Inclusão do carvão mineral pode trazer mais de R$ 10 bilhões ao RS

Novidade nos leilões de energia foi confirmada pelo ministro Edison Lobão

A inclusão do carvão mineral nos leilões de energia A-5, anunciada nesta terça, em Brasília, gera a expectativa de investimentos de pelo menos R$ 7,5 bilhões no Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da Companhia Riograndense de Mineração (CRM), Elifas Simas, o setor está esperando a regulamentação da normativa para dar prosseguimento aos projetos. O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante audiência com o governador Tarso Genro.

Simas salientou que existem quatro projetos que podem concorrer com os outros tipos de energia, como a eólica, por exemplo. Dois deles, em Candiota, somam juntos US$ 3,850 bilhões. Cada um deles gerará mais de 700 megawatts. “E tem outros dois, um fornecendo para a CSM e outro em Cachoeira do Sul”, disse o presidente. “Existe também uma usina em Charqueadas (Jacuí), que não está ainda montada”, lembrou Simas.

Com 90% da reserva nacional, o Rio Grande do Sul é o maior fornecedor nacional. O Estado, de acordo com Simas, fornece o mineral para a CGTE (Candiota), São Jerônimo e um pouco para Santa Catarina, o problema maior é quanto ao CO2. Este gás, de acordo com Simas, não tem uma solução, ainda. Porém, salientou ele, haverá compensações em contrapartida ao uso deste. “Todos os investimentos terão que ser de forma sustentável”, disse o presidente da CRM. “A forma de energia terá que ser limpa”, afirmou.

O governador comemorou a notícia, considerando a notícia muito importante para a economia gaúcha. “Obviamente, temos de ter todos os cuidados ambientais”, acentuou. “Afinal, somos um dos maiores depósito de carvão para produção de energia térmica do país.”

Correio do Povo



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