Piratini quer desocupar Presídio Central até 2014 e transformar área em centro de lazer

Terreno é pouco valorizado no mercado pela falta de mobilidade no entorno

presidio-centralO governo do Estado pretende desocupar o Presídio Central até 2014 e transformar a área num centro de lazer para a comunidade. Segundo o secretário da Assessoria Superior do Governo, João Victor Domingues, o Piratini tem a intenção de entregar áreas públicas de interesse da iniciativa prvada em troca de três novas casas de detenção.

Em janeiro, o secretário da Segurança, Airton Michels, havia adiantado que a ideia do governo era vender a área em do Central. Domingues explicou que o terreno é pouco valorizado pela iniciativa privada por não ter vias que possibilitem uma “adequada” mobilidade, por isso a opção por entregar outras áreas. Ele não revelou quais vão ser os espaços públicos oferecidos.

Cada uma das três unidades de detenção que o Estado pretende receber da iniciativa privada deverá ter 550 vagas para receber parte dos detentos da unidade prisional de Porto Alegre. Os municípios cotados para receber as casas prisionais são Guaíba, Venâncio Aires e Charqueadas. Hoje, o Presídio Central, projetado para receber 1.980 homens, abriga 4.035 detentos.

Em janeiro, o Fórum da Questão Penitenciária denunciou a União à OEA por violação de direitos humanos no Presídio Central.

Correio do Povo



Categorias:Outros assuntos

Tags:

59 respostas

  1. Coloquem todos os bandidos nas ruas. Quero muita ressocialização.

    Curtir

  2. Só pra lembrar aos leitores que até podemos aceitar pseudônimos ao comentar no Blog, mas o e-mail tem que ser válido. Nós utilizamos um software específico para verificação de e-mails, portanto, e-mails não válidos não passam na moderação. É importante isso para a credibilidade do Blog. Procurem entender. Obrigado.

    Curtir

  3. O problema de não privatizar é outro: Tirar recursos da onde se sabidamente o glorioso RS está falido?

    Curtir

  4. E o pessoal da esquerda (os mesmos que são anti carro e xiita a favor de bicicleta por sinal) já estão reclamando da idéia de privatizar presídio. Num outro post eu expus minha teoria de que a “grenalizacao” aqui na verdade é causada pela esquerda e o Rogério Maestro me veio com um argumento sem sentido que remonta o século 19, esquecendo ele de perceber que os maragatos de antes são os socialistas/comunistas de hoje.

    Continuem discutindo o assunto. Nada vai ser resolvido. A esquerda vai ser contra. Eles querem almoço grátis.

    Curtir

    • Cara, você imputa “grenalização” a esquerdistas quando você mesmo está reduzindo a discussão à esquerda vs direita? É realmente muito difícil discutir com alguém que não sossega enquanto não botar cada comentarista numa caixinha com um rótulo, e para o qual análises baseadas em observações do mundo real são inúteis se vêm de alguém que ele julga “esquerdista”.

      Eu nunca me julguei esquerdista, nem nunca me julguei direitista, pois acredito que quem adota qualquer um desses dois rótulos está se predestinando a pensar em caixinhas limitadas, cometendo erro epistemológico atrás de erro epistemológico.

      Realmente, eu poderia discutir longamente os problemas dos sistemas prisionais privados americanos, apontar todas as fraudes e escândalos relacionados a eles, demonstrar a correlação flagrante entre o surgimento das prisões privadas e a explosão do número de detentos nos EUA, e explicar o evidente problema de conflito de interesses disso, mas realmente, vai ser inútil se eu estiver discutindo com alguém que acha que “DUR DUR os eua privatizaram, os eua rocks, vamos privatizar também DUR DUR”.

      Tá realmente difícil de ver gente com senso crítico por aqui.

      Curtir

      • Sinto muito, mas é o que me parece. Ao mesmo tempo, é uma idiossincrasia pensar e argumentar como se de esquerda fosse quando não é. Talvez a lavagem cerebral ideológica perpetrada na América latina pelo movimento de Fidel Castro tenha tido tanto sucesso que as pessoas sejam de esquerda e não saibam.

        Curtir

        • Olha, eu sei que tu queria me ofender com o termo “idiossincrasia”, mas ocorre que este termo significa “temperamento peculiar ou anormal”. Ora, argumentar com argumentos “de esquerda” sem ser a pessoa “de esquerda” só é uma idiossincrasia se você assume como sendo normal que as pessoas argumentem só com argumentos da sua posição esquerda ou direita. De novo, quem está grenalizando a discussão é você.

          O fato é que esquerdistas e direitistas têm ideias boas e ideias ruins. Eu vou argumentar sempre em prol das ideias que eu julgo boas, eficientes e reduzam externalidades. Sim, isso significa que eu vou concordar com algumas ideias e conclusões da esquerda, mesmo que eu não seja um comunista safado comedor de criancinha. Eu faço isso porque acredito que qualquer discussão do sociedade tem que acomodar os pontos de vista com base nos seus méritos, não nos seus rótulos.


          Aliás, deixa eu te fazer uma pergunta, que vai me ajudar a provar meu ponto: tu apoias a implementação de pedágio urbano/congestion charge?

          Curtir

      • “Eu nunca me julguei esquerdista, nem nunca me julguei direitista, pois acredito que quem adota qualquer um desses dois rótulos está se predestinando a pensar em caixinhas limitadas, cometendo erro epistemológico atrás de erro epistemológico.”

        I couldn’t agree more!

        Curtir

      • Olha, eu quero que nosso país e nossa cidade se desenvolva, que a qualidade de vida melhore para todos. Eu não fico contente vendo que há muita gente pobre nessa cidade.

        A questão é como essa cidade vai se desenvolver? Quais serão os meios de transporte do futuro? Eu espero que tenhamos meios de transporte que agrade a todos.

        Tendo isso dito, eu sou contra a interferência exagerada do estado nas escolas individuais.

        É qual o problema que eu vejo na interferência do estado? Vários. Quando o estado escolhe por nós, ele cria uma limitação rígida que é inflexível e não se adapta às mudanças sociais.

        Tendo dito tudo isso, se eu sou a favor do pedagógico urbano, a resposta é simples: apenas se ele for estritamente necessário. Mas acho que Porto Alegre não chegou neste ponto e nunca chegará.

        Curtir

        • Quais serão os meios de transporte do futuro? Eu espero que tenhamos meios de transporte que agrade a todos.

          Então, agrado por agrado, o carro agrada a praticamente qualquer pessoa, isoladamente. Não vou negar. Andar num carro sentado confortavelmente, com ar-condicionado, de boa, é maravilhoso e todo mundo quer. Agora, o que interessa pra uma cidade não é agradar as pessoas, e sim dar condições para que todos se locomovam dentro das suas necessidades. Ora, botar um carro por habitante agradaria cada um, mas não satisfaria a locomoção de todos, pois obviamente as vias não aguentam. Nesse ponto faz sentido que a cidade se organize para adotar soluções que sacrifiquem um pouco do agrado em nome do atendimento universal. Nesse ponto a sociedade tem que se organizar e sim, muitas vezes, o motor para essa organização vai ser o estado. Alguém tem que optar pelo que é certo, pelo que é eficiente e pelo que é justo.

          Quando eu digo eficiente, estou falando de capacidade total por espaço. O carro é terrível nesse aspecto, acho que isso é ninguém há de discordar (só o louco do Augusto talvez). Quando falo de justiça, vou dizer direto: o carro é malvado. Malvado porque cada vez mais externaliza para sociedade diversos custos com os quais seu ocupante não arca, em nome de algo ineficiente e elitista. No limite, algo que é injusto e ineficiente não pode ser certo. Se se continuar com as políticas atuais de mobilidade, nossa cidade, que já saturou, vai saturar mais.

          e não se adapta às mudanças sociais.

          E a sociedade, se adapta a mudança de realidade? As pessoas largam o seu desejo irrealizável de andar com o possante enquanto observam o trânsito piorar? Não largam, porque justamente a sociedade não se adapta à sociedade, sem que algo a mova para tanto. A sociedade brasileira indiscutivelmente evoluiu, milhões foram promovidos à classe média, mas as aspirações de mobilidade não mudaram. Faltou o motor.

          Tendo dito tudo isso, se eu sou a favor do pedagógico urbano, a resposta é simples: apenas se ele for estritamente necessário. Mas acho que Porto Alegre não chegou neste ponto e nunca chegará.

          Então, você se diz liberal-e-de-direita, mas se opõe à implementação do sistema que melhor reproduz a sinalização de oferta e demanda por meio de preço? O pedágio urbano/congestion charge é justamente o mais perto que se pode chegar de um mercado (ó glorioso) para o uso da via urbana. Mas tudo bem, eu te entendo: a elite encastelada brasileira (da qual presumo fazes parte ou aspiras fazer) enche o peito pra bradar as glórias do livre mercado, mas na hora que uma medida dessas tocar em um centímetro do feudo divino que é o direito de dirigir o bólido, vão dizer que é coisa de comunista, que não precisa, que tá tudo bem.

          Pois eu te digo: mesmo que Porto Alegre tivesse um terço dos carros que tem hoje, implementar pedágio urbano já funcionaria, uma vez que a tecnologia necessária já está barateando o suficiente para minimizar os custos de transação que antigamente existiam. Já dá pra implementar pedágio urbano com sistemas automatizados, sem nem parar o carro, com precificação dinâmica por trecho e tudo o mais. Com um bom planejamento, eu te diria que nem doeria tanto no bolso na real. Poderíamos ter algo bem simples, tipo R$ 0,05 por quilômetro nas avenidas radiais e perimetrais, dobrando em horário de pico. Só isso. Um totem por quilômetro, rfid faz bip-bip no carro e pronto. Com menos de três pila você atravessa cidade e volta. Três pila é uma coca-cola no almoço.

          Curtir

      • Eu não quero ofender ninguém, mas pessoas que tem opiniões fortes ouvirão respostas fortes.

        Curtir

    • Eu torço para o Adriano ser um troll. A outra opção é muito pior! 😦

      Curtir

    • Também espero que seja um troll. Por que o cara repetidamente criticar a grenalização enquanto faz exatamente isso é muito engraçado 😛

      Curtir

  5. Não li nada, nem preciso, que mania de fazer área de lazer que nunca funciona…..agora, onde vão construir outro Presídio? Qual é? Cansei desta LADAINHA…mais uma festa com o nosso dinheiro…

    Curtir

  6. OFF: e o imax de poa?

    Curtir

  7. Em São Paulo tem um parque no lugar do antigo Carandiru que é incrível, revitalizou toda a região. Espero que façam parecido aqui.

    Curtir

    • E aquela região do antigo Carandiru era feia… deusolivre.

      Curtir

    • Verdade!

      Chama Parque da Juventude, fui em 2011 pra SP e fiz questão de visitar… tem biblioteca e mais 2 prédios pra oficinas junto com uma praça seca mais área pra esportes e área de parque… no caso, 3 ‘eixos’ o projeto: Parque Esportivo, o Parque Central e o Parque Institucional.

      Bela lembrança VOP, se fizessem algo assim ia ficar muito legal! Os arredores ali precisam de algo do tipo!

      Curtir

    • Acho que poderiam fazer uma grande praça e talvez oferecer para expansão do Tecnopuc e do “Tecnoufrgs” (não sei qual o nome do parque tecnológico da Ufrgs).

      Curtir

  8. Bah, poderiam fazer alguma coisa mais util no terreno, mas ja vale.

    Só precisam urgentemente resolver isso, esse presidio é podre, é uma vergonha.

    Curtir

  9. Afora a discussão toda, alguém entendeu essa conta: desativa-se o Central com seus 4.000 detentos e substitui ele por 3 presídios com 550 vagas (1.650 no total)?
    Desativar o Central é mandatório, mas tem que pensar em ampliar o número de vagas, já que o sistema já está superlotado e precisa de mais vagas (minimamente para tirar as pessoas da situação de violação de direitos), não diminuí-lo.

    Curtir

    • Sem contar que a população carcerária é crescente. É a mesma coisa que criar uma estrada com 2 faixas só, daqui 10 anos terá congestionamento igual. É tudo muito estranho.

      Curtir

  10. Essa da mobilidade foi otima. Mobilidade e’ o menor dos problemas, tem a Perimetral ao lado,a Bento e a Ipiranga proximos. Problema e’ que la’ a boca e’ braba, ninguem com amor ‘a vida ia querer morar naquela zona por vontade propria.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: