BRT’s reduzirão em mais de 30% circulação de ônibus no Centro

 Estações serão fechadas e seguras, com informação aos usuários e controle de tráfego  Foto: Divulgação/PMPA

Estações serão fechadas e seguras, com informação aos usuários e controle de tráfego Foto: Divulgação/PMPA

Porto Alegre ganhará quatro corredores em que circularão os ônibus rápidos, chamados de BRT’s – sigla em inglês para Bus Rapid Transit – em funcionamento em diversas cidades brasileiras, como Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. As vias expressas estarão localizadas nas avenidas Bento Gonçalves, João Pessoa, Protásio Alves e Padre Cacique. Os BRT’s são veículos com capacidade para 170 pessoas cada. Já nos ônibus normais, a capacidade é de 85 pessoas e 120 nos articulados. Com o novo sistema, o número de ônibus que circulam diariamente pelo Centro (em média 33 mil) será reduzido entre 30% a 40%, eliminando os congestionamentos.

Esse projeto faz parte das melhorias da cidade para a Copa do Mundo de 2014. Os corredores em placa de concreto terão bilhetagem eletrônica, monitoramento, controle e informação ao usuário. Serão utilizados veículos modernos de grande capacidade e baixas emissões, estações fechadas e seguras, passagem pré-paga, informação aos usuários e controle de tráfego em tempo real, além de acessibilidade, passagem única e livre e transferência de passageiros entre linhas de ônibus.

O Bus Rapid Transit (BRT) da avenida Protásio Alves que ocupará o trecho entre rua Saturnino de Brito e a rua Sarmento Leite encontra-se em estágio avançado. Possui uma extensão de 6,8 mil metros, com duas faixas de 3,5 metros cada para o corredor de ônibus. No momento, está sendo realizada a troca do pavimento. O antigo, de asfalto, exige trocas periódicas e está sendo substituído pelo concreto, que tem uma durabilidade maior, de 20 a 30 anos, além de não trepidar, não chacoalhar e não formar sulcos no piso. A obra que teve início em março de 2012 com uma previsão de 18 meses para ficar pronta, tem um custo total de R$15,3 milhões, sendo realizada pelo Consórcio Contepa (Conpasul e Sultepa).

brts

BRT PROTÁSIO ALVES

TRECHO: Rua Saturnino de Brito – Rua Sarmento Leite
COMPRIMENTO: 6.850 metros
LARGURA: 2 faixas de 3,50 metros (Corredor de ônibus)
TRECHO ATUAL: São Simão e Teixeira Mendes, passando a São Simão e São Mateus, São
Mateus e Cristiano Fischer, Cel. Lucas de Oliveira e Amélia Telles, São Manoel e Ramiro
Barcelos, Ramiro Barcelos e João Telles.
COMPRIMENTO: 320, 120, 170, 440, 320 e 760 metros respectivamente.
CUSTO TOTAL: R$ 15.240.010,67
SERVIÇOS EM EXECUÇÃO: fresagem, compactação de subleito, sub-base de brita graduada,
sinalização viária, Concreto Rolado, pintura com RR-2C, placa de concreto, assentamento de meios fios, asfaltamento.
INICIO: 12 de Março de 2012.
PRAZO: 18 meses.
CONCLUSÃO: 10.08.2013

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:BRT, Meios de Transporte / Trânsito

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45 respostas

  1. uma pergunta fora de ordem mas que pode ter a haver com obras na protasio próximo a manoel elias. por que a av Mario menegheti é duplicada acaba misteriosamente atras da FAPA? todo dia a protasio neste trecho é saturada, enquanto uma avenida duplicada que seria paralela a mesma ta bem quieta? na ipiranga tem a bento, na assis brasil tem a sertório e agora a av. grecia , E A PROTASIO COM SEUS ENGARRAFAMENTOS GIGANTESCOS ATÉ O SESC NÃO POSSUI AVENIDA PARALELA.

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  2. mas e a estação da manuel elias? o brt termina na saturnino e não vejo nenhuma obra

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  3. Pessoal, vamos lembrar que o corredor mais ocupado da cidade, o da Assis Brasil, ainda vai continuar indo até o centro, enquanto não houver o metrô. Provavelmente é por isso que devem estar contando essa redução de apenas 30%, como o Alex disse acima. Talvez chegue a 70 ou 80% quando tivermos o metrô. Imagino que os ônibus irão fazer integração com o metrô e acabarão com o corredor da Farrapos e Assis Brasil. Pelo menos é o que eu espero.

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    • Isso eu espero muito!! Ciclovia na Assis Brasil e na Farrapos : )

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      • Bah, imagina que show. Podia ser uma ciclovia central mesmo, no lugar do corredor de ônibus hoje, no estilo da Faria Lima que fizeram em São Paulo, com árvores e grama. Melhoraria 1000% o aspecto dessas avenidas. Imagens abaixo:



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        • O problema de ciclovias no canteiro mediano é que elas ficam com acesso mais difícil. Pensa num morador de um prédio no meio da quadra dessa primeira foto aí: legalmente, para acessar a ciclovia, ele teria que empurrar a bicicleta pela calçada até o cruzamento para então acessar a ciclovia ou, pior ainda, teria que tentar atravessar a avenida no meio da quadra. Isso é ruim, muito ruim. É bem melhor ter uma ciclovia ou ciclofaixa junto ao lado DIREITO da rua, para permitir o acesso e saída fácil para o ciclista.

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      • Bahh que show essa ciclovia!

        Vamos torcer (e exigir) que façam algo assim na Assis Brasil e Farrapos!

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      • Outro ponto, além do citado pelo Mobus, é que temos uma pista de concreto no centro da Assis Brasil (melhor e mais cara que asfalto). Assim – no sonho de a prefeitura colocar uma ciclovia lá, o que duvido muito que ocorra, infelizmente – , seria melhor posicionar a ciclovia nas pontas e deixar a faixa do centro para os carros e caminhões.

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      • Mobus e AlexP, concordo em parte com vocês, mas imaginem o número de esquinas que uma ciclovia na lateral cruza. Agora tomem como exemplo o trecho da Assis Brasil e Benjamin entre o Obirici e a Cairú. Tem basicamente 3 cruzamentos (Industriários, Emílio Lúcio Esteves e Luzitana). Agora quantas esquinas tem? Acho que no meio seria mais fluido, mas teria que haver acessos. Lembrem-se que estamos falando de lugares onde o metrô passará por baixo. Poderiam usar o acesso às estações para acessar a ciclovia tbm. Olhem como exemplo a Av. 9 de julio em Buenos Aires. Se acessa o metrô tanto pelas calçadas como pelo canteiro central. 😉

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  4. Se alguém aqui tiver uma informação mais precisa me corrija por favor … Mas a propaganda disseminada não era a de que o fluxo de ônibus no centro ia diminuir em torno de 70, 80%, eu lembro de algo dito nesse sentido qdo esse projeto foi divulgado! Estou errado, alguém me corrija! Pois diminuir em 30% o fluxo de ônibus do centro me parece que com o volume de trânsito que têm ali nao vai refrescar em nada quase … Haja vista que tb a cada mÊs é um não sei qtos carros que ingressa na frota portoalegrense! Como eu disse, se algu´me tiver números mais precisos me diga!

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    • Talvez os números 70% e 80% foram divulgados na época que a Assis Brasil ia ter um, não?

      Pq se for, até seria plausível, tendo em vista a quantidade de ônibus que passam por essa avenida em direção ao centro….

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    • Um adendo a resposta do Alex e do Mobus (mais acima): congestionamento não é um fenômeno linear. A partir de um determinado número de veículos ele cresce muito mais rapidamente. O mesmo vale, lógico, quando reduzimos o número de veículos.

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  5. É pseudo BRT by Carrolari e ATP.

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  6. Uma dúvida: nesse “BRT portoalegrense” as pessoas vão ter que continuar subindo escada para entrar nele?

    Ou as pessoas entrarão nele no mesmo nível, como nos BRTs de verdade, como do de Curitiba?

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    • O pseudo-brt portoalegrense vai ter escada, entrada pela direita e outras linhas (tanto municipais quanto metropolitanas) usando o corredor de ônibus.

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      • A entrada pela direita até passa, mas ter escada, não ter várias portas e todos aqueles preceitos básicos de BRT, é muita chinelagem. Até os ônibus que circulam na Sertório com fim da linha no Mercado já tem piso alto sem escada e o BRT não vai ter. Muito cachorreira essa prefeitura.

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  7. offtopic: pra mim ATP é isso hahaha http://en.wikipedia.org/wiki/Adenosine_triphosphate

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  8. eu querosaber eh qts porcento de carros vao ser tirados da rua por causado brt. estimativas?

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  9. offtopic: Eles se dobraram! população 1 x 0 ATP+Cappellari.

    “Prefeitura decide cumprir cautelar do TCE sobre tarifa de ônibus na Capital” – ClicRBS

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  10. E algo super importante: os ônibus têm entrada ao nível da calçada, diferente do BRT podre de Porto Alegre com ônibus com escada, necessitando de elevador pra cadeirantes.

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