Largada para busca de parceiros ao Aeromóvel canoense

Captação de recursos e modelagem levará um ano

Jeison Silva

Croqui mostrando como deverá ficar o aeromóvel em Canoas Foto: Reprodução

Croqui mostrando como deverá ficar o aeromóvel em Canoas Foto: Reprodução

Canoas – Pouco mais de 48 horas do anúncio, em Brasília, da liberação de 272 milhões de reais para o Aeromóvel de Canoas, o prefeito Jairo Jorge convocou uma reunião de trabalho para discutir as próximas etapas do projeto. Em 90 dias, a administração canoense buscará apresentar o modelo de gestão ao governo federal para ter acesso ao financiamento. Em seguida, o desafio é captar parceiros para a obra que no total tem custo estimado em 718 milhões de reais. A operação é outro ponto na pauta.

Um seminário será realizado em 30 dias para um discussão ampla sobre a primeira etapa – interligar os bairros Guajuviras e Mathias Velho. “Em um ano, devemos ter discutido a modelagem e feito os acertos da Parceria Público-Privada”, informou o prefeito Jairo Jorge.

Trensurb discute ampliação do transporte na Capital

Durante o encontro, o presidente da Trensurb, Humberto Kasper, revelou o interesse da empresa em estender o percurso do aeromóvel em Porto Alegre. “Já pensamos em um braço do aeromóvel ao aeroporto, seguindo além, pelo Humaitá e Arena do Grêmio”, destacou. “O RS precisa ser um tipo de estande dessa tecnologia para o Brasil e o mundo conhecerem.”

Especificações do projeto

Trajeto: Guajuviras/MathiasVelho (6 km)
Estações: 9
Velocidade média: 60km/h
Capacidade/viagem: até 300 passageiros
Capacidade/h: 3 mil passageiros (por sentido)
Capacidade/dia: 60 mil passageiros
Veículos: 7 (um reserva)
Tempo de viagem entre as estações: 60 segundos

Fonte: Prefeitura de Canoas

Diário de Canoas



Categorias:Aeromóvel

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23 respostas

  1. Caro Juilo
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    Em teses e dissertações sempre se termina se sugerindo “estudos mais avançados”, isto é prática nos trabalhos acadêmicos.
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    Quando num trabalho acadêmico se sugere isto ou aquilo, não quer dizer que algo não deve ser feito, mas sim que é possível melhorar O TRABALHO ACADÊMICO através de novos estudos.
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    Olhando o trabalho em si, não se vê nenhum comentário sobre a viabilidade ou não do aeromóvel, e a inexistência de um modelo matemático que comprove ou não a eficiência do sistema para várias paradas, não quer dizer que ele seja ineficiente. Lembre-se que os aviões começaram a voar e só uns 80 anos depois que se montou um modelo matemático numérico para definir perfis de asa e outros itens.
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    Há alguns ERROS BÁSICOS NO QUE ESCREVES. O primeiro e mais grave é que a dissertação é de 2008 e desta forma seria impossível ele falar qualquer coisa que seja sobre o Aeromóvel de Canoas na sua dissertação, simplesmente porque em 2008 ninguém, falava, propunha ou imaginava um aeromóvel em Canoas.
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    Segundo e em sundo lugar, em nenhum momento na sua dissertação o autor fala sobre a eficiência e número de paradas.
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    O terceiro e último, é que na dissertação, em nenhum local há uma comparação em termos de eficiência energética com outros modais. (coisa que me causou espanto).
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    O que posso concluir que há um grande preconceito quanto ao aeromóvel, e se cita uma dissertação cheia de gráficos e de equações, que não compara nada em termos de diferentes modais, dendo a impressão que está cientificamente comprovado que não se deve utilizar o aeromóvel.
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    Está me parecendo que és proprietário ou gerente de alguma linha de ônibus de Canoas e estás procurando melar a negociação de recursos para esta cidade.
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    Tenha dó, aqui neste blog tem pessoas como eu que conferem as informações, e as tuas estão COMPLETAMENTE FURADAS.

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    • Caro Rogrio No sou proprietrio de nada. O que o autor sugere so estudos mais aprofundados quando da implantao de linhas com mais veculos e estaes. No meu comentrio no quis descrever um pequeno detalhe e que acho importante que saibas: Numa conversa que tive com o Coester, em um jantar, ele alertou o pessoal da mesa, que aguardssemos os testes da linha aeroporto para posteriormente pensarmos em novos projetos. neste sentido que o meu comentrio faz um alerta. Acho que o dinheiro pblico deve ser tratado com mais respeito. De qualquer forma agradeo a tua resposta, sempre aprendemos alguma coisa nesta vida.

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      • Júlio.
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        Se o autor sugeriu isto, por favor me envie o número da página, pois eu não encontrei.

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        • Rogerio
          Na pag.141 – Na conclusão ele sugere o seguinte:
          – Análise, com apoio do modelo matemático, das possibilidades de arquitetura lógica de comandos e da hierarquia dos atuadores do sistema, possibilitando estruturar de forma mais adequada à inter- relação entre controladores e os sistemas de atuação dentro do sistema de transportes, onde pode existir um grande número de veículos e estações.
          O que ele quer dizer é que não há estudos onde vários veículos funcionem ao mesmo tempo.
          Nem o Coester e nem o Eng. Diego tem certeza do funcionamento com vários veículos e várias estações. Há a necessidade de instalar um propulsor, controlador e um sistema de atuação para cada veículo.

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          • Mas nunca foi sugerido pelos proponentes do aeromóvel ter um sistema inteiro (com vários veículos e várias estações) funcionando a partir de um único propulsor estático. É extensão natural da coisa ter vários propulsores, atuando em diferentes segmentos do sistema, isolados com válvulas mecânicas, cada um imprimindo uma força ao veículo mais próximo.

            Com certeza existe um desafio em implementar os sistemas de controle e comunicação que orquestrarão isso, mas francamente, comunicação e orquestração das malhas de transporte ferroviárias modernas já nos mostram que isso é possível. Hoje, em meios de alta densidade, um trem comunica-se continuamente com controles centralizados, que garantem que o trem pode se mover de maneira segura dadas as condições de velocidade, posição dos desvios e posição dos outros trens.

            (e, aliás, me lembro de ter visto já no trabalho do McDowell algumas modelagens e simulações pra operação coordenada das válvulas de isolamento e propulsores)

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      • Caro Júlio.
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        Como eu disse, não há nada neste texto que colocaste que indique a ineficiência do sistema para vários veículos, se não suprimires o parágrafo que dá origem ao que colocaste, como eu disse, no item de recomendações, se tem:

        “Sugerem-se, a seguir, algumas linhas de pesquisa e trabalhos futuros que deverão ser realizados para a complementação deste estudo:
        ……
        ……
        ……
        – Análise, com apoio do modelo matemático, das possibilidades de arquitetura lógica de comandos e da hierarquia dos atuadores do sistema, possibilitando estruturar de forma mais adequada à inter- relação entre controladores e os sistemas de atuação dentro do sistema de transportes, onde pode existir um grande número de veículos e estações.”
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        Logo como disse acima, dentro do item de recomendações, tem esta SUGESTÃO. Em trabalhos científicos SEMPRE se colocam itens de recomendações, ou seja, itens que o autor “acha” que se ele tivesse feito o trabalho ficaria melhor.
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        Agora, daí dizer que o sistema do aeromóvel não permite vários veículos é uma especulação nada científica de tua parte.
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        As tuas afirmações acima, que as transcrevo, estão COMPLETAMENTE FORA DO QUE HÁ NA DISSERTAÇÃO.
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        “O aeromóvel é um sistema de transporte eficiente para trechos curtos e sem muita demanda….Acho temerário qualquer aventura sem verificar o funcionamento no aeroporto. Existe uma dissertação de mestrado do Eng. João Fleck Heck Britto que explica cientificamente o funcionamento deste sistema. É só procurar na Internet. Nesta dissertação ele sugere estudos mais aprofundados para o caso de Canoas.”
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        Continuo achando que tens algo com alguma companhia de ônibus, pois lês uma coisa e escreves outra.

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        • Caro Rogério
          Acho engraçado que no caso do metrô de Porto Alegre tu considere que possa ser uma conspiração e que os contribuintes serão os grandes perdedores.
          No caso do Aeromóvel de Canoas existe uma conspiração, uma maneira de utilizar este projeto como projeto político do presidente da Trensurb e do prefeito de Canoas.
          É nesse sentido que me preocupo e “este processo todo está me dando uma enorme dor de cabeça”. “Os contribuintes poderão ser os grandes perdedores”.

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        • Caro Júlio.
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          Acho que o metrô com todo o possível superfaturamento que possa haver na construção do mesmo, ainda é INDISPENSÁVEL para a cidade, e diria mais, deveríamos desde já pensar na linha 3 na direção de Viamão.
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          Por outro lado, por mais que o projeto sirva de propaganda para o Prefeito de Canoas, acho também indispensável a implantação do mesmo.

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    • Caro Rogério
      Não sou proprietário de nada. O que o autor sugere são estudos mais
      aprofundados quando da implantação de linhas com mais veículos e
      estações.
      No meu comentário não quis descrever um pequeno detalhe e que acho
      importante que saibas:
      Numa conversa que tive com o Coester, em um jantar, ele alertou o
      pessoal da mesa, que aguardássemos os testes da linha aeroporto para
      posteriormente pensarmos em novos projetos. É neste sentido que o meu
      comentário faz um alerta.
      Acho que o dinheiro público deve ser tratado com mais respeito.
      De qualquer forma agradeço a tua resposta, sempre aprendemos alguma
      coisa nesta vida.

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  2. O aeromóvel é um sistema de transporte eficiente para trechos curtos e sem muita demanda. Não há análise cientifica nem modelo matemático que comprove eficiência quando existirem mais veículos e estações. Acho temerário qualquer aventura sem verificar o funcionamento no aeroporto. Existe uma dissertação de mestrado do Eng. João Fleck Heck Britto que explica cientificamente o funcionamento deste sistema. É só procurar na Internet. Nesta dissertação ele sugere estudos mais aprofundados para o caso de Canoas.

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  3. Não é por nada, mas a projeção é do aeromovel de Nova Iguaçu e não o de Canoas. Acredito que o veículo e as estações canoenses devam seguir o mesmo estilo do aeromovel usado no aeroporto.

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    • Com certeza é a mesma do projeto de Nova Iguaçu. Não existem imagens do de Canoas ainda.

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      • Sim, entendo. Só disse que acredto que devam ficar parecidas com as do Aeroporto pois será a Trensurb que vai operar as linhas canoenses (não vejo motivo para ela estar tão envolvida caso não seja, ainda mais que essas linhas serão integradas ao trêm).

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  4. ^^ Vc esqueceu de Nova Iguacu!

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  5. Divido a preocupação do Rogério com a necessidade de parcerias pra isso acontecer. Tinha entendido que o dinheiro liberado era mais “garantido”. Bom, pelo menos a operação do sistema não é muito cara, de forma que vai ter gente querendo operar isso sim.

    Outra coisa que me chamou a atenção é a capacidade por hora. 3 mil é mais que ônibus, mas ainda parece pouco. Bom, pelo menos, se for via dupla, vira uma questão de botar mais veículos. A ver.

    Enfim, Canoas, Campos dos Goytacazes já vão ter aeromóvel como solução de mobilidade urbana. E Porto Alegre?

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  6. http://www.diariodecanoas.com.br/canoas/443117/reuniao-comeca-definir-implantacao-do-aeromovel-em-canoas.html

    Agora vi essa outra matéria, aqui fala em R$ 47,9 milhões para a primeira fase. Acho que como nessa fase a via elevada passara pelo canteiro central da Av. Boqueirão e na 17 de Abril, os custos com desapropriação serão mínimos (se houverem).
    Mas aí sobram 600 e tantos milhões para o resto do projeto, o que é relativamente bem caro.

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  7. 718 milhões de reais é o projeto completo da malha inteira. Mas se pode fazer um pouco rodar o sistema, aprender com ele e depois expandir. Isso aconteceu com o Trensurb.

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  8. Um ano é muito tempo, e depois com todas outras fases do projeto, sabe-se lá quando isso vai sair. Como disse o Rogério, vamos rezar.

    Em tempo, a principio achei 9 estações meio exagerado para o trajeto entre o Guaju e a Estação Mathias, mas se o tempo de viagem entre cada estação for 60 segundos mesmo até que é razoável.

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    • A distância entre as estações vai ficar em torno de 600 metros. Parece razoável pra um transporte de capacidade média, ainda mais se considerarmos a alta densidade da região.

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    • Aliás, se assumirmos 30 segundos de parada na estação, o tempo total ponta-a-ponta vai ficar uns 13 minutos. Alguém sabe quanto tá demorando a viagem de ônibus equivalente?

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      • Eu não sei exatamente pq não moro pra esse lado, mas no horário de pico acho passa de meia hora de ponta a ponta.

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  9. Tava muito fácil, era de se desconfiar! Vamos rezar para que as parcerias sejam firmadas o mais rápido possível!

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