Ainda pensando pequeno?

Complementando o excelente post do Gilberto abaixo, quero aprofundar o assunto ponte.

Essa pequena pontezinha levou quanto tempo para chegar até onde está? Essa pontezinha está no centro do skyline da cidade. E, novamente, se pensou pequeno. Ou não se pensou. Pontesinha medíocre, sem nenhuma relevância, simplória, basicão, uma nulidade. Bem na soleira do Guaíba, no coração de grandes edifícios sendo contruídos à volta.

Abaixo, uma apressada montagem que acabei de fazer só para ajudar a visualizar o que poderia haver ali. E mais abaixo, fotos da ponte real, Squinty Bridge em Glasgow, Escócia, muito mais longa, construida em 11 meses.

Continua-se a pensar pequeno.

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23 respostas

  1. O descaso não é somente da prefeitura, vejam só:

    Sou de São Lourenço do Sul e, aqui, uma obra bem mais simples como o calçamento de uma rua com blocos de concreto, chega a demorar mais de dois meses (sendo otimista) para concluir apenas 100 metros (uma quadra). Nesse período, a rua fica completamente interrompida para carros e veículos maiores.

    E porque isso acontece: apesar de demorar para sair, a prefeitura libera todo o material, que fica atirado no “canteiro de obras”, e coloca seus funcionários para trabalhar.

    Até aqui tudo bem, porque quando é “dada a largada” para o início das obras, pensamos que em no máximo uma semana, visto o número de trabalhadores envolvidos, a obra estará terminada. Só que não. Pois quando se passa por essas ruas o que se vê são trabalhadores uniformizados sentados à sombra, tomando café ás 9h, 10h, 14h e 16h.

    Como assim? Porque tomam tanto café? Não sei. Mas sempre que passamos por obras da prefeitura, que não estão paradas, é isso que vemos. A jornada de trabalho dessas pessoas começa 9h da manhã já com o café. Das 11:30h até 14h é horário de almoço (e eles não podem trabalhar porque o sol é muito forte). E 17h todos já foram pra casa.

    Uma obra demorada não traz só prejuízo de tempo. Mas ainda mais de material. Não sei como acontece em Porto Alegre pois não conheço muito bem a cidade, mas aqui em São Lourenço, como o material fica depositado na rua, a areia que não se perde com a chuva é saqueada pelos moradores para aterrarem seus pátios e os blocos de concreto são usados pelos mesmos para fazer a calçada em frente a sua residência e a trilha para garagem de seu carro. Fico triste com isso e com vontade de denunciar.

    Acho que hoje em dia isso já não acontece com tanta frequência, mas mesmo assim, me dá vergonha de dizer que sou lourenciano.

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  2. Na real, é uma tristeza olhar para o que poderíamos ter e o que realmente temos.

    Não digo só em POA, mas em no âmbito nacional. Falta mais empenho dos políticos, mais vontade de fazer o país crescer, ter mais atrações, mais qualidade de vida…
    O político brasileiro é uma falha humana.

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  3. É verdade, Guilherme M, fiquei espantada ao ver trabalhadores tapando rachaduras no concreto da Av. Oswaldo Aranha. Fico pasma com estas coisas, por que não conseguem fazer nada direito?
    Outra coisa que me deixa pensando é o Horário de trabalho, das 08:00 a as 17:00, no Horário de verão foi disperdiçado muito tempo sem ninguém trabalhando o Sol quas à pino e as obras paradas quando poderia haver mais de uma turma. As coisas se arrastam parece que nunca vão acabar estas obras….

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    • Pode até ser que saia mais caro, mas acho que obras dessa magnitude, que acabam atrabalhando o transito, poderiam ter mais frentes de trabalho ou trabalhos durante a noite para acelerá-las. Quero só ver se realmente essas intervenções ao redor da rodoviária, nos corredores de ônibus e na terceira perimetral realmente vão solucionar alguma coisa no transito em Poa.

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    • Esse problema das rachaduras no concreto é grave. Na Farrapos boa parte dos corredores é concreto, mas com as rachaduras está terrível. Com o tempo as placas rachadas ficam “em falso” e o problema vai aumentando com o passar dos ônibus. Hoje em dia sente-se a vibração em alguns prédios quando os ônibus passam entre uma parte e a outra da rachadura.

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      • Com VLT isso não aconteceria, pois a carga é distribuída pelos trilhos, mas enfim…
        Além do VLT não provocar poluição sonora e do ar.
        Maldita máfia da ATP e cia! A prefeitura inclusa nessa máfia.

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  4. Porto Alegre nao tem jeito, desistam se voces querem capital cheias de atracoes, vistosa, que pensa grande, se querem isso mudem-se pra varias outras capitais brasileiras. Aqui, voce esta na Capital da Resistencia. Aqui, voce esta na Capital do Nao. Esta cidade nao mudou NADA da sua mentalidade nem mesmo com a chance HISTORICA de ter uma Copa do Mundo. Se uma cidade continua querendo ser do contra e medocre ate num momento e chance rara dessas, entao nada indica que essa cidade um dia tomara um rumo de deixar de ser cidade do nao.

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    • Outro exemplo de não aproveitar oportunidade pra crescer foi a tal da Fórmula Indy de rua que ia ter aqui e que morreu na história, como tudo que tentam fazer aqui.

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    • Outro exemplo de não aproveitar oportunidade pra crescer é fazer as escavaçōes que estão fazendo no corredores de ônibus para colocar um simples concretão, quando se poderia por uma fração a mais desse custo colocar ao mesmo tempo trilhos para VLT.

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      • E com a quantidade de concreto que vai daria para construir um aeromóvel. Veja só

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      • Fora que o corredor em muitas partes está pronto, mas não foi liberado para os ônibus pois está “maturando” o concreto (algo que leva 30 dias), porém, os caminhões que retiram o entulho e que entregam o material, circulam livremente pela nova pavimentação. No corredor da Protásio, por exemplo, já é possível ver rachaduras no concreto, sem nenhum ônibus er passado por alí.

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    • Desculpe, mas talvez o prefeito da cidade tenha a mesma opinião que você e já “largou de mão” de tentar mudar a cidade.

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  5. no caso da ipiranga acho que tem que ser algo padronizado com as outras existentes …

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    • bah Leo, que coisa…padronizar como? Do estilo das elegantes pontes antigas ou dos basicões mais recentes? Se padroniza algo que está bom. O que não está bom a gente diverge e foge do padrão.

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  6. O que esperar de uma cidade que escolhe o KIKO como embaixador….Pena que não aparece o nome do projetista da ponte, para podermos questioná-lo.

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  7. A queda da qualidade e elaboração das construções pode ter vinculação com o aumento da quantidade de obras, seja pra obras públicas, comerciais etc? Por exemplo: aumento do preço dos fornecedores, diminuição de estoque, menos gestão dedicada das construtoras, falta de tempo de planejamento, maior necessidade de mão-de-obra (consequentemente menos qualidade).

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    • Acrescentaria ainda o “preço do voto” que os políticos recebem na “inauguração de obra”, sendo que o “prazo para pagamento” é somente até as eleições.

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    • Eu insisto em algo que acho importante, o projeto que nunca é respeitado simplesmente ou porque é infactível ou por estar incompleto.
      .
      Em qualquer país do mundo, demora-se duas a três vezes mais nos projetos, aceitando inclusive a participação da população e depois se demora 1/3 do tempo na construção, e com preço menor.

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      • Com certeza! Mais tempo de projeto, menor tempo (e problemas) na execução e menos transtorno.

        Veja que perdemos mais de um ano no “modelamento financeiro” do metrô e isso não agrega absolutamente nada, ao contrário do projeto.

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  8. Estaiar por estaiar é ridículo (Bento). Agora se essa ponte fosse bem mais delgada, aí sim.

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    • Ninguém aqui falou em ponte estaida. Falei em uma ponte elegante, bonita, pensada, que seja relevante para o skyline da cidade, que agregue aos edifícios novos à volta. Se estaiada ou não é detalhe de estilo.

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      • A imagem é de uma ponte estaiada.

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        • Pior que a ideia pega das pontes e viadutos estaiados e terminam fazendo por toda a cidade.
          .
          A vantagem principal de pontes e viadutos estaiados é que se torna possível construir sem a necessidade de interromper a via inferior, a desvantagem é que somente poucas empresas sabem construir desta forma, logo a concorrência fica limitadas a poucas.

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