Referência: Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, será reurbanizada, privilegiando os pedestres

Licitação da reurbanização da Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, é publicada

Orçadas em R$ 87,8 milhões, obras preveem, entre outras coisas, a elevação da pista de rolamento destinada aos automóveis para o nível do passeio, restringindo o acesso somente aos pedestres

Rodrigo Louzas

A Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro publicou na última segunda-feira (13) o edital para a execução do projeto de urbanização da Avenida Rio Branco, no centro da cidade. O objetivo é criar um parque de 700 metros entre as avenidas Nilo Peçanha e Presidente Wilson, vai começar pela substituição de oito km de redes de drenagem, esgotamento sanitário e água da região, consideradas muito antigas. As obras estão orçadas em R$ 87,8 milhões.

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Na nova Avenida Rio Branco a pista de rolamento destinada aos automóveis será elevada para o nível do passeio e liberada aos pedestres. A via de serviço será implantada dentro do alinhamento das pistas atuais, deixando as faixas das atuais calçadas livres para os pedestres. O local também ficará livre de obstáculos de forma a não obstruir as passagens dos blocos durante o Carnaval.

Pelo projeto, a esplanada da Avenida Rio Branco teria piso de granito serrado, nas cores branca, cinza e vermelha. Junto aos edifícios históricos, a pavimentação de pedra portuguesa seria mantida. Estão previstas palmeiras para arborizar a área, que ganharia ainda bicicletários e iluminação especial.

Fazem parte da área projetada para o parque urbano a Avenida Nilo Peçanha (nos trechos entre Rua Debret e Av. Presidente Antônio Carlos e entre Rua Uruguaiana e Av. Rio Branco), Rua Bitencourt da Silva, Rua Manuel de Carvalho, Rua Vieira Fazenda, Rua Araújo Porto Alegre (no trecho entre Rua México e Av. Rio Branco) e Rua do Passeio (no trecho entre Rua Senador Dantas e Av. Rio Branco), Rua Treze de Maio, Av. Luis Vasconcelos, Rua Evaristo da Veiga (no trecho entre Rua Senador Dantas e Av. Rio Branco), Rua da Ajuda e Praça Floriano.

As obras estão previstas para começar em setembro e terminar no final de 2015.

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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39 respostas

  1. Coisa para o Rio de Janeiro que está buscando um novo horizonte. Porto Alegre é a terra do retrocesso, da degradação, muita gente curte a desordem, a esculhambação, um ar de lixão. Nossa capital mais austral do BR muito podre e pobre, inacreditavelmente e cada vez mais.

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  2. Se a avenida Rio Branco fosse em Porto Alegre seria retirado os passeios e feitos vias para o carros, e quem fosse contra seria chamado de vagabundo, piolhento, ecochato…

    Como comparar a Cidade Maravilhosa com a Bovinópolis

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  3. Gaucho morando no Rio… com um visão de fora, parece que o Rio esta realmente combatendo o uso do carro. Nem tudo é certo ou mil maravilhas como as vezes parece para quem não mora aqui. Mas realmente a visão dos gestores aqui parece mais avançada em tudo, desde onde aumentar pistas e onde remove-las.

    Pessoalmente gostei do objetivo do projeto, mas achei feio as palmeiras. Seria melhor arvores “normais”.

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  4. Soube que esse projeto está relacionado com o BRT’s, VLT centro, Aluguel de Bike e os estacionamentos públicos (no entorno do centro histórico).
    .
    Resumindo: O objetivo é que diminua o volume de veículos no centro histórico e não acabe.

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  5. Vocês notaram que nas imagens há pontos no chão parecidos com tartarugas? Acho que essa “iluminação especial” que se refere no texto é luz de baixo para cima. Deve ficar muito bonito de noite.

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  6. O Rio é a cidade que mais tem melhorado nesse impulso de transformações que veio com a copa. Líder absoluto.

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  7. Impressionante!

    Isso sim que é visão urbanística!

    Os pró-carro piram!

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    • Não tem ninguém pró-carro aqui, apenas anti-anti-carro.

      Eu, por exemplo, que sempre faço oposição ao pessoal que chegou aqui pelo vadebici ou mobilize.org, achei um excelente projeto.

      Eu gostaria que a prefeitura de poa tivesse feito o mesmo ali no gasômetro.

      Sou contra o uso do movimento como propaganda da esquerda e com o argumento estapafúrdio do corte de um número irrelevante de árvores.

      No entanto, se a prefeitura não vai ampliar o parque ali retirando a avenida, que ela possa ampliar a avenida atual. Ficar sem os dois (parque nem ampliacao) não faz sentido.

      Mas, meu pensamento final é de que a prefeitura deveria ter procurado fundos para enterrar toda aquela avenida da Mauá até a rótula das cuias num túnel e fazer um grande parque com acesso até o rio. Na beira do rio deveriam colocar espaços sobre a água, como um pier. No resto do mundo toda cidade com um lago desse tamanho tem ao menos um grande pier. Em resumo e completando:
      – enterrar a avenida atual da Mauá até a rótula das cuia
      – integrar todos os parques da região num grande parque
      – construir um pier ou espaço sobre a água, com local para atracação de barcos, bares, restaurantes, museus, etc
      – conectar ao transporte coletivo, podendo inclusive ter um aeromovel passando onde hoje está a avenida sem prejuízo ao parque.
      – estacionamentos subterrâneos ou verticais fora do parque para acesso inclusive a quem vai de carro

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      • Então tu queres a mesma coisa que os manifestantes. Por que tu tá sempre discutindo com eles?

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      • Adriano, bom saber que queres o mesmo que nós. Mas por que em vez de cobrar a prefeitura tu aceitas o fato que eles nem tentarem ir atrás dos fundos? Nós que botamos eles lá e agora temos que cobrar.

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  8. offtopic: “Ônibus híbridos diesel-elétricos começam a rodar em Curitiba”

    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=onibus-hibridos-diesel-eletricos-curitiba

    “O investimento, porém, foi feito pelas empresas privadas do setor de transporte urbano.”

    “No total, o ônibus híbrido consome 35% menos combustível do que um veículo similar apenas a diesel e apresenta uma redução de 35% na emissão de gás carbônico em relação a veículos com motores de classe Euro 3 – norma europeia para controle da poluição emitida por veículos com motores a combustão.

    Há também uma redução de 80% na emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) e de 89% de material particulado (fumaça).”

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  9. Isso sim é um verdadeiro e belo projeto paisagistico!!!!

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  10. Muito bonito! Gostei do padrão do piso, é simples, é bonito, é de cor clara, que deixa o ambiente mais iluminado. Assim dá vontade caminhar… não é como uma calçada de 2m sem árvores, com piso escuro ao lado de uma rodovia de alta velocidade.

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  11. Enquanto isso, em Porto Alegre…
    Prefeitura abrindo ruas para carros no centro histórico…
    Criando uma superavenidaexpressa e viadutos em plena orla do Guaíba…
    Colocando grades pros pedestres…
    E por aí vai.

    A Prefeitura de Porto Alegre só copia a prefeitura do Rio no que ela tem de mais podre: marginalizando ainda mais a população carente. Daqui a pouco vai estar fazendo remoções forçadas também.

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  12. Fantástico! Pelo que eu lembro da última vez que eu estive no Rio, essa Avenida é extremamente movimentada, com um MAR de pedestres se espremendo em uma calçada que não é muito larga, enquanto os carros têm quatro ou cinco faixas dedicadas ao trânsito rápido. Esse projeto com certeza entende bem melhor a situação, e devolve a rua ao pedestre e pacifica o tráfego que sobrar nela. Tão fazendo basicamente o contrário do que Porto Alegre anda fazendo.

    E o trânsito, diriam? Vai se adaptar. Sempre se adapta.

    [1] para terem uma ideia, vejam no google street view

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    • Tem razão, mas essa área a ser revitalizada é bem na área da Cinelândia, que já tem a praça Floriano, bem larga, para pedestres. Mas é bem movimentada sim.

      http://goo.gl/maps/wMA8T

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    • Fantástico mesmo!! Agora, em vez de espremer os pedestres, vão espremer os carros!! Muito bonito na teoria, quero ver na prática para onde vão se deslocar os automóveis e diversas linhas de ônibus que cruzam a Av. Rio Branco em direção ao Aterro do Flamengo, sentidos norte (em sequencia: aeroporto Santos Dumont, cais do porto, acesso da ponte Rio-Niterói, acesso à Av. Brasil) e sul (bairros da zona sul e acesso à Barra da Tijuca e zona oeste). Vão entupir as vias auxiliares e trancar tudo? Fantástico mesmo!!!

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      • Não entendi teu ponto. Os cruzamentos vão obviamente continuar existindo. O trânsito da Av. Rio Branco é o que vai ter que se adaptar. Nada mais adequado, em se considerando que, com o metrô bem embaixo, as pessoas não deveriam “precisar” tanto da Av. Rio Branco assim.

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        • fmobus,
          A avenida Rio Branco é uma via importantíssima de passagem e distribuição do tráfego que se desloca pelo centro da cidade nas direções em que citei acima, com inúmeras linhas de ônibus cruzando todo o seu percurso. Sim tem o metrô, é verdade,e ninguem mais do que eu tenho defendido a sua implantação aqui em Porto Alegre, justamente por saber de seus inúmeros benefícios, até por conhecer bem o metrô do Rio. Acontece que a linha de metrô que passa naquela região (tem uma estação no Largo da Carioca) já está chegando ao ponto de saturação. Imagine se tiver que absorver os passageiros que utilizam os ônibus atualmente. Obviamente que se cortamos uma via de circulação, a tendência não é simplesmente pararem de usar os carros ou ônibus que por ela circulam, mas sim procurar outras saídas alternativas de circulação nas proximidades, saturando o que já está ruim. É a questão do cobertor curto: Tapa-se de um lado (fecha-se a av. Rio Branco ao tráfego) e destapa-se de outro (entope outras vias que já estão com problemas). Esta é a dicotomia que muitos que palpitam aqui no Blog não entendem, que não se suprime tráfego existente sem criar alternativas viáveis, e estas alternativas no caso em questão não existem. Resultado: aguarde e verás. Agora, tirando estas observações pertinentes, o projeto ficou muito bonito, mas é isto.

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        • Carlos,
          Recentemente, urbanistas descobriram que quando se remove uma via, boa parte do trânsito some com ela. Foi isso que descobriram em Seul quando removeram uma via expressa que atravessava a cidade e devolveram o espaço para pedestres:

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        • Marcelo,
          Além de arquiteto também sou urbanista. Se leres com atenção o que escrevi, entenderás que não sou contra o fechamento da via, mas desde que tenha uma alternativa VIÁVEL, o que no caso em questão me parece difícil. Não concordo com o termo “descobriram”. Nada é por acaso. O mais provável é que em Seul eles tenham realmente achado outras alternativas e feito um planejamento urbano prévio para poder implantar o projeto, o que dificilmente ocorre nas nossas cidades, em que implantam as coisas “a la Miguelão”, de qualquer jeito, sem pensar nas consequencias, e é isto que estou tentando explicar.

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      • A idéia é fazer um mergulhão por baixo do parque.

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  13. SEDEX 10 :
    A/C Sr.Carrolari
    EPTC
    Av Ipiranga …

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    • Sim, até porque o movimento da Ipiranga de pedestres é imensooooooooooooooooooooooooo…

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      • O Adriano não é capaz nem de intepretar um texto. Av. Ipiranga que o André colocou seria o endereço da EPTC. Capicce?

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      • Não que o André tenha proposto fazer isso na Ipiranga, mas…

        Vocês já pararam pra pensar porque é que temos tão pouco comércio na Ipiranga? Digo assim, comércio de rua, comércio que você chega caminhando, com uma escala “de pedestre”, em oposição a grandes supermercados/shoppings feitos para a escala “do carro”.

        Ao meu ver, o principal problema da Ipiranga hoje é justamente a sua inadequação à circulação de pedestres, muito embora a via tenha muito potencial estético (e espaço) para tanto. Tenho certeza que a adição de ciclofaixas e de um meio de transporte massivo (e.g. aeromóvel) dariam um visual e um uso muito melhor para a avenida.

        Esses tempos postaram umas fotos de uma avenida de alguma cidade argentina que tinha também um riacho correndo no meio mas, ao invés de ser priorizada como lugar pra circulação rápida, tinha um conjunto mais harmonioso e menos opressivo.

        Mas claro, esse meu comentário vai ser rapidamente enterrado sob as preocupações com o “fluxo”, dessa galera que tá super disposta a mudar, mas só se tudo ficar igual e nada perturbar o carrinho deles.

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        • Segurança?

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        • E na Ipiranga tem até áreas “abandonadas” porque negócio nenhum funciona ali, a não ser megaempreendimentos de alguma coisa.

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        • Em relação à segurança, é provável que a Ipiranga seja bem mais perigosa pois é rota de fuga para assaltantes. É fácil parar com um carro “dentro” de algum estabelecimento, assaltar e fugir pela via.

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        • Ricardo e Pablo,

          Se te referes à segurança no sentido de assaltos e afins, o entendimento moderno de urbanismo é que essa falta de segurança vem justamente da falta de circulação de pedestres, que sóe acontecer em vias priorizadas para o tráfego de alta velocidade.

          Se te referes à segurança no sentido de acidentes e atropelamentos, aí entra justamente a discussão dos limites de velocidade, e da existência de segregação ou não. Ao meu ver, não seria ruim ter uma Ipiranga com mais pedestre se a velocidade fosse 50km/h.

          Essas duas coisas são intimamente ligadas, e têm que ser consideradas em qualquer projeto que vise redesenhar a identidade urbana da avenida.

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        • A Ipiranga é abandonada pq é uma estrua (estrada + rua). http://vadebici.wordpress.com/2013/05/13/as-estruas/

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