Justiça autoriza corte de árvores no entorno do Gasômetro

Desembargadores liberaram a retirada de 100 árvores por três votos a zero

Data para reinício dos cortes ainda não está definida  Crédito: Ricardo Giusti / CP Memória

Data para reinício dos cortes ainda não está definida Crédito: Ricardo Giusti / CP Memória

O corte de árvores no entorno do Gasômetro, em Porto Alegre, foi autorizada na tarde desta quinta-feira pela 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Por três votos a zero, os desembargadores liberaram a retirada de cerca de 100 árvores na avenida Edvaldo Pereira Paiva. A decisão foi tomada pelo relator Carlos Eduardo Duro, pela presidente da Câmara, Maria Isabel Souza, e pelo desembargador Eduardo Kraemer.

O secretário de Gestão de Porto Alegre, Urbano Schmitt, afirmou que, após esse “impasse”, a prefeitura poderá “dar continuidade ao trabalho que estava sendo feito, com todas as licenças ambientais existentes, com toda a compensação. “A partir desse momento, com a confirmação do poder judiciário, mostramos que a prefeitura estava agindo de forma correta, cumprindo todos os trâmites legais.”

A retomada dos cortes, ainda sem data prevista, viabilizará a continuidade da obra de duplicação da avenida. A prefeitura recorreu da decisão tomada pelo TJ no dia 19 de abril, quando suspendeu a liminar da 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que permitia a derrubada.

A decisão atendia a um recurso do Ministério Público (MP) contra o parecer judicial do próprio desembargador Carlos Eduardo Duro, que considerou, naquela oportunidade, que a obra de duplicação da Beira-Rio era importante, mas que havia risco de dano irreversível para o meio ambiente caso não fosse construído no local o chamado Corredor Parque do Gasômetro, como prevê o Plano Diretor do município.

Fonte: Rádio Guaíba / Correio do Povo



Categorias:Duplicação de avenidas

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34 respostas

  1. Acho que o grande erro estratégico foi focar apenas na questão das árvores. Além de ter dado espaço para os “a favor do progresso” estereotipar a oposição, a justiça olhou para a questão das árvores apenas e não viu problemas nela.

    Honestamente até acho que a questão das árvores, olhada isoladamente, não é motivo para não fazer a obra mesmo. Mas se botarem tudo abaixo o resultado aparente é que o poder executivo não vai seguir o plano diretor da cidade e com isso bye-bye parque do gasômetro. http://vadebici.wordpress.com/2013/02/15/o-parque-do-gasometro/

    Ou melhor, adeus democracia, por que o executivo atropelar o legislativo assim é foda.

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    • Quem focou nas árvores foi a imprensa e a Prefeitura. Os manifestantes deram dezenas de outros tipos de argumentos técnicos, ambientais, de mobilidade urbana, de qualidade de vida.

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      • Hmmmm possível, mas não foi só a imprensa e a prefeitura. Se tu for ver, por exemplo, o facebook do Sgarbossa também fez muito disso. Critiquei eles várias vezes lá.

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  2. Nunca vi uma prefeitura tão impopular. Quanto a justiça, como sempre, a favor do poder.
    E quanto a via, vai ficar congestionada também. Falta educação para todos e humanidade. Quanto às árvores, um dia os “humanos” vão ser extintos, é inevitável, mas o Planeta vai sobreviver. Concordo com Eduardo que faltam investimentos em segurança, transporte coletivo, educação…saúde…e falta educação política para os políticos e para a população. Beatriz.

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  3. Penso o seguinte: se a prefeitura vai compensar e a população apoia a obra, que cortem as árvores duma vez. A população em geral parece ver com bons olhos o alargamento da via – isso é democracia. Mas convido todos à reflexão: São milhões de reais em asfalto. Para daqui alguns anos o trânsito voltar a ser estressante, como em quase todos os pontos da cidade. Será que não temos maiores prioridades que o asfalto? Segurança, transporte coletivo, educação, mobiliário urbano…

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    • Eu imaginaria que a população em geral está apática, pois tem relativamente pouca gente contra o corte das árvores mas a tentativa de se mobilizar a favor mixou. Lembra da votação do pontal do estaleiro, que teve uns 5 mil votantes? Pois é.

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      • Maioria das pessoas trabalha e tem mais do que fazer. Até porque, quando se vota, você elege um REPRESENTANTE, exatamente para que este atue nestas causas, sem que você, eleitor, tenha que perder seu tempo naquilo que há outra pessoa, que recebe, e bem, para fazer isso.

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        • Adriano,

          Democracia não é um sistema onde tu vais lá a cada 2 anos, vota em qualquer um (aquele que teve mais grana para fazer campanha geralmente) e daí tu se exime de toda responsabilidade. Ele te representa sim, mas não é dono da cidade ou da verdade e deve sim debater com quem quer debater e participar da criação da tua cidade.

          E no caso específico dessa obra, houve um debate no legislativo que levou a criação do Parque do Gasômetro. Vou repetir pela milésima vez: o executivo atropelou o legislativo e não está cumprindo o que foi decidido pelas vias democráticas. Ou seja, mesmo que tu optes por não participar ativamente do processo, nossos representantes na câmara votaram uma lei que foi RASGADA.

          http://vadebici.wordpress.com/2013/02/15/o-parque-do-gasometro/

          As árvores, na minha opinião, são secundárias.

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      • Não sejamos tão burocráticos. Eu acredito que a maioria apoia o alargamento da via sobre qualquer coisa, sejam árvores, seja um espaço de lazer, seja a legislação. A maioria das pessoas tem fetiche por grandes avenidas (é o puguéssu) e, claro, tem a expectativa de amenizar as estressantes tranqueiras. Imagino que, se fizessem um plebiscito, a população passaria por cima do parque do gasômetro também. Carros e concreto > áreas verdes. Esse é o pensamento padrão. Não acredito que as pessoas mudarão a mentalidade tão rapidamente, por isso só peço que da próxima vez pensem melhor o destino do dinheiro público… Os carros já são confortáveis internamente, apesar da lentidão do trânsito. As escolas, os postos de saúde e as RUAS nem de longe tem o mesmo conforto.

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  4. Data não definida??? P**** corta hoje logo, pra que não inventem outra palhaçada!!!

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  5. Até que enfim uma boa notícia sobre essa novela…

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  6. Boa!

    Os engajados que peguem uma pá cada um e vão ajudar PLANTAR as mudas para compensação ambiental.

    Isto é, se realmente se interessam pela causa.

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    • De fato, plantar mudas é bem mais difícil que organizar protestos ou dormir em acampamentos.

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    • Pela mesma lógica, os engajados na quadriplicação que arregacem as mangas e asfaltem com as próprias mãos a avenida.

      Cada uma…

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  7. Decisao comprada pelas empreiteiras, segundo a Gangue das Magrelas.

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  8. Espero que o Fortunatti nao seja um “bundao” e nao se deixe intimidar pelos ditos “vagabundos piolhentos” que estao acampados la. De “ecologistas” esse povo nao tem nada…pura manobra politica!

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    • Agora com o aval da justiça não tem essa de bundão ou não bundão. Um oficial de justiça deve ir lá e ler a decisão, se for obedecida ou não, o Fortunatti não tem nada a ver com isso, isso não cabe à esfera municipal.

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    • Busque informação! Executivo é diferente de Judiciário. kkkkk. Sabes o que é isso? Estude para pelo menos postar algo decente e útil.

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      • São dois Pablos?

        Mas enfim, o que mais tem aqui é que posta esse tipo de “coisa”.

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        • Pior que é… não reconheço o texto acima como meu. A não ser é claro que eu tenha dupla personalidade e não saiba.

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  9. Bem… agora tem que aceitar da mesma forma que a prefeitura aceitou o plano cicloviário.

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    • Falando nisso, tá prevista ciclovias nessa obra?

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      • Está sim. Quando deu o protesto eu analisei a ciclovia. Me pareceu muito boa! Ela não fica junto a pista, mas não mostra o que acontece depois do Gasômetro.

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