Inclusão do carvão mineral pode trazer mais de R$ 10 bilhões ao RS

Novidade nos leilões de energia foi confirmada pelo ministro Edison Lobão

A inclusão do carvão mineral nos leilões de energia A-5, anunciada nesta terça, em Brasília, gera a expectativa de investimentos de pelo menos R$ 7,5 bilhões no Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Elifas Simas, o setor está esperando a regulamentação da normativa para dar prosseguimento aos projetos. O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante audiência com o governador Tarso Genro.

Simas salientou que existem quatro projetos que podem concorrer com os outros tipos de energia, como a eólica, por exemplo. Dois deles, em Candiota, somam juntos US$ 3,850 bilhões. Cada um deles gerará mais de 700 megawatts. “E tem outros dois, um fornecendo para a CSM e outro em Cachoeira do Sul”, disse o presidente. “Existe também uma usina em Charqueadas (Jacuí), que não está ainda montada”, lembrou Simas.

Com 90% da reserva nacional, o Rio Grande do Sul é o maior fornecedor nacional. O Estado, de acordo com Simas, fornece o mineral para a CGTE (Candiota), São Jerônimo e um pouco para Santa Catarina, o problema maior é quanto ao CO2. Este gás, de acordo com Simas, não tem uma solução, ainda. Porém, salientou ele, haverá compensações em contrapartida ao uso deste. “Todos os investimentos terão que ser de forma sustentável”, disse o presidente da CRM. “A forma de energia terá que ser limpa”, afirmou.

O governador comemorou a notícia, considerando a notícia muito importante para a economia gaúcha. “Obviamente, temos de ter todos os cuidados ambientais”, acentuou. “Afinal, somos um dos maiores depósito de carvão para produção de energia térmica do país.”

Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual, Energia

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65 respostas

  1. Alguém consegue me explicar porque a última usina termelétrica a carvão a comercializar sua produção em um leilão A-5 fica localizada no Maranhã e importa carvão da Colômbia?

    Não vejo muito sentido nisto… mas enfim, meu conhecimento é fraco.

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    • Preço, localização, contratos…

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    • Até não sei se existe alguma variação entre tipos de carvão de acordo com sua procedência, mas pode ser também.

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      • Olha, quanto a existência de tipos de carvão, realmente existe, e o nosso é um dos piores.
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        Agora quanto a usina no Maranhão deve ser mais uma maracutaia do ex-homem mais rico do Brasil e atual maior perdedor na bolsa do Brasil, só no último ano, onde as geradoras independentes estão ganhando rios de dinheiro a MPX desvalorizou 38%.
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        Tudo que tem –X é dele, e seus negócios estão atualmente desmoronando, provavelmente esta usina foi construída com colaboração do eterno SirNey.

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    • Da mesma forma que o RS produzia charque e o governo brasileiro sobre taxava-o enquanto comprava do Uruguay e Argentina sem impostos, da mesma forma que nao se pode liquificar o carvao do RS e torna-lo em gasolina e diesel, da mesma forma que somente uns 4-5 estados podiam produzir ethanol e o RS tinha que comprar exclusivamente deles.

      O RS e’ o unico estado que tem que comprar as bugigangas de bixissima qualidade fabricadas no brasil, enquanto o resto do brasil pode comprar vinhos, por exemplo, que so’ o RS produz sem impostos ou impostos reduzidos de outros paises. Nao temos mais forca e gente comprometida com o estado. Lideranca fraca e vendilhona, ate’ a GERDAU vai embora do RS.

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  2. Felipe.
    Resposta ao item acima que cita
    http://en.wikipedia.org/wiki/Argo_(oceanography)#Data_results
    Felipe, se olhares com cuidado as referências citadas na parte referente a qualidade dos dados do projeto Argo, verás que aí há uma verdadeira confusão feita por um dos pesquisadores da NASA, Josh Willis, principalmente porque os dados do ARGO estavam contrariando uma curva de tendência que o mesmo havia feito através de observação de satélite.
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    A comparação é verdadeiramente estapafúrdia, Josh Willis, trabalhava com dados de um satélite que “lia” a temperatura dos oceanos, ele simplesmente compara estas medidas com os primeiros anos do projeto ARGO, e como não tinha argumentos, lança uma suspeição sobre o ARGO.
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    A grande diferença é que as suas medidas eram feitas feitas de radiação coletada pelos satélites ERBE e após CERES e enquanto a do projeto ARGO eram feitas por termômetros de alta precisão colocados em mais de 2000 flutuadores independentes entre si (atualmente são mais de 3000).
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    Se olhares também que como referências da crítica sobre os ARGO, verás que uma delas é um “press release” sem indicação nenhuma de artigo científico e também um simpósio da NASA que fala sobre o nível do oceano e não sobre o ARGO especificamente.
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    O que se pode dizer do ARGO é simplesmente que sua série de dados é relativamente curta, porém neste curto espaço de tempo a temperatura manteve-se estável.
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    Há um problema que poucos detectam, a winkipédia depende da opinião de quem coordena a página, logo acontece algumas coisas imprevisíveis neste meio.

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    • Rogério, não existe uma pessoa coordenando a página… eu ou tu podemos editá-la. Se tiveres fontes de artigos dando outra posição (que o oceano não esquentou) eu me proponho a editá-la.

      No momento não edito pois não parei para ver o ARGO ainda 😉

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  3. Como o assunto virou energia e me surpreendo que os adeptos dos ventiladores gigantes, também conhecidos como aerogeradores, ainda não entraram por aqui, vou colocar um link para quem gosta do assunto.
    http://www.noiseandhealth.org/article.asp?issn=1463-1741;year=2012;volume=14;issue=60;spage=237;epage=243;aulast=Nissenbaum

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  4. Finalmente lebraram do carvão.

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  5. Os bizantinos “contra-tudo-contra-todos” entram em polvorosa quando ficam sabendo de planos para melhorar a vida da populacao em geral…rsrsrsrsr. Ja falei varias vezes a respeito do carvao como sendo a melhor alternativa para o RS. POde-se tornar o carvao em gasolina, diesel e gas sintetico. Mas a visao deprimente e bizarra de nossos C-T-C-T nao permite o dom do discernimento. Querem cataventos e outros elefantes brancos, mas desde que seja chique, desde que as madames aprovem e os militantes de esquerda estejam a favor, nao interessa se funciona ou nao.

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    • Isso, vamos ficar rotulando e acusando uns aos outros em vez de apresentar argumentos. É o que melhor fazem reacionários.

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      • Vcs sao radicais em suas crencas. Nao ha nada que eu ou ninguem possa te dizer que te convensera. Prq tu nao quer acreditar, tu e outros estao cegos por pura ideologia. O simples fato de ser a UNICA riqueza mineral que temos em abundancia e que poderia melhorar a vida de MILHOES de pessoas no estado nao e’ ARGUMENTO suficiente A FAVOR??? Nao existe lanche de graca (there’s no free lunch) tudo tem um custo. Deveriam dar gracas a deus por terem algo ai que tenha valor, mas nao, la vem vcs com as foices nas maos, com raiva que a vida possa melhora para muitos no estado.

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  6. Como é que uma usina de carvão é sustentável? Teremos que esperar 300 milhões de anos até a nova deposição orgânica?

    Então admita que precisamos de energia e que não temos opção… isso aí tem cara, cheiro e gosto de green washing.

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    • Honestamente só não sei por que carvão. Sério, é a coisa ais poluente possível. Se é para usar termoelétrica que seja a gás ao menos.

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      • Felipe.
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        Quanto a preferência do gás em relação ao carvão sou completamente favorável, agora só um pequeno problema, não temos gás suficiente para a geração de energia! Faltam gaseodutos e outras instalações, a Petrobrás no ano passado já investiu 80 bilhões em diversas coisas, e mesmo assim não é o suficiente.

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      • Prq e’ a unica coisa que tem ai! que tal esta resposta? So’ nao entendo sua raiva em pessoas mais humildes terem electricidade tambem. E’ engracado esse povo, vcs podem ter elctricidade, mas os outros nao podem. Vcs podem ter casas ou apartamentos, mas deus nos livre se inventarem de remover uma favela, vcs saem as ruas com foice nas maos. Esta raiva na alma dos nossos “contra-tudo-contra-todos” chega a chocar, nao entendo porque tanta maldade contra sua propria populacao!!!

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        • Chutou a bola lá para o espaço…

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        • Phil, o que as pessoas humildes tem a ver? De onde veio isso de remoção de favelas? Tu está misturando tudo e saindo do assunto.

          Minha objeção à carvão é simplesmente por ser a forma de gerar energia mais poluente, e sua extração é um trabalho de alta periculosidade.

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        • Caro Pablo e Felipe, as pessoas humildes tem a ver sim. Não talvez diretamente com o que escreveu o Phil, mas sim em algo mais complexo.
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          A escolaridade do brasileiro. que está progredindo muito nas últimas décadas, está longe de atingir a padrões de escolaridade que existiam em países desenvolvidos há 50 anos (oito anos de escolaridade obrigatória, sem possibilidade de trabalhar antes que atingisse isto, era de 8 anos há 200 anos na Prússia!). devido a esta baixa escolaridade, devido a falta de técnicos de nível médio e superior, NÃO TEMOS CAPACIDADE NOS DIAS DE HOJE de montarmos uma indústria de ponta, de alta tecnologia, que utilizando matérias primas elaboradas em países nenos desenvolvidos (como o Brasil), produzirmos produtos industriais com BAIXO CONSUMO DE ENERGIA. Não adianta o governo por decreto dizer:
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          – Daqui por diante deixaremos de lado toda a produção eletro-intensiva.
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          Se isto fosse feito, exatamente os nossos operários estariam na rua no outro dia.
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          Não se formam centros de pesquisa do dia para o outro e não se consegue incorporar em indústria de ponta mais de 50% do operariado brasileiro, não é por um acaso que grandes montadoras e outras indústrias estão transferindo seus parques fabris da Europa e USA para os Brics, é porque nos seus países falta ÁGUA e ENERGIA para determinado tipo de produção. Logo até chegarmos lá ainda teremos no mínimo 30 a 50 anos de desenvolvimento da escolaridade para aí sim partirmos para indústrias economizadoras de energia.
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          Logo, não fornecer energia, significa não dar emprego para quem tem uma escolaridade mais baixa.

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        • Rogério, de maneira alguma estou diminuindo a importância da energia ou propondo a expulsão da indústria do alumínio (por exemplo). A questão apenas é como gerar essa energia.

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      • Nada disso! o que escrevi e’ pertinente sim. Vcs sao sempre contra projetos que beneficiariam as camadas mais pobres e ou a populacao em geral. Este tipo de “pensar” se revela em varios topicos; remocao de favelas, criacao de electricidade, carro vs bike ou bus, predios altos, matriz economica da cidade e ou estado…etc… Vcs acreditam nas baboseiras contra o carvao, prq vcs acham moderno e chique mas tambem prq para vcs, nao faz falta, vcs ligam a chave e voi-la, LUZ. Muitas outras pessoas no estado nao tem este luxo, ou tem, mas e’ tao caro que tem que ser racionado, e isto e’ um absurdo. Parece que melhorar de vida e’ um crime por ai!

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        • Phil, vais insistir em discutir as pessoas em vez de as idéias? Blz então, vai conversar com tua turma pois não vou gastar meu tempo.

          Mas só para comentar sobre o custo da luz, existe a tarifa social (que acho ótima) mas nossa luz é cara por motivos que vão muito além dessa questão. Até por que maior parte de nossa matriz é hidrelétrica, que é relativamente barata. Faz teu tema de casa.

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        • Fiquei curioso, como que a energia elétrica produzida pelo carvão beneficia em especial aos menos favorecidos?

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        • 1)Tornando a oferta maior, portanto podendo baratear,2) atravez de atracao de mais desenvolvimento e mais empregos em areas deprimidas. Algumas areas do estado carecem a oferta e por isso nao se desenvolvem, nao atraem investimentos ou nao se viabilizam por falta da dita cuja e ficam parados no tempo beneficiando os latifundiarios..rsrsrsrsrs que ironicamente os C-T-C-T dizem serem contra. Mas vai entender esta gente!

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        • Felipe e Minelli.
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          1. Tarifa social é para as pessoas terem luz em casa, e não para terem empregos.
          2. Leiam acima, produção de energia significa empregos para quem não tem formação.

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        • Phil, como eu já disse acima, a nossa tarifa é alta por muitos motivos, e não tenho informação de um deles ser escasses. Mas 30% de ICMS certamente encarece e muito.

          Rogério, eu estava apensar respondendo o Phil em relação a idéia dele que precisa gerar mais energia para barateá-la para os mais pobres. Não vejo nada que indique que isso seja o caso.

          Phil e Rogério, óbvio que vai gerar emprego. Se fizerem uma hidrelétrica lá (por exemplo) também vai gerar emprego. Esse argumento de “gerar emprego” parece bom mas é o tipo de argumento curinga: pode ser usado para criar uma indústria extremamente poluente, permitir as carroças de tração animal, acabar com a CLT, diminuir impostos para os ricos, a lista é interminável.

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  7. Oba! Vamos ganhar dinheiro, ou pelo menos algum gaúcho vai ganhar dinheiro, com a destruição do planeta! Uhu!

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    • Caro Macelo.
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      Sei da tua preocupação sobre o aumento do CO2 na atmosfera e a influência que dizem ter este gás no chamado Aquecimento Global Antropogênico (AGA). Só para dar uma diretiva de quanto é falho o conhecimento do homem nesta área e quanto se fala a partir de conceitos que não são totalmente credíveis, vou mostrar dois artigos que saíram neste último mês nas maiores revistas científicas do mundo, a Nature e a Science que invertem posições basilares de toda a teoria do AGA.
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      Como deves saber a maior fonte de captura de carbono não está nas florestas, mas sim no mar através dos Plânctons, estes até pouco tempo pensava-se que sua capacidade de capturar carbono era invariável, isto era tido como uma lei imutável, entretanto dois artigos baseados em dados e não em especulações mostram que não é bem assim. O primeiro artigo foi publicado na Science (Seasonality in Ocean Microbial Communities) e o Segundo publicado na Nature Geoscience (Strong latitudinal patterns in the elemental ratios of marine plankton and organic matter).
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      Podes ter acesso a uma boa síntese desses dois artigos em:
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      http://www.sciencedaily.com/releases/2012/02/120209144003.htm -.
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      http://www.sciencedaily.com/releases/2013/03/130317154758.htm – Ocean Plankton Sponge Up Nearly Twice the Carbon Currently Assumed
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      Pois bem, o que dizem estes artigos? O primeiro mostra que o aumento da temperatura dos mares, pode levar ao aumento da captura de carbono de forma a diminuir a concentração do mesmo na atmosfera. Ele chama a atenção que quase a metade da fotossíntese do mundo é feita pelos plânctons e que o processo de acumulação de carbono nos mares é infinitamente maior do que em terra (o volume acumulado de captura de carbono na massa vegetal terrestre que demora 15 anos para ser realizado, no mar pode ser realizado em 6 dias). Como o autor, através do seu trabalho não ignora que a estratificação produzida por um aquecimento marinho inibe alguns efeitos que provocam a captura de carbono, entretanto ele descobre outros que trabalham exatamente no sentido contrário. Ele cita como exemplo disto a rápida autolimpeza que ocorreu no Golfo do México a partir do incidente do vazamento de petróleo.
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      O segundo artigo é mais instigante ainda, ele por extensas campanhas de campo, verifica que uma famosa lei postulada em 1934 por Alfred Redfield, que impunha uma proporção única entre carbono, nitrogênio e fósforo (106:16:1), impedindo o aumento da captura de carbono quando não houvesse nitrogênio e fósforo disponível, está errada. Ele verificou que nos oceanos tropicais (logo os mais quentes) esta proporção muda para (195:28:1) quase que duplicando a capacidade natural de captura de carbono pelos oceanos mais aquecidos com o aumento da temperatura.
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      Poderia levantar mais uma série de trabalhos que estão ponto a ponto desmistificando a teoria do AGA, mas vou ficar nestes, pois eles atacam alguns dos pilares básicos desta teoria através de medidas e não de suposições.
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      Conclusão: Se nas usinas de geração de carvão for evitado à emissão de particulados para atmosfera (estes provados cientificamente como agentes poluidores e extremamente nocivos a saúde), podemos gerar energia com nosso carvão sem maiores preocupações.

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      • Rogério, eu ia comentar exatamente isso, que além do gás carbônico emitido na queima do carvão (como tu muito bem citaste), ocorre a liberação de diferentes tipos de material particulado (MP),o que é extremamente preocupante tanto no contexto ambiental quanto ocupacional, por carregarem diversos outros compostos químicos, oriundos principalmente da poluição do ar, que podem causar danos à saúde uma vez absorvidos pelos pulmões por períodos prolongados.

        Se as usinas forem capazes de filtrar a emissão de material particulado para o ar durante a produção de energia – porém não sei quão eficiente é essa remoção de MP da fumaça liberada pelas nossas usinas – não haveria riscos à saúde. Isso não exclui obviamente o investimento em outras formas de energia, como a eólica mencionada na matéria, já que o carvão é um recurso finito. .

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      • Rogério, mesmo se descartarmos completamente o aquecimento global (endossado por 99% dos cientistas), uma usina de carvão ainda é altamente poluente e insustentável.

        Sou natural de Bagé, perto de onde está a usina de Candiota. Na fronteira do Uruguai com o Brasil há grave problema de chuva ácida por causa da poluição emitida pela usina. Os filtros instalados não são eficientes. Os empregos que afirmaram que seriam gerados com a ampliação da usina foram ocupados todos por chineses, que trabalham de forma ilegal. Quase ninguém da região foi contratado para trabalhar lá.

        Além disso a extração de carvão, como qualquer mineral, possui grande impacto ambiental e não é sustentável, visto que o carvão leva milhões de anos para se formar.

        Some-se a tudo isso o fato de não precisarmos de mais energia. Temos energia de sobre que é desperdiçada pela má educação da população, empresas esbanjadoras que usam energia subsidiada pelo governo e uma administração altamente ineficiente por parte do governo.

        A energia que o Brasil produz atualmente dá e sobra para todos habitantes do Brasil. É só uma questão de acertarmos nossas prioridades e criarmos uma tarifa progressiva, que fica mais cara para quem gasta mais energia.

        Mais uma vez, são ações voltadas para os grandes empresários, mineradores, empreiteiras, etc. Só eles que têm a ganhar com coisas desse tipo.

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      • Bem, eu queria mencionar o que já foi dito acima, que os problemas ambientais vão muito além destes que citaste. Inclusive mineração de carvão é uma atividade que mata muita gente por ano em acidentes. Muito mais do que os grandes males gerados pela energia nuclear. Mas gostaria de comentar uma frase tua:

        “o aumento da temperatura dos mares, pode levar ao aumento da captura de carbono de forma a diminuir a concentração do mesmo na atmosfera”.

        Pois então, o aumento da temperatura do oceano não significa a destruição do ecosistema marinho?

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        • Sério, só isso de resposta? É bem sabido que apesar de estimular algumas espécies (como citaste acima) ela simplesmente impossibilita a sobrevivência de outras.

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        • Não há dúvida que o aumento de temperatura modifica o ecossistema marinho. Se essa modificação é benéfica ou não, ou se essa modificação levará para uma região estável ou instável é pura especulação.

          Uma coisa pode-se afirmar sem dúvida. Ecossistemas são coisas complicadas e sensíveis. Temos que tomar cuidado.

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        • O que me mata é este famoso “é bem sabido”. A grande parte dos estudos científicos, não alegações de ONGs que estão atrás da grana dos colaboradores voluntários e dos governos, mostram que dentro de um provável aquecimento a imensa maioria das espécies se adaptam.
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          Agora se queres saber na realidade qual a situação dos mares nos últimos anos procura dados do projeto ARGO, podes instalar no teu computador o chamado “Global Argo Marine Atlas” em que poderás conseguir a temperatura dos mares desde Janeiro de 2004 até março de 2012 em qualquer ponto do mundo. Este projeto é um projeto multinacional em que dezenas de países participam com mais de 2000 boias que permanentemente medem a temperatura e salinidade de 0m a -2000m.
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          Pois bem, se olhares os dados deste projeto internacional (iniciado com o fim de levantar o aquecimento dos mares, e está verificando a estabilidade dos mesmo), devido ao grande número de países participantes, devido a precisão de seus sensores, simplesmente é atualmente a única fonte confiável sobre a variação dessas propriedades nos nossos Oceanos.
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          O acesso é livre, só que o programa e o banco de dados é ENORME.

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        • Rogério, até procurei pelo “Global Argo Marine Atlas”, mas honestamente é informação demais para mim. Mas não estou te entendendo, queres dizer que não está sendo observado aumento de temperatura? Entendi ali em cima que estavas dizendo que o aumento seria bom. Estou confuso.

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        • Pablo:
          Exatamente o que entendeste, só que em duas partes:
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          1º) De janeiro de 2004 até março de 2012, não há variação significativa da temperatura média dos mares, somente em anos de el niño se nota aumentos de no máximo 0,06ºC em relação a média, como não foram disponbilizados os dados completos para o ano passado (até dezembro) talvez se note inclusive um resfriamento significativo de 0m até 1900m (tinha dito errado, não é 2000m), na média.
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          2º) Se houver (assumindo que possa ocorrer – uma hipótese) os plânctons poderão aumentar o consumo de CO2 (uma constatação).
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          Quanto ao Marine Atlas, se baixares terás uma surpresa, ele tem uma janela extremamente simples de se trabalhar.

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        • Rogério, li mais sobre o Argo, e achei isso:

          http://en.wikipedia.org/wiki/Argo_(oceanography)#Data_results

          Pois é, havia problema nas leituras. De repente apareceu um aquecimento dos oceanos. Seguindo o raciocínio, ok, acredito que aumentará a quantidade de plankton e talvez isso reduza (mas não elimine) a mudança climática.

          O que parece não haver nenhuma polêmica no meio científico é que isso vai sim afetar os animais, principalmente os mamíferos.

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    • Começa a ajudar Marcelo e pede para desligar a luz da tua residência.

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      • Sempre um comentário ignorante…

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        • Felipe, concordo e digo mais, sem a mínima qualidade. Quem não tem nada a acrescentar, deveria ler mais, se informar mais para depois criticar.

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        • Um intolerante chamando alguém de ignorante, parece até piada.

          Ademais, ignorância é achar que o Brasil pode se dar o luxo de não expandir a sua matriz enérgetica, mesmo que usando carvão. Ou acha que a eletricidade que tu usa vem de mágica, energia da natureza ou de “boaax vibraçõex”?

          O país tem que crescer, e para isso demanda-se energia, muita energia. Me diga, se não pode se construir mais hidroelétricas (por questões ambientais), qual a outra forma VIÀVEL de técnologia que o Brasil dispõe? Que tal uma usina nuclear no Guaíba? Guaíba 1, Guaíba 2 e Guaíba 3, para ficar no padrão de Angra. Posso até ver a turba ambientalista ir a loucura se fosse anunciado um investimento desses.

          Então meu amigo, antes de chamar alguém de ignorante, pense muito bem no que tu diz, pois ignorante é quem acha que é fácil criar formas viáveis de criar energia eletrica.

          Passar bem.

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        • Uma coisa o Adrino tem: consistencia. Até ao fingir que responde trola com “usina nuclear no guaíba”. Trollmaster.

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        • Mas se quiser aula de tolerância, veja eu e o Rogério debatendo sem ofensas pessoais. Não te parece interessante?

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        • Gilberto, imagino que o que importa então é não usar estas palavras, por que a única coisa que o Adriano faz é avaliar os outros (eu respondi no mesmo nível de propósito). Mas ele não usa essas palavras, realmente.

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        • Eu avalio, mas tu que me intitulou de ignorante. Coerência, a gente vê por aí.

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        • Felipe e Adriano.
          Nem é a questão de ser ou não isto ou aquilo, o problema é que com esta discussão boba dos dois é que fica uma chato para os outros.
          Menos!

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    • Caros Marcelo e Guilherme.
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      Quanto a questão de particulados, no que inclui resíduos de enxofre que causam chuva ácida, devemos ser completamente intransigentes.
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      A presença de particulados na atmosfera não é uma questão que conduza a alguma dúvida científica quanto a seu malefício não só a vida humana mas como a vida de animais de domesticados ou selvagens.
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      Agora HÁ TECNOLOGIA que impeça a emissão deste tipo de agente poluidor, tecnologia que é cara, mas mesmo cara, não tira a competitividade do carvão como fonte de energia, porém, se não for MONITORADAS as emissões destas chaminés não adianta nada colocar nas exigências dos editais a eliminação destes. Logo, deve-se ter não só normas rigorosas sobre este assunto, normas que existem em outros países, até nas novas instalações que estão sendo executadas na China.
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      Agora, Marcelo, quanto ao endosso de 99% dos cientistas a dadas teorias, estás fazendo uma confusão, há uma imensa maioria de cientistas que endossam a CONSTATAÇÃO da VARIABILIDADE CLIMÁTICA, porém não existe esta mesma unanimidade quanto ao que conduz este aumento de temperatura como sendo o CO2, se acompanhares a bibliografia científica dos últimos anos verás que isto não existe. Sabe-se que a temperatura global aumentou, não se sabe direito quanto é causada pelo aquecimento das grandes cidades, nem de efeitos naturais. O que se sabe, por exemplo, que há uma ligação histórica entre CO2 e temperatura, ligação esta constatada através de MILHÕES de anos, mas atribuir esta a ação do homem é algo completamente absurdo pois isto ocorria antes mesmo de existirem mamíferos.
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      Outra coisa, quanto a vinda de chineses para trabalharem nestas instalações, há dois fatores, primeiro é devido a fatores de economia que são completamente ilegais e segundo, e que não é citado por muitos, é a total e completa falta de mão de obra especializada na região, no estado e no país. Estamos com uma carência completa de técnicos não só na região em que são colocadas estas usinas, mas também outras regiões onde o estado do Rio Grande do Sul está se desenvolvendo, por exemplo o polo naval.
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      Vocês hão de convir que a formação de mecânicos, soldadores, operadores de máquinas e outras, não é o forte da região da campanha. Durante anos as únicas Universidades e Faculdades isoladas se dedicaram a formar bacharéis das mais diversas linhas, e para operar usinas e minas de carvão parece que esta não é a formação desejada.
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      Quanto a propalada sobra de energia no Brasil é uma verdadeira falácia que não resiste a um estudo científico, se confunde perdas na distribuição devido às dimensões do país, com perdas devido ao desperdício. Muitas vezes vejo comparações absurdas de perdas em países europeus com o Brasil, esquecem (ou simplesmente omitem propositalmente que alega isto) que países como a Alemanha, França ou outros, a distância entre a produção de energia, geralmente feita por usinas termonucleares e o ponto de consumo é praticamente 1/10 das distâncias no Brasil. Várias indústrias não são instaladas pois as concessionárias não garantirem o suprimento.
      .
      Também há outro erro nesta última afirmação, pegarmos a energia gerada e dividirmos pela população brasileira é um erro, devido nosso estágio de desenvolvimento tecnológico atrasado, não podemos comparar o consumo industrial do nosso país com o consumo industrial de países em que o valor agregado dos produtos é muito maior.

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      • Mas essa tecnologia será usada em Candiota, para despoluir?

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      • Não entendi a frase… você afirma que o aumento da concentração de CO2 na atmosfera não é resultado da ação humana?

        O que dizer disso?

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        • Pablo, é simples, se há 500.000 anos ou mais houveram aumentos da quantidade de CO2, que ultrapassam em muito as concentrações que ocorrem hoje em dia. Se queres olhar figuras da Wikipédia olhe a seguinte:

          Quanto a figura que mostras ela advém de uma reconstituição em núcleos de gelo (Climate and atmospheric history of the past 420,000 years from the Vostok ice core, Antarctica, Petit et al. 1999 Nature), tendo este estudo um pequeno problema que pode ser perfeitamente constatado nos suplementos do mesmo artigo, a onde estão os dados originais –

          http://www.nature.com/nature/journal/v399/n6735/extref/nature399429-s1.pdf).

          Os dados colhidos neste estudo (Petit et al. 1999), para 100.000 anos são dados que representam uma média de 300 a 500 anos, não valores máximos dos picos de curta duração (~100 anos), logo como são médias não são comparáveis os valores atuais.

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        • Rogério, demorei para entender esse gráfico… quanto mais para a direita mais antigo é. Mas perceba que esse pico de CO2 que ocorreu à 500 milhões de anos ocorreu em uma época que nem havia plantas terrestres ainda. Não sei se é correto dizer que a variação de CO2 que encontramos hoje é “natural” baseado em uma época que recém havia vida multicelular.

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  8. Excelente notícia!

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