Aeroporto Salgado Filho é uma das portas de saída do narcotráfico mundial, diz Polícia Federal

Paraguaio foi flagrado com 3,8 quilos de cocaína diluído em livros

Narcoteste para identificar presença de cocaína foi aplicado nas páginas dos livros  Crédito: André Ávila

Narcoteste para identificar presença de cocaína foi aplicado nas páginas dos livros
Crédito: André Ávila

A Polícia Federal (PF) vai apurar a nova rota de tráfico internacional de cocaína com conexão entre Porto Alegre e Costa do Marfim, na África, a partir da prisão de um paraguaio, de 29 anos, com três livros impregnados de cocaína, na noite desse domingo no Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Capital. “O Salgado Filho é uma das portas de saída do narcotráfico mundial”, afirmou o delegado Daniel Justo Madruga, responsável pela Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da PF/RS.

Um dos motivos seria a conexão direta com Lisboa, em Portugal. De acordo com a PF, o paraguaio embarcaria em um voo com escala na capital portuguesa e que teria como destino final a cidade de Abidjan, na Costa do Marfim, onde seguiria provavelmente para a Europa.

De acordo com o delegado Daniel Justo Madruga, o aumento do número de voos internacionais atraiu a atenção dos traficantes. Com isso, a PF intensificou a vigilância no Salgado Filho através do Núcleo de Polícia Aeroportuária. Em um ano, a fiscalização já apreendeu 92 quilos de drogas no terminal aéreo.

Conforme a PF, o “mula” receberia cerca de 5 mil dólares para transportar a droga, que estava diluída também no forro interno de uma bolsa de viagem. Os policiais federais calculam que exista mais de um quilo de cocaína dissolvida nas páginas de três livros: “Angola y otros cuentos”, de Helio Vera; “La reina en el palacio de las corrientes de aire”, de Stieg Larssonn, e “Historia del trabajo social”, organizado por Ezequiel Ander-Egg. As três obras juntas em torno de 3,8 quilos.

Nervosismo do paraguaio chamou atenção

A descoberta da cocaína impregnada nos livros foi possível graças à experiência dos policiais federais que atuam no check-in do setor de embarque internacional. O nervosismo do paraguaio chamou a atenção. Quando qestionado, as respostas não convenceram e, mesmo após não ser encontrada a droga, os agentes da PF não desistiram da suspeita.

Um narcoteste foi realizado nos livros, roupas e na mala de viagem do suspeito, sendo detectada a presença de cocaína. A cor azul, surgida no contato de reagentes com a droga, apareceu nas páginas das três obras. Visualmente e através do tato e olfato, segundo os policiais federais, era praticamente impossível identificar a presença da droga nos livros.

Casos semelhantes em Manaus e Fortaleza

Inédito no Rio Grande do Sul, o método de diluir cocaína em livros já teve um caso semelhante flagrado em janeiro deste ano na agência dos Correios do bairro Coroado, em Manaus (AM). Um livro e documentos, pesando cerca de dois quilos, continham a cocaína diluída em suas páginas, conforme descobriram os fiscais da Receita Federal.

A droga seria levada para a Austrália e o Oriente Médio. Já em agosto de 2004, um ator de filme pornô foi detido no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE), quando tentava embarcar para Cabo Verde, na África, levando uma grande quantidade de cocaína diluída em sete livros. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal.

Correio do Povo



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6 respostas

  1. Agora vamos a uma piada sem graça do traficante lusitano. Para ser mais moderno ele tentou impregnar o I-Pad de cocaína.

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  2. Fiquei curioso para entender qual o processo disso. Como a cocaína é “indexada” no livro? Como é retirada e volta ao seu estado?

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  3. Parece que os únicos favoráveis ao aumento da pista do S.Filho são os traficantes.

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  4. Agora, haja criatividade! Empapar cocaína num livro!

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  5. ahahahahhahahaha

    “um ator de filme pornô foi detido no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza”

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