No Muro da Mauá ninguém mexe

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Jornal Metro – Porto Alegre

 



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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17 respostas

  1. Apareceu mais um venerador do muro. Porto Alegre deve ser a única cidade do mundo que existem pessoas que adoram um muro.

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  2. Ok, o muro não pode ser retirado, mas uma pergunta: O Hotel, lojas e shopping no projeto do cais vão ser de que lado do muro? Se for do lado em que a “enchente” chegar(ao lado do rio) então que esses proprietários se danem? O importante é a cidade ter o muro… estranho essa idéia….

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  3. Algumas perguntas: será que a falta do muro deixa a cidade tão vulnerável assim? Vivemos 200 anos sem ele, quando éramos mais pobres e toda nossa riqueza se concentrava no centro. E quais são as zonas alagáveis da cidade? É muito inviável “transferir” o muro para dentro dos armazéns?

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  4. CONCRODO COM VC JULIÃO, PORTO ALEGRE JÁ É FEIA, NÃO TEM TURISMO, AINDA MAIS ESSE MURO, NÃO DÁ.

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  5. Em Poa, o pessoal é tão doente que chega a rezar para que tenhamos um enchente igual a 1941 só para provar que sua argumentação é séria.

    “Vem enchente, vem enchente… não me abandones.”

    Abaixo esse muro RIDÍCULO!

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    • Nossa, quanta razoabilidade nesse argumento hein.

      Caro Julião, a enchente vai acontecer de novo um dia, isso é um fato. O muro até pode ser derrubado, desde que se desenhe outra estratégia para lidar com ela.

      Mas o ponto é que se ele for derrubado, não vai ser nesse projeto.

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  6. Murodependência!

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  7. Estão criando uma polêmica onde não há. Nunca foi discutida a possibilidade de tirar o muro. Se acontecer, vai ser em outra situação e não nessa revitalização de agora.

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  8. Deixem o muro da Mauá em paz. Tanta coisa para se preocupar e sempre esta estória do muro. Coisa mais chata…

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    • Juliana.
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      Concordo em gênero e número, isto é uma história recorrente que vira e meche vem qualquer pessoa e conclama pela retirada do muro.
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      Eu mesmo há questão de semanas fiz uma longa intervenção para o Julião aqui no Blog demonstrando da inviabilidade da retirada do muro, vou replicá-la aqui, até com os mesmos erros de português.
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      .Intervenção do Julião.
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      Se não querem retirá-lo (porque ninguém quer assumir esse risco), porque não proujetam a retirada de algumas partes do muro, substituíndo por algum sistema moderno de comportas, a fim de facilitar o acesso das pessoas e integração com o centro de Porto Alegre. Essa poderia ser uma das contrapartidas do empreendimento.
      Julião.
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      Minha resposta.
      Vários motivos.
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      1°) Comportas necessitam manutenção periódica, com a substituição de vedações e verificação do tipo de articulação.
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      2º) Visualmente comportas são mais agressivas do que um muro que pode sofrer intervenções (o que nunca foi feito) para diminuir o impacto visual.
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      3º) Haveria um custo de implantação, na implantação dessas comportas, que não é baixo, e um custo permanente de manutenção das mesmas que deveria independer da existência ou não de empreendedor.
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      4º) O custo de implantação das comportas poderia eventualmente se coberto pelo empreendedor, entretanto o custo não permanente deveria ser coberto pelo erário público, pois não podemos ficar sem elas daqui a 10, 20, 50 ou 100 anos.
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      5º) O Departamento de Esgotos Pluviais, tem um orçamento apertado e as demandas por intervenções e por manutenção já é grande, não havendo recursos para este fim.
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      6º) O controle da manutenção dessas comportas é algo que deve ser feito permanentemente, não podendo, por exemplo ficar aguardando uma licitação que deu embargos judiciais e atrasou um ou dois anos (coisa extremamente comum).
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      7º) O rompimento de uma estrutura móvel, por problemas estruturais (vibrações e outros), poderiam num efeito dominó, provocar o rompimento de outras.
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      8º) (e mais importante) Um sistema com comportas móveis é mais sujeito a acidentes, principalmente na ocasião de uma cheia. A ocorrência de um acidente deste gênero num momento de cheia, produz eventos catastróficos (vide exemplo do Katrina, onde a população foi pega de surpresa pelo rompimento de alguns diques).
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      Em resumo, a confiabilidade que tem uma estrutura fixa, de concreto armado, de fácil inspeção em relação a uma estrutura móvel, metálica ou de concreto protendido (como sugerido por arquitetos que não entendem nada de estruturas hidráulicas) com necessidade de inspeções periódicas e rigorosas aumenta em muito o risco de eventos CATASTRÓFICOS.
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      Comportas não são simplesmente “taubuilhas” que se coloca para não deixar a água do “pátio” entrar para dentro da “cozinha”, são estruturas que exigem não só estabilidade estrutural mas como também garantia de acionamento a qualquer momento, não podendo emperrar ou mesmo colapsar no meio da operação.
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      Há algum tempo houve um projeto arquitetônico que esteve próximo a ser implantado, e que eu mesmo fui um dos principais adversários na implantação do mesmo, que previa a substituição do muro da Mauá por lajes de concreto protendido que deveriam ficar deitadas e quando do aumento do nível do Rio Guaíba (é Rio pois se fosse lago não subiria 5 metros pelo aumento da vazão) deveriam ser levantadas e fixadas por mega-parafusos que ficariam guardados em determinado local (eram mais de 800 parafusões).
      Agora imagine o cenário. O Rio não tem cheia durante dez anos, quando começa a cheia, é necessário a utilização de guinchos para elevar uma a uma das chapas de concreto e fixá-las a pilares através dos parafusos.
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      Depois de dez anos de não uso das gruas, das lajes pré-fabricadas e dos parafusos, teríamos os seguintes cenários altamente prováveis.
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      i) As gruas estavam enferrujadas e não funcionam (ou foram emprestadas para outro local do estado.
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      ii) Algumas das lajes de concreto por defeito de fabricação, manutenção ou transporte, estavam fissuradas, e no momento que estivessem em carga romperiam.
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      iii) Dos 800 parafusões alguns foram levados para servir de peso para livros, ou foram empregados para outra finalidades (como segurar alguma coisa que estava caindo), ou simplesmente foram roubados. Não haveria na Casa dos Parafusos elementos para substituí-los, logo não se teria como fixar as lajes.
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      IV) Como as lajes seriam de concreto protendido (frágeis) com um impacto de um tronco de árvore, uma pequena embarcação que se soltou durante a cheia ou qualquer outro material flutuante de grande porte, romperia causando uma situação catastrófica no centro da cidade, o que se chama um “flash flood”, inundações que geralmente causam uma quantidade razoável de perda de vidas.
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      A única solução possível para o muro é retirá-lo completamente e deixar a cidade inundar aos poucos. Isto levaria ao prejuízo de centenas de milhões de dólares, mas pelo menos ninguém morreria, pois como a subida do nível é lenta daria tempo para e evacuação das áreas alagadas (depois quem ordenou a retirada do muro deveria pagar as indenizações, mas pelo menos ninguém morreria!).

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  9. É mais uma historia pra boi dormir em Poa.

    Nos anos 90 era com o metrô, falavam que a cidade não comportava por causa do terreno, idem para arranha céu.

    Que situação mais chata, alias, muita coisa no Brasil é assim, algumas podem ser verdade, outras são boatos criados, tem de tudo

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  10. OK. Mas e quem garante que as comportas e bombas integrantes do projeto ainda funcionam? Só manter o muro sem o resto dos equipamentos é burrice.

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