Ponte estaiada da BR-448 sobre Rio Gravataí começa a tomar forma

Obra está 45% concluída e representa investimento total de R$ 1,4 bilhão

Marcelo Kervalt

Foto: Néia Dutra/GES

Foto: Néia Dutra/GES

Porto Alegre – A ponte estaiada da BR-448 sobre o Rio Gravataí começa a tomar forma e, imponente, já pode ser vista da BR-290, em Porto Alegre. Sendo construída no limite entre Canoas e a capital, em frente à Arena do Grêmio, terá 268 metros de comprimento e 62,5 de altura. Segundo o coordenador-geral do Consórcio Gerenciador da BR-448, Luiz Antônio Didoné, mais de 45,70% dessa obra já está concluída e o custo total estimado é de R$ 103,6 milhões com a ponte. Logo após o rio inicia o viaduto de acesso à BR-290, localizado no km 21,7.

Somente esta obra terá 2,4 quilômetros de extensão, somado os seis ramos de acessos (quatro para a free way e dois para o bairro Humaitá). Conforme a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, a Rodovia do Parque estará concluída em dezembro deste ano. Com 22,3 quilômetros de extensão, de Sapucaia do Sul a Porto Alegre, a via completa custará, segundo Didoné, cerca R$ 1,4 bilhão e já está mais de 75% concluída. Para desafogar o tráfego na saturada BR-116, a 448 integra as obras de mobilidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

32 quilômetros de extensão até Estância Velha

A presidente Dilma Rousseff, em visita ao Estado em março, anunciou a extensão em 32 quilômetros da BR-448, mais os acessos municipais, a partir de Sapucaia do Sul, passando por Portão e chegando até Estância Velha. A presidente pediu empenho ao governador Tarso Genro para que acelere o licenciamento ambiental e, assim, possa ser lançado o edital até junho do próximo ano. O custo projetado por Dilma é de R$ 530 milhões.

A OBRA

Extensão – 22,3 km
Trajeto – BR-116, em Sapucaia, até BR-290, em Porto Alegre
Custo total – R$ 1,4 bilhão
Número de operários trabalhando – 1.000 (aproximadamente)
Previsão de conclusão – dezembro de 2013

PONTE-ESTAIADA-BR-448-2

Veja o vídeo sobre a ponte clicando aqui.

Jornal NH



Categorias:Rodovia do Parque, Viadutos e pontes estaiadas

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23 respostas

  1. O que leva a construção de uma ponte estaiada ou uma ponte suspensa (ou pênsil) para uma ponte convencional, é a necessidade da última de escoramento (ou vigas de lançamento) para ser construída, isto falando de pontes de concreto, já as metálicas é outra coisa (vide na internet a história da Ponte Maria Pia, construída em Portugal pela empresa de Gustave Eiffel entre janeiro de 1876 e novembro de 1877 http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_de_D._Maria_Pia voces vão ficar surpreso pela velocidade em que foi construída esta grande obra há mais de 135 anos).
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    Se olharmos fotos da construção da ponte do rio Guaíba.
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    ou da ponte Rio-Niteroi
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    se vê que a primeira na sua construção utilizou escoramento que era fixo ao fundo do Rio Guaíba, já a ponte Rio-Niterói possuía uma estrutura metálica que carregava uma viga pronta entre dois pilares.
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    Já as pontes suspensas e as pontes estaiadas não é necessário escoramento, entre os pilares ou se lança dois cabos em que diversas lajes da ponte são fixadas ou estas partes são fixas individualmente em diversos estais (cabos de aço).
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    Se formos pensar dentro da lógica de construirmos o mais barato, tem que se levar em conta o que custa cada tipo de alternativa.
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    Se há um rio, uma avenida (no caso de viadutos estaiados) a ser ultrapassado por uma ponte ou por um viaduto e este rio (não muito profundo) ou avenida podem ter sua circulação ininterrompida total ou parcialmente, a solução mais barata é de uma ponte convencional. Por outro lado caso não se deva interromper nem que seja parcialmente a circulação, naturalmente deve-se empregar soluções estaiadas ou suspensa, sendo que para vãos muito grandes a solução suspensa é a mais barata e para menores a estaiada.
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    Estou colocando esta explicação, para que possam refletir sobre a conveniência de um ou outro tipo de ponte ou viaduto, pois o que me parece hoje em dia é que se adota modismos na construção das chamadas obras de arte, ao sabor muitas vezes de conveniências nada técnicas.
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    Muitos pensam que uma ponte estaiada ou suspensa tem um aspecto visual muito mais agradável do que as convencionais, entretanto quando ficar pronto o viaduto que cruza a avenida Bento acho que as opiniões vão mudar.

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