Trensurb quer Aeromóvel Humaitá ligando Arena do Grêmio ao Salgado Filho

Foto: Gabriela Di Bella - Metro

Foto: Gabriela Di Bella – Metro

Depois de construir a primeira linha comercial de Aeromóvel do Brasil, ligando o Aeroporto Salgado Filho à estação Aeroporto, a estatal federal Trensurb quer agora uma nova via, desta vez entre a estação Aeroporto e a Arena do Grêmio, passando pelo bairro Humaitá.

Serão dois quilômetros do Aeromóvel Humaitá.

O desenho inicial do projeto de R$ 150milhões foi entregue ao ministro das Cidades.

O que não diz a estatal federal é como ela fará para suportar o repentino assalto de milhares de torcedores, que escapam em apenas oito minutos da Arena do Grêmio, quando cada vagão do Aeromóvel só compota 300 passageiros (no caso, seriam cinco veículos, considerando-se os dois já existentes e em pré-operação).

Políbio Braga



Categorias:Aeromóvel, Aeroporto Internacional Salgado Filho

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40 respostas

  1. Eles esqueceram de comunicar quem foi o criador desse projeto do aeromovel até a arena, por acaso eu conheço o criador muito bem e não cobrou nada pelo projeto, a única coisa que eles poderiam ter dito era anunciar o criador do projeto

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    • Letiery. Quem inventou esta história foi a direção da Trensurb. Não existe projeto, apenas intenção. Notícia de hoje: A empresa responsável pela automatização do aeromóvel esta com grande dificuldade de fazer funcionar este sistema, automaticamente, por enquanto só funciona com joystick.

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  2. Julio, realmente não entendi.Podes rabiscar isso em um mapa?
    De qualquer forma, pelo que me consta, a antiga estação é da R.F.F.S.A. e não da Trensurb.

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    • Ah…. e a América Latina Logística (ALL) corta esta área. Teríamos uma Cruz de Santo André?

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      • Quando houve o primeiro jogo na Arena a Trensurb transformou um pequena parte daquela área em estacionamento. O transito de trens de carga naquela área é quase inexistente. É a mesma situação da entrada de veículos para o pátio da empresa. “Uma Cruz de Santo André. Para quem queria construir shopping…e edifícios de estacionamento…

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    • Diego, ao transitares pela Ernesto Neugebauer verás uma placa informando que toda área verde situada ao lado da estação Pestana é de propriedade de Trensurb. Aquela estação é fantasma, não tem utilidade alguma e serviria como acesso a estação Aeroporto. O que me deixa abismado é a falta de respeito, por parte da direção da Trensurb, com o dinheiro público. Eles não pensam. Só querem fazer mídia positiva às custas do Aeromóvel. A pouco tempo a Trensurb queria construir hotéis, shopping, estacionamentos, etc. nesta região utilizando a estação da R.F.F.S.A. como acesso ao metrô. É a mesma área onde tem um campo de futebol, um estádio de futebol de salão e área de estoque de sucata. Entra no Google Maps, fica entre a estação Pestana e a Ernesto.

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  3. Para pensar. Toda área situada ao lado da estação Aeroporto e estação Pestana (lado Humaitá) é propriedade da Trensurb. Se fosse feita uma avenida destas estações até a Ernesto Neugebauer (máximo 300m), seria suficiente para ligar o bairro e Arena ao metrô através de uma linha de ônibus. O investimento seria 100 vezes menor que o aeromóvel, com muito mais acessibilidade e serviria a qualquer demanda. Esta ruela serviria também às linhas de ônibus, lotações, táxi, carroça, que atualmente transitam pelo bairro. É tão simples.

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  4. O aeromóvel será utilizado 4 vezes por mês, ou seja, nos dias de jogos. Nos outros 26 dias ficará praticamente parado. Alem disso é muito mais econômico ir a pé até a estação Anchieta. Em Jacarta é uma viagem turística e de baixa demanda. Com grande demanda o veículo, por ser muito frágil, não resistirá por muito tempo. A Trensurb terá que disponibilizar empregados (seguranças, agentes de estação) para atender os usuários nos dias de jogos, na estação que será construída próximo a Arena. É um projeto louco. É dinheiro jogado fora ou para dentro dos bolsos das empresas responsáveis por este projeto. É claro que o Diego sempre defenderá este projeto, afinal é ele o engenheiro responsável ou irresponsável por toda esta loucura. Não custará somente 150 milhões. Passará dos 300. Não dá para comparar Stuttgart com o bairro Huamitá, repleto de favelas. Todos pagaremos por esta insana ideia.

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    • Isso assumindo que o aeromóvel só atenderia (exlusivamente) o estádio, e que a única atividade do estádio é jogo de futebol. Essas duas premissas estão erradas.

      O empreendimento da Arena prevê, além do estádio, a construção de torres comerciais e residenciais. Essas torres geram demanda no ciclo normal (i.e. horário comercial), e o aeromóvel poderia muito bem ajudar a conectar esta nova demanda ao Trensurb, à Região Metropolitana, ao Centro e ao Aeroporto.

      Além disso, mesmo se não contarmos essas torres, cabe lembrar que a Arena também prevê a realização de shows e eventos de grandes proporções. Isso é inclusive uma das fontes de renda para o empreendedor (no caso, a OAS).

      Por fim, num preconceito já tão típico dessa caixa de comentários, reduziste o bairro Humaitá a algo “repleto de favelas”, como se 1) isso fosse verdade e 2) como se isso justificasse o não-investimento em transporte coletivo. Meio que me lembrou aquela vez que rolou um mapa “fantasia” de metrô pra Porto Alegre e rapidinho vieram uns imbecis comentar “mas que absurdo uma linha da Cruzeiro até o Moinhos, pra que isso, imagina a chinelagem invadindo”. O bairro Humaitá, pra quem nunca foi lá, é uma área residencial e industrial com diversos tipos de ocupação e níveis de renda, notoriamente mal-servido por transporte coletivo. Um aeromóvel ligando o Aeroporto à Arena poderia facilmente ter uma ou duas estações no meio do bairro Humaitá, adicionando um serviço de transporte confiável, e dando novas oportunidades de emprego para quem ali mora.

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      • Sinceramente não sou preconceituoso. O que me preocupa é que o investimento neste tipo transporte é inadequado. O pessoal das torres não utilizará o aeromóvel e tão pouco o metrô. O usuário da Trensurb é composto na sua maioria pela classe C e D. Como fiquei sensibilizado com as tuas observações, ficarei apenas aguardando os próximos capítulos desta novela, inclusive aguardando os testes do trecho do Aeroporto e no futuro talvez tu me darás razão.

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    • Julio, eu posso ser engenheiro da Aeromovel, mas jamais defenderia qualquer projeto que não julgasse algo útil para população. Gosto de dormir em paz com o travesseiro todo o dia. Não tenho o que comentar sobre esta proposta para o Bairro Humaitá, pois trata-se de rumores neste estágio. Não há nada oficial.

      “Qual a engenhoca que será construída nos terminais para que os veículos mudem de via? Loucura, loucura.” Meu caro, o AMV (Aparelho de Mudança de Via) do Aeromovel opera desde 1987 na Linha Piloto do Gasômetro. E está em instalação na Linha do Aerporto. Isto rendeu uma patente para o nosso país (registrada no Japão, França, Reino Unido, EUA e outros). Não é loucura, é engenharia (podes conferir em: http://www.google.com/patents/US4774891)

      O veículo não é frágil. Como eu disse aí em cima, foi projetado em pleno atendimento com a norma ASCE 21 para Automated People Movers. Crush load para 12 passageiros por m². Reforçado com fibra-de-carbono. Não precisa ser uma caixa de aço inoxidável austenítico, um “Panzer sobre trilhos” se preferir, para ser resistente. Vide o Boeing DreamLiner.

      Abraço!

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      • Diego, uma coisa que eu sempre tive duvida, sabe me dizer até quantos vagões como este uma composição do aeromovel pode ter?

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      • Diego estou fazendo um trabalho sobre o Aeromovel.. Queria muito a sua ajuda, com algumas informações que não achei no site.. Se poderes me ajudar fico grata…

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  5. Esse gancho no final foi completamente desnecessário. Por esse tipo de coisa que eu não gosto do Políbio Braga. Apenas serviu pra explicitar o quão preconceituoso ele é. Como já disseram acima, 8 minutos é o rating de evacuação de emergência. Quem já foi à Arena, sabe que numa velocidade mais “normal”, o estádio leva mais tempo pra esvaziar.

    Já vi implementações semelhante de serviços pendulares para estádios e eventos com carga eventual. Em Stuttgart, existe uma linha de bonde que liga sai do Centro e vai até o Mercedes-Benz Arena (estádio do VfB Stuttgart), que fica ao lado do Porsche Arena (casa de shows) e do Museu da Mercedes-Benz. Quando tem evento em uma das arenas, o regime de operação dessa linha é alterado, dando preferência a chegada (antes do evento) e preferência a partida (depois do evento). Não é suficiente pra descarregar todo mundo, dado que existem outras opções perto, mas funciona relativamente bem e não é a tragédia que o Políbio quer pintar.

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