Empresas de ônibus de Porto Alegre alegam prejuízo e pedem suspensão de encargos

ATP afirmou em anúncio que companhias estão próximas de um caos financeiro com tarifa de R$ 2,85

mensagem-atp-maio-2013A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) de Porto Alegre afirma nesta segunda-feira que as empresas de ônibus acumularam um prejuízo de R$ 20 milhões com a suspensão da tarifa de R$ 3,05. Em um anúncio publicado em jornais da Capital, a ATP pede à prefeitura a suspensão do pagamento dos encargos de Imposto Sobre Serviços (2,5%) e a Taxa de Contribuição (3%) para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Segundo a ATP, com o valor de R$ 2,85, as companhias não têm condições de prestar serviço com eficiência, qualidade e continuidade. Com a suspensão do pagamento dos encargos, a intenção é evitar “caos financeiro” no setor que poderia repercutir na qualidade do trabalho.

A tarifa tinha sido reajustada em março, dos atuais R$ 2,85 para R$ 3,05, o que gerou uma série de protestos de estudantes na Capital, inclusive com quebra-quebra no prédio da Prefeitura. Uma liminar permitiu que o preço da passagem voltasse para a quantia atual.

Nos últimos 70 dias sem reajuste, o total de ISS e taxa da EPTC representaram o valor de R$ 7,7 milhões. As empresas solicitam que a Prefeitura tome a mesma medida adotada pelas prefeituras do Rio de Janeiro e Florianópolis que cobram 0,01% de ISS, ou seja, um valor simbólico.

Correio do Povo

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ETPC não tem como atender suspensão de encargos, diz Capelari

ATP quer isenção do ISS e da taxa de contribuição da EPTC para compensar redução da tarifa

O pedido de suspensão de pagamento dos encargos e Imposto Sobre Serviços (2,5%) e a Taxa de Contribuição (3%) para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) proposto pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) não pode ser atendido, segundo o diretor-presidente da instituição, Vanderlei Capelari. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feira, ele afirmou que a exigências da ATP foram feitas para chamar a atenção do Judiciário, atitude que tem a concordância de Capelari. “Não temos como desistir do pagamento destes tributos, com a taxa de gestão e o ISS. Mesmo que isso venha a ser retirado das cobranças das empresas, seria preciso diminuir na tarifa também”, explicou.

Capelari solicitou o auxílio imediato do Judiciário nesta questão. A situação do transporte público em Porto Alegre também incomoda a EPTC, segundo o dirigente, que cita a Carris. “O Judiciário precisa assumir esse tema porque o impacto está sendo brutal. Hoje, a situação é administrável, mas se continuar desta forma a Carris permanecerá com dificuldade financeira”, explicou. “Nós fizemos um estudo técnico que aponta uma tarifa de R$ 3,05 e hoje ela sofre um impacto de 20 centavos por cada passageiro que ingressa nos ônibus”, acrescentou.

O diretor-presidente revelou que a intenção é tornar a Carris auto-sustentável e que uma reunião estratégica já foi marcada com o prefeito José Fortunati. “Se a tarifa não retornar ao valor que tecnicamente foi definido, nós realmente teremos muitas dificuldades por conta do aumento nos insumos”, argumentou.

Anúncio não é uma ameaça

O presidente da ATP, Enio Roberto Reis, explicou que o anúncio publicado em jornais de Porto Alegre não representa uma ameaça das empresas de ônibus, mas uma realidade do setor. “O aumento de 12% das gratuidades precisa ser diluído pela totalidade dos passageiros. As companhias estão recebendo uma receita menor do que a necessidade”, enfatizou.

Reis explicou que uma empresa não quebra pelo patrimônio, mas pelo caixa que detém. “Nós não podemos deixar de colocar óleo diesel nos veículos, assim como nós não podemos deixar de pagar os salários dos nossos funcionários e fazer uma manutenção razoável dos ônibus”, frisou.

O presidente da ATP não descartou a possibilidade de ingressar na Justiça para reaver a tarifa de R$ 3,25. “Na realidade, quando a prefeitura estabeleceu o preço em R$ 3,05 descumpriu a lei. Esse valor não compõe o cálculo feito para o setor. Estamos tomando algumas medidas e dando um passo de cada vez, mas poderemos ir até a Justiça”, avisou Reis. Correio do Povo



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23 respostas

  1. Este é um empresário de peso, manda o recado devido, a fim de direito aos que se beneficiaram com recursos das Empresas de Transporte Públicos de POA, que há muito tempo bancam as campanhas de muitos políticos que hoje estão exercendo cargos.

    Não existe almoço grátis.

    Aliás, já deveria o mesmo ter ingressado em juízo, não esquecendo de apresentar as Planilhas de Custos das Passagens de Porto Alegre em juízo e para toda a sociedade.

    A quem aposte que isso não irá acontecer.

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  2. Se está ruim ser empresário, façam o concurso para cobrador, motorista ou fiscal e se resolvam financeiramente!

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  3. ATP, quer isenção de imposto abre tuas contas. Prova que tu ta operando no vermelho. Transparência!

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  4. Começou a ameaça…

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  5. Esse chororo dos onibus e’ muito estafante.

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  6. Opa, parar de pagar a taxinha de 3% da EPTC? Daí o Cappelari pira de vez kkk

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  7. Fazendo um cálculo rápido baseado no valor de 7,7 milhões pagando 5,5% de impostos nos últimos 70 dias, dá pra se chegar no valor de 2 milhões por dia de lucro bruto. Desde que a passagem baixou para os 2,85 eles deixaram de ganhar 9 MILHÕES de reais, e não 20. Me diz porque quando tava 2,85 elas operavam com lucro e do dia pra noite elas passaram a registrar prejuízo de 285 mil por dia? Isso é birra ninguém tá falindo. Nem o aumento de 12% das isenções justifica isso. Na boa ATP, vai dormir.

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  8. “nós não podemos deixar de pagar os salários dos nossos funcionários e fazer uma manutenção razoável dos ônibus”…Razoável é um exagero, a manutenção da frota beira o ridículo, ônibus novos faz muito tempo que não se vê pelas ruas de Porto Alegre.

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  9. Então abra as contas, vamos fazer uma auditoria e vamos ver o tamanho do prejuízo.

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  10. Acho justo tirarem os impostos do sistema de transporte público, é de interesse coletivo fazer esse tipo de coisa para baratear transporte de massa.

    Mas para mim estão é reclamando que não tem mais a margem de lucro acima do estimado nas planilhas de cálculo da tarifa como vinham tendo. Se alguma empresa está tendo prejuízo, deve ser a Carris.

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  11. Engraçado, por que ninguém ainda teve a coragem para uma auditoria nas empresas de ônibus e na ATP????? Os gastos que elas têm, incluindo os salarios do alto escalão da propria “associação”???? Ninguém ousa né????

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  12. Prejuízo? Que prejuízo se enfiam pessoas até não poder mais dentro dos ônibus. Vide a linha D43 que ja sai lotada seja do Mercado ou do Campus do Vale, mas ainda assim pega mais gente ao longo do trajeto antes de começar a soltá-las. Duvido que haja prejuízo quando andam com pelo menos 50% a mais de pessoas do que o ônibus técnicamente suporta. Logo logo, não duvido que vão colocar somente acentos paralelos as paredes do ônibus, como em alguns metrôs, simplesmente para caber mais gente.

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  13. Acho justo, pois não tem cabimento a Prefeitura cobrar impostos sobre um serviço público, até porque, na verdade, quem paga esse imposto é a população.

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  14. Na verdade o que eles chamam de prejuízo é esse lucro (a mais) de 20mi que ia entrar e não entrou…

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    • Exatamente Bianca!

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    • Eu não tenho dados para avaliar se o chororô da ATP é válido, mas eles poderiam divulgar balanços nessa página inteira para mostrar o quanto estão operando em prejuízo. Tudo o que queremos são dados confiáveis, aí podem até contar com a solidariedade da opinião pública.

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      • Exatamente! Por que não trazem os balanços! Basta que eles sejam divulgados na própria página da ATP (sem nenhum custo maior com a publicação nos jornais).
        Sem falar que, como as empresas prestam um serviço público, assim o cidadão tem o direito de saber o real custo de manutenção do serviço, bem como a margem de lucro das empresas.

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        • Perfeito!

          A declaração de que “As companhias estão recebendo uma receita menor do que a necessidade” é ridícula.

          Que necessidade é essa? De auferir zilhões em lucros???

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    • Máfia não tem limites. Próximo passo é o “mensalinho” dos formadores de opinião da imprensa bovinense …

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