2º Encontro de Secretários de Meio Ambiente reúne 25 capitais

No Catamarã, Záchia apresentou o projeto para revitalização da orla do Guaíba  Foto: Gabriel Schmidt/Divulgação PMPA

No Catamarã, Záchia apresentou o projeto para revitalização da orla do Guaíba Foto: Gabriel Schmidt/Divulgação PMPA

Os trabalhos do 2º Encontro de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras estenderam-se por todo a segunda-feira, 22. Representantes das secretarias de Meio Ambiente de 25 capitais brasileiras participaram do evento, promovido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e pelo Instituto Latino Americano de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (Ilades).

O evento está acontecendo no Sheraton Hotel e culminará com a elaboração da Carta de Porto Alegre, um documento com as propostas dos municípios para garantir a preservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Após a abertura feita pelo prefeito José Fortunati, o gerente de Mudanças Climáticas da Cidade do Rio de Janeiro, Nelson Moreira Franco, destacou a importância do Encontro, expondo as conquistas da primeira edição, ocorrida naquela cidade. “O primeiro encontro resultou na criação da CB 27 (27 capitais brasileiras). Agora, estamos numa fase extremamente favorável, pois o Governo Federal está atualizando o Plano de Mudanças Climáticas. É o momento de sensibilizar para o que os municípios estão fazendo. Hoje, somente Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte têm inventário de emissão de gases de feito estufa. Agora, Porto Alegre caminha nesta direção. É preciso integração”.

Durante a manhã, aconteceram exposições do coordenador do Programa Cidades Sustentáveis e da Secretaria Executiva da Rede Social por Cidades Justas e Sustentáveis, Maurício Pereira, e da presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Marina Grossi.

O diretor do Centro Clima, da Universidade do Rio de Janeiro, Emílio Lebre La Rovere, falou da importância da elaboração dos inventários de emissões de gases de efeito estufa. “Uma das principais ameaças ao ambiente global é a mudança do clima, devido a ação humana. Os inventários podem revelar o estado atual dos níveis de emissão e as respectivas fontes, o que possibilita elaborar estratégias de mitigação focadas, como reflorestamento, uso de energia sustentável, aperfeiçoamento do sistema viário, construção de Estações de Tratamento de Esgotos, incentivo à construção civil suistentável, dentre outras”

Também participaram da mesa o presidente do Ilades, Marcino Rodrigues a coordenadora de projetos Fundação Konrad Adenauer, Kathrin Zeller, o diretor da Fundação, Feliz Dane, e o secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Muniz.

Na hora do almoço, os secretários puderam conhecer o projeto da prefeitura para revitalização da orla do Guaíba em um passeio no Catamarã, enquanto o secretário da Smam, Luiz Fernando Záchia apresentava o Projeto do Parque Urbano para extensão da orla, de autoria do arquiteto Jaime Lerner.

Amanhã, os secretários participam do 2º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas das Cidades de Baixo Carobono. O evento é aberto ao público. As inscrições gratuitas e limitadas ainda podem ser feitas pelo e-mail secretaria@ilades.org.br, enviando nome completo e instituição a qual pertence.

(…)

Prefeitura de Porto Alegre

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Vale a pena ler parte da matéria que foi publicada no jornal Zero Hora:

PASSEIO PELO GUAÍBA

De microfone em punho, a bordo de um catamarã, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, apresentou aos colegas de 22 capitais brasileiras o projeto de revitalização da orla do Guaíba, elaborado pelo escritório do arquiteto Jaime Lerner.

Ao passar pela área do Gasômetro, Záchia contou aos demais secretários que a duplicação está ameaçada por conta de uma decisão judicial que impede o corte de árvores para a continuação da obra. Os secretários quiseram saber se não havia sido acertada a compensação ambiental. E ficaram chocados ao saber que a Justiça embargou o corte mesmo com o compromisso da prefeitura de plantar 401 árvores agora e mais 2 mil no futuro para compensar as 115 que serão cortadas no total.
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Não é só eles que ficam chocados. Nós também ficamos.



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49 respostas

  1. Um encontro de ignaros em meio ambiente, promovido por um “instituto” chapa-branca, para promover gente que não faz NADA de prático pela sustentabilidade nas cidades. Temos de esquecer desses asnos parasitas do “poder público” se quisermos implantar de fato soluções de sustentabilidade urbana, e estas tem de ter atrativo econômico – E incetivo público, ao invés de dar nossos bilhões para mais carros e mais obras faraônicas dos empreiteiros pagadores de jabá – para que os setores produtivos as adotem. Pena que esse catamarã não afundou.

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    • Empreiteiros pagadores de jabá, especializados em “sustentabilidade de campanha publicitária”.

      Que nem montadora que reaproveita água da chuva.

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  2. “Essas obras estão suprimindo áreas públicas – contesta a promotora Ana Marchezan, que ajuizou a ação.”

    Pelo jeito o xiitismo tomou conta do MP. Vias públicas também são áreas públicas, o promotora cabeça de bagre.

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    • Aliás, ela própria deve passar por algumas delas todo dia quando vai trabalhar.

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    • Julião, é bom abrir a mente para interpretar melhor os textos. Com área pública, a promotora certamente estava se referindo a espaços públicos, espaços abertos para atividades ao ar livre, lazer, trocas, a vida da cidade.

      Vias públicas, são espaço de ninguém. Ninguém consegue utilizar aquele espaço para nada além de passar por ali. Ninguem fica nele por mais de alguns segundos. É um espaço morto.

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      • Não sei o que ela quis dizer, só o que ela disse, e o que ela disse foi uma baita de uma estultice, demonstrando o nível de envolvimento ideológica de uma autoridades que deveriam defender o bem comum, e não uma visão de mundo.

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        • Até pra criticar as pessoas deveriam se alfabetizar um pouco… mas os defensores do pseudo-progresso gostam mesmo é de dizer xiita, ecochato, ideológico, porque devem achar que esses termos substituem a argumentação esclarecida sobre os interesses que tentam destruir a cidade para fazer mais dinheiro pra segmentos específicos.

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        • Viva o dinheiro!

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        • Defender os espaços públicos É defender o bem comum. É comprovado que numa cidade com espaços públicos de qualidade e VIDA nas ruas, mais presença de pessoas, a criminalidade é menor e a felicidade é maior.

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        • Vias urbanas também são espaços públicos usadas diariamente por milhares de pessoas, portanto também faz parte do bem comum. Ao impedirem a ampliação de uma rua, mesmo com todas as contrapartidas, o MP está radicalizando na defesa de uma visão ideológica anti-automóvel, que não é um bem comum.

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  3. Na minha opinião, se for para alargar a pista, que não fosse apenas para criar mais uma pista de carros e sim, para construir um corredor de ônibus BRT. Assim, as pessoas utilizariam os ônibus e não os carros. Desta forma, reduziria-se a poluição e, com o plantio de mais algumas árvores, compensaria o corte de mais algumas árvores. Mesmo que isso vá contra o plano diretor. O que importa é se traz ou não benefícios à população da cidade.

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    • Exatamente! Ou fazer o aeromóvel para a zona sul, existia um projeto.

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      • Exatamente. Acho que um aeromóvel seria até mais interessante e traria mais personalidade à cidade.

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    • Estão duplicando uma avenida, Edvaldo Pereira Paiva, onde não passa NENHUMA linha de ônibus, onde não há NENHUM ponto de ônibus. O primeiro passo para desafogar o trânsito na região seria criar uma linha, até mesmo para garantir o acesso da população à orla, sem a necessidade do automóvel.

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    • Essa é uma ótima ideia.

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  4. Pra quem ainda não conseguiu entender: o embargo da justiça não tem nada a ver com a compensação ambiental pela obra. A obra está embargada simplesmente porque ela desrespeita o plano diretor da cidade que prevê um parque naquele local.

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    • Mesmo com essa discussão correndo faz semanas, o pessoal não entende que não se trata só das árvores, ou se fazem de desentendidos para poder usar o contra-argumento clássico.

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      • Isso se chama viés cognitivo. Elas já tem uma opinião formada desde o início e simplesmente ignoram tudo que vai contra essa opinião.

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    • Parque? Chega de parques, já temos parque demais na orla do Guaíba.

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      • Opinião de quem não frequenta parques e praças em Porto Alegre no fim de semana… é só andar neles no domingo pra entender porque é que a cidade precisa de mais áreas verdes, e não menos.

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      • Temos de ter parques frequentáveis todos os dias e também a noite. Qualquer pessoa que frequente diariamente essa região da cidade sabe que os parques que temos na orla são subutilizados.

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        • Subutilizados? Por que será?

          (Uma dica: a resposta deve conter as palavras “manutenção” e “revitalização”).

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    • Se esse Parque é uma previsão ainda não existe; logo a sua demarcação não foi feita, pois então quem deu poder para o MP ou Judiciário para estabelecerem o tamanho e os limites desse Parque?

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  5. Poh, eles não sabiam que Porto Alegre tem a GRUPELHO DO ATRASO mais atuante do Brasil?

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    • O “grupo do progresso”, por essa lógica, deve ser lá de São Paulo, com viadutos, avenidas quadruplicadas e, mesmo assim, engarrafamentos diários e intermináveis…

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      • Felizmente por lá já descobriram que não é bem assim e vão dar um jeito no minhocão. Ah, no Rio também querem demolir um viaduto. Enquanto isso em POA…

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      • Pode acreditar que um mundo SEM RADICALIMOS (alargando ou extinguindo vias e criando ou diminuindo parques, conforme a necessidade da cidade) existe.

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        • Julião, me dê exemplo de um parque ou praça ou calçada que tenha tido seu espaço aumentado nos últimos anos ou de uma via que tenha sido extinta.

          Posso te dar vários exemplos do contrário. Se tem radicalismo aqui, é o radicalismo carrocêntrico da atual gestão.

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    • Se sair pra rua pra protestar contra políticas públicas criminosas que privilegiam setores de negócios que bancam campanha política de canalhas é ser “grupelho do atraso”, por favor conte-me dentro! O defeito mental e político do brazíu é justamente esse povinho ovelha, que não se mobiliza pra nada. Viva a gurizada baderneira, quem sabe graças a eles um dia tenhamos pelo menos a consciência cidadã de um boliviano! 🙂

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  6. Legal ter um lugar para discutir ideias.Mas o que eu sinto é que uma parcela dos leitores tem uma conexão muito forte com concreto e asfalto, deve ser a idade a era do tablet. E o pior é um pessoal muito preocupado com a copa. Pressão da especulação imobiliária e sua turma. Seria muito triste viver em uma cidade só de asfalto e concreto, horrivel e me parece que Porto Alegre tá virando isso, falta pouco para ladrilhar o Guaiba e vai ter gente aplaudindo e dizendo que é progresso.

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    • Discutir? Aqui o cara dá dislike e não contra-argumenta, parece até aquelas crianças que só falam “não gosto” e deu. ahahaha

      Mas concordo contigo.

      Mesmo andando de carro por aí e enfrentando congestionamentos não tenho nenhum apreço por ver tanto dinheiro público investido em asfalto e concreto. E observo que, quem geralmente apoia essas obras, às vezes nem anda de carro. É só porque acham que é “bonito”, que é “progresso”. Mas é só uma nota minha, pode não condizer com a realidade.

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    • Se somos o pessoal da era tablet, imagina o que sobra pra ti, que ja saiu julgando as pessoas por causa de meia duzia de arvores e de gentinha politiqueira metida a comunista salvador do mundo, né?

      Sabe que tem a Amazonia pra tentar salvar, la sim deveriam se preocupar com o corte de milhares de arvores, e não em uma cidade com mais de um milhão de habitantes, se ao menos não tivesse o replantio das 2 mil arvores depois, mas não né…

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      • Mas a gente sabe que não vão plantar árvores de verdade e sim jerivás!

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        • Se o governo investisse, primeiramente, em educação, até mesmo discussões como esta seriam mais gostosas e produtivas. Um país com o nosso nível de educação só pode garantir que cada debate seja um apedrejamento de insensatez e falta de embasamento de ambos os lados.

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      • Cara, fiquei chocado com tamanha ignorância do teu comentário!

        Não devemos nos preocupar com corte de árvores porque é uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes?

        É justamente por isso que devemos nos preocupar!

        Onde esse mundo vai parar…

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  7. Bom senso pra que? O principal e’ nao deixar fazer (seja a obra que for).

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  8. essas pessoas que defendem aquelas arvores, não terao direito algum de reclamar do transito depois…. ¬¬”’

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    • Se querem resolver o trânsito façam o aeromóvel do centro para a zona sul em vez desta pista para fórmula indy…

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  9. nao vimos em outro post aqui no blog que eles vao trocar essa compensação por dinheiro e/ou materiais por que os locais escolhidos nao poderão receber arvores?

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    • Isso foi cogitado por algumas horas. A prefeitura voltou atrás no dia seguinte ao noticiado. Nós também noticiamos aqui. Vai ser feita a compensação com plantio de árvores.

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      • O que eles não explicam é que essas “árvores” à serem plantadas serão jerivás, e nada mais que isso.

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      • então o plano de compensação mudou – não há mais 100 arvores a serem plantadas na oswaldo aranha, por exemplo.

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      • “cogitado por algumas horas” uma ova! Foi decidido. O governo voltou atrás porque foi descoberta a barbaridade.

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    • Alias, diga-se que isso virou praxe na SMAM do Zachia: os valores arrecadados com multas de compensação por corte de arvores acabaram sendo usados para equipar a SMAM, ao invés de serem usados para plantio de mudas. Quem tem um terreno e precisa derubar alguma(s) arvore(s) deve encaminhar na SMOV, junto com o projeto, o Laudo de Cobertura Vegetal e o pedido de corte. A SMSM oferece duas opções: o empreendedor memso providencia o plantio ou paga o valor equivalente à SMAM. Até então, NUNCA o valor arrecadado tinha sido desviado para outro fim que não o plantio de mudas.

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  10. Vocês estão chocafos que oexecutivo está sendo pressionado a seguir o plano diretor? Que lamentável.

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    • Pois é, cada uma…

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    • Será que os demais secretários do meio ambiente continuariam chocados se soubessem que a prefeitura a decisão judicial é em função da prefeitura querer induzir trânsito em uma área que legalmente deveria ser um parque? Bom, se os secretários do meio ambiente continuarem chocados após saber disso, temos a prova que Feliciano na comissão de direitos humanos, Maggi na comissão de meio ambiente e Genoíno e Cunha na comissão de justiça não são as únicas aberrações.

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