Dez obras de mobilidade estão em andamento na cidade

Sistema BRT terá passagem única e livre transferência de passageiros entre linhas  Foto: Divulgação/PMPA

Sistema BRT terá passagem única e livre transferência de passageiros entre linhas Foto: Divulgação/PMPA

A cidade está em obras, construindo o seu futuro. As intervenções em vias públicas, que hoje alteram a rotina da população, vão melhorar a mobilidade urbana, dar novo impulso econômico aos bairros atingidos, modificar a paisagem da cidade e torná-la ainda mais moderna. Transtornos passageiros, que se transformarão em benefícios permanentes. Dez grandes obras de mobilidade urbana estão em andamento em Porto Alegre.

“Ninguém gosta dos transtornos causados pelas obras, mas quando estiverem prontas, Porto Alegre terá inúmeras vantagens”, afirma o secretário de Gestão, Urbano Schmitt. “O transporte público, por exemplo, será mais rápido e oferecerá mais segurança e conforto. A cidade terá belas avenidas e tratamento paisagístico diferenciado”, conclui o secretário.

Copa 2014 – Os recursos conquistados por Porto Alegre para a Copa do Mundo estão sendo aplicados em obras que vão impactar de forma positiva na qualidade de vida da população. “Não temos dinheiro público investido diretamente nos estádios, que utilizam recursos próprios. E, assim, a prefeitura pode investir em melhorias para a cidade”, afirma Urbano Schmitt.

Segundo o secretário de Gestão, a Copa do Mundo é a grande oportunidade para que a administração municipal obtenha recursos do governo federal e, com isso, dote a cidade de maior infraestrutura. Gargalos históricos nos eixos viários da capital gaúcha serão enfrentados com equipamentos e tecnologia moderna, que trarão benefícios de longo prazo, ultrapassando o período de realização dos jogos e eventos do campeonato mundial.

Investimentos – Porto Alegre, às vésperas de completar 241 anos, não recebia tantos investimentos simultâneos havia vários anos. São cerca de R$ 888 milhões investidos em obras focadas na melhoria da mobilidade urbana. Ao assumir os compromissos da Matriz de Responsabilidades com o governo federal, a Prefeitura de Porto Alegre empenhou-se em otimizar os recursos que viriam para a capital. O volume de verbas conquistadas, em janeiro de 2010, foi de R$ 423,7 milhões. O último acordo firmado pelo prefeito José Fortunati com o governo federal, em 2012, ampliou para R$ 888,7 milhões o total a ser aplicado na cidade.

Graças a esses recursos, a administração municipal desenvolveu novos projetos e aprimorou outros: aumentou a extensão dos corredores BRT e definiu a construção dos terminais de ônibus. O novo montante de verbas também possibilitou preparar a avenida Tronco para o sistema BRT, aperfeiçoar o projeto do viaduto da Bento Gonçalves, preparando-o para receber a estação do Metrô, e assegurar recursos para projetos futuros de drenagem da cidade. Os empreendimentos priorizam a implementação e a melhoria de sistemas de transportes coletivos e de meios não motorizados – voltados para pedestres e ciclistas –, bem como a integração entre diversas modalidades de transportes.

Paralelamente, já se encontra em operação o Centro Integrado de Comando da Cidade (Ceic), uma central que monitora em tempo real questões relativas à segurança pública e trânsito urbano. Também avançam as obras de valorização do centro histórico e revitalização da orla do Guaíba.

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Obras de mobilidade urbana em andamento:

– BRT Corredor da avenida Bento Gonçalves
– BRT Corredor da avenida João Pessoa
– BRT Corredor da avenida Protásio Alves
– BRT Corredor da avenida Padre Cacique
– Duplicação da avenida Tronco
– Terceira Perimetral – em obras passagem subterrânea da rua Anita Garibaldipassagem subterrânea da avenida Ceará,viaduto da avenida Bento Gonçalves e passagem subterrânea da avenida Cristóvão Colombo
– Duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva
– Duplicação da rua Voluntários da Pátria
– Complexo da Rodoviária – em obras viaduto da avenida Júlio de Castilhos
– Prolongamento da avenida Severo Dullius

Prefeitura de Porto Alegre

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Notem nesta ultima imagem, que as estações do BRT já não são aquelas com vidro verde. Já mudaram o modelo ?



Categorias:COPA 2014, Meios de Transporte / Trânsito

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51 respostas

  1. O custo do veículo. Ônibus com piso baixo sempre é mais caro. Pelo que entendo, o problema é que, havendo menos espaço embaixo, é necessária uma mecânica mais avançada para o veículo.

    Já o ônibus com piso alto (e embarque pela esquerda), pelo menos em teoria, qualquer ônibus desses que já circula em Porto Alegre poderia ser “adaptado” com mais duas portas a esquerda.

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  2. O lucasfeijo disse algo muito interessante.

    Não entendi até agora a moral (inclusive nos novíssimos BRTs) de termos um ELEVADOR para cadeirantes, em vez de simplesmente deixar o chão do ônibus no nível da calçada, como havia em modelos “antigos” da Carris. O dispositivo de entrada era simplesmente uma TÁBUA que o motorista colocava para fora do ônibus, algo extremamente simples, não tem manutenção, não fica fazendo um barulho absurdo por causa do chacoalho do ônibus e etc. Sério, qual a moral? De todos os lugares que já andei de ônibus por aí (portugal, inglaterra, suécia, noruega, espanha…) – com acessibilidade – o dispositivo era a dita tábua: econômica e eficiente.

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    • Uma simples “tábua” ainda é uma péssima ideia; requer que se pare tudo, que o motorista desça, instale a tábua e etc. A solução que é OCEANOS mais eficiente é construir as paradas no mesmo nível do piso do ônibus e continuar com ônibus de piso alto (que são mais baratos), a exemplo do que foi feito no corredor da Sertório.

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      • É mais barato mesmo? Quanto mais barato? Considerando o custo de fazer uma parada mais alta, o que sai mais barato globalmente? E a segurança (“Mind the gap!”) é similar?
        Não fiquei convencido com o argumento pró ônibus altos…

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        • Eu peguei ônibus da Sertório por muito tempo e isso sempre funcionou muito bem. Nunca vi nem soube de acidentes em função do vão, que é praticamente o mesmo encontrado em metrôs mundo afora.

          Com relação ao custo, fica aquela coisa né: sim, é um gasto imediato mais alto, mas em compensação os veículos vão ser mais baratos. Se você considerar que o veículo vai ser comprado de novo a cada 5 anos e a estação vai durar uns 30, vale a pena.

          Isto dito, creio que a abordagem de paradas niveladas com o piso (alto) do veículo deveriam ser buscadas em corredores de alta capacidade, como os BRTs, assumindo BRTs que por design tenham estações centrais com embarque pela esquerda, coisa que infelizmente o projeto atual não prevê. Para paradas normais, isto é, as dos ônibus circulando em ruas normais com embarque a direita, creio que dá pra melhorar a situação elevando as paradas ao nível do primeiro degrau do ônibus, como foi feito por exemplo naquela parada da Azenha próximo ao Hosp. Ernesto Dornelles.

          Enfim, infelizmente eu tenho a impressão que as empresas estão forçando esse embuste do BRT com piso baixo e embarque pela direita para poderem depois alegar que o ônibus novo foi caro e atolar nos pedidos de reajuste.

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      • fmobus, não entendi a vantagem de ônibus com chão alto, em comparação com o chão baixo, já nivelado com a calçada?

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  3. Só espero que os terminais BRT não sejam toscos como outros terminais que surgiram na cidade. Pelo que percebi cada quall terá uma arquiterura diferente e sempre cheio de fru-frus. Prefiro o estilo Curituba que são leves e padronizados.

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  4. Gilberto,

    a imagem em que a “estação” é aberta provavelmente deve ser do Terminal de passageiras, que existe no início e no final da linha do BRT. No Rio de Janeiro também é assim, o Terminal Alvorada (ao lado do Barra Shopping) é aberto, enqto que as estações do percurso são climatizadas. Mas em ambos o pagamento é antecipado.

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  5. Deixaram tudo para a ultima hora. Em 2012, menos de dois anos para o início da Copa, não havia nenhuma obra em andamento, exceto um pequeno trecho da Beira-Rio, roubando area do parque Marinha, já que era o mais barato para fazer (terreno plano, sem desapriações, etc.). E tem obra que nem começou! Plinio e Cristovao com 3a. perimetral, por exemplo. E o Fortunatti ainda tinha cara-de-pau de ficar dando ultimato na Andrade Gutierres no caso Beira-Rio.

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  6. E nada de embarque pela esquerda 😦

    É foda. Embarque pela esquerda com plataforma central tem uma série de vantagens em custo, tamanho da estrutura, climatização, aspecto estético e até segurança dos passageiros.

    A ÚNICA desvantagem é que, no período “intermediário” da construção do corredor para o BRT, i.e. quando ainda temos ônibus “antigos” circulando e usando as paradas em “construção”, esses ônibus antigos teriam que usar paradas com plataforma central. Aí deu o óbvio né: isso implicaria em custo de adaptação pras coitadinhas das empresas de ônibus, e aí a prefeitura, compreensiva e transparente, não deixou.

    É aquilo: economiza o que tu puder economizar pros fornecedores oligopolista e depois repassa o custo pros usuários com uma obra mais cara e um serviço menos eficiente. Nada de novo no front.

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    • As linhas de BrT vão trafegar exclusivamente nos corredores? Se isto for verdade e não tivermos gambiarras, tu estás totalmente correto. É provável, entretanto, que vá ter gambiarras e aí a entrada pela direita é vantajosa, pois não são necessárias duas portas, como tem os ônibus que circulam na Sertório.

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  7. Ah, e as faixas de pedestres elevadas, quem pega ônibus nos terminais que têm isso sabe como é desagradável quando o ônibus passa em cima delas. Tá tudo errado!!!

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    • Luca, podes explicar novamente ? Obrigado .

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      • Estações-término de BRT (ou sistemas integrados em geral) meio “abertas” são relativamente comuns. Lembro-me de ter visto isso em Curitiba e Foz do Iguaçú também. Era notável, no entanto, que o lugar era feito pro pedestre chegar pela roleta; para entrar sem pagar ele teria que literalmante andar centenas de metros diretamente na pista dos ônibus, expondo-se ao risco de ser atropelado e estando a vista dos fiscais.

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    • Eu falei sobre a faixa de pedestre que a primeira foto mostra, ela fica no mesmo nível da calçada pra facilitar o deslocamento entre plataformas, mas é pior que um quebra-molas quando o ônibus passa por cima delas (e ele sempre vai passar, notem na foto). O terminal camelódromo tem isso também.

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