), uma coisa que é praticamente constante é a COORDENAÇÃO e INTEGRAÇÃO entre os serviços. Em algum ponto, em cada um destes sistemas de transporte, existe alguma entidade (pública ou privada-sob-concessão) que agrega as decisões de rota, densidade de oferta e tarifação, com vistas a diminuir o custo de transação e agilizar o serviço. Não, a nossa prefeitura não faz isso direito – ao invés disso criou uma regulamentação inequivocamente ruim, que protege as empresas em seus feudinhos de transporte.

        Como já propus diversas vezes aqui, poderíamos muito bem resolver esse problema com a implantação de um sistema de agregação, onde empresários com veículos coletivos “vendem” (em leilão) um empenho de quilômetros dos seus veículos para a prefeitura para um período, e a prefeitura por sua vez aloca as viagens que comprou nas rotas que julga necessárias, cobrando do passageiro uma passagem unificada-por-tempo (já possível com o TRI), isentando-o de pagar mais em situações ineficientes como a baldeação. Bota esse processo de leilão pra se repetir todo mês, e adiciona algumas medidas anti-truste (i.e. limite no tamanho das empresas) e você fica com um sistema mais responsivo aos sinais de preço e que dificulta a “acomodação” dos empresários nos atuais feudos de transporte.

        Agora, pra fazer isso acontecer, tem que botar alguém na EPTC que tenha culhão pra enfrentar a máfia dos transportes. Não vai ser o Carrolari.

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        • Achei o survey de que falei. Claro, é de um think-tank meio pró-BRT, ou seja, as conclusões são obviamente em favor de modelos BRT. Eu não concordo com essa conclusão, mas acho interessante o estudo demonstrando o status quo da bagunça que é o transporte das grandes cidades nos países em desenvolvimento.

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      • Excelentes comentários, como de costume! Estou começando a campanha FMobus para presidente da EPTC. Mais alguém?

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      • fmobus, o transporte por taxis em Bogotá é desregulamentado. Um colega meu professor que tem uma namorada lá diz que é estupidamente barato. O preço é negociado diretamente com o cliente. Em Lima me parece que é assim também.

        Concordo com você que pode haver um problema de informação do passageiro quanto ao preço. Mas isto é um problema que nós liberais em geral aceitamos regulamentações em prol da clareza. Por exemplo: preços nos supermercados detalhados em relação a unidade de peso, estabelecimentos onde é permitido fumo com placas na porta avisando isto, onibus com a tabela de preço do dia estampada na porta,…

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        • Sim, como eu disse no meu texto: isso pode funcionar pra táxis, mas não funciona pra ônibus, como expliquei. E mobilidade urbana massiva só com táxi não existe, simplesmente porque os táxis não alcançam a densidade dos ônibus. E mesmo que você bote veículos um pouquinho maiores (como vans), encher de concorrentes disputando por passageiros no ponto de embarque não ajuda, pois essa disputa cria uma ineficiência e diminui a vazão total. Daí que vêm as observações do estudo que linkei: transporte com zero regulação vira uma bagunça tão bagunçada que a eficiência vai pro saco – mesmo que fique mais barato.

          Quanto a informação: meu ponto vai mais além disso. O problema é o passageiro ter a visão de mercado e as informações as quais as empresas de ônibus têm acesso quando decidem um preço. Na bolsa de valores todo mundo vê todas as transações, então é fácil de perceber trends, entender o preço justo e tomar decisões de acoro (assumindo que você saiba operar direito, claro). Agora, no dia-a-dia de pegar-ônibus-pra-ir-pro-trabalho, não existe um meio razoável de propagar essa informação. Claro, poderia ter lá apps de smartphone e o raio que o parta, mas o acesso seria limitado demais.

          Ainda precisamos considerar que o trabalhador não tem a sua disposição a opção de não consumir. Afinal de contas, o trabalhador não pode dizer “ah hoje os ônibus estão muito caros, então vou trabalhar noutro lugar (ou não trabalhar)”. Mesmo que ele pudesse fazer isso, a medição que a empresa teria desse fenômeno seria bastante imprecisa – pois afinal ela só sabe que o passageiro aceitou ou não, mas não necessariamente quanto eles estão querendo pagar. A menos que você deixe o passageiro opinar quanto ele quer pagar, mas aí voltamos de novo à complexidade e ao custo transacional disso, que vai contra a necessária agilidade de um sistema de transporte massivo.

          Ou seja, nesse sentido faz sentido a prefeitura estabelecer tarifas, e intermediar a compra dos quilômetros com os fornecedores, pois isso amortece as mudanças conjunturais para o usuário. Até não me incomoda a prefeitura subsidiar a tarifa às vezes, com a restrição de que o faça utilizando dinheiro que veio dos que optaram por carros.

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      • Adriel, acho que a questão de preços fica mais complicada em transporte de massa, não de táxis individuais.

        Mas falando em táxi, na Guatemala também é desregulado. Honestamente me senti inseguro, só peguei táxis tranquilamente de uma empresa bem reconhecida além dos serviços de taxi do próprio hotel.

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      • Você não acha que os serviços poderiam ficar ainda piores já que no teu modelo a prefeitura seri o cliente das empresas, e não mais o passageiro?

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        • Mas que diferença me faz se eu sou o cliente? Ok, poderiam dizer que quando eu sou o cliente eu posso simplesmente optar por outro prestador para o serviço, mas o problema é que, ali na ponto de ônibus, eu não sei exatamente quando vêm os ônibus dos outros prestadores, nem se eles terão preços adequados. É muito difícil pro passageiro tomar uma decisão nessas condições.

          Eu entendo o que tu quer dizer com “a prefeitura seria o cliente”, e eu entendo como é problemático, pois afinal de contas os tomadores de decisão da prefeitura não estariam “sentindo na pele” os problemas do sistema. Eu concordo que isso é difícil de resolver. Uma abordagem seria que o leilão levasse em consideração o histórico recente dos prestadores com relação a parâmetros objetivos, como assiduidade, asseio, número de acidentes, número de reclamações dos passageiros, etc. Enfim, tem alguns refinamentos que poderiam ser feitos com o tempo também. Uma possibilidade seria estabelecer que cada linha tem que ser servida por um número mínimo de operadores diferentes, e que eles variam entre um ciclo e outro.

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      • Felipe e Mobus. Quando eu falo em desregulamentar, não é acabar com TODAS as regulamentações, acho que isto que vocês não entenderam. Mas sim aquelas que criam monopólios, acabam com a liberdade de escolha do passageiro e encarece as passagens.

        O estado continua tendo o seu dever de fiscalizar, nem que seja para averiguar se os taxistas/empresas de onibus/motoristas possuem registro e se o preço previamente combinado está em local visível.

        Tu já viste o inferno que é hoje as regulamentações do transporte público? Estes dias eu estava vendo a do transporte intermunicipal… simplesmente é impossível fazer viagem entre 2 cidades sem ser pela rodoviária e vencendo a concessão que ocorre a cada 20 anos. Empresas como esta seriam simplesmente impossível de existir aqui:
        http://us.megabus.com/

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        • Eu concordo contigo no escopo do transporte intermunicipal. Realmente não precisava ser assim.

          Agora, para o transporte dentro de uma cidade, simplesmente não são os mesmos parâmetros no consumo. As viagens são bem mais espontâneas, bem mais urgentes, com destinações bem mais caóticas. Não há ganho em dar a escolha pro passageiro nesse contexto, e toda a cidade que tenta isso vira bagunça.

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      • fmobus, desregulamentar não significa que o preço da passagem será negociado na hora com o passageiro, mas sim que as empresas estarão livres para escolher o seu modelo de cobrança.
        A minha esposa hoje para um serviço mensal de vã que leva e trás ela do trabalho. É bem possível que algumas empresas de coletivos adotem este modelo, que sequer existe hoje.

        O maior problema seria a “disputa por passageiros nas paradas”. Mas creio que isto seja um problema mais fácil de resolver, a medida que elas não utilizem as mesmas paradas/rota, ou então que as paradas coletivas sejam administradas por um consórcio ou pela própria prefeitura.

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        • Aaaah, mas aí você está falando de paratransporte. Aí é outra estória. E daí, de novo, concordo contigo, para estes casos pode ser muito interessante desregulamentar. Agora, para o transporte público do estilo que você-pega-o-ônibus-no-ponto, não tem como. E claro, cabe ressaltar que paratransporte nunca vai conseguir alcançar a mesma capacidade de um transporte público de alta capacidade.

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      • Continuo no aguardo de como funcionaria este transporte público (esse que temos hoje) desregulamentado 🙂

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      • Adriel
        .
        Vou contar uma historinha sobre transporte de taxi desregulamentado.
        Lá pela década de 70 o meu falecido pai, morou em Lagos capital da Nigéria. O sistema era totalmente desregulamentado, ele contava que era um verdadeiro inferno, mesmo indo de um mesmo local para outro todos os dias tinha que ser feita uma negociação com os taxistas, era no mínimo dez minutos para se chegar a um acordo.
        .
        Como colocou o Mobus com total propriedade transporte público desregulamentado é bagunça na certa, e quando as cidades são grandes passa a ser infernal.
        .
        Imagine um cenário, chegas num ponto qualquer, passa um ônibus, e como o sistema é desregulamentado, não precisa ter linha certa, aí perguntas.
        .
        -Vai para onde?
        .
        Depois de satisfeito o destino, vem o preço?!?!?!?!?!?!
        .
        Não existe isto.

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