Obra do presídio de Canoas começa em 60 dias

A expectativa é que a construção demore oito meses para ser concluída

Igor Müller

Canoas – A primeira unidade do complexo prisional que será implantado pelo Estado na área da antiga Fazenda Guajuviras, na zona leste da cidade, começa a ser construída daqui a 60 dias. A expectativa é do titular da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Gelson Treiesleben, que recebeu oficialmente ontem da Prefeitura a licença prévia para construção do presídio com 393 vagas em regime fechado. Como será pré-moldada, a construção deve ficar pronta em oito meses. “Estamos confiantes de que daqui a 10 meses começamos a utilizar o presídio, que representará um importante avanço para o sistema prisional do Estado.” Segundo o superintendente, a partir de agora os técnicos da Susepe vão agilizar a finalização do projeto e a contratação da empresa Verdi Construções S/A, responsável pela obra. A partir disso a Prefeitura fará nova análise para emitir a licença de instalação e o alvará de construção da unidade. “Já estamos inclusive analisando alguns aspectos do projeto executivo para ganharmos tempo”, informou a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Joceane Gasparetto.

Diário de Canoas



Categorias:segurança

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9 respostas

  1. 380 vagas? ebaaaa, mais 5mil vagas pro estado.

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  2. Presídio não serve para reabilitar bandido nenhum. Nunca, desde a criação do conceito de prisão houve a intenção de recuperar o preso. O sistema presidiário só vai de fato melhorar quando a pessoa sair de la realmente pronta para conviver na sociedade. Não adianta criar mais vagas se os bandidos vão e voltam de lá inúmeras vezes.

    A solução não é criar mais presídios. É impedir que seja necessário prender alguém, seja investindo fortemente em educação dentro das comunidades de baixa renda, no combate as drogas, combate ao tráfico, pacificação destes lugares. De que adianta construir mais um presídio apenas para colocar meliantes la dentro que vão voltar para a sociedade iguais ou piores do que quando entraram?

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    • Falaste tudo. Educação é tudo.
      Mas acho que os presidios poderiam ser mudados de conceito. Presidio poderia ser convertido (internamente) em um centro de recuperação, sem deixar de ser presídio. Existem exemplos de sucesso, exemplo aqui onde moro, Nova Zelandia, o governo fez uma PPP sendo que empresas ganham dinheiro se o bandido nao voltar mais pra prisao, senao nao ganha. Deu muito certo, tao certo que a NZ é o país mais seguro do mundo (ou seguidamente no topo do mundo.)

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    • Concordo quase que totalmente contigo, principalmente quanto a priorização e importância da educação em todo esse processo. Mas mesmo com uma educação perfeita teremos criminosos. É utópico exterminar presídios, ao menos por enquanto.

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      • De fato, exterminar os presídios é utópico, pois muitos estão presos pois realmente tem psicopatia ou desvio de caráter. Mas muitos estao la porque foram esquecidos pela sociedade ou porque viviam em uma sociedade onde era “bonito” ser bandido. Mudando isso pode não se extinguir os presídios, mas que eles esvaziarão, com certeza vão.

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        • Em nenhum momento mencionei exterminar presídios se prestar atenção. Apenas mencionei que o presídio tem que ser um lugar de punição E recuperação.

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    • Amigo, cadeia é pra punir, não para “reabilitar”

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  3. 393 vagas?
    Alguém aí sabe o déficit prisional no Estado?
    suspeito que essas vagas não vão nem conseguir aliviar o Central.

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  4. Ótimo. Tem que construir vários. A situação do Central é inadmissível. Como combater o crime se ele se retroalimenta dentro da prisão?

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