Metrô só sairá com túnel rente à superfície

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Jornal Metro – Porto Alegre, 16/04/2013



Categorias:Metro Linha 2

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105 respostas

  1. Acho que a alternativa para o metrô sair deveria ser uma PPP. Seguindo os moldes da linha 6 laranja de SP, que está em processo de licitação. Uma outra solução, poderia ser o investir esse montante na qualificação do transporte público existente, principalmente, nos onibus, como por exemplo, paradas de onibus padronizadas (bancos confortáveis e proteção para chuvas e outras intempéries), tempo de espera dos onibus e os horários dos mesmos. Além da qualificação dos próprios onibus. Algo de primeira linha, de primeiro mundo.

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  2. É óbvio que no atual estágio, parece descabido levantar questionamentos sobre a tecnologia de transporte definida pela PMPA (metrô leve). Afinal, os estudos do entorno, do contexto, da demanda, do tipo de usuário, do custo de investimento, do custo operacional e do custo de renovação devem ter sidos realizados e exaustivamente avaliados.

    Apenas gostaria de entender a decisão por este sistema que garante uma capacidade de transporte que varia de 30 a 40 mil pass/h/sentido, possui custos de infraestruturas estimados entre USD 60 milhões a USD 180 milhões por km e requer longos períodos de desenvolvimento e construção.

    A demanda estimada na hora pico não é entre 20.000 e 22.000 passageiros/hora/sentido, conforme o Termo de Referência? Não vale argumentar que a demanda poderá crescer mais de 50% nos próximos anos!!!

    Porque não utilizar um sistema adequado à disponibilidade orçamentária, que possa levar à reurbanização da cidade, que garanta uma capacidade de transporte de até 35 mil pass/h/sentido, que possua custos de infraestruturas estimados entre USD 15 milhões a USD 45 milhões por km, que possa subir rampas e realizar curvas fechadas, que permita facilidades de integrações com BRT’s e, principalmente, que possa ser implantado por etapas (com início, meio e fim)?

    “A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de fazer hoje, é fazer hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje o que hoje pode ser feito e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã o que hoje também não pude fazer.” – Paulo Freire

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  3. Todos estão esquecendo do básico, a máquina pública está inchada de CCs completamente incompetentes em todo o Brasil. Não há mais um corpo técnico capaz de fazer um bom estudo de viabilidade econômica e um anteprojeto razoável.
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    E pior na época em que os engenheiros (os bons, os ruins, o brilhantes e os incompetentes) estavam matando cachorro a grito, o serviço público simplesmente aposentou quem tinha alguma experiência e não contratou ninguém.
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    Hoje em dia os salários dos engenheiros na função pública estão completamente defasados do mercado (principalmente os iniciantes), logo se quiserem recompor os quadros técnicos terão dificuldades, pois só aparecerão os que estão desempregados (e são poucos).
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    Um engenheiro, dependendo da instância da união (união, estados e municípios), chega a ganhar para o mesmo tempo de trabalho 1/3 a 1/4 do que um médico no serviço público ou procurador (os salários são a metade, mas para uns se pede dedicação exclusiva e para outros somente 20 ou menos horas por semana).
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    Enquanto os políticos não se derem conta disto vão continuar amargando insucessos um atras do outro. Não adianta ter financiamento se não há alguém para fazer um orçamento correto e dizer exatamente como e quanto deverá ser e custar determinadas obras.
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    Antes da economia aquecer utilizava-se as consultoras para fazer o serviço do estado, como o mercado estava baixo estas contratavam engenheiros experientes para fazer projetos ao custo de engenheiros iniciantes (ou menor ainda). Hoje em dia as consultoras não conseguem mais estes quadros, e seus projetos terminam sendo cada dia piores.
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    O mercado mudou, e mudou principalmente para a área técnica, e se não houver pelo menos uma equalização salarial entre profissionais de nível superior não haverá o preenchimento dos quadros.

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  4. Por favor, alguém pode me esclarecer alguns pontos sobre o “Metrô de Porto Alegre”? Estou lendo tantas informações a respeito e ouvindo entrevistas sobre o assunto que cada vez fico mais confuso.

    Parece-me que as questões que estão sendo polemizadas se referem ao método construtivo e as características das estações terminais.

    Entendo que neste momento discutir, principalmente, se irá ser utilizado o método mecanizado (com TBM – Tunnel Boring Machines), o método de trincheira (cut-and-cover), o método invertido (cover-and-cut) ou até mesmo o método de túnel mineiro, será evitar uma discussão detalhada dos projetos e estudos apresentados, conforme estabelecido pela Solicitação de Manifestação de Interesse N. 003/2012:

    “Os projetos e estudos técnicos apresentados por meio das Manifestações de Interesse deverão contemplar OBRIGATORIAMENTE a implantação da FASE 1 do MetrôPoa, garantir a sustentabilidade econômico-financeira desta fase e contribuir para a elaboração do edital de licitação, contrato de concessão e demais instrumentos necessários à implantação do Metrô Porto Alegre, na modalidade de PPP, independente da ocorrência da FASE 2.”

    Se os resultados apresentados em atendimento ao Anexo I do Termo de Referência, especialmente no que tange aos itens:

    4.4 Modelo Tarifário e Estimativas de Receitas
    4.5 Estimativas de Custos e Despesas
    4.6 Análise de Viabilidade Econômico-Financeira
    4.7 Projeção de Aportes Públicos
    4.8 Modelo de Remuneração da SPE
    4.9 Análise dos Aspectos Legais e Matriz de Risco

    foram positivos e, prioritariamente, resguardam o interesse público, que se lance o Edital de Contratação de Parceria Público-Privada do Metrô de Porto Alegre e, com certeza, irão concorrer muitas empresas privadas. Se a Análise de Viabilidade Econômico-Financeira demonstrou que este empreendimento é viável não será difícil consolidar uma PPP. Ou não?

    Afinal, os estudos da engenharia financeira devem demonstrar que este investimento de 9 bilhões de reais possui viabilidade. Ou mesmo que seja de 3 bilhões de reais.

    Outras curiosidades:

    Qual a estimativa considerada de passageiros da linha hora-pico/sentido, dia, ano?

    Qual a participação nos custos totais do empreendimento das Obras Civis (terraplenagem, pavimentação, obras subterrâneas, estações, drenagens, etc.) e dos Sistemas (material rodante, energia, telecom, etc.)?

    Normalmente a apresentação dos projetos e estudos técnicos pelos interessados não resulta em impedimento de participar, direta ou indiretamente, de procedimentos licitatórios relativos à contratação de PPP, realização do projeto ou de obras e serviços a estes correlatos?

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  5. Pelo jeito a culpa não é só da politicalha, da icompetencia, mediocridade e visão pequena dos nossos pagos que o Metro não vai sair. Vejam abaixo:
    Metrôs empacam no país
    Um ano depois do anúncio da presidente Dilma Rousseff, nenhuma capital contemplada conseguiu tirar os projetos do papel

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    André Mags
    andre.mags@zerohora.com.br
    Não é só em Porto Alegre que o plano de ter um metrô na cidade anda em marcha lenta, quase parando. Devido à complexidade de uma obra desse porte e a fracassos no passado, os projetos de metrôs em cinco capitais brasileiras, anunciados pela presidente Dilma Rousseff desde o ano passado, caíram em descrédito pela população.

    O gerente do projeto estrutural do metrô de Belo Horizonte, Warlei Agnelo de Oliveira, estava confiante na terça-feira, mas monocórdico, nas explicações sobre a futura linha subterrânea que cortará a capital mineira. Foi em uma pergunta que ele parou e, finalmente, riu. O que a população está achando?

    — A população está ansiosa, mas também está cética… — ponderou.

    Pudera. Belo Horizonte começou a construir um sistema de metrô há 15 anos, e, até hoje, está inacabado. A Linha 2 tem 10,5 quilômetros. O plano é finalizar esse trajeto, mas a grande expectativa em Minas é a Linha 3, que deve cruzar Belo Horizonte debaixo da terra.

    Em Porto Alegre, a situação está indefinida. Enquanto a população esperava conhecer na segunda-feira o projeto escolhido para a obra do metrô, a prefeitura anunciou no mesmo dia que abriria uma nova proposta de Manifestação de Interesse. O motivo é que os dois projetos apresentados foram rejeitados, um pelo alto custo (R$ 9,5 bilhões, ante o limite de R$ 3 bilhões desejado) e o outro, por não seguir o determinado para o projeto.

    Desistência e tentativa de retomada da obra

    Curitiba voltou à estaca zero depois que o prefeito Gustavo Fruet (PDT) se elegeu. Ele questiona o projeto do antecessor, Luciano Ducci (PSB), por causa de subsídios anuais ao sistema metroviário, que seriam de até R$ 200 milhões. Fruet criou uma comissão para avaliar o projeto, e o relatório deve ficar pronto entre o final deste mês e o início de maio.

    A população de Fortaleza também não confia muito que terá uma linha de metrô completa tão cedo. Desde meados do ano passado, a Linha Sul tem operação assistida, isto é, em formato de teste, com passagem gratuita. Tudo porque faltam duas estações para a linha se concretizar. Essa é uma parte do sonho. A outra é o projeto da Linha Leste, prevista para 2020.

    Em Salvador, o prefeito ACM Neto (DEM) deve oficializar na semana que vem a transferência, para o governo do Estado, do maior abacaxi que a Capital tentava descascar nos últimos 13 anos. A Linha 1 do metrô conta com 6,6 quilômetros e quatro estações desde então. Até a Copa de 2014, espera-se que o governador Jaques Wagner (PT) consiga ampliar a obra, construindo mais uma estação e 5,6 quilômetros de trilhos. A missão já parece complicada. Imagine criar mais 24 quilômetros para a aguardada Linha 2. Não há data para tirá-la do papel.

    Por que é tão difícil construir um metrô?

    OBRA E PROJETO

    – A resposta básica é que metrô é caro, especialmente obras enterradas. Portanto, a dificuldade principal é de financiamento.

    – Demora em processos de desapropriação e licenças ambientais.

    – O caráter sistêmico e multidisciplinar do projeto e implantação de metrôs. Uma linha de metro é composta de diversos subsistemas (trens, via, energia, sinalização telecomunicações, bilhetagem etc). Todos têm que ser projetados e implantados harmonicamente, não adianta ter um sem o outro, o que exige grande esforço de integração entre estudos e contratos de implantação.

    – Nada no metrô está pronto para ser comprado e instalado. Tudo (trens, sinalização, energia etc.) tem de ser projetado, fabricado ou construído, testado etc.

    ERROS E CORRUPÇÃO

    Há desvios (maiores custos, menores resultados e dificuldade de financiamento) que resultam em paralisação de projetos, por três razões principais:

    1) Erros nas projeções de demanda e custos, seja por inexperiência, seja por imprecisões próprias dos modelos de previsão, contra as quais não se faz análise adequada de sensibilidade.

    2) O chamado “desvio otimista”. Os responsáveis por projetos tendem a minimizar eventos desfavoráveis e contar com eventos positivos. Trata-se de mecanismo psicológico, pois não existe racionalidade pura. Neurologicamente, já sabemos que emoção e razão andam juntas.

    3) Influência “política”, que se manifesta de várias formas: desconsideração de alternativas de investimento (já está politicamente decidido o que será feito), inclusão de novos objetivos em projeto em andamento e, principalmente, a ideia de que para um projeto ser aprovado e financiado é preciso sobrevalorizar resultados e minimizar custos e riscos. Uma vez começado, o projeto se torna irreversível, e o dinheiro aparece.

    Fonte: Telmo Giolito Porto, professor de ferrovias da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP)

    A situação dos projetos

    Porto Alegre
    Com a rejeição dos dois projetos apresentados à prefeitura via Proposta de Manifestação de Interesse, o processo de construção do metrô praticamente voltou à estaca zero.
    Extensão: 14,88 km
    Estações: 13
    Custo: R$ 3,085 bilhões
    Método construtivo: cut and cover
    Previsão de término: 2017

    Curitiba
    Parado devido à revisão pedida pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT), que questiona valores do projeto, confeccionado durante o governo anterior. A comissão que analisa o projeto deve dar seu parecer até o final deste mês, e a tendência é rejeitar o projeto anterior, cujos dados seguem abaixo.
    Extensão: 14,2 km
    Estações: 13
    Custo: R$ 2,3 bilhões
    Método construtivo: elevado, cut and cover, NATM
    Previsão de término: indeterminado

    Belo Horizonte
    Com projetos licitados, a prefeitura aguarda a liberação da Caixa. Tem uma linha parada há 15 anos. População é cética quanto à conclusão das obras.
    Extensão: já existe uma linha de superfície. Deverá ser finalizada a Linha 2, de 10,5 km, e construída a Linha 3, com 4,5 km
    Estações: 12 (linhas 2 e 3)
    Custo: estimativa total é de R$ 3,1 bilhões
    Método construtivo: indefinido
    Previsão de término: 2018

    Salvador
    Prefeitura entregará o projeto do metrô oficialmente na semana que vem ao governo do Estado, já que não conseguiu terminar a obra ao longo dos últimos 13 anos.
    Extensão: Linha 1 tem 6,6 km. Até a Copa, espera-se ter mais 5,6 km, restando mais 24 km da Linha 2
    Estações: hoje, a Linha 1 tem quatro. O plano é construir mais uma até a Copa e outras 13 para a Linha 2
    Custo: R$ 4,3 bilhões
    Método construtivo: metrô deverá ser todo de superfície
    Previsão de término: Linha 1 até 2014. Linha 2 ainda sem cronograma

    Fortaleza
    A Linha Oeste já existe, mas o transporte é por trem. Linha Sul foi inaugurada em junho do ano passado, sem duas estações. Incompleta, funciona em operação assistida, gratuitamente. Nova linha, a Leste, totalmente subterrânea, deve ter projeto executivo licitado em breve. Obra pode começar no segundo semestre.
    Extensão: 13 km
    Estações: as duas restantes da Linha Sul e 11 na Linha Leste
    Custo: R$ 3 bilhões (Linha Leste) e R$ 35 milhões (estações da Linha Sul)
    Método construtivo: shield
    Previsão de término: 2020

    Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/04/metros-empacam-no-pais-4108467.html

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  6. Sob a Farrapos e Assis Brasil tudo bem (quer dizer tudo bem nada), mas não como fazer esse metrô chegar ao centro de Porto Alegre usando esse sistema cut and cover.

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    • O transtorno vai ser grande, mas minha maior preocupação é na esquina da Cairú com a Farrapos, justamente por ser um angulo de 90º. Será que vão desapropriar os imóveis, escavar por baixo deles ou vão fazer como as linhas de São Paulo, que em certos pontos da linha é necessário fazer baldiação entre os trens?

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      • Uma solução seria alterar o trajeto da Assis Brasil via Benjamin Constant e depois pela Cristóvão Colombo em direção ao centro. Só não me pergunte como fariam isso.

        Em um país sério, fariam de tudo para fazer o metrô via Shield.

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  7. CUT AND COVER??? CUT AND COVER??? MEU DEUS!
    Será 15 anos de caos com essa obra…

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    • Os imóveis da região que já estão valorizando por causa da possibilidade de ter metrô vão desvalorizar uns 40% por causa da obra!

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    • Por isso que acho que esse cut and cover deveria ser feito no Trensurb. Atrapalha pouca gente, tem espaço para guardar material em vários imóveis vazios da região e vai liberar uma orla para fazer o que quiser.

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  8. Como é difícil e muito complicado para sair alguma coisa em Poa. Tenho a impressão que a tal linha 2 do metrô deverá ficar concluida lá para meados do Ano 3.333. Pelo Amor de Deus como é lento e tudo muito complicado para sair um projeto.

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  9. http://discutindopoa.blogspot.com.br/2013/04/chega.html

    terça-feira, 16 de abril de 2013

    Chega!!!
    Logo após completar 100 dias de governo, a prefeitura mostra falência administrativa total! São apenas 100 dias, mas a quantidade de erros cometidos está em um nível alarmante! Obras atrasadas (alguém tem novidades sobre isto?), plano diretor ignorado, greve e operações tartaruga no transporte público, aumento de passagem de ônibus abusivo, protestos.

    Alguém poderia dizer que são percalços necessários, mas há ainda um agravante: a prefeitura perdeu em todas as situações em que foi confrontada! O corte das árvores foi cancelado pela justiça (após a prefeitura ignorar os manifestantes e decidir continuar com o corte); as greves, embora ilegais, não foram punidas; a operação tartaruga não foi punida; o aumento das passagens foi revertido; mesmo com protestos muitas vezes violentos, a opinião pública (e até jornais como a ZH) passaram a apoiar, mesmo que parcialmente, as reivindicações dos manifestantes.

    Mas isto tudo é pouco! A prefeitura encontra-se em um momento raro historicamente para realizar investimentos. Há ampla oferta de financiamento e, ainda assim, insiste em errar. E está errando mais feio com a mais importante, cara e desejada obra das últimas décadas: o metrô!

    Hoje a prefeitura anunciou que solicitará uma nova Proposta de Manifestação de Interesse (PMI). Isto porque, das duas propostas recebidas, uma não apresentou os itens mínimos exigidos e outra orçou o projeto em R$ 9,5 bilhões, enquanto qualquer pessoa com acesso à Internet saberia dizer que a prefeitura dispões de cerca de R$ 2,4 bilhões para a obra.

    O caso da obra do metrô é uma amostra clara da falta de competência em gestão dos envolvidos. Após mais de um ano tentando conseguir modelar financeiramente a obra parte-se para o projeto. Para tanto, a prefeitura lança em 10 de setembro de 2012 uma solicitação de manifestação de interesse para receber “estudos de viabilidade técnica, ambiental, econômico-financeira e jurídica, bem como projetos e estudos técnicos em nível de detalhamento suficiente para composição do Edital de contratação de Parceria Público Privada”. O documento prevê a entrega dos projetos em 12 de novembro de 2012.

    Em que mundo louco vive um burocrata que acha possível elaborar uma proposta técnica, ambiental, (…) em 2 meses?! Como era óbvio, o prazo de entrega foi postergado diversas vezes até a data de 7 de fevereiro de 2013, ou seja, 5 meses para elaboração do projeto. A prefeitura precisou então de 2 meses apenas para analisar os projetos entregues (o mesmo tempo que haviam previsto para as empresas elaborá-los originalmente).

    Resumo do que ocorre até o momento: passaram-se 7 meses e evoluímos quase nada. Pior, a prefeitura mostrou que precisa de 2 meses apenas para identificar que uma proposta custa mais de 3 vezes o orçado!!!

    Erros acontecem, mas não temos que ser indefinidamente tolerantes. Já passou da hora de cabeças começarem a rolar na prefeitura! Os secretários de Obras de Viação de Gestão e o diretor da EPTC seria uma boa lista. Temos mais 3 anos e 8 meses de mandato do atual prefeito – a administração precisa da uma guinada urgentemente!

    O prefeito precisa declarar quem é o novo responsável pelo metrô e esta pessoa deve colocar um cronograma crível. Já estamos atrasados, não pretendemos que ele sirva para a Copa, então vamos parar com a correria e fazer direito! Que se abra uma nova solicitação de manifestação de interesse, agora com um tempo apropriado (Quanto? Não sei dizer, digamos 6 meses!). Se o projeto da Odebresh foi parcialmente aceito, ele deve ser tornado público imediatamente, de modo que todos possamos avaliá-lo, inclusive quem submeterá os próximos projetos.

    É triste me ver obrigado a dizer isso, mas, se estas ações não form feitas, prefiro que o metrô não saia. Não quero que saia, pois gastaremos uma quantia enorme de dinheiro para realizar uma obra de baixa qualidade, provavelmente muito mais cara do que o necessário e de pouca transparência. É ainda mais triste, pois não sei quando teremos outra oportunidade como esta para realizar este tipo de investimento.

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    • Muito bom! Ótimas colocações!

      “Após mais de um ano tentando conseguir modelar financeiramente” – É isso que me refiro! Como é que podem demorar um ano para modelagem financeira de algo que nem sabem o preço? E não tem como saber sem sondagem nenhuma. É claro que esse trabalho de um ano iria para o lixo! Estavam (e estamos) discutindo o preço de algo que não conhecemos.

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    • Também não quero mais metrô. Além de termos que esperar uns dez anos, vai ser uma fortuna histórica, e no fim vai resolver só 2% do problema do nosso transporte.
      Duranante os próximso anos não será feito nada na zona norte e essa região vai se tornar um caos completo.

      Ganhariamos muito mais se fosse feito como o Mobus falou no comentário dele.

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