TCE define que reajuste deve levar em conta a frota em circulação

EPTC estuda possibilidade de recorrer da decisão sobre cálculo da passagem na Capital

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou na tarde desta quarta-feira o reajuste da passagem de ônibus de Porto Alegre. Por unanimidade, o tribunal definiu que o cálculo para a nova tarifa deve levar em conta somente a frota que está em circulação na Capital. O TCE questiona a necessidade de utilização da frota total das empresas no cálculo utilizado para definir o reajuste. Segundo Iradir Pietroski, relator do processo, o valor a ser usado tem que considerar apenas a frota operante.

O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, cogita a possibilidade de recorrer da decisão do TCE. “O departamento jurídico da EPTC vai fazer uma avaliação profunda desse julgamento e avaliar se há possibilidade de recurso”, comentou.

Cappellari criticou o resolução no TCE e defendeu que a frota de ônibus em Porto Alegre tem reserva para eventos especiais. “Nossa frota reserva é de 6,8% e vamos trabalhar para ser menor. Mas ontem (terça), por exemplo, tivemos dois grandes eventos (show de Elton John e jogo do Grêmio na Arena). Se nós tivéssemos uma frota para atender só a população, teríamos que lançar mão desses ônibus para atender a esses eventos. Nós determinamos a frota conforme a demanda de passageiros que a gente tem, não só regular, mas também a eventual”, argumentou.

Protestos de estudantes

Nesta manhã, um grupo de 50 estudantes realizou um protesto pela redução da passagem de ônibus e permanência da gratuidade para idosos. A manifestação contou com integrantes de partidos políticos e alunos de escolas públicas e das universidades Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Estadual (Uergs).

Os manifestantes se concentraram na Praça Argentina, próximo da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, e seguiram pelas avenidas Salgado Filho, Borges de Medeiros e Rua Riachuelo até o TCE, na avenida Padre Thomé, entre as ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos, no Centro da cidade.

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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30 respostas

  1. Eu mandei #foraCappellari no twitter da EPTC e do Fortunatti. Peço aos que tem twitter que façam o mesmo. Não vai adiantar, mas pelo menos vão ver que tem gente insatisfeita com esse lixo de presidente da EPTC.

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  2. Saiu no ClickRBS

    “Se um motorista de ônibus da Capital resolvesse gastar todo o seu salário mensal em passagens para andar no veículo em 2012, ele teria feito 610 viagens. Em 1996, seriam 1.380.” (estudo, intitulado A Manutenção do Desincentivo ao Transporte Coletivo em Porto Alegre do Dieese)

    E agora Cappellari? Vai continuar defendendo?

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  3. A respeito da planilha de custos que formam o preço de uma passagem eu queria saber o quanto os tributos de todos os tipos impactam a tarifa. Talvez aí esteja um item que poderia ser reduzido porque é injusto e imoral o Estado cobrar impostos sobre um serviço público.

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    • Já houve desoneração da folha de pagamento para o transporte público. Foi assim que Canoas e Gravataí baixaram a tarifa sem impactar nada no sagrado lucro das empresas.

      Sagrado lucro como se não fosse possível uma empresa deduzir os custos com ônibus mais econômicos, manutenção correta e rotas mais racionais.

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    • Julião, és lotado como CC em qual secretaria ?

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  4. Que bobagem da TCE, o preço das passagens tem de levar em conta TODO a operação e não tem como não incluir o custo da frota de reserva. Demagogia pura e ridícula.

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    • Agora vai me dizer que ônibus parado gasta a mesma coisa que ônibus andando? Gasta a mesma quantidade de pneu, diesel, cobrador, motorista, limpeza, depreciação… Só o que me falta!

      E a desoneração da folha de pagamento? Canoas e Gravataí aplicaram a lei e baixaram a passagem.

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  5. Tem outra, se as empresas não estão conseguindo lucrar o suficiente, elas que trabalhem em seu processo com ônibus mais econômicos, manutenção adequada para durar mais e em condições, rotas que atendam mais pessoas com menos zigue-zague, disponibilizem informativos sobre rotas de ônibus para atrair possíveis passageiros…

    Mas as empresas de ônibus não são empresas de verdade, no sentido de tornar o processo mais barato e mais eficiente atraindo clientes. As empresas de ônibus funcionam num sistema estranho do tipo quanto mais gasto mais ganho. Ou seja faz uma planilha dos custos e joga lucro em cima, quanto mais custo mais lucro.

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    • Pablo
      Como coloquei em outro comentário acima, me parece que é justamente isto que está ocorrendo.
      A discussão da tarifa me parece que é o problema, ou seja, estamos discutindo os problemas e não as causas.
      Jogam a culpa para cima dos isentos para não entrar no mérito da questão.
      As rotas estão otimizadas, ou apenas estão sendo gerados custos para gerar lucros?

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