Governo do Estado busca atrair empresas tailandesas para o Rio Grande do Sul

Fábrica de componentes eletrônicos já atua no Amazonas, onde emprega 2 mil trabalhadores

Novo Hamburgo – O governador Tarso Genro recebeu, nesta quarta-feira (22), o embaixador da Tailândia no Brasil, Tharit Charungvat. A pauta foi a existência da possibilidade para instalação de uma unidade da empresa Cal-Comp no Rio Grande do Sul.

A fábrica de componentes eletrônicos já atua no Amazonas e estuda expandir seus negócios para outros estados. “Vou informá-los que o Rio Grande do Sul possui características muito atrativas, como mão de obra qualificada e uma das melhores políticas industriais e de atração de empresas do Brasil”, destacou o embaixador. A Cal-Comp emprega cerca de 2 mil trabalhadores na Zona Franca de Manaus.

Em audiência realizada no Palácio Piratini, Tarso colocou a Sala do Investidor à disposição dos investidores tailandeses para negociar a instalação desta e outras empresas no Estado. A reunião teve a participação do assessor internacional da AGDI, Somchai Ansuj, que articula ações entre o Estado e a Tailândia.

Em sua primeira visita ao Rio Grande do Sul, o diplomata também participou do Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Tailândia, promovido pelo Sistema Fecomércio/RS na terça-feira (21), em Porto Alegre. O evento teve como objetivo apresentar as oportunidades de investimentos e negócios entre os dois países.

Jornal NH

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O final deste filme a gente já viu. As manchetes dos jornais daqui um tempo serão: Cal-Comp se instala na Bahia …  



Categorias:Economia Estadual

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17 respostas

  1. Chama o Olivio Dutra que ele atrai as empresas pra cá.

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    • Este é mais um comentáriinho que não serve para ninguém, não é uma política de isenção de tributos fiscais ou empréstimos a fundo perdido que vão nos livrar da dependência e começarmos a criar alguma coisa aqui neste estado, logo tal bobaginha é simplesmente um raciocínio infantil de criancinhas brigando pela bola.

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    • Alguém não entendeu os excelentes pontos descritos acima. Fazer o que…

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      • Felipe.
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        Esta discussão deve ser levada por todos, principalmente pelos mais jovens, pois o futuro das novas gerações depende do desenvolvimento tecnológico e cultural do nosso país, estado e MUNICÍPIO.
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        Não podemos deixar que ações municipais, por mais singelas que sejam, não tenham algum efeito sobre o nosso futuro, pois dentro da cidade que vivemos e uma cidade como Porto Alegre, pode tomar nas mãos parte do seu destino, não somos tão nulos e incapazes como muitos gostam de falar.

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  2. Existe umas questões que poucas pessoas sabem, mas enquanto o Brasil apenas montar produtos e não desenvolver tecnologia e investir em P&D, não vamos ter respeito em nenhuma câmara internacional.

    Hoje não temos culhões para enfrentar os americanos e os europeus nos seus subsídios agrícolas pelo simples fato que somos um país montador, estes nos olham e dizem: “ok, vocês vão brigar com a gente, nós paramos de mandar peças, partes, componentes e etc para ser montados aí”. Ou seja, dependemos de jogo de ganha-perde, pois eles ganham, nós perdemos, já que existem inúmeras barreiras comerciais para exportar produtos nossos para eles.

    Um exemplo: de quem vocês acham que o Japão compra Laranjas? Do Brasil? Não. Eles compram dos EUA, Canadá e Alemanha. Existe produção de laranjas na Alemanha? No Canadá, não…

    Outro exemplo: Embraer x Bombardier (briga antiga esta). Canadá ingressou na OMC alegando que a Embraer tinha subsídios do governo brasileiro que acarretavam que o produto da Embraer era mais atrativo financeiramente frente ao da Bombardier. Está nós levamos, a OMC julgou que não ocorria este tal subsídio, porém o que ocorreu? Hoje exportamos aviões para o mundo inteiro, mas dependemos do aval do Canadá para fechar negócio, visto que o Canadá possui melhores relações com outros países do que nós e um dos impactos diretos foi a redução do sistema de cotas de exportação de commodities para a União Européia.

    O que uma coisa tem a ver com a outra? Relacionamento… nós somos vistos no exterior como um país onde se trabalha para montar coisas e depois sambar. Nossos melhores intelectuais na área de P&D e em outros setores, trabalham ou para empresas estrangeiras ou já estão fora do Brasil. Desta forma, não temos crédito e nem peso em qualquer negociação, temos que nos unir ao BRIC para conseguir algo, pois sozinho somos apenas um grande campo para plantio e montagem.

    Obviamente que só isto não responde a questionamentos algum, mas abre um leque de informação muito interessante de se ter conhecimento, pois tudo isto é a ponta do iceberg sobre como este mundo funciona.

    Eu até entendo pela questão de gerar empregos, gerar renda, mas isto é pensar no curto-prazo, pois se adotarem esta política para o longo prazo, podemos sentar e lamentar que sempre seremos um país sem futuro.

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    • O meu comentário vem muito em linha com uma das respostas do Rogério Maestri.

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    • Há exemplos bem simples que podemos demonstrar o nível de dependência tecnológica que vive o nosso país, a indústria automobilística é um caso típico. Temos no nosso país dezenas de montadoras de várias partes do mundo, mas não temos nenhuma montadora brasileira! Isto o que significa? A engenharia de projeto, a concepção das fábricas, os produtos de maior valor agregado, estes são todos importados. O que eles usam aqui, é uma mão de obra de operários bons e baratos, engenheiros para supervisionar a linha de montagem bons e baratos, energia abundante (cara mas existente, na Europa cada dia isto se torna um produto raro), matérias prima, água tudo barato, e só exportamos nossos automóveis para países tão ou mais atrasados do que nós, ou seja, este assunto de dar subsídios para montadoras de todos os tipos (automóveis ou produtos eletrônicos) é significativo somente para governantes tacanhos como os nossos ou para pessoas que acham que criar empregos como acima qualifiquei é o máximo!
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      Tecnologia não se importa! Talvez esteja aí o grande erro que a maioria não se dá conta, tecnologia é um processo dinâmico, e quando um produto é colocado a venda ele já está tecnologicamente ultrapassado. Pode-se definir tecnologia como um fluxo contínuo, e se paras este fluxo e pegas um instante deste a única coisa que se tem certeza é que ele já passou.
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      Acho que o ponto mais fraco que se tem nos dias de hoje em termo de desenvolvimento de tecnologia é a mentalidade das classes empresariais do Brasil. Conta-se nos dedos as empresas que sonham um dia em ter tecnologia própria. Se começam a desenvolver algo e esta coisa começa a dar certo vendem para a primeira multinacional que propor um “excelente” negócio, e coloco o excelente entre aspas pois jamais o que vende faz uma projeção de quanto pode dar este negócio para ele e para seus herdeiros nos próximos cinquenta anos!
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      Desenvolvimento tecnológico em grandes empresas gaúchas é um verdadeiro sonho, há quase vinte anos estava discutindo com um diretor de uma grande empresa industrial gaúcha, quando falei que não havia investimento em tecnologia ele simplesmente me disse: Temos sim, só neste último ano investimos XXXX $ (nem sei que moeda era) em tecnologia, quando chegamos aos detalhes o investimento de tecnologia deste grande grupo era a compra de sistemas de empresas japonesas.
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      Há vinte anos não tínhamos massa crítica de profissionais para P&D, hoje formamos dentro e fora do país gente para tento, porém ou eles passam para outro setor (vendas, marketing, produção,…) ou simplesmente migram para fora do país.
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      Vejam, a Índia tem cem vezes mais desenvolvimento de P&D do que o Brasil, isto feito dentro de um país miserável com um PIB per capita bem abaixo do nosso, mas eles possuem uma indústria de ponta muitas vezes mais sofisticada do que a nossa. Se falarmos da China, nem temos como parear para comparar.
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      Há vinte ou trinta anos haviam vários gargalos para o desenvolvimento de P&D, hoje só localizo dois, a falta de inteligência estratégica de nosso empresariado e o custo de equipamento importado para o desenvolvimento de P&D.
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      Ora, ora, a Ford não veio para o Rio Grande do Sul, foi para a Bahia, perdemos empregos com bons salários mas os baianos também não ganharão muito. Quando ficar mais interessante mudar a fábrica para a África, vão levantar outra fábrica e a baiana vai para o espaço.
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      Temos que parar de olhar para um automóvel e dizer com orgulho: Este foi montado no Brasil. Deveríamos sim nos orgulhar de coisas que fossem desenvolvidas aqui, e fatos como a definição de indústria nacional, que foi torpedeada pelo grande FHC, impedindo que houvesse nas compras internas prioridade a verdadeiras indústrias nacionais, deveriam ser lamentados e não prestigiados como algumas pessoas o fazem.
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      Dá para escrever um tratado sobre as origens da dependência, os movimentos que foram contra esta e os movimentos que tivemos para nos liberar desta, pois sem esta discussão nada será feito e nada será conseguido.

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      • Concordo com tudo o que disse.

        A questão de transferência de tecnologia ela existe, mas apenas no momento em que tu cria uma nova para substituir a antiga, fato que não corre desde os anos 20 no Brasil.

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      • Virtu, vou escrever algo que provavelmente vão me massacrar por isto, mas o último político gaúcho que tentou no Rio Grande do Sul criar uma base para o desenvolvimento real, foi Leonel de Moura Brizola. Agora as classes dominantes na sua ignorância cavalar não perceberam que o mesmo lutava por um desenvolvimento dentro do sistema capitalista e simplesmente para defender uma sociedade rural, atrasada e oligárquica, o qualificaram de comunista e procuraram desmanchar tudo o que ele fez.
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        O início do século XX, configurado na tua frase pela década de 20 é um importante marco da história gaúcha, pois naquela época o positivismo dominava e procuravam dentro daquela ideologia criar um estado moderno.
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        Aqui neste blog muitos confundem a construção de sinais aparentes de riqueza, como se estes fossem a origem e não o produto.
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  3. Ainda essa historia da “fuga” da Ford para a Bahia? Achei que esse assunto ja estivesse superado, mas pelo visto ainda nao… Só para esclarecer:

    “A montadora norte-americana não trocou o Rio Grande do Sul pela Bahia por causa da intransigência do então novo governador. O que a fez mudar de rumo foram bilhões em subsídios e renúncia fiscal patrocinados pelo Estado da Bahia e também pelo governo federal.”

    Fonte: http://revistaforum.com.br/blog/2011/10/caso-ford-a-verdade-comeca-a-aparecer/

    Tudo bem, vão dizer que a Fórum é revista de esquerdista, então segue uma fonte um pouco mais confiavel:

    Ford é condenada a indenizar governo do Estado por desistência de fábrica em Guaíba: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2010/05/ford-e-condenada-a-indenizar-governo-do-estado-por-desistencia-de-fabrica-em-guaiba-2921740.html

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  4. Não é querer ser do contra, porém o que é feito em Manaus não gera tecnologia nem valor ao desenvolvimento brasileiro, Manaus é uma imensa fábrica de montagem de produtos que vem pronto do resto do mundo e aqui somente se embala e coloca no mercado brasileiro com subsídios fiscais em relação ao resto da indústria brasileira.
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    Mais uma vez o nosso rábula em termos de ciência e tecnologia, noticia fatos que não fossem triste até seria motivos de piada. Depois de ir até a Espanha, para num país falido esperar investimentos para o Brasil, nosso governador vem com mais uma pérola.
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    Provavelmente a vinda de “investidores tailandeses” para o Rio Grande do Sul será para fazer concorrência a empresas gaúchas de eletrônica, acabando com toda a engenharia de projeto que estas produzem e substituindo por linas de montagem de produtos que virão prontos de outras partes do mundo.
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    Na ânsia de parecer liberal, pró-mercado querem alguns que não entendem de nada de tecnologia “criar” uma indústria que já existe, substituindo aqueles que geram tecnologia por quem importa produtos prontos.
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    É uma lástima.
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    • Tu propoe o que? Substituicao de importacoes, o sistema la’ da decada de 60? A realidade e’ que, para paises atrasados como o Brasil, essas empresas que vem produzir aqui acabam ajudando a desenvolver o mercado e gerando renda, mesmo que a tecnologia seja 100% estrangeira. Mesmo por que o Brasil e’ atrasadissimo tecnologicamente e nem teria condicoes de produzir tudo que necessita.

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      • Mas então vamos resolver esse atraso tecnológico!

        Por falta de oportunidades e incentivo decente aqui muitos profissionais excelentes vão para o exterior gerar riqueza por lá.

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      • Ricardo, no momento não tenho tempo para rebater com consistência o teu argumento, mas só vou citar um fato que todos esquecem..
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        O Brasil tem um déficit histórico na balança de pagamentos, mesmo com exportações enormes de produtos primários e ter uma economia fechada em termos de importações de produtos. Isto tudo é produto da dependência tecnológica criada por um sistema de substituição de importações que primava por importar fábricas obsoletas sem gerar nenhuma tecnologia no país.
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        Vende-se milhões de toneladas de produtos primários e importa-se quilos de produtos de alta tecnologia, e os únicos focos de produção de tecnologia são os que foram criados a partir de empresas estatais (Petrobrás, Embraer).
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        O Brasil não precisa produzir tudo, mas poderia produzir pelo menos alguma coisa! Produzimos minério de ferro, soja, carnes, laranjas e que mais?

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  5. do jeito q sobram vagas no tecnosinos, ainda se pode dizer q o RS tem mao de obra qualificada a oferecer??

    acho q podiam focar neste aumento de vagas nas universidades da região…

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