BR-448 pronta em dezembro

A ministra Miriam Belchior vistoriou, nesta terça-feira (12), as obras de construção da BR-448 (Rodovia do Parque), em Canoas. Acompanhada do governador Tarso Genro, Miriam sobrevoou os 22 quilômetros da nova pista, conversou com operários e participou de uma reunião com empresários dos consórcios responsáveis pela construção da rodovia. Ao final, informou que 70% da obra já foram executados e a previsão é de que a rodovia esteja concluída até dezembro.

“Os trabalhos estão bem adiantados e até o final do ano deverá estar pronto e à disposição da população gaúcha”, informou Miriam, destacando os investimentos de R$ 3,2 bilhões do Governo Federal em obras rodoviárias no Estado.

Com investimentos de R$ 996,3 milhões, a BR-448 ligará a Região Metropolitana de Porto Alegre à BR-290, na! entrada da Capital.

Segundo nota do Governo do Estado, a nova pista absorverá 30% a 40% do tráfego atual da BR-116.

Affonso Ritter



Categorias:Rodovia do Parque

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21 respostas

  1. Que tanta coisa vocês querem levar de porto alegre para sapucaia?…hehe
    Essa rodovia é uma das obras mais importantes para o transporte rodoviário gaúcho nas últimas décadas. Deveria já estar pronta em 2012 e vai ser uma ótima notícia se ficar pronta agora no final do ano. Apesar dos atrasos, não é uma 101 da vida que ja está a anos se enrolando e não acabam os gargalos. Sou a favor de duplicar todas as principais rodovias que ligam o estado, para diminuir os acidentes e dar maior conforto e economia para quem quer ou precisa viajar.

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    • Também sou a favor! Porém, se tu for ver, seria ideal o cara ter conforto e mais segurança somente quando fosse necessário viajar. É necessário demais investir em um transporte coletivo que transporte mais e melhor os passageiros da RM até POA. Fazendo, assim, com que poucas pessoas peguem carro e, consequentemente, diminua o número de acidentes e etc… Dando mais conforto para quem PRECISA viajar.
      Quem mora na RM e pega o trem sabe que é um abuso com o trabalhador aquela merda.

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  2. O menor percentual nacional de estradas asfaltadas que apresenta o RS, primeiramente me frustra e indigna, e me faz lembrar a época em que vivi no PR e que o senhor governador da época, hoje senador Álvaro Dias começou uma cruzada de asfaltamento de acessos aos municípios e implantação de redes de interligação rodoviária por todas regiões do estado e deu no que deu, uma malha muito maior e melhor do que a do RS. Imaginem se o RS tivesse uma malha pelo menos à altura da do PR, teria tudo para ser por só este motivo a terceira economia do país! E se tivesse ainda aeroportos similares aos das cidades de Londrina, Maringá e Foz, em Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria e Pelotas, então creio que sua economia seria tão potencializada a ponto de avançar à segunda posição nacional ameaçando a do Rio. Mas… Rio Grande do Sul é Rio Grande do Sul, uma terra em que o povo é prisioneiro de políticos incompetentes e derrotistas, que pasmem, tem prazer de gerar pobreza ao invés de riqueza via embaraços e mecanismos de omissão, verdadeiras travas como esta da infra-estrutura logística gaúcha que fazem com que a economia não evolua. Quem sabe para resolver estes imbróglios e superar tamanho atraso vão ter de apelar para a importação de um governador de outro estado, porque os locais têm se mostrado verdadeiras nulidades.

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    • Já tentaram trazer uma governadora paulista, mas quase sofreu impeachment.
      Se as acusações são verdadeiras? Não sei, mas eu gostaria de ver no que o plano dela ia dar.

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  3. Pessoal, melhor buscar infos antes de postar. Existe uma rede ferroviária paralela a esta futura rodovia. Se é (sub)utilizada ou não, não sei, embora já tenha visto trens de carga passar por ali, também não sei ao certo de onde vem ou para onde vai, mas passa por sapucaia e esteio, isto eu tenho certeza. Irei pesquisar melhor sobre esta ferrovia. Um detalhe: provavelmente seja de responsabilidade da ALL.

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    • Sim, há um rolo com a ALL no RS. Ela tem a concessão das ferrovias e não explora… Já teve até a sua concessão questionada.

      Como é praticamente só a ALL que opera no Brasil eles colocam o preço muito próximo do transporte rodoviário e quem quiser que pague. Aqui no RS deve estar acontecendo algo que faz com que eles apenas “segurem” as ferrovias sem explorá-las… vai ver que em outros estados é bem mais lucrativo, ou com pedágios mais caros para caminhões.

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      • Tá, e não se revê essas concessões? Se tá sucateado, não investem e ainda é uma máfia q cobra o mesmo dos caminhões, porque o estado não intervêm? Quanto tempo dura essa concessão? Incrível como não existe nenhum segmento da sociedade brasileira não tenha algum tipo de “rolo”, descumprimento de deveres, atrasos, etc.

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    • Para uma carga de POA sair para Rio Grande, ela sai daqui e vai para Santa Maria e de Santa Maria para Rio Grande. A ALL é que detém esse direito e pouco investe nesse modal. Eu particularmente acho que o lobby pelo rodoviário é tão forte que nunca irão investir.

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    • De acordo, o trilho existe paralelo à Rodovia do Parque em um pequeno trecho. Mas é via singela, bitola estreita, acaba em Sapucaia no meio do nada, depois de passar até dentro de vila[1]. Custava fazerem um corredor ferroviário mais moderno junto à nova rodovia?

      Não, vamos de caminhão. É mais “muderno”.

      [1] pra quem duvidar: http://imgur.com/wg3xrnW

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    • Não é tão simplista assim este assunto, a ALL utiliza o modal a medida que há a necessidade, ela não irá operar uma linha que não vá ter retorno. E esta linha deve ir mais longe que sapucaia, com certeza basta ir no google.
      Outro ponto, quando visitei as instalações da ALL tanto em Porto Alegre quanto em Rio Grande a situação era muito boa nas palavras da empresa, porém o tipo de carga seria mais de baixo valor agregado, uma vez que haviam registros sérios de furtos. Vale lembrar como já foi dito pelos comentários acima, o lobby das empresas que fazem parte do setor de transporte rodoviário é muito forte, inclui interesses e diversas indústrias na jogada. Porém sei que há demanda suficiente para contemplar todo o tipo de modal que possa ser disponibilizado as empresas. Mas nós aqui do blog sabemos bem que a coisa no Brasil anda na contramão do que deveria ser realmente feito. Se o governo estivesse tão preocupado com esta matéria, já teria concluído o aumento da pista do SF, possibilitando que aviões maiores, de carga ou não, conseguissem sair estufados e não pela metade.

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  4. Por mais que eu ache a Rodovia do Parque uma obra obviamente necessária pra RMPA, me decepciona um pouco ver a oferta rodoviária ganhar investimentos dessa monta enquanto a oferta ferroviária continua na mesma merda.

    Para mim, acho que se perdeu uma boa oportunidade de já se construir um corredor ferroviário junto à Rodovia, pois isso permitiria o “aproveitamento” de coisas como terraplanagem e desapropriações, e poderia servir de motor para começar um novo desenvolvimento ferroviário no estado.

    Assim, poderíamos destinar os trilhos hoje usados pelo Trensurb exclusivamente para o transporte metropolitano de passageiros (hoje, em teoria, ainda é misto passageiros/carga), com possibilidades de aumento de frequência e capacidade que só um right-of-way dedicado permite. Já esse trilho novo, junto à rodovia do parque, seria voltado primariamente ao transporte de cargas do Vale dos Sinos e potencialmente da Serra, com espaço para serviço de passageiros não-metropolitano interligando essas regiões à capital, seguindo o exemplo da estrutura ferroviária de países de primeiro mundo como Alemanha e França. Aliás, cumpre observar que muitas autoestradas desses dois países são margeadas por linhas de trem, e não é por coincidência.

    O mesmíssimo raciocínio também seria muito aplicável à lendária nova ponte do Guaíba e à lendária duplicação da BR-116 entre Guaíba e Rio Grande. Ambas estas obras se projetam como soluções exclusivamente rodoviárias e, embora concorde necessárias, vejo como uma certa falta de visão não “aproveitar o ensejo” para já criar uma ferrovia paralela. Ou não é meio óbvio que ligar a capital e o maior porto de um estado por trens é uma boa ideia?

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    • Deveríamos ter uma linha de trem ligando desde Caxias até o porto de Rio Grande tanto para escoamento de produção quanto para chegada de matéria prima. Imagina o quanto de estrada, pneu, diesel, espaço e “rebite” (sic) se gasta fazendo isso com caminhões?

      Santa Catarina já está bem mais adiantado

      http://www.transportabrasil.com.br/2011/05/santa-catarina-pode-ganhar-novo-corredor-ferroviario/

      Depois não adianta reclamar que o estado está quebrado.

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      • “Imagina o quanto de estrada, pneu, diesel, espaço e “rebite” (sic) se gasta fazendo isso com caminhões?” [2]

        Imagina também quantas vidas se perdem em acidentes nesta palhaçada de insistir no transporte rodoviário de cargas?

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    • Essa semana saiu uma matéria na ZH sobre o RS ser o estado com menor percentual de rodovias asfaltadas (vale a leitura). Lá menciona que o RS tbm é um dos estados com maior percentual de transporte de cargas por via rodoviária (85%, enquanto a média no Brasil – até me impressionei – era de 58%. Nos EUA, por exemplo, é 38%). Lamentável a situação atual da infraestrutura do RS.

      Transporte rodoviário só serve para:
      – encarecer o produto
      – demorar mais pra chegada do produto (trem, mesmo um pouco mais lento, pode seguir viajando à noite, tem preferência de passagem e leva muito mais carga de uma só vez)
      – entulhar o tráfego, principalmente em estradas de pista única (a maioria)
      – causar acidentes (quando dá acidente envolvendo caminhão, é quase certeza de morte)
      – contribuir pra precariedade do estado de conservação das estradas
      – e acima de tudo, juntando esses fatores, serve pra frear o desenvolvimento econômico do estado

      Mas incrivelmente os nossos governantes não veem isso. O que precisa pra fazer ferrovias? Terraplenagem, brita, dormentes, trilho e rebites. Se fazia isso há mais de 100 anos, sem tecnologia. Qual a dificuldade hoje?? Tem máquina q faz isso sozinha já!

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      • E o pior é ver o estado discutindo se os pedágios serão privados ou estatais… Qual a diferença? Estradas para carga pesada é uma torneira aberta esbanjando dinheiro e estamos discutindo se a água dessa torneira cai em uma bacia ou em um balde. Lamentável! E aparece o Tarso de mimimi dizendo que o estado está quebrado.

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  5. Preciso urgente dessa obra concluída pra poder continuar visitando minha namorada em NH. hehehe
    Se cai um palito na 116, tu já pode escrever 7km de congestionamento.

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  6. Dezembro de…

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  7. Áreas públicas, por sinal, EXPROPRIADAS da sociedade sem qualquer indenização, para fins particulares.

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  8. Enquanto isso, faz uma semana que não se vê um funcionário na obra da ponte nova sobre o dilúvio……………….

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