Laudo sobre Conduto Álvaro Chaves deve estar pronto em sete dias

Em virtude de buracos no asfalto, trecho da Cel Bordini estará bloqueado até abril

Laudo sobre Conduto Álvaro Chaves deve estar pronto em sete dias  Crédito: Paulo Nunes

Laudo sobre Conduto Álvaro Chaves deve estar pronto em sete dias Crédito: Paulo Nunes

O Departamento de Esgoto Pluvial (DEP) anunciou, no final da tarde desta quinta-feira, que o laudo da força-tarefa responsável pela análise técnica dos trechos afetados no Conduto Álvaro Chaves deverá ser apresentado em até sete dias. O estudo poderá apontar o porquê de dois buracos serem abertos no asfalto pela força da água na rua Coronel Bordini, próximo ao cruzamento com a Marquês do Pombal, em um dos principais eixos da galeria de escoamento de água. A obra foi concluída em 2008 com custo de R$ 59 milhões

Na manhã desta quinta-feira, o prefeito José Fortunati vistoriou os estragos causados pela chuva. Ele esteve acompanhado de secretários municipais do DEP, Tarso Boelter, e das Obras e Viação (Smov), Mauro Zacher, além de técnicos das pastas.

Em razão de obra emergencial de restauração do conduto, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) autorizou o bloqueio da rua Cel. Bordini, entre as ruas Marquês do Herval e Marquês do Pombal, até o dia 21 de abril.

Correio do Povo

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Cratera obriga bloqueio parcial na rua Dr. Timóteo, na Capital

Buraco de três metros de extensão foi formado devido à forte chuva de quarta

Em decorrência da forte chuva de quarta-feira, há bloqueio parcial da rua Dr. Timóteo próximo à avenida Cristóvão Colombo por conta do desmoronamento do solo e do asfalto nesta quinta-feira. Uma enorme cratera, com cerca de três metros de extensão por um de largura e dois de profundidade, obrigou o fechamento de cerca de 40 metros da rua por parte do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP).

O trânsito só permitia a passagem de um carro por vez no trecho. O asfalto estava com rachaduras do buraco até a esquina com a Cristóvão Colombo. Um carro teria caído no buraco na quarta, sendo resgatado com guincho.

De acordo com o DEP, o telefone 156 registrou uma quantidade muito grande de chamadas. “Acho que foram mais de cem registros de problemas. Os casos mais preocupantes são os das ruas Coronel Bordini, Dr. Timóteo e Mata Bacelar”, afirmou o diretor do DEP, Tarso Boelter.

Ele ainda disse que o departamento está trabalhando com todo efetivo e em ritmo de carga extra para resolver os problemas. “Iniciaremos uma análise técnica sexta de manhã. Queremos concluí-la em sete dias. Contamos com o auxílio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). Precisamos colocar nossos técnicos dentro das galerias, mas não dá para fazer isso com chuva”, explicou Boelter. (Correio do Povo)



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26 respostas

  1. Rogério Maestri
    Em lugar algum falei da atribuição dos Engenheiros e sim das do CREA previstas na Lei que criou o Órgão.
    Disse que não cabe ao CREA formar comissões para anlaisar problemas de obras públicas em litígio com empresas de Engenharia ou seja do tipo que for.
    Lamento sua interpretação do texto e de onde tirou o mesmo.
    Quanto a comissão de análise do Conduto Alvaro Chaves disse que apenas três indicados teriam capacidade técnica para analisar o assunto e um deles é o senhor.
    Também sou Engenheiro e cursei Mestrado no IPH, Órgão pelo qual tenho o máximo respeito e a seus profissionais.
    Tambem relatei o que lí em uma página cujo endereço é: http://novo.geramigos.com.br/prefeitura-abre-investigacao-para-apurar-desmoronamento-de-conduto-alvaro-chaves/#comment-711
    Ela diz:
    “Segundo o DEP, a obra tem um seguro ainda válido e que pode ser acionado. Além das empresas envolvidas na obra, o CREA também será notificado pois participou da fiscalização da construção.”
    Caso tenhas algum outro texto feito por mim que possa te-lo ofendido gostaria que me enviasse para henriquecpw@gmail.com, para minha análise.

    No demais continuo contra a participação do nosso CREA RS em Laudos de obras problemáticas, pois não é tarefa dele e sim de seus profissionais.

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  2. Henrique, que tal se ancorasses teus argumentos em artigos de leis/ regulamentos ?
    Teu papo de “exorbitando ” soa retórico em um primeiro momento .

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    • Caro Henrique Witter.

      Acho que não verificasse a legislação antes de dizer que o CREA está exorbitando de suas funções, há uma lei que regulamenta a profissão de Engenheiro e outros e também o sistema CREA/CONFEA que me permito reescrevê-la em parte como segue.

      LEI Nº 5.194, DE 24 DEZ 1966
      Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências.
      …….
      Art. 7º- As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em:
      ….
      b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária;
      c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e
      divulgação técnica;
      ….
      e) fiscalização de obras e serviços técnicos;
      ….
      g) execução de obras e serviços técnicos;
      …….
      TÍTULO II
      Da Fiscalização do Exercício das Profissões
      CAPÍTULO I
      Dos Órgãos Fiscalizadores
      Art. 24 – A aplicação do que dispõe esta Lei, a verificação e a fiscalização do exercício e atividades das profissões nela reguladas serão exercidas por um Conselho Federal de Confea – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia LDR – Leis Decretos, Resoluções Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), e Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), organizados de forma a assegurarem unidade de ação.
      .
      Ou seja, cabe ao sistema CREA/CONFEA a VERIFICAÇÃO e a FISCALIZAÇÃO do exercício e atividades das profissões de engenheiro.
      .
      Como visto anteriormente, as atividades de planejamento, projeto, fiscalização e execução de obras são atividades pertinentes a profissão do engenheiro, e cabe ao CREA a verificação e a fiscalização do exercício destas atividade.
      .
      Se o CREA foi omisso em situações anteriores e não exerceu a sua função, cabe reclamar do que ocorreu anteriormente, porém neste momento o que está sendo feito é prerrogativa do mesmo.

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      • Quanto à finalidade única do CREA de somente ORIENTAR os Profissionais e seus direitos e deveres, mas não para jogar uns contra os outros como vem fazendo. Me parece que aí sim, estás querendo que o CREA deixe de lado as suas atividades previstas em lei para não fiscalizar aqueles profissionais que não seguem o que a lei prescreve.

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      • Prezado Rogério Maestri
        Não me referi a atribuição dos Profissionais e sim da entidade CREA.
        Veja o que diz a Lei:
        Art . 34. São atribuições dos Conselhos Regionais:

        a) elaborar e alterar seu regimento interno, submetendo-o à homologação do Conselho Federal.

        b) criar as Câmaras Especializadas atendendo às condições de maior eficiência da fiscalização estabelecida na presente lei;

        c) examinar reclamações e representações acêrca de registros;

        d) julgar e decidir, em grau de recurso, os processos de infração da presente lei e do Código de Ética, enviados pelas Câmaras Especializadas;

        e) julgar em grau de recurso, os processos de imposição de penalidades e multas;

        f) organizar o sistema de fiscalização do exercício das profissões reguladas pela presente lei;

        g) publicar relatórios de seus trabalhos e relações dos profissionais e firmas registrados;

        h) examinar os requerimentos e processos de registro em geral, expedindo as carteiras profissionais ou documentos de registro;

        i) sugerir ao Conselho Federal médias necessárias à regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício das profissões reguladas nesta lei;

        j) agir, com a colaboração das sociedades de classe e das escolas ou faculdades de engenharia, arquitetura e agronomia, nos assuntos relacionados com a presente lei;

        k) cumprir e fazer cumprir a presente lei, as resoluções baixadas pelo Conselho Federal, bem como expedir atos que para isso julguem necessários;

        l) criar inspetorias e nomear inspetores especiais para maior eficiência da fiscalização;

        m) deliberar sôbre assuntos de interêsse geral e administrativo e sôbre os casos comuns a duas ou mais especializações profissionais;

        n) julgar, decidir ou dirimir as questões da atribuição ou competência, das Câmaras Especializadas referidas no artigo 45, quando não possuir o Conselho Regional número suficiente de profissionais do mesmo grupo para constituir a respectiva Câmara, como estabelece o artigo 48;

        o) organizar, disciplinar e manter atualizado o registro dos profissionais e pessoas jurídicas que, nos têrmos desta lei, se inscrevam para exercer atividades de engenharia, arquitetura ou agronomia, na Região;

        p) organizar e manter atualizado o registro das entidades de classe referidas no artigo 62 e das escolas e faculdades que, de acôrdo com esta lei, devam participar da eleição de representantes destinada a compor o Conselho Regional e o Conselho Federal;

        q) organizar, regulamentar e manter o registro de projetos e planos a que se refere o artigo 23;

        r) registrar as tabelas básicas de honorários profissionais elaboradas pelos órgãos de classe.

        s) autorizar o presidente a adquirir, onerar ou, mediante licitação, alienar bens imóveis. (Incluída pela Lei nº 6.619, de 1978)

        Não consta el lugar algum que seja atribuição do CREA formar comissões principalmente escolhendo participantes á dedo.

        Mais uma vez peço desculpa se lhe ofendi por defenderes o CREA RS nesta atitude.

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      • Prezado Rogério Maestri

        Entendi agora o que dizes sobre atribuições e Fiscalização.
        Quando tentas mostrar o item da Lei abaixo, CAPÍTULO I, tenho a te dizer que este Capítulo diz respeito a Fiscalizar se o Engenheiro tem ou não atribuições para realizar o trabalho, mas não dá permissão ao CREA para formar Comissões para emitir Laudo sobre a obra. Se o CREA criar Comissões para analisar se os Engenheiros projetistas da obra, fiscais da obra ou responsáveis pela obra, tudo esta dentro das atribuições do CREA, mas proceder no sentido de analisar a obra em sí esta fora das atribuições dada por Lei.

        “TÍTULO II
        Da Fiscalização do Exercício das Profissões
        CAPÍTULO I
        Dos Órgãos Fiscalizadores
        Art. 24 – A aplicação do que dispõe esta Lei, a verificação e a fiscalização do exercício e atividades das profissões nela reguladas serão exercidas por um Conselho Federal de Confea – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia LDR – Leis Decretos, Resoluções Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), e Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), organizados de forma a assegurarem unidade de ação.”

        Recentemente em uma das Câmaras foi analisado um problema ético em Laudo elaborado
        favorecendo o seu cliente. A Câmara e outros Órgãos se pronunciaram que não poderiam analisar os Laudos pois não é atribuição do CREA.

        Ora em litígio entre técnicos do Órgão o CREA não pode se pronunciar, como pode formar comissões para analisar briga de terceiros emitindo Laudo em Nome do próprio CREA, com papéis com o timbre do CREA..

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  3. O Presidente do CREA RS vem exorbitando em suas atribuições.
    Nomeia Comissões para analisar obras, fiscalizar obras, emitir pareceres, como se fosse uma grande empresa, gerando com isto conflito com profissionais envolvidos ou futuros peritos.
    Um Engenheiro que venha a ser convidado para ser Perito em obras onde ocorreram tragédias ficará entre a cruz e a espada, de um lado suas conclusões de outro lado o Laudo do CREA feito por uma Comissão que diz não ser remunerada.
    Qual o sentido destas comissões? O CREA tem como finalidade orientar os Profissionais e seus direitos e deveres, mas não para jogar uns contra os outros como vem fazendo.
    Cabe ao Presidente do CREA questionar a ocupação dos cargos técnicos nos Governos, hoje em dia negociados pelos Governantes em troca de apoio, ou seja negociatas. Neste sentido o CREA nada faz. Um Secretário de Obras de uma Prefeitura qualquer normalmente é um Político leigo e com outros objetivos, mandando em Engenheiros e ao mesmo tempo eles próprios tocando e definindo obras execução ilegal da Profissão).
    Estão enterrando nosso CREA RS.

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  4. A Bancada do PT na Câmara protocolou agora no Gabinete do Prefeito o pedido para que o Prefeito constitua uma Comissao Independente de entidades ligadas a area de engenharia, como a Escola de Engenharia da UFRGS e o Instituo de Pesquisa Hidraulica tambem da UFRGS, entre outros para apurarem o que ocorreu e as responsabilidades sobre o desabamento de parte do Duto Alvaro Chaves. https://www.facebook.com/vereadorcarlos.comassettoii/posts/514977831885625

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    • A “bancada do PT” me deixou com o pé atrás, mas a atitude é correta. Deveria estar o CREA também, pois esse até agora está beeeem quietinho.

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      • Isso aqui explica o silêncio do CREA:

        ClicRBS: “Segundo o DEP, a obra tem um seguro ainda válido e que pode ser acionado. Além das empresas envolvidas na obra, o CREA também será notificado pois participou da fiscalização da construção.”

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      • hahahaah ta explicado!

        Agora, viram que a rua foi liberada para veículos leves?

        E que pretendem liberar totalmente nos próximos dias?

        Vão fazer tapa buraco e era isso?

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      • Como pode o CREA formar comissões para Laudos se em suas atribuições não estão autorizadas?
        Como pode o CREA emitir Laudo sobre a destruição do Conduto se foi Fiscal?
        Tendo o IPH da UFRGS professores que deram consultoria ao Projeto e na execução da obra, não poderia de forma alguma participar da Comissão do CREA para emitir Laudo sobre a destruição do Conduto. Representa o IPH na Comissão para elaborar o Laudo o Diretor daquela instituição e é o presidente da mesma.
        Ora o IPH da UFRGS esta envolvido desde os estudos básicos, projetos e fiscalização na execução do Conduto, é uma raposa tomando conta do galinheiro.

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      • Caro Senhor Henrique Witter.
        .
        Como professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas posso lhe dizer com absoluta certeza que este Instituto, não participou como instituição em nenhuma fase de elaboração destes projetos.
        .
        Agora se ex-alunos (todos os formados na Escola de Engenharia da UFRGS a partir de 1962, ou seja milhares de profissionais) , ex-professores (mais de uma meia centena de profissionais) na qualidade de pessoa física, ou vinculados a dezenas de empresas de nosso país, exerceram a atividade de engenheiro por sua conta e risco, não posso dizer nada.
        .
        Porém na qualidade de Professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas há mais de 35 anos, e também na qualidade de membro da comissão nomeada pelo CREA, advirto ao senhor que se seguir nesta linha de desqualificação pública de minha e dos demais membros da comissão (vinculados ou não ao IPH), não terei outra saída do que lhe recorrer a justiça.
        .
        Por favor, tenha mais compostura, e antes de ter acesso, como toda a população de Porto Alegre terá, as conclusões da comissão, restrinja as suas manifestações a fatos que possa comprovar.

        Atenciosamente

        Rogério Maestri
        Professor Adjunto do IPH, UFRGS.

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  5. Se o resultado do laudo for “a culpa é da chuva” vai ser o atestado mor de incompetência da Prefeitura, da empresa que realizou a obra e de todos os envolvidos no projeto. Se a obra foi feita justamente para resolver o problema de inundação, como pode uma inundação destruir o conduto? Mal-planejado e mal-executado.

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  6. No fim vão chegar a conclusão que a culpa foi da chuva.
    A Pavicom é uma que patrocina vários programas na Gaúcha e na Guaíba (não preciso dizer mais nada, ou querem que desenhe ?)
    E a Mac (Marco Antonio Camino) será a mesma que já esteve envolvida em outras questões, inclusive com o dep. Eliseu Padilha e a “Operação Solidária” da Polícia Federal ?
    No fim, todas as peças do “conduto” se encaixam…

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    • É bem isso aí! Até as notícias já falam assim: “chuva destruiu conduto…”, mas o certo seria “conduto se desmanchou com a chuva”. Afinal se o conduto não deu conta, que alagasse, mas não se desmanchasse.

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    • Marcelo.
      .
      Se os políticos começarem a apressar o laudo pode sair qualquer coisa. Hoje mesmo vi três engenheiros do DEP, dentro do conduto com um calor insuportável e umidade e água passando das canelas, vistoriando o conduto, logo me parece que estão levando muito a sério.
      .
      Agora para fazer uma inspeção correta até o fim do conduto com as condições atuais de água e temperatura ambiente é simplesmente impossível, caminhar 1,8 km dentro de um conduto com um calor medonho e com probabilidade de chover gostaria quantos que se sujeitariam a isto!

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  7. Acho que o projeto deveria ter criado em áreas específicas, os tais piscinões, coisa que nesta nhaca de conduto não há. Enfim, mais um projeto mequetrefe tipo Paraguai mas a preço de Dubai, que “ajuda” a martirizar a vida dos cidadãos portoalegrenses. Está na hora destes profissionais incompetentes como o autor do projeto e o engenheiro responsável pela implementação da obra, serem condenados a indenizar o município, para que tal classe comece a ter mais responsabilidade na elaboração e execução de projetos de infra-estrutura.

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    • Maurício
      .
      Falas da engenharia nacional como se fosse um lixo, acho que estás redondamente enganado sobre isto, o problema principal é que engenheiro no Brasil não tem a mesma autonomia que em outros países.
      .
      Me lembro de um caso de uma avalanche nos Alpes Suíços em que foi chamado um engenheiro do departamento de proteção a avalanches, ele chegou e estudou corretamente o problema modelando numericamente o problema. A conclusão que o mesmo chegou é que deveria ser feita uma estrutura de contenção de concreto que deveria passar quase que pelo meio da vila, uma daquelas vilas de cartão postal. Quando o prefeito viu a solução ele ficou indignado e perguntou se a cortina não poderia ter a metade da altura. Após algumas discussões o engenheiro mostrou todos as suas hipóteses e cálculos e disse que qualquer redução na obra retiraria a segurança da população. O prefeito ainda ficou insatisfeito e não concordou. O engenheiro pegou suas tralhas e saiu a passo.
      .
      Primeira conclusão: Alguns meses depois estavam fazendo a obra exatamente como estava no projeto original.
      .
      Segunda conclusão: Se fosse numa prefeitura do Brasil, o engenheiro seria afastado e um engenheiro CC substituiria o primeiro, como ele á CC e primo do prefeito, aprovaria o muro de contensão com a metade da altura, como avalanches caem em determinados locais com períodos de recorrência de 200 a 500 anos a chance do engenheiro já estar morto quando houvesse um grande acidente era grande, logo ele assinava.

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    • Vocês gostam muito de falar em Dubai, mas poucos sabem que as famosas ilhas em formas de palmeiras ficaram muito tempo interditadas por erros de projeto de engenharia, e engenharia hidráulica. Tiveram que colocar imensas bombas para circular a água no meio das folhas das palmeiras. Ou seja, erros de projetos são comuns em todos os países, até em Dubai. Não estou nem falando de outros erros de engenharia neste projeto que podem ser lidos em: http://expresso.sapo.pt/ilhas-artificiais-do-dubai-poderao-estar-a-afundar-se=f561477
      .
      Outra pequena informação, na Escola de Engenharia da UFRGS já vieram diversos alunos Franceses para fazer dupla diplomação na UFRGS (antes da crise na Europa), e ouvi de uma aluna que veio da melhor escola de hidráulica da França (INP-Grenoble) que aqui no Brasil os professores ao menos conheciam o que estavam falando nas disciplinas aplicadas, pois apesar da formação excelente formação matemática e física dos professores franceses, a experiência é nula.
      .
      Na linha dos grandes desastres da MARAVILHOSA ENGENHARIA DO PRIMEIRO MUNDO, temos ainda o aeroporto no Japão em Kansai que foi construído numa ilha artificial, projeto do fantástico arquiteto Renzo Piano, que está afundando 7cm por ano. Já afundou de de 1990 há 2000, um pequeno valor, 11 metros! E a obra custou nada menos nada mais do que 25 bilhões de dólares!

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  8. Essa foto ai tambem mostra porque as ruas do Brasil formam buracos muito piores e em maior quantidade do que as ruas dos paises desenvolvidos… asfalto e’ fino demais.

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  9. 7 dias para uma análise dessas me parece muito pouco tempo. Acho que vai se do tipo “só para inglês ver”.

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  10. Começa de novo o “toca-toca”. Para uma elaboração de um laudo correto é necessário inspecionar todo o conduto, com toda esta chuva não é possível fazer isto, seria extremamente arriscado com os profissionais.
    O correto seria uma inspeção no local do acidente, recolher dados e corrigir o trecho danificado.
    Quando a chuva parasse e a vazão no conduto ficasse baixa é que deveria ser feita a inspeção em todo ele, pode ter ocorrido danos em outros locais, e isto é importante para o laudo.
    Feito tudo isto os profissionais deveriam fazer os seus cálculos, e só depois deste o laudo, se não for feito assim, além do laudo apresentar deficiências pode deixar outras partes do conduto com problemas.

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  11. Estou esperando ansioso este laudo!!!
    Gostaria de saber quem vai assiná-lo.

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