Manifestação em frente à ATP pede redução da passagem e bloqueia Protásio

Protesto por tarifa de R$ 2,60 bloqueia avenida Protásio Alves

Por volta das 18h desta quinta-feira, manifestantes se reuniram em frente ao auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção, para pedir redução maior do valor da passagem de ônibus em Porto Alegre. O protesto, organizado através das redes sociais, deixou o local cerca de uma hora e meia depois e seguiu em caminhada pela avenida Protásio Alves.

O destino do grupo seria a sede da Associação Empresas Transporte de Passageiros de Porto Alegre (ATP), que fica na Protásio, entre a avenida Carlos Gomes e a rua Cristiano Fischer. O trânsito está bloqueado na região, no sentido Centro-bairro. A reivindicação faz parte de uma série de protestos contra a tarifa de transporte público na Capital, que é de R$ 2,85. Os estudantes pedem que o valor seja reduzido para R$ 2,60.

O movimento ainda pede que a revisão das isenções seja suspensa, além de passe livre para desempregados e estudantes. Nos protestos anteriores, milhares de estudantes se reuniram em frente ao Paço Municipal e caminharam pelas ruas centrais da Capital em protesto contra a tarifa de R$ 3,05, que vigorou por 11 dias.

Na semana passada, uma liminar, protocolada pelos vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchiona (Psol) , determinou que a tarifa voltasse ao valor de R$ 2,85. A decisão para suspender o aumento foi sancionado pelo juiz Hilbert Maximiliano Akihito Obara, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central. Segundo o parecer do magistrado, “é discutível a necessidade de reajuste da passagem. Percebe-se não haver sustentação para o aumento tarifário pretendido pelos réus”.

Antes da liminar, o reajuste da passagem havia sido motivo de vários protestos na Capital. Em uma delas, cerca de 4 mil participantes percorreram as ruas do Centro. Na anterior, após confusão, diversas vidraças da prefeitura foram quebradas e a porta danificada.

Com informações do repórter Cristiano Soares

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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27 respostas

  1. Resposta ao Pedro.
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    Pedro.
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    Temos e devemos respeitar os comentários de todos por mais abjetos que pareçam ser, vou justificar o porquê que penso assim.
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    As pessoas que aqui comentam antes de tudo estão aceitando a prática democrática, estão colocando os seus comentários e sabem que poderão e receberão críticas, logo estão se sujeitando a elas, pode-se concluir com isto que estão de certa forma a ensinar e apreender ao mesmo tempo.
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    Este espírito de aceitar a prática democrática para mim é o início de tudo, vivemos longos anos em que ninguém tinha voz e vez, e após este período passamos por um longo período que o hedonismo era incentivado e cultivado, mostrando como solução de tudo a saída individual.
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    Hoje todos estão percebendo que o trânsito é o exemplo da falência da saída individual, não adiante termos o nosso carro se todos procurarem utilizar carros particulares num sistema viário que foi estruturado no início do século XX. Erros como este não são feitos somente em países como o Brasil, desde os Estados Unidos, a Europa e o próprio Vietnam estão no mesmo dilema, ou se faz um sistema coletivo de transporte que sirvam a todos reservando os carros particulares para passeios e viagens ou não há solução.
    Isto é uma consciência que não se cria de um dia para o outro, principalmente com a imprensa que temos, mas em sites como este e milhares de outros é que se descobre o contraditório e as diversas opiniões, todos aprendem, inclusive você!

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  2. Olhem só esse vídeo!

    http://videos.clicrbs.com.br/rs/gaucha/video/radio-gaucha/2013/04/18433/

    É impressionante! Parece que toda a raiva acumulada de muitos anos de ingerência do transporte público de Porto Alegre explodiu exatamente no prédio da ATP.

    Isso vai se tornar como no Chile, Egito ou Grécia.

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    • Pablo.
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      Achas que a ATP está de bracinhos cruzados esperando que as suas capitanias hereditárias sejam extintas.
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      Se os manifestantes colocam faixas dizendo a “Máfia do Transporte”, eles estão considerando a organização que eles estão contrapondo como uma “organização” e “criminosa”, com o amadorismo que eles estão levando as coisas (os organizadores da manifestação), podes ficar certo, a ATP pode fazer jus ao apelido que estão lhe colocando.
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      Este tal de “o povo unido, jamais será vencido” já escutei umas quinhentas vezes, e todas terminando no “o pavo unido foi vencido”.

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      • Rogério, que bom que você não duvida da inteligência das pessoas (no caso ATP).

        Eu, por outro lado não duvido da ignorância das pessoas. Veja o momento crítico que estamos e ainda surgem declarações absurdas da ATP, Fortunati, Capellari, Busatto… Eles ainda acreditam que é um grupo de algum partido ou meia dúzia de baderneiros. Ainda não caiu a ficha que há muito descontentamento e esses protestos é apenas o elo mais frágil da corrente.

        As administrações estão tão perdidas que tentam revidar, coagir, fazer declarações absurdas, comparar com o feijão ou sei lá o que. Qualquer pessoa com o mínimo de percepção baixaria a bola e deixaria os ânimos se acalmarem antes de fazer qualquer coisa.

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      • Pablo.
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        Vi uma geração inteira de idealistas, que partiram de peito aberto para o confronto com forças sinistras, achavam que por estarem com a razão a massa os seguiria até onde fosse necessário e nada os impediria, o que ocorreu todos sabem.
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        Guardado as devidas proporções (não estamos nem perto do que houve na década de 60, estamos a anos luz da situação da época), o movimento sem organização dos pessoal lutando pela causa justa do preço da passagem, está ocorrendo nos mesmos erros do que muitos do passado (guardada as devidas proporções, insisto).
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        Querem fazer um movimento pacífico, que o façam, mas façam bem feito de forma que não o estraguem. O que mais querem aqueles que estão contra o movimento é o tumulto, afastam a maior parte dos participantes e as lideranças ficam alvos fáceis para a repressão.
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        Olha é simples, não é através da força que se vai ganhar a diminuição da passagem, logo se não é desta forma, vamos manifestarmos pacificamente. Agora sem organização é uma grande irresponsabilidade, os DCEs as outras organizações que participam tem que formar um fórum bem eclético, com todas as tendências possíveis, para acabar com a distorção do movimento. Agora para isto tem que ter firmeza, tem que ter organização e tem que ter cabeça, se não vão perder tudo.
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        Agora, a única coisa que é certa, que interesses de milhões de reais por mês não vão ser deixados ao lado sem nenhuma reação, ela vêm, na próxima semana, no próximo mês, não sei , mas certamente vêm.

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    • O irônico desse vídeo e um cara discurssando em construir um movimento democrático, enquanto depredam o patrimônio de outros. Bem democrático!

      Vão construir a “democracia” de vocês em Cuba, na Coreia do Norte ou na PQP.

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  3. Achas que o pessoal da ATP não pode com uma graninha contratar meia dúzia de baderneiros para desqualificar a manifestação?
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    O pessoal que lidera este movimento não tem a mínima experiência em manifestações de massa, e por isto não passa pela cabeça dos mesmos que suas manifestações podem estar infiltradas por uma dezena de pessoas contratadas para criar fatos e desqualificar tudo, até aquela primeira fila que aparece na foto do Correio com pessoas de rosto coberto deveria ser impedido pela organização.
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    Eu nasci em 1953, e já vi como se tumultua processos de manifestação pacífica, algo muito comum em todo o mundo. A organização deveria tomar cuidado com a infiltração e solicitarem a própria Brigada Militar escolta para coibir abusos, mas são tão patetas que não pensam nisto, acham que são espontâneos e pacíficos (tudo paz e amor), e por serem assim todos serão.
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    Em outros tempos vi pessoas irem armadas para as manifestações e causarem maiores tumultos, quando se investigou se verificou que eram infiltrados! Se não tomarem uma providência vai acontecer isto, podem tomar nota mas isto se não for organizado por pessoas que pensem vai dar uma m.e.r.d.a..

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  4. passagem 2,60 inseções, passes livres, qualidade no transporte….tudo isso seria muito bom, mas acho que também é querer demais, sendo realista

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  5. Eles fizeram, funcionou, agora ninguem vai parar eles

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  6. Esses retardados vão fazer a passagem voltar pra R$3,05…

    … a propósito, falando em manifestações: viram a que teve no Chile pedindo mais educação? Uma foto da polícia deles com escudos se defendendo dum fogaréu!

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  7. Os “manifestantes” picharam vários prédios e casas por onde passaram. Os vidros da fachada do Banrisul na Av. Protásio Alves (em frente a Igreja São Sebastião) estavam cobertos de pichação. Também quebraram uma placa do Itau que fica ao lado. Vários muros, portas de loja e prédios residencias foram pichados. Tirei algumas fotos, posso enviar para o blog.

    A cidade está imunda! Apoio as manifestações, mas pichar é demais, é crime! E até onde eu sei, um spray de tinta não é barato…

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    • Agradeço se mandar-nos as fotos. Pode enviar para o blog@portoimagem.com
      Abraço!

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    • Gabriel

      Concordo que algumas atitutes são demais, mas não pertencem a manifestação, são um grupo de pessoas que tem outros ideais, peço que se informem, a quem interessar, sobre os anarquistas, suas práticas são um tanto quanto divergentes do que realmente sentem até, ou deveriam sentir, o lado anárquico nem sempre é condizente com o que eles mesmos, ou sua ideologia, almejam. A depredação acontece para atingir o sistema, para anular sua força e mostrar, em minhas palavras, que não vale nada ter matéria se não tiver ação válida, do que adianta uma placa enorme de uma empresa na rua atrapalhando sua passagem ou poluindo sua visão? do que “se vale” ter muro alto e liso em frente a um terreno vazio? ali poderia ter arte, ter questionamentos, ter vida além do vazio (muitos são feitos pela via da pichação, não é um apoio ao vandalismo – que é outra coisa bem diferente) .

      Os muros da cidade podem estar fora do padrão de estética de alguns (talvez muitos, mas não existe um padrão de estética absolutamente real) mas para outros tantos, para os que se param para refletir acerca do que está escrito nas frases escritas, é um “drops” de vida, um novo questionamento a fazer a si mesmo, um novo desafio intelectual às vezes , é “levantar-se para buscar a latinha na geladeira em vez de pedir para alguém buscar e enxergar o que mais tem na sua geladeira além de latinhas de cerveja”.

      Pichar é crime pq? Além disso se precisa ver o que exatamente é considerado crime.

      Com percebemos em vários videos e fotos postadas na internet, TV e jornais físicos, a imprensa dá ibope para o lado negativo dos protestos, isso revela o quão bitolada e mantenedora do conservadorismo e das práticas da velha política é a imprensa brasileira, além de ser dependente e, inacreditavelmente, conivente com os próprios poderes que a detém. Onde está a imprensa questionadora, denunciante a favor da população, que mostra o povo para o povo em vez da visão que detentores de poder tem do povo para o povo alienado que não sabe distinguir grupos e situações? Onde está a imprensa formadora de questionamentos em vez de opinião?

      Acredito na boa intenção das pessoas, mas até as boas intenções são manipuladoras e manipuláveis, gosto deste blog, mesmo em algumas ocasiões odiar algumas reportagens e principalmente alguns comentários.

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      • Gustavo***
        errei ao escrever o nome.

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      • Pedro.
        .
        Se fossem anarquistas de verdade até pichariam o banco Itaú, mas não o Banrisul. O movimento anarquista, típico do século XIX e início do século XX, podia ser milhões de vezes mais violento do que pichar um muro, porém os alvos eram bem definidos e partiam de uma base ideológica firme. Logo não podemos confundir o movimento anarquista com o que está havendo, a base ideológica não é a mesma.
        .
        Quanto o restante dos teus comentários, chamo a atenção, o que estaria esperando da grande imprensa? Que abrissem os braços e acolhessem os inimigos de seus amigos?
        .
        Podes até odiar alguns comentários, porém se deixar manipular é no mínimo infantilidade.

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        • Sim, concordo contigo, em partes, me refiro a estas confusões de grupos e ideologias que as pessoas nao distinguem na multidão. As confusões da ideologia do anarquismo, provenientes das ações anarquistas do sec XIX tbm podem ser apontadas, comparando com o intuito anarquista toda violência é contraditória.

          Não espero nada da “grande imprensa” espero das pessoas que a fazem, não espero nada do modelo comprado por muitos e vendido como verdadeiro e absoluto, espero a reflexão sobre as ações e consequências das suas divulgações.

          Como disse, é parte entre outras q “odeio” e acredito que não me manipulam, assim tão levianamente, os comentários pelos quais sinto asco, como parte do processo de aprendizagem, relevo o sentimento e procuro a compreensão do que se trata sob a perspectiva de quem escreve/fala para aí então tomar alguma decisão de apoio ou repúdio, entre outros pensamentos, é nesse aspecto que percebo que muitas pessoas pecam.

          Quem sai criticando ações populares e apoiando o governo pelo simples fato de que aquilo que aqueles fazem possa parecer “baderna” e que o imposto por esses é absoluto e irrefutável, me surpreende negativamente, visto que, apesar da minha crença de que as pessoas buscam ser felizes e desejam o mesmo para os seus, não percebem o quanto estão submersas em uma realidade imposta que nem ao menos lhes pertencem, em muitos casos.

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        • Pedro, resposta mais abaixo.

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  8. ERRATA:
    não são apenas os estudantes que foram atingidos pela tarifa de R$3,05, e não foram estudantes que participam das manifestações, foram habitantes de POA, estudantes que tbm são trabalhadores, estudantes que não trabalham, trabalhadores que não estudam, pais, mães, filh@s, empresários, professores, acredito que um equívoco ocorreu em “Os estudantes pedem que o valor seja reduzido para R$ 2,60” -Quem sai às ruas é quem pede, quem não é alienado e coagido é quem pede – e outro equívoco em “Nos protestos anteriores, milhares de estudantes se reuniram em frente ao Paço Municipal ”

    ERRATA 02:
    Em “Na anterior, após confusão, diversas vidraças da prefeitura foram quebradas e a porta danificada” não foi relatado o que aconteceu para que as vidraças fossem quebradas e a porta danificada, nem mencionaram qual grupo fez isso. Não foi uma ação da manifestação, em si. Foi um fato isolado fruto da indignação e reação por parte de um pequeno grupo dentro do grande grupo que agiu dessa forma frente a maneira como alguns manifestantes foram tratados pela polícia. Acho uma pena que a reportagem em vez de relatar a maneria pacífica e organizada que perdurou, e perdura, durante as manifestações, tenha abordado um ato passível de crítica afirmando e propagando um pensamento negativo quanto às manifestações e ações de quem quer o melhor para todos, que pensa na coletividade, que reflete sobre as questões e denúncia e critica a falsa moralidade e ilegalidade. É uma pena.
    É apenas um pequena e última frase, mas contribui muito (principalmente por estar no final do texto) para que seja lembrada e propagada como verdade absoluta, enquanto não é.

    No mais, parabéns ao blog por cobrir a manifestação.

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    • Pedro.
      .
      A tua ERRATA está excelente, pois no primeiro ponto vai direto na questão. Lá por volta de 1950, quando a cabeça dos homens públicos e alguns jornalistas está fixada, estudantes eram membros das chamadas “elites” portalegrenses (boto entre parênteses, pois de elite não havia nada), ou seja, quem chegava ao segundo grau devia ser pelo menos filho de uma classe média abastada para a época (tínhamos algumas exceções que só servem para confirmar a regra), e quem chegava a Universidade eram os filhos das famílias abastadas (ricas, com tutu, dinheiro, grana).
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      Hoje em dia, graças a diversos fatores políticos e de desenvolvimento, as pessoas da classe operária completam (não todos, infelizmente) o segundo grau, e alguns chegam ao nível superior.
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      O discurso empregado por muitos (políticos e imprensa), trata os estudantes como fossem os de 1950 e não se dão conta que estamos em 2013 e a realidade já mudou. Hoje até as pessoas que se dedicam a empregos domésticos, lutam nos EJAs, e não tão J, para tirar seu diploma de segundo grau, e seus filhos através do ProUni ou sistema de cotas (só em Porto Alegre são 1258 bolsas) milhares desses estudantes, que são vistos por muitos como uma espécie de filhinhos de papai, estudam em boas Instituições Privadas, como a PUC-RS.
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      Pois estes estudantes, que são olhados com desprezo, a passagem 0,15 ou 0,10 a mais por dia faz diferença (multipliquem por dois e somem uma passagem até o resto da região metropolitana) no orçamento.
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      O que podemos dizer para estas pessoas, DOBREM A LÍNGUA ANTES DE FALAREM DO ESTUDANTES, pois muitos desses estudantes da PUC e de outras Universidades, além de se sustentarem estão pagando a passagem com os seus salários.
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      Uma pequena informação para muitos que falam mal dos estudantes do ProUni, ouvi em palavras textuais de um dos diretores de uma licenciatura da PUC-RS, que os alunos do ProUni estão LEVANTANDO O NÍVEL DAS LICENCIATURAS, pois estão estudando e dando o mais que podem (e podem muito) para aproveitar a chance.

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  9. Acho que agora é a população que está usando a técnica do bode na sala… Agora que ver a ATP dizendo “2,85 está muito bom” Hahahaha

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