Protesto contra o corte de árvores no Gasômetro teve momentos de tensão

Protesto contra o corte de árvores no Gasômetro teve momentos de tensão  Crédito: Fabiano do Amaral

Protesto contra o corte de árvores no Gasômetro teve momentos de tensão Crédito: Fabiano do Amaral

Em protesto contra o corte das árvores realizado na madrugada desta quarta-feira, centenas de manifestantes fizeram um ato na frente da Prefeitura Municipal, no início da noite. O grupo, que começou com cerca de 150 pessoas, ganhou corpo durante manifestação, que começou a se dispersar por volta das 19h45min.

O clima chegou a ficar tenso. Um dos guardas municipais chegou a empunhar uma das pistolas não-letais, enquanto parte dos manifestantes atirou bolas de gudes, entre outros objetos, contra o policiamento. A Brigada Militar e a Guarda Municipal cercaram a porta que dá acesso ao prédio da prefeitura.

Após deixarem o Paço Municipal, os manifestantes subiram a avenida Borges de Medeiros. No caminho, houve depredação à uma agência do Itaú, na Esquina Democrática. O grupo seguiu até o Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa. Pouco antes das 21h, os manifestantes se concentraram no cruzamento da avenida Loureiro da Silva com a rua Lima e Silva. O trecho teve o trânsito bloqueado.

Corte foi um dos maiores já realizados em Porto Alegre

Autorizado pela Justiça, o corte de 57 árvores no Parque da Harmonia e na avenida Loureiro da Silva, em Porto Alegre foi uma dasmaiores ações de retirada de vegetais já realizada na cidade no período recente, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Smam). Cerca de 40 profissionais entre servidores e terceirizados, além de nove caminhões, dois deles de operações especiais, trabalharam ao longo de quatro horas na ação – das 5h até quase 10h.

Alguns dos manifestantes, que estavam acampados há cerca de dois meses no local, chegaram a ser detidos e precisaram assinar termo circunstânciado. Houve relatos de truculência por parte da Brigada Militar durante a ação.

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Com informações do repórter Cristiano Soares / Rádio Guaíba e Gisiane Santos / Correio do Povo



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84 respostas

  1. Quanto desperdício de tempo, em cada comentário sem noção.. vocês que se acham tao intelectuais, deveriam repensar a formar com que estamos lidando com a questão ambiental em nossa cidade,. Nao sou contra o corte de arvores, ate porque area central de POA é um caos. São necessárias interversões para que haja o bem comum de TODOS e não de interesses financeiros, como claramente vemos todos os dias. Mas fica a dica para que pensemos, que a abertura desta avenida não será a solução da nossa mobilidade, enquanto estivermos com pensamentos individualistas, e controlados pelo mercado e mídia.
    Deveríamos discutir as formas alternativas de transporte, e não pensando somente em abertura de largas avenidas para que cada vez tenhamos mais e mais carros. E dentro destas formas de transportes estão as lutas pelo preço da passagem, que infelizmente muitos condenaram este movimento.
    Amigos, abram suas mentes e sejam menos manipulados pela mídia, se vocês não se dão conta, todo e qualquer tipo de movimento social sempre sera marginalizado, por estes meios, porque quando todos souberem que unidos poderemos fazer algo, talvez conseguiremos mudar um pouco dessa podridão em que vivemos hoje.

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  2. Enfim, as árvores se foram, foram decepadas pela Pref. Mun. POA comandada pelo Fortunati, aliás, muito político poderá ter a certeza do fim de suas carreiras políticas, questão de tempo e, existem pessoas que ainda apostam tudo pela Copa do Mundo.

    Certamente o grupo comandado pela Paço Municipal também sabe de articular, seja pela poda, seja pela infiltração de pessoas com o intuito de prejudicar o movimento ou alguém dúvida disso.

    A quem interessou as brigas que houveram na passeata, claro que a turma do Paço Municipal sente prazer que esse movimento se disperse desta forma.

    Como ocorreu nos períodos da ditadura, tudo na calada da madrugada, inclusive as infiltrações de pessoas a fim de prejudicar o movimento.

    E agora José, as árvores se foram e seu futuro político também.

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  3. http://ahduvido.com.br/os-11-defeitos-insuportaveis-dos-brasileiros

    Material interessante a respeito do tema. Especialmente os itens 12 e 11.

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  4. Eles passaram a noite protestando porque não vão precisar acordar cedo no dia seguinte pra trabalhar assim como a maioria das pessoas fazem.Ou seja, não passam de um bando de maconheiros metidos a ecologistas que não fazem nada de útil na vida e tem tempo pra encher a cabeça de besteira e tentam fazer com que a cidade fique mais atrasada do que ja esta.E o pior é que tem gente que se presta a ir na onda deles.
    Tem mais é que bota pra correr esses vadios nem que seja a base de tiro de bala de borracha, gaz lacrimogênio e cassetete já que eles insistem pra que seja dessa forma.

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    • Eles estavam dormindo quando a BM derrubou as barracas sobre eles e os puxou pelos pés para fora. Quem tem vontade, acha tempo para lutar pelo que acredita até quando dorme.

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  5. Escreveu “O capital mata” já nem dou mais ouvidos, pois já sei que o planejamento da cidade e o meio ambiente é o que menos importa para esses caras.

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    • Como se o planejamento da cidade e o meio ambiente importassem muito para o Záchia, que concedeu (ou será que vendeu?) a licença ambiental da obra e para o Fortunati que recebeu mais de R$200 mil da empreiteira que está fazendo a obra.

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      • Quem falou em Zachia? Quem falou em Fortunati? Quem tá defendendo eles? É bem típico distorcer e desvirtuar acontecimentos para sair ganhando.

        Essas pessoas utilizam o tema “planejamento da cidade e meio ambiente” apenas como pretexto para difundir ideais e ideologias que nem mesmo conhecem.

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        • Cara, quando tu fala “essas pessoas”, estás falando de mim também. Eu também sou contra a obra por diversos motivos que incluem o planejamento da cidade e o meio ambiente. Já escrevi diversos posts sobre isso, centenas de comentários neste blog. Se tens interesse em conhecer a minha ideologia e interesses, pode pesquisar. Eu gostaria saber quais são os interesses e ideologia por trás dos defensores da obra, pois eles nunca deixam claro, ficam só atacando quem acha a obra de uma burrice inominável.

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        • Óbvio que eu falo de ti também, só não deixo escancarado em respeito às regras do blog.

          Já conheço tua ideologia e pra mim tu és intolerante demais.

          Eu também não sou a favor do carro acima de tudo. Sou favorável a um sistema que contemple o transporte coletivo de qualidade, mas também que me permita utilizar o meu carro para ir ao trabalho em dias que eu não estiver a fim de usar o onibus/metro.

          Sou favorável à liberdade de ir e vir. Vou pegar congestionamento indo de carro? Vou, sei disso, moro em uma grande cidade e esses problemas são recorrentes. Se eu não quiser carros, transito e estresse, posso ir pro campo, ou morar na praia.

          Moro na ZS, muitas vezes preciso utilizar o carro, e não quero ser visto como criminoso por causa disso!!!

          Sou favorável a um sistema onde tu possa utilizar a tua bicicleta, e eu o meu carro, sem intolerância e brutalidade.

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        • Ricardo, o sistema atual não só permite que tu utilizes teu carro, como garante a quem se desloca de automóvel total prioridade às custas do deslocamento e da segurança dos demais. Posso te dar vários exemplos. É contra isso que eu luto, não quero a extinção das vias para carros, quero bom senso e que se obedeça o PDDUA, prioridade ao pedestre, ao transporte coletivo e às bicicletas. É isso que a lei diz, não é isso o que fazem.

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        • Tá, qual a culpa do Itaú e do capital nisso tudo?

          E outra, eu ando no meu carro e respeito o pedestre e os ciclistas, assim como quando eu sou ciclista não me atravesso na frente dos carros e nem passo no sinal vermelho, quase atropelando pedestres, como tenho visto muitos ciclistas que se acham acima da razão fazerem.

          Quer bom senso? É muito simples. Educação para o transito. Não adianta encher a cidade de ciclovias, acabar com vias expressas, colocar transporte público de qualidade enquanto motoristas, ciclistas e pedestres não se respeitarem.

          Não adianta soluções européias para uma população de terceiro mundo.

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        • A culpa do capital é justamente que apenas quem vai ganhar com essas obras que em cinco anos se mostrarão inúteis são as empreiteiras. São obras realizadas apenas por lucro, sem visar o bem-estar da população.

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        • Viu como tu é radical e intolerante? Por isso não discuto nem perco meu tem argumentando. Tu só vê as coisas pela tua concepção de mundo e nada mais importa.

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  6. Felipe, continuando: o exemplo de crescimento vertical de poa: Numa rua com 10 casas no passado, hoje na mesma rua são 10 prédios e o número de pessoas e veículos que circulam ali é no mínimo 100 vezes maior… Obvio que construir vias loucamente só porque tem muito veiculo não vai resolver, tem que haver ideias como transporte coletivo etc, eu sei disso, mas não podemos ignorar o atual momento em que vivemos, a necessidade de novas vias são claras, o problema é que há uma demora muito grande para as obras serem concluidas,e quando isso finalmente acontece a via quando é inaugurada e já fica congestionada, um exemplo disso é a Carlos Gomes que já era pra ter sido concluida a muitos anos atrás, e demorou pra ser feita, acho que melhorou a situação, porque se até hoje ela não tivesse sido feita o trânsito não estaria congestionado e sim PARADO. A rodovia do parque é outro exemplo de obra que já era pra estar pronta no minimo a 10 anos, e no entanto ainda não foi concluída, e quando finalmente ela for inaugurada, já vai estreiar com fluxo alto de veículos, porém antes tarde do que nunca, porque se ela não for feita o trânsito vai simplesmente parar, e a economia depende do fluxo e de logisticas para se desenvolver. Felipe sei que tudo que escrevi você deve saber, porém ressaltei alguns pontos que acho importantes e que devem ser valorizados.Abraço

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    • Cara, quanta confusão!

      Sabemos muito bem que vários desses manifestantes são mais radicais e não querem que nada seja feito na cidade.

      Eu pelo menos fico no “meio termo”: nem muito asfalto, nem matagal puro (se quisesse matagal puro eu moraria no interior, lá pelo menos a qualidade de vida é muito melhor).

      Mas enfim, essa discussão já perdeu totalmente o rumo. De um lado, defensores do “progresso”, onde acham que simplesmente sair construindo infraestrutura urbana sem planejamento já resolve. E outros, que lutam contra isso. Alguns chegam a ser radicais demais, tudo bem. E já temos uma grenalização novamente.

      A principal questão que deve ser observada é: devemos continuar repetindo os erros do passado, principalmente de outras cidades, que hoje se dão conta que estavam erradas e agora pagam caro por estes erros? digo com relação a construção de mais e mais vias indiscriminadamente, priorização do transporte individual, etc.

      Claro que não podemos ter a mesma quantidade de ruas e avenidas do passado, porém devemos ter planejamento seguindo as boas práticas de urbanismo!

      Conhece Brasilia? pois é, ela foi uma cidade planejada, só que planejada no carrocentrismo (quando cito essa palavra já ganho inimigos, mas tudo bem). Hoje em dia, ela também está congestionada.

      Resumo: de nada adianta sair construindo ruas e avenidas, se não cuidarmos da real necessidade: MOBILIDADE DAS PESSOAS, E NÃO DOS CARROS!

      Não preciso citar os projetos em andamento na cidade pra provar a minha tese (e de vários) que a Prefeitura prioriza o transporte individual.

      Pensa um pouco fora da caixa, não se deixa levar pela emoção (ou pela midia manipuladora)

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      • Brasília teve dois grandes erros de planejamento. O primeiro, foi o de não planejar o que fazer com quem construiu a cidade, não se importaram em mandá-los de volta para as suas terras e nem em construir moradias (mesmo que populares) para eles, então se criaram favelas ao redor da cidade, boa parte delas construidas pelas mesmas mãos que construiram o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, o Congresso nacional, a Catedral de Brasília.

        Outro erro, foi não ter construido uma malha de metrô enquanto a cidade ainda não existia, bem dizer. Já se sabia que seria uma capital federal e que a população tenderia à crescer. Então poderiam ter construido 4 ou 5 linhas pelo método cut and cover sem problemas, inclusive combinaria e muito com o estilo moderno que a cidade apresentava quando nasceu. Imaginem que sensacional seriam estações de metrô desenhadas por Niemeyer! Nem precisavam ser todas, somente as principais estações do sistema já estariam de bom tamanho.

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        • “Outro erro, foi não ter construido uma malha de metrô enquanto a cidade ainda não existia, bem dizer.”

          Exatamente! ou seja, achava-se que somente com carros os problemas de mobilidade seriam resolvidos!

          Só que muitos ainda pensam assim!

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        • Sim Guilherme, o erro da prefeitura de Brasília foi investir prioritariamente no modal automóvel, que é exatamente o que a prefeitura de Porto Alegre está fazendo 50 anos depois, mesmo com o exemplo de Brasília que mostra que vias com 10 faixas em cada sentido não são garantia contra congestionamentos.

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        • Na época (anos 50), o governo federal sucateava o transporte de massas e priorizava o automóvel com o objetivo declarado de fomentar a indústria automobilística no Brasil. Foi mais do que um erro, foi uma má estratégia.

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        • Ricardo, o triste que isso continua hoje, com o governo federal dando incentivos fiscais absurdos aos automóveis particulares e além de subsidiar o seu deslocamento investindo milhões em vias que logo estarão saturadas novamente ao invés de guardar esse dinheiro para o transporte coletivo.

          E se dizem em nome do “progresso”. E a maioria da população engole, basta ver os comentários neste blog.

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  7. Pelo que li, nesses últimos dias, os ambientalistas são: contra a revitalização da Orla, contra o desenvolvimento de Porto Alegre, contra o replantio de árvores em pró de uma obra que vai beneficiar muitas pessoas, contra turistas.

    Pois eu sou a favor da Orla, do desenvolvimento, do plantio de mais de 2000 mil mudas, sou a favor dos turistas, pois movimenta a economia e sou a favor do planejamento visando o futuro… E NÃO SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM ESSE GRUPINHO. TENHO OPINIÃO PRÓPRIA. E ACHO QUE POA TEM ESPAÇO PRO VERDE E PRO DESENVOLVIMENTO, É SÓ TER BOM SENSO, SEM SER RADICAL…

    Pra mim ambientalista de verdade é pacifico, e não destrói o patrimonio e não faz pichações de protesto, pra mim ambientalista de verdade tem bom senso e sabe argumentar e chegar um acordo pro melhor de todos, pra mim ambientalista não é radical, por isso digo que muitos ai infiltrados não são ambientalistas e sim interesseiros…

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    • Márcio

      Participei de todos os protestos contra o corte até agora. Posso te garantir que os depredadores são os mesmos de sempre (literalmente uma meia dúzia). A grande e imensa maioria é pacífica e sempre tenta falar para eles não fazerem nada. A revitalização da orla com o plantio de mais de 2000 árvores é bem vinda sim só que existem dois aspectos importantes a serem considerados na minha opinião: 1 – as mudas que a SMAM planta são pequenas e demoram muito para crescer (as que foram cortadas no gasômetro vão demorar uns 30 anos para crescer novamente – acho isso inaceitável); 2 – colocar uma auto estrada entre uma orla e um parque não vai revitalizar a orla (em vários lugares do mundo estão sendo retidas ruas próximas as orlas, pois já viram que não resolve o problema do trânsito e degrada a orla – afasta as pessoas).

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      • Diego,
        Valeu pela observação, mas a construção de uma via é uma coisa e revitalização da Orla é outra coisa ok?? Estou dizendo que há espaço para desenvolvimento (obras e infra estrutura) e espaço para natureza como plantio de árvores e a revitalização. Por tanto a via a ser construida é uma coisa e a reforma da orla é outra… Sobre auto estrada que tu mencionou, acho válido sim pensar no futuro para não sofrermos depois. E sobre as mudas, nem toda especie de árvore precisa ser muda, pode haver realocação de algumas árvores da zona rural para zona urbana, dessa maneira a via não ficaria com um aspecto desertico em quanto as plantas crescem. Amigo há soluções pra muita coisa é só querer fazer bem feito que as coisas acontecem…

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    • E agora defensores do “progresso”?

      O que dizem sobre isso?

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    • Felipe, toda e qualquer via que for construída, um dia vai ficar congestionada, isso por que a população aumenta e o número de veículos nas ruas também. Do jeito que esta acelerado esse crescimento automotor, se não for construída novas vias o trânsito simplesmente para. Não podemos ter o mesmo número de ruas e avenidas que tinhamos em décadas passadas. Tem que haver planejamento hoje para atender a demanda do futuro. Como Poa é uma cidade que cresce vertical, porque esta cercada por morros,rios e municipios, e só cresce na horizontal na zona sul, a prefeitura tem obrigação de planejar as obras da cidade visando o melhor para sua população nos anos seguintes.

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      • A análise está certa, mas discordo da conclusão. Simplesmente não há espaço para atender o trânsito individual pois ele é extremamente ineficiente. Em vez de despejar dinheiro em vias, devíamos investir em transporte de massa, que é mais eficiente do ponto de vista de espaço e deixaria nossa cidade mais limpa.

        O eixo da beira-rio está ganhando muito espaço exatamente para esse transporte ineficiente, e o transporte de massa fica como? Vão colocar uma pista exclusiva entre o Iberê Camargo e a José de Alencar, trecho insuficiente que acaba exatamente onde o trânsito piora (perto do centro).

        Ao meu ver, em vez de gastar nesse “tipo BRT”, deviam agora mesmo estar iniciando uma solução de verdade, como VLT, aeromóvel, etc.

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    • Me pergunto por que não transformam uma faixa de cada sentido na BR 116 em faixa exclusiva para um BRT Porto Alegre – Novo Hamburgo. Podem reclamar que vão tirar uma das faixas dos carros. Mas vale lembrar que como a BR é quase um retão, da pra usar ônibus biarticulados sem maiores problemas, muitos deixarão de usar o carro para ir até Poa (onde o estacionamento é um roubo) e vão ir de BRT. Pelo menos enquanto a Trensurb não resolve aumentar a frota e renova-la (essa história de que com essa última encomenda de 15 trens a empresa não vai precisar comprar carros pra frota pelos próximos 40 anos é muito papo furado).

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  8. Rostos cobertos…Pichação de patrimonio alheio…Confronto com a policia…Mas não eram uns ecologistas que queriam evitar cortes de arvores? isto me deixa com certo receio de aderir a certas causas.

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  9. Ahhhh o dilema da classe média conservadora: adora reclamar sentada no sofá que o Brasil não tem jeito mas quando o povo vais as ruas fica de mimimi por causa do trânsito ou por causa de um ou dois ababados na multidão que partiu pra depredação. De certo um dia vamos acordar e o Brasil vai estar funcionando bem por pura boa vontade de nossos políticos.

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    • Enquanto isso o dilema da esquerda-anti capital (o capital mata) é levantar bandeiras e lutar por causas que já são realidade nos países capitalistas ricos.

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      • Não vou entrar no mérito do anti capital pois é perda de tempo. Mas realmente nos países ricos a realidade é que já entenderam que só fazer mais asfalto não resolve.

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    • É que a classe média precisa levantar do sofa todas as manhãs pra empurrar o Brasil, e com isso, enviar dinheiro pro bolso de alguns partidos que financiam alguns desses grupinhos.

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    • Ontem conheci um senhor de uns 70 anos na Praça Julio Mesquita, morador da rua Washington Luiz, a 50 metros da praça. Chegamos à conclusão de que para futebol as pessoas sempre arranjam tempo, mas para se mobilizar por sua cidade, jamais. Se 10% das pessoas que fossem a um jogo de futebol utilizassem esse tempo para se informar e lutar por uma cidade melhor para todos, teríamos uma verdadeira revolução.

      Mas não, gastam um tempão na frente da TV e discutindo futebol, mas para ir às ruas protestar jamais têm tempo. Tem que “trabalhar”. Depois os manifestantes é que são vagabundos.

      Será coincidência que Záchia e Lasier Martins, um acusado criminalmente de vender licenças ambientais e o outro que adora criminalizar os manifestantes e acusá-los de “vagabundos” e “baderneiros”, têm ambos vínculos tão fortes com o futebol? Alienam o povo enquanto se aproveitam da sua ignorância.

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    • Exato.! Eu não acredito que os políticos fariam algo de bom por livre iniciativa.

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  10. Pobre do governo que der ouvidos a esses maconheiros partidarizados! O que menos importa a eles são as árvores!!!

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    • Maconheiro devia ser posto na lista de bloqueio dos comentários também eu acho 🙂

      Mas e aí, conversou com eles e concluiu isso?

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    • Comentário sem respeito. Depois tu reclamas…

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    • Gilberto mais uma vez apelando para ataques pessoas. É só o que sabes fazer, Gilberto? Por que não escreves um post para este blog citando todas as razões para quereres a duplicação da obra e os estudos técnicos que mostram como a duplicação de vias tem aliviado congestionamentos ao redor do mundo?

      Estou ansioso para ouvir tua argumentação.

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      • Marcelo, eu não fiz ataque pessoal algum! Não te chamei de maconheiro ! E nem ninguém que comenta no Blog.

        Quanto à minha opinião sobre este assunto, realmente acho que nunca me manifestei sobre isso de forma pessoal. Vou falar brevemente sobre o que penso sobre isso, em especial à duplicação da Beira-Rio e ao cortes das árvores e o consequente protesto e acampamento na área.

        O principal problema que vi no episódio das árvores e da duplicação da Beira-Rio não foi exatamente em relação aos congestionamentos em si e ao fato de a prefeitura falar que a obra vai resolver o problema do fluxo por essa avenida. Até não acho que esta área seja um problema e sim outras áreas mais saturadas. Não acho que construir mais avenidas e viadutos vá resolver o problema do trânsito. Eu nunca disse isso. Mas a cidade não pode parar, não podemos a partir de agora parar de investir em novas avenidas e alargamento de outras. Temos que investir em todas as áreas. Sou totalmente a favor de investir também em ciclovias, também em transporte público, BRT, VLT, aeromóvel, mas não parar o investimento em ruas/avenidas. Tudo tem que ter investimento. Não entendo o pavor de vocês com os carros. Não é por aí a luta. Temos sim que pressionar a prefeitura (todos os prefeitos, todos os governos) para investir mais nestes modais. Mas não impedir as obras das avenidas. Uma coisa não exclui a outra. Acho horrível vocês começarem a chamar quem defende os carros de carrólatras. A sociedade é do carro. Temos que começar a ter um outro pensamento, que devemos investir também em outras formas de transporte mas não denegrir a imagem de quem tem carro e de quem defende eles. Duvido que vcs não tenham carro por sinal. Se vcs tivessem uma conduta que não renegassem os adeptos do carro, seria muito mais civilizado.

        O que vejo ser um problema é que a prefeitura decidiu fazer esta obra, que começou há mais de 1 ano, em toda a extensão da Beira-Rio e alguns grupos decidiram ir contra a obra já planejada e acontecendo. A prefeitura tem autonomia de fazer estas obras, ainda mais considerando o expressivo índice de aprovação verificado nas eleições: 65% dos votos de uma cidade como Porto Alegre significa enorme aprovação.

        Não sou contra protestos, já fiz muitos em anos passados, inclusive manifestações ecológicas. Mas todos os protestos que participei foram pacíficos, somente com faixas e as pessoas falando suas opiniões. Sem pichação, sem acampamento, sem agressividade.

        Mas aí querer interromper uma obra da envergadura desta assim, desta forma, com a obra em andamento acho extremamente nada a ver. O ideal seria ter havido um planejamento juntamente com a sociedade organizada (não estou falando do OP) antes da obra começar. Aí concordo com vocês: a prefeitura foi omissa em não ter divulgado como seria a obra antes de começá-la.

        Esta obra não vai resolver o problema do trânsito, ninguém acha isso. Tenho certeza que não. Mas a partir de agora vamos cobrar o prefeito e os governos vindouros de que queremos que seja investido mais dinheiro em outras modalidades de transporte também.

        Também não acho que será um problema a duplicação da avenida beira-rio para a orla. A orla vai ser revitalizada permitindo e estimulando toda a população a frequenta-la, espero que com segurança. Eu já fui quase assaltado na orla, em frente ao Shopping Praia de Belas quando fotografava para o Porto Imagem. Sei que não é só melhorando a orla que vai melhorar a segurança. Temos que investir nisso também. mas a venida mais larga não vai ter qualquer influência sobre a frequência ao parque da orla. E mais: a duplicação de toda a Beira-Rio não inviabiliza o parque do Gasômetro. Possivelmente até possa modificá-lo mas ele vai sair e vai ficar belíssimo ali. To louco pra ver este parque cheio de gente, e com muitas árvores que serão plantadas no lugar das que foram cortadas.

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        • O principal problema da tua argumentação é que dizes que é preciso investir em outros modais mas não é possível deixar de criar mais vias para o carro. Ora, o que tu queres é impossível! O recurso mais escasso nas grandes cidades é o espaço físico, ainda mais grandes espaços físicos como o deslocamento de automóvel exige. Se tu aumenta vias para automóveis tens que necessariamente remover espaço de alguém: pedestre, transporte coletivo ou ônibus.

          Tu mesmo afirma que a obra não vai resolver o problema do trânsito, então para que fazê-la? É no mínimo desperdício de dinheiro público, sem contar que está rasgando parques, praças e orla ao meio, retirando espaço de parques e praças para ainda por cima não resolver o problema do trânsito?

          De onde tiraste que não podemos parar de alargar avenidas e criar novas? Em que te baseais para afirmar isso? É nisso que estão apostando as grandes cidades do mundo, na verdade elas estão fazendo justamente o contrário REMOVENDO espaço do automóvel. Paris por exemplo tem um projeto de remover completamente uma via expressaa que corta a cidade de leste a oeste às margens do rio Sena. Não vem me dizer que nessas cidades eles podem fazer isso porque eles têm metrô, pois o dinheiro que estamos gastando nessas obras “que não vão resolver o trânsito” poderiam ser totalmente investidos em transporte coletivo (ônibus, VLT, BRT, aeromóvel) e REDUZIR a quantidade de automóveis nas ruas, tornando possível a redução das vias.

          O meu “pavor” de carros é bem racional, além de serem o meio de transporte mais ineficiente para uma grande cidade, tanto no uso do espaço físico, como no de combustível, o seu uso degrada a cidade (qualidade do ar, poluição sonora, poluição visual, aumenta criminalidade por retirar pessoas das ruas) além de oprimir, ferir e matar os mais frágeis: pedestres e ciclistas.

          Mas não é um “pavor” como tu colocaste, tanto que eventualmente uso carro que pego emprestado com a minha família (não tenho carro próprio). É mais uma indignação com a absoluta prioridade que é dada ao veículo automotor particular sobre os demais modais e sobre a qualidade de vida das pessoas que moram na cidade.

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  11. tropa de maconheiro

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