Ampliação da pista do Salgado Filho está prevista para 2015

Imagem: Google Earth

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O vereador João Carlos Nedel (PP), presidente da Frente Parlamentar do Turismo de Porto Alegre (Frentur), reuniu-se com o diretor de obras da Infraero, Jaime Henrique Caldas Parreira, nesta quarta-feira (10/4), em Brasília, para reforçar o interesse e o desejo das instituições ligadas ao turismo, no sentido de que seja dado curso imediato ao processo de ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

O diretor de obras da Infraero, Jaime Henrique Caldas Parreira, fez uma apresentação sobre o encaminhamento atual do processo de ampliação da pista e assegurou que foram superados todos os obstáculos existentes. A pista será ampliada em 920 metros, possibilitando um aumento no transporte de cargas. “O edital deverá ser publicado em julho ou agosto deste ano, e a conclusão da obra está prevista para o primeiro trimestre de 2015”, destacou Nedel.

Na oportunidade, o diretor de obras prontificou-se a fazer a mesma apresentação aos integrantes da Frente Parlamentar do Turismo (Frentur), ao Trade Turístico de Porto Alegre e a todos os demais interessados, em data a ser definida.

No ano que vem, quando será realizada a Copa do Mundo, a circulação no Aeroporto Internacional Salgado Filho deve chegar a quase 9 milhões de pessoas. Em 2012, 8,2 milhões de viajantes passaram pelo terminal.

Participaram do encontro o assessor parlamentar do gabinete da senadora Ana Amélia Lemos, Francisco Sousa, o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Henrique Caldas Parreira, o superintendente de Empreendimentos Sul e Sudeste da Infraero, Marcelo Raggi Pacheco, o assessor da presidência da Infraero, Solimar José Wichrowski e o chefe de gabinete do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), Haroldo Leonetti.

Guga Stefanello (reg. prof. 12.315)

Câmara Municipal



Categorias:Aeroporto Internacional Salgado Filho

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14 respostas

  1. Ah….mas a pista ta de bom tamanho para os CCs decolarem de jatinho!!!

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  2. Novamente mais uma desculpa e um grande atestado de incompetência que chega a beira do ridículo. O Governo do Estado dorme em berço de total gestão. Simplesmente não esboça nenhuma reação sobre o assunto. o que está havendo? Quem será beneficiado com a demora da ampliação da pista do aeroporto? É muito estranho toda esta questão.

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  3. É impressionante o atraso quando os ponteiro$ não $ acertam.
    Essa obra já era para estar pronta há pelo menos 5-6 anos. E depois temos que ouvir coisas, como o Cel ou sei lá o que do exército que fez o estudo de engenharia e veio com a “pérola” de que o solo é muito úmido…e é uma execução muito complicada. Valha-me Deus!
    Então como é que fizeram a pista do aeroporto há 50-60 anos ?
    Como é que em HongKong aterraram o mar para construir o novo aeroporto ?
    Como as coisas são difícei$ aqui no Bra$il e em particular no R$. Qualquer obra de engenharia é um parto de bigorna. Só sabem construir prédios e olhe lá. Qualquer coisa que envolva benefício para a população em geral, só pode ser feita após serem acertados todos os detalhe$.

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    • Exatamente. Vamos mandar estes engenheiros incompetentes fazer um estágio profissional na China, para aprenderem como fazer as coisas e não ficarem dando desculpinhas furadas que já ultrapassaram todos os limites do ridículo.

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    • Caros Marcelo e Carlos.
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      Se o Cel. não sei lá das quantas disse o evidente é porque todos estavam esquecendo do evidente. Fazer uma pista de um aeroporto não requer o mesmo cuidado do que fazer uma ciclovia, e da forma que estavam tocando as coisas parece que estão esquecendo de tudo.
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      Quanto a engenharia vocês da China só sabem do bem feito, pois a pouco tempo (é só procurar no youtube) uma das grandes obras chinesas, um edifício novinho de mais de dez pavimentos, caiu inteirinho porque os engenheiros chineses esqueceram que abrindo um subterrâneo do lado a obra podia cair (e caiu inteirinha). Também vou dar outro exemplinho que ninguém fala, o aeroporto internacional de Kansai (no Japão). Recebeu o título da obra do século, foi construída uma ilha artificial que deveria na pior das hipóteses ao longo de sua história recalcar (baixar de nível) em 5,7m, poucos anos depois da construção a ilha já tinha afundado 8,2m com a perspectiva de afundar mais com o tempo (mais 4 a 5 metros). Resumo da história, da obra do século passou a ser a obra mais cara da história, pois tiveram que subir o nível de tudo. Isto é engenharia internacional de alto nível que esqueceu de alguns princípios básicos.

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      • Caro Rogerio,

        Sei que a construção de uma pista de aeroporto é uma obra mais complexa do que construir um trecho de estrada, por diversas razões. Mas já parastes para pensar há quantos “anos” (sim, anos!!!) estão discutindo este projeto? Falei realmente de um modo irônico, porque acho que já passou tempo suficiente (até demais) para apresentarem um projeto decente de modo a iniciar a obra. E olhe que sou favorável à construção de outro aeroporto mais moderno, em local mais adequado, mas isto não justifica toda esta enrolação para resolver este problema, vamos combinar.

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      • Caro Carlos.
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        Chegaste ao ponto principal que me bato neste blog quase como ideia fixa.
        Uma coisa é discutir, discursar e fazer campanha política, outra coisa é colocar em andamento uma ação prática depois de aceite a prioridade política.
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        No Brasil em geral, e na nossa cidade especialmente, os órgãos incompetentes (ops, competentes), nunca levam a fundo qualquer assunto antes que esteja certo a 100% o financiamento. Esta atitude se for tomada para a pavimentação de uma rua, para iluminação de uma praça ou outras coisas do gênero, tudo bem. Obtêm-se a verba e rapidamente se faz o projeto.
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        Posso dizer falta, o que chamo e é típico da minha área a expressão, a noção de escala. Obras como um aeroporto, um metrô, ou outras do gênero precisam de um determinado tempo para maturação, para a concepção e para o projeto. Hoje em dia fazer uma apresentação em Power Point utilizando fotos do Google Earth é coisa para já.
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        Os políticos ao discutirem a possibilidade ou não de uma obra solicitam ao burocracia técnica do agente federado uma apresentação resumo com uma ordem de grandeza de orçamento. De posse do que indiquei acima rapidamente esta burocracia dá aquela resposta básica que serve para uma discussão política (e com distorções!).
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        Após isto começa a discussão política, aceite uma prioridade, passa-se a busca de financiamento, neste período de busca de financiamento, se estivéssemos num país que soubesse planejar, o político que lidera a demanda, um prefeito, um governador ou mesmo um presidente, deveria mobilizar técnicos do serviço público para a realização de um anti-projeto.
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        Quando obtido o financiamento teríamos um anti-projeto que por mais defasado no tempo que estivesse seria melhor do que um mero Termo de Referência que muitas vezes é composto de algumas páginas.
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        Posso dar um exemplo concreto, o Conduto Forçado da Álvaro Chaves. A partir de alguns estudos hidrológicos e levantamentos preliminares da Prefeitura, geraram um Termo de Referência para licitar um projeto, precário e com definições que não partiram de um anti-projeto, amarrado a este termo de referência foi licitado um projeto executivo, que possuía um prazo curto para a elaboração deste. Por motivos que não ficaria simples relatar aqui, gerou-se um projeto executivo que quase acompanhou a execução da obra, e para agravar tudo, segundo declarações públicas do Prefeito Forunati, foi contratado via licitação pública a mesma empresa que fez o projeto executivo para fiscalizá-lo e fiscalizar a obra. Deu no que deu.
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        Todo este imbróglio começa em 2002 e vai até 2007, ou seja tempo suficiente para ser elaborado um bom anti-projeto, transformado este anti-projeto em projeto executivo, verificado o projeto final e executada a obra.
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        Não se leva a sério a necessidade de estudos de engenharia nas nossas obras, parece que deixar para que o executor faça a obra ao mesmo tempo que se executa o projeto é a tônica em todos os níveis de administração pública (municipal, estadual e federal), além de tudo aceita-se a realização de projetos executivos abaixo do custo de que um bom projeto exige, entrando em ação neste caso empresas especializadas em fazer projetos a baixo custo e incompletos.
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        • Fala sério, né Rogério. Então é tudo uma mentirada para engambelar a população esta história da verba para as obras da copa estarem disponíveis? Sim, porque ao que eu saiba, a ampliação da pista está no pacote das obras para a copa do mundo de 2014, e desde 2006, ou seja, há seis anos, o país já sabia que teria este encargo pela frente (eu disse seis anos!!!), tempo mais do que suficiente para fazer anteprojeto, projeto, empenhar verbas, votar leis, etc, etc, etc. Então você decide: má-fé ou incompetência, seja de quem for o responsável (ou um misto dos dois, o mais provável).

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        • Carlos, não é bem assim.
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          Primeiro a ampliação das pista do Salgado Filho foi definida em maio de 2009, ou seja há quatro anos e não cinco.
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          O Estudo de Viabilidade Urbanística da Prefeitura foi aprovado em maio de 2010
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          Prefeito promete a Infraero a remoção dos habitantes no fim da pista para fins de 2010, a promessa foi feita em julho de 2010.
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          Em setembro de 2010 é que a Fepam dá o licenciamento ambiental.
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          Em Junho de 2011 é que se verifica que dever-se-ia elevar a pista para não precisar derrubar o BIG.
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          Em sete de novembro de 2011 a Infraero lança o primeiro edital do estudo da pista, e depois de recursos, indas e vindas a licitação é declarada fracassada em fevereiro de 2012.
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          Em abril de 2012 dá as caras o verdadeiro inimigo do aeroporto de Porto Alegre, o deputado Beto Abulquerque, dizendo que o aeroporto é inviável e que deve-se fazer um em Nova Santa Rita.
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          Ou seja, o caminho está sendo longo e tortuoso, com marchas e contra-marchas, mas a maioria delas são devidas a falta de agilidade do município e do estado e incompetência técnica da Infraero.
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          Se olhares bem todos os eventos que ocorreram até aqui (no blog dá para ter uma visão exata), até agora tudo que estava com projeto e sem impedimento andou ou está andando, sem problema de falta de dinheiro. Cito as seguintes obras: Complexo de carga, acostamento da pista, luzes, ALS e Taxiline.

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  4. So’ tem dinheiro pro Bolsa-Miseria.

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  5. O aeroporto da capital tem um diferencial incrível que é exatamente a proximidade do centro, coisa rara em qualquer outra metrópole brasileira, e este diferencial tem de ser reconhecido para que independente do novo aeroporto 20 de setembro, o Salgado Filho mantenha sua importância. Seria fantástico sermos mais parecidos com as economias dinâmicas do Sudeste e termos dois aeroportos cada qual em uma função específica, como é no Rio com seus Santos Dumont e Galeão, Sampa com Congonhas e Cumbica, BH com Pampulha e Confins. Para isso a economia gaúcha precisa de UP, mas tá difícil, e faz-me lembrar que uma das mais feias derrotadas atuais para o estado foi exatamente a não conquista da nova fábrica da Volkswagen que fabricará o modelo UP. Mais uma dentre tantas perdas e vexames. Li um artigo sério que demonstra que nos próximos anos seguindo a tendência atual (olha o Tarso-Atraso aí) o Paraná receberá muito mais investimentos que o RS. Eles sabem trabalhar, sabem ampliar seu Afonso Pena, duplicar suas estradas para facilitar acesso e escoamento da produção, além de já terem feito certos deveres há muito tempo, como por exemplo interligar todos municípios há mais de vinte anos. Então logo logo além de pedir bexiga para a riquíssima região Sudeste, do que jeito que a economia gaúcha é solapada pela incompetência do governo, o RS acabará ficando bem abaixo dos seus vizinhos do Sul de cima. Com estes representantes políticos o estado gaúcho está mergulhado em uma onda de retrocesso e degradação e sua capital demonstra em sua paisagem urbana exatamente isto. Ultra lamentável!

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  6. Mas naotinham marcado a copa em 2014 pra começar em 2015? Nao e assim que tudo funciona aqui? A copa com certeza tambem vaicomecao atrasada entaonaoprecisa se preocupar com as obras, deixa pra fazer mais perto, la por 2015 que da tempo….. Assim odinheirorende juros na aplicacao…

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  7. Obras da copa que não vão ficar prontas para a copa..

    hahaah

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  8. Oba, então ao menos vai ficar pronto para a Copa Paquetá de 2015.

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