EPTC mantém sigilo sobre estudo de nova linha do aeromóvel

aeromovel1

 

aeromovel2

 

aeromovel3

 

aeromovel4

 

Jornal Metro – Porto Alegre – 20/05/2013



Categorias:Aeromóvel, Meios de Transporte / Trânsito

Tags:, ,

115 respostas

  1. Mais uma lenga-lenga para encher a paciência?

    Se não quiserem implantar o aeromóvel, pela vontade do proprietários de empresas de ônibus, não sai, e eles mandam na prefeitura.

    Então que ressussitem os bondes, as balsas, e coloquem os catamarãs e VLTs do Centro até a Zona Sul de Porto Alegre e deu! Problema resolvido!

    Curtir

    • Se o Catamarã tiver um itinerário até Itapuã, eu me mudo para a extrema zona sul. Imagina morar no Lami/Ponta Grossa/Belém Novo e estar a meia hora do centro (supondo que teremos catamarãs de velocidade mais alta em breve).

      Curtir

  2. Resposta ao Júlio Paris.
    .
    Não sou conhecedor de qualquer tecnologia, sou simplesmente professor de Mecênica dos Fluídos e Hidráulica e Máquinas Hidráulicas desde 1978, logo acho que sei um pouco do assunto (se quiseres é só olhar no meu curriculum Lates), inclusive já trabalhei em experimentação física para determinação de arraste e sustentação em pás de helicópteros.
    (vide http://iopscience.iop.org/1873-7005/42/3/035510/)
    .
    O caso não são as transformações de energia pois se a cada transformação as perdas fossem as mesmas e a eficiência também não haveriam locomotivas diesel-elétricas, e talvez esteja aí o problema da falta de compreensão do princípio do aeromóvel. Mas vamos por partes.
    .
    Primeiro: o que conta é a eficiência na geração e as perdas em de cada transformação. Como o aeromóvel trabalha com um sistema estacionário e compressores de alta potência a transformação de energia elétrica energia mecânica apresenta um rendimento bem acima das máquinas convencionais. Um compressor de grande porte pode trabalhar com eficiências que ultrapassam 75%. Como a eficiência de transformação de energia ao eixo de um motor a combustão interna não ultrapassa 20% (motor diesel, que é mais eficiente), podes imaginar o que é 75%. Poderíamos até gerar energia por turbinas transmiti-la por redes ao motor do compressor que ainda estaríamos no lucro.
    .
    Segundo: não esta energia eólica, há sim energia mecânica (H=p/gama+V²/2g) em que o último termo é o que impropriamente denominam energia eólica (ahrg…), este são os dois termos da velha e conhecida soma de Bernoulli (inclusive da forma original que foi deduzida há quase 3 séculos), logo são dois termos de energia mecânica que ao passar de um termo cinético para um potencial não produz perda, é uma mera transformação de energia (caso houvesse uma compressão muito grande poderia gerar calor e assim se teria a possibilidade de se ter perdas, porém no caso do aeromóvel a variação de pressão é pequena.
    .
    Terceiro: as perdas no sistema que podem ser consideradas é a perda de carga (perda de energia por efeito da viscosidade, não me chame por favor de perda por atrito, está errado), perdas de ar através da vedação superior ou em torno da vela e perdas mecânicas.
    .
    Quarto: As perdas de carga no conduto, é simplesmente irrisória, já calculei-a através de dados básicos que tirei daqui e dali e são simplesmente desprezíveis.
    .
    Quinto: As perdas (em volume) na vedação, tanto na parte superior do duto como na vela, que podem ser maiores, porém com o desenvolvimento não só do material de vedação como da forma de proceder esta vedação ainda poderá ter avanço significativo na melhoria do sistema. Provavelmente a cada ano poderá se acrescentar mais eficiência ao sistema.
    .
    Sexto: As perdas mecânicas também poderão ser reduzidas cada vez mais simplesmente porque o sistema não exige atrito a linha de tração para movimentá-lo, ou seja, de novo a cada ano pode-se ganhar mais eficiência no sistema.
    .
    Sétimo: Como o sistema não precisa de peso para se movimentar, quanto mais desenvolvido forem os materiais menor será a energia para movimentá-lo, de novo ele poderá evoluir a cada ano.
    .
    Oitavo: Problemas de controle, que eram difíceis a ser resolvidos no início da concepção do aeromóvel são hoje em dia algo extremamente simples, bastando alguma engenharia de projeto, acho que talvez no momento este tipo de problema ainda não foi totalmente equacionado, porém com a linha experimental evoluirá a passos rápidos. Chamo também a atenção que equipamentos como inversores de frequência (também chamados reguladores de frequência) controladores lógicos programáveis, e outras brincadeirinhas eletrônicas, são hoje em dia confiáveis, fáceis de manipular e baratos, coisa que eram muito caras no passado recente.
    .
    Nono: Mesmo que o aeromóvel ainda apresente no momento alguma ineficiência em relação a outros modais como um VLT, a tendência é de superação desta diferença, pois exatamente nas conversões críticas ou na diminuição das perdas há muito espaço para a evolução.
    .
    Agora concluindo, depois de 36 anos de carreira de magistério na parte de Mecânica dos Fluidos e mais alguns anos de monitor na mesma disciplina e trabalhar na iniciativa privada (perfazendo um total de 39 anos, comecei em 1974!!!). Posso dizer uma coisa, o aeromóvel tem somente dois problemas, o Coester é alemão e como todo alemão é teimoso e não consegue vender bem os seus produtos para meios que não são técnicos, e a segunda é que a IGNORÂNCIA EM TERMOS DE MECÂNICA DOS FLUÍDOS NO MEIO DA ENGENHARIA É ALGO ESPANTOSO, eu por exemplo já não tenho muita paciência para ficar explicando e contestando o monte de burrices que falam por aí, dá uma vontade de chamar o pessoal de ASNOS e mandar catar coquinhos, mas como ainda sou professor…. (falta no máximo um mês para me aposentar).

    Curtir

  3. Eu sou um imenso entusiasta da ideia do Aeromóvel, mas acredito que esta linha não seja a melhor alternativa para este modal, pelo menos no momento atual.

    Me explico: da maneira como está apresentada, me parece que não há demanda que justifique a implantação, pois seria uma linha tipo “intershoppings”, conectando, em essência, o Centro ao Praia de Belas e ao BarraShopping. Ao terminar ali, fica aquém das necessidades de muita gente, que se desloca de/para a zona sul efetivamente (depois do Barra). De certa forma, se fosse feito ante da Copa, se poderia justificar a passagem defronte ao Beira-Rio. Mais como cartão de visitas da cidade do que efetivamente para deslocar grandes quantidades de torcedores. O mesmo problema que vemos em relação à eventual linha em direção à Arena, enfim.

    Se for para implantar um sistema que efetivamente sirva a muitas pessoas, creio que seria interessante fazer ao longo mais ou menos do trajeto da 2ª Perimetral (circular ligando José de Alencar, Azenha, Silva Só, Goethe, Parcão, Cristóvão, Alberto Bins, Centro, Borges de Medeiros…). Atenderia MUITO mais gente e justamente em locais que estão saturados e onde o transporte público não conta com corredores exclusivos.

    Curtir

  4. Enquanto a direção da TRENSURB se envolve com estes projetos mirabolantes, as estações da linha Porto Alegre/Novo Hamburgo estão em péssimo estado, usuários tratados como sardinha, bilhetagem eletrônica administrada pela ATP um verdadeiro caos, poucos empregados nas estações, mas o que interessa é a “ MÍDIA POSITIVA” e ainda encontram defensores sem conhecimento de causa. Para conhecimento geral: Esta linha do aeromóvel terá duas linhas, ou seja, dois sentidos. Gostaria que os defensores do aeromóvel conhecessem a linha do aeroporto para posteriormente emitirem opinião. É uma engenhoca sem futuro, mas como convencer os defensores do mito…

    Curtir

    • Me dê motivos técnicos de porque o aeromovel não tem futuro, estamos dispostos a ouvir.

      Curtir

      • Guilherme, alguns exemplos de aplicação do sistema aeromóvel: terminais aeroportuários, centros comerciais, ligação a grandes estacionamentos periféricos, complexos turísticos, parques, campus universitários, hospitais e conexões curtas entre outros sistemas de transporte (metrô, trens, corredores de ônibus), entre outras.
        Estas aplicações foram copiadas do site http://www.coester.com.br/br/produtos/categorias/4 não é invenção. O sistema aeromóvel somente deve ser aplicado para baixa demanda. O veículo com maior capacidade não chega a 250 pessoas. Tu achas que está tecnologia resolve os nossos problemas de transporte??

        Curtir

        • No fim da página diz as aplicações de APM em geral, não somente do aeromovel. Mas podem chegar a muito mais. Quer um bom exemplo? O monotrilho da linha 15-Prata do metrô de São Paulo. É um APM e leva até 1050 pessoas (um trêm da trensurb leva 1080), e vai percorrer cerca de 22km!

          O veículo maior do Aeroporto leva 300 pessoas. E o sistema aeromovel pode chegar até 4 vagões, leando 600 pessoas. Se você acha que um BRT, onde a maioria dos onibus leva 170 pessoas no maximo é a solução, mesmo parando em sinaleiras e poluindo o ar, porque o aeromovel não pode ser? A você não deu um motivo técnico mesmo de porque o aeromovel não tem futuro. Apenas mostrou um página, que mesmo sendo do próprio grupo coester, no fim mostra os usos comuns de um APM para poder vende-los não somente para prefeituras, mas támbém para shoppings centers, aeroportos, universidades e afins.

          Ainda estou no aguardo de um motivo realmente técnico para a sua declaração de o porque do aeromovel não ter futuro.

          Curtir

      • Quem concorda que o aeromóvel é o modal de transporte que mais polui visualmente a orla, são seis km no mínimo com pilares e vigas. vide ao trecho já existente, com o sugerido na matéria do metro, ao meu ver , não dá, quem assinaria esta licença ambiental?

        Curtir

      • Guilherme M
        .
        As garras da ATP são longas e afiadas.

        Curtir

        • Rogério. A direção da Trensurb é composta por administradores formados em faculdades de fundo de quintal e o Kasper (Presidente), engenheiro elétrico que nunca trabalhou no ramo e não sabe calcular uma derivada simples. Pois eles convenceram o Ministro das Cidades a colocar no PAC o aeromóvel até a Arena no valor de 150 milhões. Me ajude a combater essas aberrações cromossômicas.

          Curtir

  5. Seria muito ineteressante ter essa linha, mas eles terão que pensar numa solução para o Ibere.
    Acredito que o melhor ali seria passar por atras dele. Seria muito generoso dos projetistas manter o Ibere como um icone, isolado, pacífico.

    Agora, só eu que acho que o ideal era fazer essa linha entre o centro e a puc??

    Curtir

    • Pessoalmente, acho que entre o centro e a Pucrs deveria ter uma linha de metrô mesmo. Saindo do centro, passando pelo Campus centro da Ufrgs, Pronto Socorro, Campus Saúde (clínicas), Rua João Guimarães, indo pela Ipiranga passando pelo Bourbom Ipiranga, Pucrs (consequentemente pelo hospital S. Lucas), CEEE, Amrigs, pegando a Bento e indo até o Campus do Vale da Ufrgs. Em suma, um trajeto bem parecido com o da linha D43 da Carris

      Passa por 4 Campus universitários (Pucrs e Centro, Saúde e Vale da Ufrgs), hospitais (Santa Casa, Beneficência Portuguesa, Pronto Socorro, Clínicas e São Lucas) um Shopping (Bourbom) e um super mercado (Zaffari), fora todos os comércios existentes na Ipiranga e Protásio Alvez/Osvaldo Aranha.

      E duvido que não haja demanda para essa linha, afinal, de 5 em 5 minutos saem D43 lotados de gente do Campus do Vale da Ufrgs (lotado mesmo, de ter 3 fileiras de gente no espaço entre os bancos, mesmo nos articulados) e essa linha substituiria Ipiranga-Puc, Campus-Ipiranga, D43, Petropolis Puc, fora todos que ficariam ao redor do metrô.

      Curtir

%d blogueiros gostam disto: