Protesto contra o corte de árvores no Gasômetro teve momentos de tensão

Protesto contra o corte de árvores no Gasômetro teve momentos de tensão  Crédito: Fabiano do Amaral

Protesto contra o corte de árvores no Gasômetro teve momentos de tensão Crédito: Fabiano do Amaral

Em protesto contra o corte das árvores realizado na madrugada desta quarta-feira, centenas de manifestantes fizeram um ato na frente da Prefeitura Municipal, no início da noite. O grupo, que começou com cerca de 150 pessoas, ganhou corpo durante manifestação, que começou a se dispersar por volta das 19h45min.

O clima chegou a ficar tenso. Um dos guardas municipais chegou a empunhar uma das pistolas não-letais, enquanto parte dos manifestantes atirou bolas de gudes, entre outros objetos, contra o policiamento. A Brigada Militar e a Guarda Municipal cercaram a porta que dá acesso ao prédio da prefeitura.

Após deixarem o Paço Municipal, os manifestantes subiram a avenida Borges de Medeiros. No caminho, houve depredação à uma agência do Itaú, na Esquina Democrática. O grupo seguiu até o Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa. Pouco antes das 21h, os manifestantes se concentraram no cruzamento da avenida Loureiro da Silva com a rua Lima e Silva. O trecho teve o trânsito bloqueado.

Corte foi um dos maiores já realizados em Porto Alegre

Autorizado pela Justiça, o corte de 57 árvores no Parque da Harmonia e na avenida Loureiro da Silva, em Porto Alegre foi uma dasmaiores ações de retirada de vegetais já realizada na cidade no período recente, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Smam). Cerca de 40 profissionais entre servidores e terceirizados, além de nove caminhões, dois deles de operações especiais, trabalharam ao longo de quatro horas na ação – das 5h até quase 10h.

Alguns dos manifestantes, que estavam acampados há cerca de dois meses no local, chegaram a ser detidos e precisaram assinar termo circunstânciado. Houve relatos de truculência por parte da Brigada Militar durante a ação.

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Com informações do repórter Cristiano Soares / Rádio Guaíba e Gisiane Santos / Correio do Povo



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84 respostas

    • O que significa mais a fundo Marcelo ? Só discutindo com os que concordam contigo ?

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    • É que lá, Gilberto, eles podem utilizar falácias, criar factóides e dissimulações para enganar os mais desavisados a concordarem com propostas absurdas e infantis.

      É assim que eles fazem pra manipular massas carentes de conhecimento.

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  1. Quanto desperdício de tempo, em cada comentário sem noção.. vocês que se acham tao intelectuais, deveriam repensar a formar com que estamos lidando com a questão ambiental em nossa cidade,. Nao sou contra o corte de arvores, ate porque area central de POA é um caos. São necessárias interversões para que haja o bem comum de TODOS e não de interesses financeiros, como claramente vemos todos os dias. Mas fica a dica para que pensemos, que a abertura desta avenida não será a solução da nossa mobilidade, enquanto estivermos com pensamentos individualistas, e controlados pelo mercado e mídia.
    Deveríamos discutir as formas alternativas de transporte, e não pensando somente em abertura de largas avenidas para que cada vez tenhamos mais e mais carros. E dentro destas formas de transportes estão as lutas pelo preço da passagem, que infelizmente muitos condenaram este movimento.
    Amigos, abram suas mentes e sejam menos manipulados pela mídia, se vocês não se dão conta, todo e qualquer tipo de movimento social sempre sera marginalizado, por estes meios, porque quando todos souberem que unidos poderemos fazer algo, talvez conseguiremos mudar um pouco dessa podridão em que vivemos hoje.

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  2. Enfim, as árvores se foram, foram decepadas pela Pref. Mun. POA comandada pelo Fortunati, aliás, muito político poderá ter a certeza do fim de suas carreiras políticas, questão de tempo e, existem pessoas que ainda apostam tudo pela Copa do Mundo.

    Certamente o grupo comandado pela Paço Municipal também sabe de articular, seja pela poda, seja pela infiltração de pessoas com o intuito de prejudicar o movimento ou alguém dúvida disso.

    A quem interessou as brigas que houveram na passeata, claro que a turma do Paço Municipal sente prazer que esse movimento se disperse desta forma.

    Como ocorreu nos períodos da ditadura, tudo na calada da madrugada, inclusive as infiltrações de pessoas a fim de prejudicar o movimento.

    E agora José, as árvores se foram e seu futuro político também.

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  3. http://ahduvido.com.br/os-11-defeitos-insuportaveis-dos-brasileiros

    Material interessante a respeito do tema. Especialmente os itens 12 e 11.

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  4. Eles passaram a noite protestando porque não vão precisar acordar cedo no dia seguinte pra trabalhar assim como a maioria das pessoas fazem.Ou seja, não passam de um bando de maconheiros metidos a ecologistas que não fazem nada de útil na vida e tem tempo pra encher a cabeça de besteira e tentam fazer com que a cidade fique mais atrasada do que ja esta.E o pior é que tem gente que se presta a ir na onda deles.
    Tem mais é que bota pra correr esses vadios nem que seja a base de tiro de bala de borracha, gaz lacrimogênio e cassetete já que eles insistem pra que seja dessa forma.

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    • Eles estavam dormindo quando a BM derrubou as barracas sobre eles e os puxou pelos pés para fora. Quem tem vontade, acha tempo para lutar pelo que acredita até quando dorme.

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  5. Escreveu “O capital mata” já nem dou mais ouvidos, pois já sei que o planejamento da cidade e o meio ambiente é o que menos importa para esses caras.

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    • Como se o planejamento da cidade e o meio ambiente importassem muito para o Záchia, que concedeu (ou será que vendeu?) a licença ambiental da obra e para o Fortunati que recebeu mais de R$200 mil da empreiteira que está fazendo a obra.

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      • Quem falou em Zachia? Quem falou em Fortunati? Quem tá defendendo eles? É bem típico distorcer e desvirtuar acontecimentos para sair ganhando.

        Essas pessoas utilizam o tema “planejamento da cidade e meio ambiente” apenas como pretexto para difundir ideais e ideologias que nem mesmo conhecem.

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        • Cara, quando tu fala “essas pessoas”, estás falando de mim também. Eu também sou contra a obra por diversos motivos que incluem o planejamento da cidade e o meio ambiente. Já escrevi diversos posts sobre isso, centenas de comentários neste blog. Se tens interesse em conhecer a minha ideologia e interesses, pode pesquisar. Eu gostaria saber quais são os interesses e ideologia por trás dos defensores da obra, pois eles nunca deixam claro, ficam só atacando quem acha a obra de uma burrice inominável.

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        • Óbvio que eu falo de ti também, só não deixo escancarado em respeito às regras do blog.

          Já conheço tua ideologia e pra mim tu és intolerante demais.

          Eu também não sou a favor do carro acima de tudo. Sou favorável a um sistema que contemple o transporte coletivo de qualidade, mas também que me permita utilizar o meu carro para ir ao trabalho em dias que eu não estiver a fim de usar o onibus/metro.

          Sou favorável à liberdade de ir e vir. Vou pegar congestionamento indo de carro? Vou, sei disso, moro em uma grande cidade e esses problemas são recorrentes. Se eu não quiser carros, transito e estresse, posso ir pro campo, ou morar na praia.

          Moro na ZS, muitas vezes preciso utilizar o carro, e não quero ser visto como criminoso por causa disso!!!

          Sou favorável a um sistema onde tu possa utilizar a tua bicicleta, e eu o meu carro, sem intolerância e brutalidade.

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        • Ricardo, o sistema atual não só permite que tu utilizes teu carro, como garante a quem se desloca de automóvel total prioridade às custas do deslocamento e da segurança dos demais. Posso te dar vários exemplos. É contra isso que eu luto, não quero a extinção das vias para carros, quero bom senso e que se obedeça o PDDUA, prioridade ao pedestre, ao transporte coletivo e às bicicletas. É isso que a lei diz, não é isso o que fazem.

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        • Tá, qual a culpa do Itaú e do capital nisso tudo?

          E outra, eu ando no meu carro e respeito o pedestre e os ciclistas, assim como quando eu sou ciclista não me atravesso na frente dos carros e nem passo no sinal vermelho, quase atropelando pedestres, como tenho visto muitos ciclistas que se acham acima da razão fazerem.

          Quer bom senso? É muito simples. Educação para o transito. Não adianta encher a cidade de ciclovias, acabar com vias expressas, colocar transporte público de qualidade enquanto motoristas, ciclistas e pedestres não se respeitarem.

          Não adianta soluções européias para uma população de terceiro mundo.

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        • A culpa do capital é justamente que apenas quem vai ganhar com essas obras que em cinco anos se mostrarão inúteis são as empreiteiras. São obras realizadas apenas por lucro, sem visar o bem-estar da população.

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        • Viu como tu é radical e intolerante? Por isso não discuto nem perco meu tem argumentando. Tu só vê as coisas pela tua concepção de mundo e nada mais importa.

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  6. Felipe, continuando: o exemplo de crescimento vertical de poa: Numa rua com 10 casas no passado, hoje na mesma rua são 10 prédios e o número de pessoas e veículos que circulam ali é no mínimo 100 vezes maior… Obvio que construir vias loucamente só porque tem muito veiculo não vai resolver, tem que haver ideias como transporte coletivo etc, eu sei disso, mas não podemos ignorar o atual momento em que vivemos, a necessidade de novas vias são claras, o problema é que há uma demora muito grande para as obras serem concluidas,e quando isso finalmente acontece a via quando é inaugurada e já fica congestionada, um exemplo disso é a Carlos Gomes que já era pra ter sido concluida a muitos anos atrás, e demorou pra ser feita, acho que melhorou a situação, porque se até hoje ela não tivesse sido feita o trânsito não estaria congestionado e sim PARADO. A rodovia do parque é outro exemplo de obra que já era pra estar pronta no minimo a 10 anos, e no entanto ainda não foi concluída, e quando finalmente ela for inaugurada, já vai estreiar com fluxo alto de veículos, porém antes tarde do que nunca, porque se ela não for feita o trânsito vai simplesmente parar, e a economia depende do fluxo e de logisticas para se desenvolver. Felipe sei que tudo que escrevi você deve saber, porém ressaltei alguns pontos que acho importantes e que devem ser valorizados.Abraço

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    • Cara, quanta confusão!

      Sabemos muito bem que vários desses manifestantes são mais radicais e não querem que nada seja feito na cidade.

      Eu pelo menos fico no “meio termo”: nem muito asfalto, nem matagal puro (se quisesse matagal puro eu moraria no interior, lá pelo menos a qualidade de vida é muito melhor).

      Mas enfim, essa discussão já perdeu totalmente o rumo. De um lado, defensores do “progresso”, onde acham que simplesmente sair construindo infraestrutura urbana sem planejamento já resolve. E outros, que lutam contra isso. Alguns chegam a ser radicais demais, tudo bem. E já temos uma grenalização novamente.

      A principal questão que deve ser observada é: devemos continuar repetindo os erros do passado, principalmente de outras cidades, que hoje se dão conta que estavam erradas e agora pagam caro por estes erros? digo com relação a construção de mais e mais vias indiscriminadamente, priorização do transporte individual, etc.

      Claro que não podemos ter a mesma quantidade de ruas e avenidas do passado, porém devemos ter planejamento seguindo as boas práticas de urbanismo!

      Conhece Brasilia? pois é, ela foi uma cidade planejada, só que planejada no carrocentrismo (quando cito essa palavra já ganho inimigos, mas tudo bem). Hoje em dia, ela também está congestionada.

      Resumo: de nada adianta sair construindo ruas e avenidas, se não cuidarmos da real necessidade: MOBILIDADE DAS PESSOAS, E NÃO DOS CARROS!

      Não preciso citar os projetos em andamento na cidade pra provar a minha tese (e de vários) que a Prefeitura prioriza o transporte individual.

      Pensa um pouco fora da caixa, não se deixa levar pela emoção (ou pela midia manipuladora)

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      • Brasília teve dois grandes erros de planejamento. O primeiro, foi o de não planejar o que fazer com quem construiu a cidade, não se importaram em mandá-los de volta para as suas terras e nem em construir moradias (mesmo que populares) para eles, então se criaram favelas ao redor da cidade, boa parte delas construidas pelas mesmas mãos que construiram o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, o Congresso nacional, a Catedral de Brasília.

        Outro erro, foi não ter construido uma malha de metrô enquanto a cidade ainda não existia, bem dizer. Já se sabia que seria uma capital federal e que a população tenderia à crescer. Então poderiam ter construido 4 ou 5 linhas pelo método cut and cover sem problemas, inclusive combinaria e muito com o estilo moderno que a cidade apresentava quando nasceu. Imaginem que sensacional seriam estações de metrô desenhadas por Niemeyer! Nem precisavam ser todas, somente as principais estações do sistema já estariam de bom tamanho.

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        • “Outro erro, foi não ter construido uma malha de metrô enquanto a cidade ainda não existia, bem dizer.”

          Exatamente! ou seja, achava-se que somente com carros os problemas de mobilidade seriam resolvidos!

          Só que muitos ainda pensam assim!

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        • Sim Guilherme, o erro da prefeitura de Brasília foi investir prioritariamente no modal automóvel, que é exatamente o que a prefeitura de Porto Alegre está fazendo 50 anos depois, mesmo com o exemplo de Brasília que mostra que vias com 10 faixas em cada sentido não são garantia contra congestionamentos.

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        • Na época (anos 50), o governo federal sucateava o transporte de massas e priorizava o automóvel com o objetivo declarado de fomentar a indústria automobilística no Brasil. Foi mais do que um erro, foi uma má estratégia.

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        • Ricardo, o triste que isso continua hoje, com o governo federal dando incentivos fiscais absurdos aos automóveis particulares e além de subsidiar o seu deslocamento investindo milhões em vias que logo estarão saturadas novamente ao invés de guardar esse dinheiro para o transporte coletivo.

          E se dizem em nome do “progresso”. E a maioria da população engole, basta ver os comentários neste blog.

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  7. Pelo que li, nesses últimos dias, os ambientalistas são: contra a revitalização da Orla, contra o desenvolvimento de Porto Alegre, contra o replantio de árvores em pró de uma obra que vai beneficiar muitas pessoas, contra turistas.

    Pois eu sou a favor da Orla, do desenvolvimento, do plantio de mais de 2000 mil mudas, sou a favor dos turistas, pois movimenta a economia e sou a favor do planejamento visando o futuro… E NÃO SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM ESSE GRUPINHO. TENHO OPINIÃO PRÓPRIA. E ACHO QUE POA TEM ESPAÇO PRO VERDE E PRO DESENVOLVIMENTO, É SÓ TER BOM SENSO, SEM SER RADICAL…

    Pra mim ambientalista de verdade é pacifico, e não destrói o patrimonio e não faz pichações de protesto, pra mim ambientalista de verdade tem bom senso e sabe argumentar e chegar um acordo pro melhor de todos, pra mim ambientalista não é radical, por isso digo que muitos ai infiltrados não são ambientalistas e sim interesseiros…

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    • Márcio

      Participei de todos os protestos contra o corte até agora. Posso te garantir que os depredadores são os mesmos de sempre (literalmente uma meia dúzia). A grande e imensa maioria é pacífica e sempre tenta falar para eles não fazerem nada. A revitalização da orla com o plantio de mais de 2000 árvores é bem vinda sim só que existem dois aspectos importantes a serem considerados na minha opinião: 1 – as mudas que a SMAM planta são pequenas e demoram muito para crescer (as que foram cortadas no gasômetro vão demorar uns 30 anos para crescer novamente – acho isso inaceitável); 2 – colocar uma auto estrada entre uma orla e um parque não vai revitalizar a orla (em vários lugares do mundo estão sendo retidas ruas próximas as orlas, pois já viram que não resolve o problema do trânsito e degrada a orla – afasta as pessoas).

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      • Diego,
        Valeu pela observação, mas a construção de uma via é uma coisa e revitalização da Orla é outra coisa ok?? Estou dizendo que há espaço para desenvolvimento (obras e infra estrutura) e espaço para natureza como plantio de árvores e a revitalização. Por tanto a via a ser construida é uma coisa e a reforma da orla é outra… Sobre auto estrada que tu mencionou, acho válido sim pensar no futuro para não sofrermos depois. E sobre as mudas, nem toda especie de árvore precisa ser muda, pode haver realocação de algumas árvores da zona rural para zona urbana, dessa maneira a via não ficaria com um aspecto desertico em quanto as plantas crescem. Amigo há soluções pra muita coisa é só querer fazer bem feito que as coisas acontecem…

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