Cais Mauá é tema de reunião na prefeitura

Fortunati destacou a relevância do projeto para revitalização do Centro Histórico   Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Fortunati destacou a relevância do projeto para revitalização do Centro Histórico Foto: Ricardo Giusti/PMPA

Na manhã desta quinta-feira, 7, o prefeito José Fortunati esteve reunido com os dirigentes e investidores do Cais Mauá. Durante o encontro, que aconteceu no Paço Municipal, o presidente da NSG, Luiz Eduardo Franco de Abreu, falou sobre o andamento do projeto de revitalização do local. “A prefeitura tem nos dado todo apoio para fazermos os ajustes no projeto do Cais. Estamos muito satisfeitos de sermos parceiros da cidade neste investimento”, afirmou.

Fortunati destacou a relevância do projeto para revitalização do Centro Histórico. “O novo Cais terá um importante papel na promoção do turismo e da cultura de Porto Alegre. O empreendimento é importante para a região e para toda a cidade”, disse o prefeito, reafirmando que a prefeitura continua trabalhando para tramitar de forma ágil os licenciamentos necessários.

Prefeitura de Porto Alegre

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Aproveito para citar a iniciativa da DC-Set em investir em um espaço para shows no Cais, divulgado nesta terça-feira em um jornal da capital. Além dos investimentos já acertados da Livraria Cultura (livraria e café) e da Coca-Cola (complexo gastronômico) este se soma, consolidando cada vez mais o sucesso da revitalização do Cais Mauá, cujas obras iniciam ainda neste primeiro semestre (ufa!).



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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16 respostas

  1. O rio para Porto Alegre é o símbolo maior, e seus edifícios ícone seus maiores atrativos, a exemplo a Usina do Gasômetro, que teve sua reciclagem e reativação, para atrair a população em uma experiência de vivência como um todo, ou mesmo o Mercado Público, que tem produtos que são fornecidos até hoje exclusivamente por suas bancas e atrai pessoas de inúmeros lugares.

    Porém entre esses dois ícones poderíamos ter uma série de atrativos conectando-os através do cais Mauá, com uma vista surpreendente do rio Guaíba.

    Acontece que esbarramos no entrave do muro.

    A questão do muro da Mauá não é o problema do muro em si, mas sim a barreira criada com a orla.

    o projeto de Lerner prevê a colocação de um espelho dágua vertical no muro com intenção de melhorar seu aspecto.

    Mas a vitalidade do lugar é simplesmente pela falta de conexão e de atividades atratoras no cais. Sua permeabilidade em uma extensa faixa se restringe a apenas a alguns poucos acessos pelos portões. Sendo que em função do ambiente ser inóspito em pleno coração da cidade – o mercado público fica em uma das extremidades e o gasômetro no outro – o lugar precisa receber vigilância constante o que já estimula a pessoa a não frequentar o local pois pode ser considerada uma invasora, um criminoso, em pleno local público.

    Se percebe que apenas um espelho d´água é questionável, não por ser algo que prejudique, mas no sentido de não resolver o problema chave. Inclusive outras ações como arte de grafite, ou colagens que reproduziam a vista do Guaíba, pelo escritório Artemosfera, foi utilizada a estratégia de resgatar a vista perdida com o muro.

    Mas mesmo que seja removido o muro ainda teremos os armazéns bloqueando a vista, então como são tombados ficamos com o mesmo problema.

    Somente uma proposta que crie formas de ocupação democrática e criativa,que se adapte, encaixe, entre em simbiose com o caráter do lugar,

    Muito projetos foram feitos para esse local, o que demonstra o desejo, ao menos da comunidade de arquitetos, e com certeza muitos da população porto alegrense, de que o lugar seja apropriadamente reorganizado, tendo em vista que sua função original já não mais existe e sim o espaço é ocioso e a população se apropriaria dele, assim como acontece momentaneamente durante feiras do livro ou bienais de arte.

    Para isso seria fundamental que as ruas perpendiculares ao muro, repetissem o que acontece na rua Sepúlveda e permitissem acesso tanto quanto necessários para garantir a sua ocupação adequada, sem que com isso seja levantado o argumento da enchete, pois mesmo tendo muros, a água invadiria a cidade pelos portões. E se os portões existentes ao fechados garantiriam a segurança, então multiplicar os portões não seria problema, pois a solução é semelhante.

    Ficam aqui sugestões e com certeza a proposta de um concurso sugerida pelo presidente do IAB é o caminho mais democrático que se poderia seguir.

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    • Concordo com a análise da falta de integração para o pedestre entre o Centro e o Cais, mas não concordo que abrir mais portões seja uma solução boa. O portão não “vazaria” a água de uma enchente, pois ele é projetado para aguentar o tranco (já viu como ele grosso?); além disso, frente a iminência de uma enchente, pode-se sempre adicionar mais coisas para conter água (e.g. sacos de areia). No entanto, sair abrindo mais portões cria diversos pontos de possível falha e manutenção, em vez de apenas dois como temos hoje.

      Uma solução melhor, em minha opinião, seria construir um grande esplanada suspensa, exclusiva para pedestres, cinco metros acima do leito da Avenida Mauá, acessível por escadas ou rampas nas ruas perpendiculares à Av. Mauá. Essa esplanada seria uma estrutura muito leve, mais leve até do que aquela esplanada da Arena do Grêmio, e não seria apoiada no muro, que não foi projetado para este tipo de carga. Especialmente no trecho entre o Mercado e a Rodoviária, essa esplanada ajudaria a eliminar o obstáculo urbano prático e visual que o Trensurb e o Muro formam hoje, e serviria efetivamente como um novo “calçadão”, para onde os prédios da Mauá poderiam ter suas frentes e entradas principais – o que com certeza incentivaria empreendedores a trocar aqueles terríveis estacionamentos por prédios mais bonitos e mais atrativos.

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      • Olá Fmobus, não sei se entendeste o que quis dizer. Não quis dizer que a água passaria pelos portões fechados e sim pelos vãos destes quando abertos. Por isso a necessidade de fechá-los a tempo em uma possível enchente.

        É óbvio que os portões foram projetados para aguentar a enchente, exatamente por isso que multiplicar os pontos de acesso através de portões não afetaria em nada o sistema, a solução já está lá, já pode ser prontamente utilizada.

        Você tem que considerar que há muitos anos existem propostas e nenhuma permanece, pois as propostas sempre recebem críticas.

        O que propus não é um projeto, é uma análise urbanística da área, com uma solução já existente sendo multiplicada para resolver um problema de conexão, e por isso disse que o lugar merece um concurso, assim como propõe o IAB.

        Acho válido sua idéia de uma esplanada. Mas quando você propõe isso somente será uma idéia válida depois que você apresentar um projeto, pois somente com o projeto será avaliado se é uma idéia boa ou ruim,um projeto bom ou ruim, senão é a penas um devaneio. E para isso que existem concursos!

        Voltando ao que considero um pré-requisito básico (que pode ser a base do concurso) para qualquer projeto, seria sim considerar a ampliação dos acessos com a extensão das ruas que tangenciam o muro, utilizar a mesma solução de portões seria a maneira mais fácil e menos onerosa de resolver o problema. Não estou entrando no mérito de lançar qualquer proposta, seja de túneis, seja de esplanada, pois isso sempre irá depender de projeto, pra ver as conexões, os impactos.

        Enfim, agradeço teu comentário.

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        • Tiago, peço desculpas pela minha escrita um pouco rude, eu acho que eu entendi teu argumento sobre os portões de forma equivocada.

          Quanto a viabilidade do que eu propus: infelizmente, não tenho a formação de Engenheiro ou Arquiteto para fazer uma proposta “séria”. Então, de fato, apenas apresentei um devaneio urbanístico, na esperança de inspirar alguém mais capaz tecnicamente do que eu. Eu vejo essa solução como moderna e renovadora que não custa uma fortuna; resta convencer as pessoas certas disso.

          Por fim, 100% de acordo com relação a questão de concurso. É inaceitável que se pule essa etapa em um projeto de tal escala.

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          • Olá Fmobus, capaz, não quis te corrigir, não precisa se desculpar, somente quis esclarecer porque provavelmente o que escrevi pode não ter atingido o entendimento que quis passar.

            É exatamente esse o ponto que quero dizer, palavras são devaneios e podem inspirar os projetos, mas nunca o são, são apenas discurso, assim como o que escrevi antes. Tenho certeza que muitos arquitetos poderiam materializar tuas palavras de forma bem criativa, assim como dependendo do projeto pode não atender o que se quer, por isso depende do projeto.

            Não há nada errado em dar idéias, mas somente com um concurso é que podemos chegar a soluções mais adequadas, em projeto, em desenho, em design, analisadas por técnicos com conhecimento em questão. Acho importante guardarmos as idéias e se você gosta procure então técnicos que você conheça e explique suas idéias quem sabe tenham proveito. Boa sorte! Abraços!

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      • Concordo com ambos, mas acho a esplanada um pouco “megalomaníaca” (sem ofensas) imaginando a nossa realidade (POA) onde nada acontece. Uma solução prática seriam túneis de acesso como o que temos no acesso ao catamarã, ao lado da estação Mercado do Trensurb. Ele atravessa o muro e tem um comporta menor do outro lado. Acho que colocando alguns desses em marcos importantes como praça da alfândega, ou a rua que dá na frente da igreja das Dores, que são pontos turísticos do centro, já melhoraria o acesso. Claro que precisaria ter algum tipo de segurança pra não virar ponto de assalto ou dormitório de mendigos.

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  2. “A prefeitura tem nos dado todo apoio para fazermos os ajustes no projeto do Cais”
    Que ajustes são esses? Estão empobrecendo o projeto? Espero que não.

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  3. “….. o prefeito, reafirmando que a prefeitura continua trabalhando para tramitar de forma ágil os licenciamentos necessários….”.
    Continua trabalhando?? Eu li direito!?!?!?!
    Que eu saiba, a obra era pra comecar antes do final de março…..
    hummmm….como eu sou ingenuo!!

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  4. Nao me venham com Cachorro do Rosario e Totosinho no Cais!!!

    Nada contra, consumo e adoro esses produtos, mas precisamos sair de produtos provincianos.

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  5. Gilberto Simon, por favor, publique uma matéria sobre isso:

    http://espn.estadao.com.br/noticia/313783_desapropriacao-para-a-copa-faxina-social-em-terras-gauchas

    A prefeitura DEVE EXPLICAÇÕES!!

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    • “Muitas famílias estão indo para o litoral do Rio Grande do Sul ou para bairros afastados, a 30 km de suas origens. Algumas que já foram indenizadas, inclusive, prometem invadir novos terrenos.”

      Foram indenizadas, se estavam num terreno invadido, a prefeitura não precisa explicar nada, alias, precisa sim, pagar pra tirar gente que invadiu um terreno da própria prefeitura?

      Se invadirem, expulsa, se insistir, multa e/ou cadeia.

      Só isso.

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      • Se elas comprarem uma casa, por mais humilde que seja, independente do lugar, precisarão pagar iptu, luz, água, prestação. Sendo que invadindo elas tem “só o custo de fabricação da casa”. Ja invadiram uma vez, é fácil invadir de novo. Lógico que nessas vilas tem pessoas que não tiveram oportunidade, que esperam crescer na vida. Mas também tem muito espírito de porco que espera apenas viver mamando nas tetas do governo.

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    • Que reportagens ridículas essas da ESPN, mas também quem eles foram ouvir, a Sra. Atraso.

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  6. Cada vez que leio “reunião sobre o Cais Mauá” chego a ter arrepios de medo.

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  7. A prefeitura poderia fazer algo para incentivar com que abram lojas/bares/restaurantes onde ficam as garagens na Maua, seria interessante.

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    • Boa ideia! Aliás, deviam incentivar a compra daqueles prédios ali pra fazer coisas novas, como aconteceu com o Ibis Budget. Dar uma mudada naquele skyline ali colocando prédios novos, com coisas mais relevantes do q estacionamento.

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