Xangri-Lá terá parque eólico da Honda

Honda construirá unidade para suprir demanda de energia de sua fábrica em Sumaré

Parque Eólico de Osório, RS. Foto: Gilberto Simon

Parque Eólico de Osório, RS. Foto: Gilberto Simon

A Honda Automóveis do Brasil anunciou nesta quarta-feira a construção de um parque eólico na cidade de Xangri-lá. O parque irá suprir a demanda de energia da fábrica de automóveis localizada em Sumaré (SP). Serão instaladas nove turbinas de 3MW, com capacidade instalada de 27MW. Isto representará a geração de 95 mil MWh/ano (o suficiente para abastecer uma cidade de 35 mil pessoas). Os investimentos totalizam R$ 100 milhões.

De acordo com a montadora, após a entrada em operação do parque eólico, a empresa deixará de emitir cerca de 2,2 mil toneladas de CO2 por ano, o que representa aproximadamente 30% do total gerado pela fábrica, que possui capacidade instalada para a produção de 150 mil carros por ano.

O governador Tarso Genro exaltou mais um passo na consolidação da Política Industrial do Estado, que tem a geração eólica como um dos 22 setores estratégicos. “Estamos muito orgulhosos da presença da Honda, que entre mais de 30 lugares escolheu nosso Estado para o investimento, e queremos que não pare por aqui, mas que a empresa olhe ao redor e pense grande.”

Segundo o titular da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, o investimento da Honda se alinha à Política Industrial do Rio Grande do Sul. “Avançamos para nos tornarmos um dos maiores polos de energia eólica do país. Estamos certos de que não será o único investimento do grupo em nosso Estado”.

Carlos Eigi Miyakuchi, presidente da Honda Energy do Brasil, subsidiária do grupo criada especialmente para operar o parque eólico de Xangri-lá, destaca que partir de setembro de 2014, quando o parque entrar em operação, as emissões de CO² serão reduzidas de 2,2 mil a 3 mil toneladas por ano.

A iniciativa representa o primeiro investimento da Honda no mundo em uma estrutura para suprir a demanda de energia de toda uma unidade fabril. A cidade de Xangri-lá foi escolhida pela equipe de sustentabilidade da Honda Automóveis do Brasil, após visitas a quase 30 locais, por sua logística privilegiada, disponibilidade de ventos, infraestrutura já instalada, além de rede de transmissão e subestação a um quilômetro do parque eólico.

Correio do Povo



Categorias:Energia, Energia Eólica

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13 respostas

  1. Só lembro que há grandes dúvidas sobre o que infra-sons emitidos pelos geradores eólicos podem causar a saúde.

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    • Além de causar várias mortes de aves da região, mas mesmo assim acredito ser muito melhor que a nossa outra alternativa, as termelétricas.
      O Brasil poderia se tornar uma potência de energia solar e eólica, mas infelizmente o país está viciado em etanol de cana-de açucar e petróleo do pré-sal. Pena.

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  2. Se cada montadora de automóveis e grandes empresas seguissem o exemplo seria interessante para o ambiente, ou seja cada empresa gera a sua própria energia de maneira limpa. Uma empresa geradora poderia criar sítios eólicos e vender participação a grandes empresas, que seriam sócias, participando com o equivalente ao seu consumo. Isto estimularia o desenvolvimento da geração eólica.

    Parabéns a Honda pela iniciativa!

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  3. So’ os macunaima mesmo para ficarem felizes com estes cataventos, enquanto as decisoes, o dinheiro, a tecnologia e os salarios altos ficam em SP. Daqui a um tempo comecaremos a formar engrachates de sapatos para exportar para SP.

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  4. Sou 100% a favor da energia eólica, só acho absurda a apropriação que será feita deste recurso estratégico neste caso. São Paulo além de sugar a energia das hidrelétricas instaladas na região Sul, agora avança até sobre a nova matriz eólica. Tudo errado. E a meu ver o Rio Grande sempre explorado e o senhor Tarso-atraso colabora horrores para isto, o próprio caso bem demonstra. A Honda só investe neste parque a fim de gerar energia para abastecer sua FÁBRICA DE CARROS em SUMARÉ – SP, onde estarão milhares de pessoas trabalhando com ótimo nível salarial e usando a energia gaudéria para fazer funcionar as máquinas, e o RS a ver os cataventos girar e girar.

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    • Quanto ódio nesse coraçãozinho….

      O que tu preferia? que o parque eólico fosse lá também?

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      • RS se tornando o polo de energia limpa e tem gente reclamando? MEU DEUS, cara isso é uma super-notícia!! RS precisa se destacar em algo, pq tá cada vez mais morto.

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    • Caro Maurício.
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      Como disse o Alex, não precisas ter tanto ódio no teu coração. Isto da Honda investir em geração eólica no Rio Grande do Sul não quer dizer que eles vão fazer uma linha de transmissão daqui até São Paulo e utilizar os quilowatts aqui gerados, não é bem assim.
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      O negócio é o seguinte, eles geram o equivalente em energia consumida na sua fábrica aqui no RGS, a energia fica aqui, eles simplesmente vão colocar na propaganda da empresa que utilizam somente energia renovável, porém a energia, os royalties e os empregos para a manutenção do parque eólico ficam aqui!
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      É mais uma questão de propaganda do que qualquer coisa, quem vai comprar a energia gerada aqui será o sistema nacional como um todo, não há apropriação de energia por um ou por outro.

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  5. Ótima notícia! Muito bom!

    Só não entendi como uma unidade em Xangri-la vai suprir a demanda em Sumaré? Será uma espécie de troca? Mais energia no RS para liberar energia de Itaipu ou algo assim?

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    • Para quem negativou… o que eu escrevi não foi uma crítica ao projeto. Se for assim é algo bom pois são menos linhas de transmissão, menos energia transmitida, menos perdas… não há desvantagem nessa troca, só que isso não ficou claro no texto.

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      • É meramente contábil, entra a energia aqui, é convertida em R$ e na fábrica eles compram a energia com estes R$.

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        • Acho que é mais que isso. É mais barato (e eficiente) transferir dinheiro do que energia. Faz sentido produzir onde tem disponibilidade e há necessidade (RS).

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