Moradores de Porto Alegre pedem paz em protestos

Panos brancos foram estendidos em janelas e sacadas do bairro Cidade Baixa

Lençóis brancos foram espalhados pelas casas e estabelecimentos para pedir paz   Crédito: Paulo Nunes

Lençóis brancos foram espalhados pelas casas e estabelecimentos para pedir paz Crédito: Paulo Nunes

Os moradores do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, estenderam panos brancos em janelas e sacadas de prédios e estabelecimentos comerciais nesta quinta-feira. A iniciativa é para pedir paz depois da série de protestos que tiverarm início pacífico, mas acabaram em atos de depredação e vandalismo na Capital.

Para o presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa), José de Jesus Santos, essa é uma forma de mostrar que a área continua sendo um local para o convívio e o lazer. A iniciativa é também da Associação dos Comerciantes da Cidade Baixa e da Associação dos Moradores da Cidade Baixa.

Dono de uma loja de móveis na rua José do Patrocínio, David José de Vargas, 58 anos, não sabia da campanha, mas ficou animado com a ideia e tratou de providenciar um lençol branco para colocar na fachada. “A loja não chegou a ser atacada, mas a casa que moro na rua General Lima e Silva foi pichada”, contou.

A secretária Angela Castro, 56 anos, aderiu à ideia apesar de morar no Centro. “Meus filhos viram a campanha nas redes sociais e coloquei um lençol branco na minha janela na rua Demétrio Ribeiro”, afirmou ela, que trabalha na Cidade Baixa. “Todos estamos de acordo com manifestos pacíficos, porque o Brasil precisa mudar, mas somos contra o vandalismo”, declarou.

Conforme o presidente da Associação dos Comerciantes da Cidade Baixa, Moacir Biasitti, a sinalização de paz já fez com que muitos clientes que haviam deixado de frequentar os bares da região retornassem. “O manifestante tem que sair de casa com espírito de fazer um protesto bonito, não vandalismo. As últimas ações foram muito ruins para o bairro, ficou uma sensação estranha”, comentou. Após reuniões com os moradores, a Brigada Militar (BM) prometeu reforçar o policiamento.

Uma das moradoras, Shirley Nunes, que faz parte de um grupo idealizado há dois anos para estimular a boa convivência no bairro, disse que os que vivem na Cidade Baixa, aproximadamente 15 mil pessoas, querem recuperar a harmonia. “Cerca de 70% dos estabelecimentos de entretenimento de Porto Alegre estão na região. Nós queremos que os frequentadores continuem vindo, mas de forma ordeira, desarmados, para que não fiquemos sitiados em casa”, resumiu.

Correio do Povo



Categorias:Manifestações

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3 respostas

  1. Eu concordo que os marginais que estao se aproveitando deste momento politico pra roubar ou tentar impor suas ideias radicais tem mais é que ir pra cadeia e de preferencia nao sair mais

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  2. Essa lei anti “terrorismo” é um absurdo. Quem acompanhou os atos da polícia nos ultimos protestos sabe que a polícia prendia as pessoas comuns, que não corriam, que estavam próximas, enquanto os marginais destruíam a Azenha, a Cidade Baixa.

    Com essa lei qualquer um de nós pode ser preso e acusado de terrorismo simplesmente por estar próximo a uma manifestação.

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  3. Achei bacana, mas honestamente acho que é necessário apertar o cerco no pessoal que quer quebrar e pichar, não são tantos… e não vão se deixar levar por este gesto.

    Talvez precise de algum movimento no legislativo para dar apoio a isso? Estes dias vi que havia algum debate a respeito, mas só por chamar a lei de anti “terrorismo” eu já desanimo. http://www.sul21.com.br/jornal/2013/06/protestos-apressam-votacao-da-lei-de-crimes-de-terrorismo-no-brasil/

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