Polícia vai abrir inquérito para investigar incêndio no Cabaret

Delegado quer ouvir envolvidos para esclarecer se fogo foi ou não criminoso

A Polícia Civil vai abrir inquérito nesta segunda-feira para investigar se o incêndio que destruiu parte da boate Cabaret, em Porto Alegre, e gerou prejuízo estimado em R$ 500 mil, em Porto Alegre, foi ou não criminoso, conforme hipótese levantada pelo proprietário do estabelecimento, Carlos Beust.

De acordo com o titular da 17ª Delegacia de Polícia, Hilton Muller, a partir de amanhã serão ouvidos o responsável pela boate, vizinhos e também pessoas que presenciaram o início do fogo.

“Como foi registrada a ocorrência com a sugestão de crime vamos abrir o inquérito e investigar. A partir dos relatos e do resultado da perícia tentarmos descobrir qual foi o tipo de incêndio que ocorreu, com dolo ou culposo”, explicou Muller.

Secretário discute com proprietário e chama boate de “pocilga”

Após o incêndio, Beust destacou que os vizinhos da casa noturna tinham o costume de jogar materiais e sacos de lixo no telhado do local, o que ele presume que possa ter auxiliado na propagação do fogo. Os moradores no entanto, rebatem, afirmando que o depósito do Cabaret é que mantém lixo acumulado.

“Nós jamais jogaríamos lixo para lá. Esta região concentra um grande número de idosos, o que é até perigoso em casos de incêndio. Já tentamos alertar a Prefeitura sobre o risco que este local representa para a vizinhança”, explica a moradora Marília Cardoso, que reside há mais de 10 anos em um condomínio da Rua Garibaldi, via lateral a boate.

Correio do Povo



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13 respostas

  1. Acho que esse tipo de estrutura de “casa centenária” não deveria abrigar atividades comerciais com tráfego intenso de pessoas como são as boates, e os inferninhos. É risco alto que deve ser medido/considerado. Por acaso alguem tem dúvida que esses casarões antigos, por sua estrutura são os mais sucetiveis a incêndios de grandes proproções? Isso é levado em conta para concessão dos alvarás de funcionamento? Para mim, falta critério, ou legislação mais apropriada..

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  2. Não era meu estilo, mas conheço muita gente que adorava esse local e que ficaram realmente tristes pela perca.

    Fico feliz por não ter ninguem na hora, caso contrario, provavelmente eu perderia muitos, mas muitos amigos.

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  3. Estranho que durante 20 anos como espelunca nunca deu nada… reformaram as instalações para atender as exigências da legislação e em poucos dias pegou fogo.

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    • Quanta raiva no coração do pessoal aqui, chamando o local de espelunca, dizendo que não valia 500 mil… Nem todo mundo pensa da mesma forma, não somos robôs, existiam pessoas que adoravam passar suas noites nesta “espelunca”. Deixa a luz acender em qualquer grande casa noturna da capital e terás uma surpresa: todas são espeluncas, com paredes pintadas de preto para disfarçar e uns lustres para dar ar de sofisticação, de resto…

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      • Se estás se referindo a mim, se enganou. Frequento muito a casa e o termo “espelunca” foi irônico (achei que dava pra perceber pelo contexto da frase).

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      • Nisso eu concordo contigo… a maioria das casas de Porto Alegre são espeluncas. Acho que não é a falta de sofisticação que faz dessas casas espeluncas. Poderiam ter paredes descascadas, móveis velhos e tudo mais. O problema é higiene mesmo… banheiros com sabonete, encanamento funcionando e sem vazamentos; copos e talheres limpos; locais para descansar e respeito aos limites de lotação; emissão de cupom fiscal ao cliente na hora do pagamento… só o básico.

        Ah, e um DJ que ainda não tenha perdido 80% da audição e queira o mesmo para os frequentadores.

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        • É, apesar do meu comentário anterior, concordo também. Além disso acho que as “espeluncas” são os melhores locais, claro que respeitando as normas de funcionamento e segurança.

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  4. 1- Cheiro de golpe do seguro.
    2- Dr. Goulart : “Você é um fanfarrão ” .

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  5. Quinhentos mil em prejuízos? Tinha uma mala cheia de dinheiro no local? Com duzentinhos não dá para deixar tudo como estava antes?

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