Impasse entre Prefeitura e Iguatemi (atualizado)

iguatemi-poa-expansão-01O projeto de expansão do Shopping Iguatemi corre sérios riscos.

O impasse reside nas contrapartidas exigidas pela prefeitura ao Iguatemi para que quase duplique sua área bruta locável até 2014. O maior problema nas contrapartidas é o prolongamento da Av. Anita Garibaldi no valor de R$ 9 milhões. Também outros alargamentos de ruas próximas e até desapropriação de parte do Country Club.

O Iguatemi não se pronuncia, reinando o silêncio.

Mais informações em breve.

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Informações do dia 02/03/2013:

Após ver a informação sobre as queixas de empresários sobre a necessidade de contrapartidas na obra de ampliação do Iguatemi  e outras na Capital, o procurador-geral do município de Porto Alegre, João Batista Linck Figueira, enviou nota à coluna da Maria Izabel Hammes. Segundo Figueira, no caso do Iguatemi existe um termo de compromisso de 2007 em vigor, “no qual eles se comprometem a fazer o prolongamento da Anita (a Rua Anita Garibaldi até a João Wallig)”.

Conforme o procurador, em setembro de 2010 o shopping requereu que a obra da Anita não fosse executada, apesar da existência do termo. “É isso que está sendo chamado de obstáculos impostos pela PGM. Ou seja, o cumprimento de algo já ajustado”, diz Figueira.

Na nota, o procurador afirma que “a questão, portanto, não é ‘pedágio’ para construir em Porto Alegre, muito menos excesso de compensações. Trata-se, isso sim, de responsabilidade com o processo de aprovação que precisa ser motivado, olhar o entorno, responder para os cidadãos como se resolve o impasse de circulação já existente àquele entorno, que é sabidamente conturbado”.

Para além do caso do shopping, acrescenta que “a mitigação não é negociável, pois implica minimizar a oneração de um sistema que será afetado pelo empreendimento”.



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44 respostas

  1. Deveria ser uma exigência da prefeitura essas melhorias

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  2. Qual é o limite da contrapartida? A Prefeitura também não deveria dar uma contrapartida? Talvez as contrapartidas sejam realmente pedágios. Talvez as contrapartidas estejam muito elevadas e se tornem extorsão. Talvez as contrapartidas sejam incompetência de órgãos públicos ou falta de planejamento.
    Porque para o Arena não houve contrapartidas do empreendedor, com abertura ou alargamento de ruas ou até asfaltamento de ruas totalmente esburacadas, já que lá o foco era mobilidade?
    Há pouco tempo atrás estava para sair o Shopping Alto Norte na Assis Brasil, junto ao Shopping Lindóia. Havia uma serie de contrapartidas a serem dadas pelo empreendedor: mais um trecho da terceira pista da Assis Brasil, abertura de duas ou três ruas que contornavam o Shopping, prolongamento da Av do Forte até a Rua Ouro Preto (cerca de 100 metros), dentre outras. O shopping não saiu e parece que aqueles 100 metros de uma rua essencial para o transito da região nunca sairá do papel. Tem algumas ações da prefeitura que não dá para entender. Se o Shopping demorar 15 anos para ser construído, vamos esperar 15 anos para que aqueles 100 metros de rua seja feito.
    A Av. Grécia foi feita toda pela iniciativa privada, parte do Carrefour e maior parte pelo Zaffari. Houve um problema na desapropriação do terreno da fabrica da Taurus e até hoje a “contrapartida” da Prefeitura não ocorreu. Esta lá a Av. Grécia, uma obra de R$ 8 milhões, feita totalmente pela iniciativa privada, inacabada, dezenas de sinaleiras desligadas, e todo o sistema viário incompleto.
    Nos últimos 4 anos, devido ao boom imobiliário, surgiram milhares de apartamentos, com valores de mercado bem acima da média venal dos imóveis antigos, como conseqüência a arrecadação da prefeitura com o IPTU deve ter sido desproporcional. Onde esta a contrapartida da Prefeitura, para todo o imposto que esta sendo agregado, já que não percebo obras estruturais. (não confundir com obras da Copa com outra rubrica).
    Não sou contrário as compensações e mitigações, porém deve ter um meio termo. A cidade não pode depender só delas. O planejamento da cidade não pode se apoiar em contrapartidas da iniciativa privada.

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