Parque do Gasômetro não deve sair do papel

parque-gasometroO Blog Vá de Bici, em post de ontem, 19, publica uma reposta da prefeitura às indagações sobre a trincheira da Avenida João Goulart, que permitiria que fossem unidas as áreas do Cais e da Praça Júlio Mesquita. A João Goulart passaria por baixo do parque que seria ciado.

Veja o post do Vá- de Bici:

Parque do Gasômetro – a prefeitura responde

Segundo a prefeitura, a passagem de nível poderia alagar. Sim, aquela que está no Plano Diretor (PDDUA).

Alguns já imaginavam que a intenção nunca foi fazer o parque, e as evidências vão se empilhando. Na mesma linha, cabe questionar também se o estacionamento subterrâneo do Mercado Público realmente foi considerado, ou foi apenas uma proposta anunciada na mídia para ganhar tempo enquanto o largo é utilizado para este fim[1].

Sobre a lei específica para o parque, realmente a construção dele requer isso, mas os prazos estabelecidos no PDDUA já venceram [2], ou seja, a lei já devia ter sido aprovada. E aparentemente o plano diretor serve como justificativa para o alargamento enquanto ignoram o parque.

Como de costume, a prefeitura segue com a visão que mobilidade urbana se faz com asfalto.

Publicado no dia 19/02 por Felipe X (Vá de Bici)

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Ao meu ver seria facílimo em termos tecnológicos impedir um alagamento na área. Como se fosse um simples rebaixamento e não uma obra planejada e conforme o que existe hoje de tecnologia. Fraquíssima a resposta da Prefeitura.  Mais  um projeto puramente eleitoreiro. 



Categorias:ORLA, Parques da Cidade

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34 respostas

  1. Agora: O desabafo de quem pega ônibus

    É uma pena (na minha opinião) que muitos de vocês achem que a duplicação daquela faixa de pista em frente ao Gasômetro seja uma bobagem por causa do “lazer coletivo”. Eu passo de ônibus todos os dias quando volto pra casa às 18 hs, e a tranqueira é quilométrica, começando lá da frente da Praça da Alfandega e terminando ali nas proximidades da Escola Parobé.

    Daí fala-se em mobilidade urbana, que Poa está atolada de carros, mas quando apresenta-se uma proposta simples (na minha visão pouco intelectual de quem trabalha no comércio de domingo a domingo) para solucionar o CAOS que é passar naquela zona em horário de pico, a ideia é taxada como irracional. Irracional é fazer um alarde tão grande por uma coisa que solucionaria o meu problema e o problema de milhares de outras pessoas que trabalham de sol a sol e demoram mais 40 minutos pra percorrer um trecho de menos de dois quilômetros na volta pra casa.

    Porto Alegre está se aproximando (e muito rápido diga-se de passagem) de ter o caos urbano de São Paulo ou outras metrópoles (olhe que em SP, vias com quatro faixas tem pra todos os lados) e acredito cegamente que se não fizerem algo logo para melhorar a situação da mobilidade, a cidade irá parar das sete as nove da manhã e depois das dezessete e trinta as vinte horas como já vem acontecendo. Acho que há falta de bom senso, as pessoas deveriam parar pra pensar um pouco: uma parte do coletivo tem direito ao lazer no parque, mas o outro não tem o direito de chegar em casa cedo depois de um dia puxado de trabalho. Até agora, não vi ninguém que pega ônibus comigo seis da tarde reclamando da duplicação, pelo contrário, só vi gente dando Graças a Deus que um dia aquele transtorno todo acabará.

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  2. Depois de obter 65% dos votos na eleição, Fortunati deve ter concluído que a maioria dos porto-alegrenses é idiota.
    Pode alagar? Ora, diga o que não alaga nesta cidade, Fortunati!
    E a nova trincheira da Ceará, uma das obras da Copa? E a proposta de rebaixamento da Av. Mauá na entrada do Cais do Porto? Não poderão alagar ainda mais facilmente?

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    • Alagar? Por favor! Já vi muita chuva nesta cidade, e não tenho lembrança do estacionamento do Praia de Belas ter alagado…

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  3. De qualquer maneira, essa área receberá o shopping no processo de revitalização do Porto. Tive acesso a informações do projeto de readequação do shopping, e ele prevê uma rampa de acesso entre o parque e o shopping, que terá acesso pelo teto. Dessa maneira, a via passará por baixo dessa passarela.

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    • A passarela será uma espécie de rampa inclinada, arborizada.. para os carros, será um túnel praticamente

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    • Isto explica muita coisa. Então a passarela levará mais facilmente o pedestre ao Shopping em vez de levar à Usina do Gasômetro!

      E passarela é coisa de terceiro mundo. Os holandeses ficam chocados quando veem aqui no Brasil o pedestre ser obrigado a subir e descer altas passarelas enquanto os carros passam direto.
      Mesmo não sendo o ideal, seria preferível um túnel para pedestres sob a via, para reduzir o desnível a que os pedestres serão submetidos.

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  4. Por mim toda aquela área incluindo a Av. Mauá inteira deveria ser “escondida” e deixar que o centro todo chegue ao porto sem precisar implorar para que a sinaleira abra logo ou torcer para que algum motorista educado não passe o sinal vermelho. Ah não dá pra fazer passagem subterranea para os carros ao longo de toda a vida? Ok faça em três ou quatro pontos importantes de ligação com o centro. Ficaria muito bonito e as pessoas se sentiriam muito mais motivadas.

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    • Exatamente!

      Passagens subterrâneas e passarelas suspensas penalizam o pedestre, que tem que ficar subindo e descendo.

      Carros têm motores, então por que não deixar que ELES subam e desçam?

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  5. Então que destruam a via, passem ela junto com uma outra via que tem na praça, é só mudar o traçado dela, seguindo as ruas no entorno da praça e mantendo completa.
    Mas ai iriam reclamar que iria roubar espaço da praça igual, mesmo retirando a parte da avenida que corta a praça, e iriam continuar de bla bla bla.

    Acho que é a solução mais barata e atraente, sem viadutos, sem tunel, sem passagem de nivel.

    Alias, nunca vi avenida atrapalhar algo, grandes centros comerciais e locais bem movimentados de Poa são contornados por avenidas, e até cortados por elas.

    É só ver o parcão, parque farroupilha, praça da encol…

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    • Claro que tem que ter avenidas. Inclusive já tem uma ali. A crítica é continuar tirando espaço para aumentá-las. Acho o Parcão ótimo como está, mas se quiserem tirar área dele para alargar a Goethe (que continuaria trancada) eu vou ser contra. A não ser que seja para fazer transporte de massa, como bondes modernos, daí estamos conversando 🙂

      Mas falando no Parcão, já notaste que há uma praça de tamanho razoável do outro lado da Goethe, onde fica o colégio Uruguai, que não é usada? Pois é, o que separa as duas é uma avenida. Aposto contigo que com o parque do Gasômetro toda a área seria utilizada.

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  6. É muita frescura pra pouca coisa.
    Tanto por parte da prefeitura como da população, e de tanta frescura, vai continuar igual.

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    • Também acho, seria um enorme gasto para emendar uma praça que agrega pouco… tem todo o restante da orla para as pessoas caminharem.
      Se quiserem valorizar aquela região era só colocar o aeromóvel para funcionar ou então desativa-lo de vez. Outra opção é fazer uma passarela subterrânea para pedestres sob a avenida, como existe em Lisboa na frente ao Padrão dos Descobrimentos:
      http://goo.gl/maps/cCjXx

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      • Quanta falta de visão. Um parque no entorno do Gasômetro, o principal ponto turístico da cidade, “agrega pouco”?

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      • Lembrando novamente: o Shopping que faz parte da revitalização do Cais ficará ali por baixo. Creio que não agrega pouco não, até porque haverá o shopping ali. Vai ter grande fluxo de pessoas nesta área.

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      • Quanta falta de visão… uma avenida em frente ao Marco do descobrimento em Lisboa??? Onde todos que desejam visitar tem que passar pelo túnel de pedestres?

        Nunca ouvi nenhum mimimi nem de turistas nem de moradores lá sobre isto.

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      • Diga lá Adriel, o que é mais atrativo:
        Isto: http://www.nivel-teorico.com/IMG/jpg/port2.jpg
        ou isto: http://goo.gl/maps/uHNK3
        Qual “agrega mais valor”?

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      • Em Havana também tem uma passagem subterrânea dessas e o resultado é que fica uma praça isolada, sem ninguém, ninguém vai. Pela foto nessa de Lisboa acontece a mesma coisa.

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      • O mais atrativo é derrubar toda a cidade e construir ela, novamente. Esta tua argumentação é absolutamente inútil se não levar o preço, ou melhor, o custo/benefício em consideração!
        Respondendo ao Pablo, o Padrão dos Descobrimentos é um dos monumentos mais visitados de Lisboa. Eu mesmo o visitei quando morei lá e não reclamei do acesso, aliás, nem passou pela minha cabeça me queixar disto. Para visitar a Torre de Belém também tive de passar por uma passarela de pedestres quando desci do ônibus.

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      • Marcelo, também achei interessante postares uma foto do Tom Mccall Waterfront Park em Portland Oregon.
        Já fui a esta cidade e acho muito bonita. No entanto não me lembro de nenhum tunel que tenham criado para anexar parques. Confira você mesmo:
        http://goo.gl/maps/1kXxe

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      • Sério Adriel, se tu acha que uma passagem subterrânea substitui um parque não temos nem o que debater. Mas em relação a custo/benefício, como mediste o benefício mesmo?

        De qualquer maneira, o que está no plano diretor é a passagem subterrânea e o regime de exceção da copa está passando por cima.

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      • Veja o link acima. Portland tem uma geografia muito próxima a de POA, possui uma orla linda e bem cuidada onde passa uma avenida larga na frente… isto te lembra algo?

        Vai ver com o dinheiro que economizaram na construção do túnel, conseguiram construir todo o restante da orla com extremo bom gosto e cuidado.

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      • Aposto que dá pra fazer uma bela orla com o dinheiro que vão por fora quadriplicando a João Goulart e criando mais vagas de estacionamento.

        O que acho interessante deste debate também é que foi feita uma negociação política, aprovada um plano na câmara e a prefeitura vai lá unilaterlamente e cospe na cara de quem batalhou por ele.

        Aposto que se fosse um contrato com uma empresa seria inaceitável, né Adriel 🙂

        O que Portland tem a ver com a discussão?

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      • Concordo com o Felipe neste ponto… é sacanagem esta história de aprovarem um plano para em seguida fazerem algo diferente. Não há seriedade nestes projetos.
        Mas na minha opinião é o plano antigo que era muito ambicioso em fazer este túnel.

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      • Engraçado, achaste ambiciosas as tricheiras da perimetral?

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    • Vou te ajudar… cade o túnel nesta foto?
      http://goo.gl/maps/Fuh8B

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      • O que isso tem a ver? Posso te mandar o túnel pedagiado que Sydney tem na entrada do centro (ou da city para eles) e também não vai adicionar nada ao debate.

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    • Frescura da população não… Considerando a enorme falta de cultura participativa que temos, tanto por parte do poder público em oferecer espaços institucionais democráticos como da população em fiscalizar e acompanhar de forma voluntária, qualquer engajamento para questionar obra que modifica a cidade e influencia na vida da população pra mim é válido! Tem gente que diz que essas pessoas são as do contra. Pelo contrário, essas são as que querem criar algo inédito, ou seja, o rompimento com os processos usuais de (não) discussão, (falta de) planejamento e benefícios (privados) das obras.

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  7. Como disse o Mobus lá no blog: a tecnologia revolucionária para resolver isso se chama bomba de água!

    Valeu, Gilberto 😉

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    • E bomba de água que vai se ligada uma vez que outra.

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    • A resposta da prefeitura é um insulto. Merece matéria no jornal para expor essa fraude de organismo.

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      • Na verdade a bomba d’água fica permanentemente ligada, como acontece no Praia de Belas. Escavando um pouco ali já se acha água (vasos comunicantes) Mas acredito ser possível fazer uma trincheira ali sim, o que faltou foi vontade, se debruçando um pouco na prancheta se acha soluções.

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  8. A solução é simples, se não é possível fazer uma passagem de nível, então para a criação do parque a avenida João Goulart terá que ser removida. Não é inviável e se bem feito não acarretará num aumento de congestionamentos.

    Estão fazendo isso ao redor do mundo todo para revitalizar áreas urbanas e devolver a cidade para as pessoas:

    Paris, França: http://www.guardian.co.uk/world/2012/aug/02/paris-seine-riverside-expressway-pedestrian
    Seul, Coréia do Sul: http://vadebici.wordpress.com/2013/01/16/a-licao-de-seul/
    Portland, E.U.A.: http://en.wikipedia.org/wiki/Harbor_Drive
    Outros exemplos: http://www.seattle.gov/transportation/docs/ump/06%20SEATTLE%20Case%20studies%20in%20urban%20freeway%20removal.pdf

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