Jeito atrasado de ser imobiliza o Rio Grande do Sul

Fernando Albrecht diz que jeito de ser (atrasado) imobiliza o Rio Grande

fernando-albrechtPrincipal colunista do Jornal do Comércio, Porto Alegre, o jornalista Fernando Albrecht escreveu hoje que os últimos acontecimentos no Estado estão a indicar que estamos deixando de crescer pelo nosso jeito de ser.

Perdemos uma montadora de caminhões, porque levamos oito meses negociando o que o Rio de Janeiro – governador à frente – levou três semanas. Nossa fama de complicadores já é consenso entre investidores estrangeiros. Nem areia temos…

Temos uma miséria de estradas duplicadas e criamos uma estatal para tapar buracos quando já existia uma autarquia. O PIB vem crescendo como cola de cavalo – para baixo – e não é de agora, justiça seja feita A única coisa que temos de sobra são os caranguejos e os contras. Daí que os bombeiros da Capital ter só uma Magirus resume a situação: somos um Estado 50%.

Via Políbio Braga, mas ideia de Fernando Albrecht

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O pior é que isso não tem muito a ver com partidos. Todos os partidos que tem estado nos governos nas últimas gestões não tem feito grande coisa pelo RS mas ficou mais complicado ainda na atual gestão do Tarso. Já considero um dos piores governos da história. Será que um dia resgataremos a nossa pujante trajetória?  As urnas em 2014 podem ajudar. Vamos ver. Mas sinceramente não vejo luz no final do túnel. Seja quem for eleito, seja qual partido for, vai demorar muito ainda para retomarmos nossa velha história de exemplo nacional e desenvolvimento.

 



Categorias:Economia Estadual

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18 respostas

  1. Concordo plenamente com a ideia do texto. Como eu, muitos vão embora do estado, pois é impossível acreditar nas coisas propostas e mais ainda na mediocridade e limitacao delas. Uma total incapacidade de gestão e inovacao. Nao estou preocupado com a montadora que nao veio – na era da industria do conhecimento, se conseguissimos trazer todos os gauchos que sairam para usar sua criatividade, capacidade e conhecimento, nosso estado ganharia muito mais. Porque voces acham que aos trancos e barrancos a industria offshore se instalou em Rio Grande? Por uma simples razão, temos uma tradicao de industria metal-mecanica que é inexistente do Rio pra cima. Temos muito tambem nas areas biomédicas, agropecuaria e até engenharia de minas etc, mas nossos politicos nao conseguem entender que essas industrias sao o futuro. Deveriam torrar dinheiro em educacao e qualificar ainda mais nossa classe trabalhadora que será forcada a migrar da industria de bens de consumo que NUNCA irá conseguir competir com a Asia. Alem de focar na infraestrutura do estado como um todo. Porque ainda nao temos um datacenter de cloud computing? e por ai vai….

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  2. Quer dizer que a montadora de caminhões chinesa ia ser a nova “salvação da lavoura” ?
    Enquanto isso no RJ e em MG com os famosos “choque de gestão” está tudo ás mil maravilhas. Já tiraram o pessoal das favelas ? Estão morando em casas decentes, com água, esgoto e tudo mais ? Tá todo mundo na escola ? Acabou a fila do SUS ?
    Eu até poderia dizer: “enquanto continuarem pensando que fábricas, estradas, montadoras e outras…vão fazer do Brasil um País melhor e mais justo etc…” Mas não se trata disso. Quando se fala em Fernando Albrecht e Políbio Braga, só para citar dois nomes, se fala em jornalistas que estão aí para (gostaria, mas não vou ser ofensivo), “mimar” o empresariado, pedindo claro, isenção de impostos e outras beneces para quem não precisa. Na semana passada o Albrecht, divulgou uma notinha, assim despretensiosa, sobre os maravilhosos serviços da FedEx…
    Pobre Brasil.
    Por falar nisso, quando que antiga salvação da lavoura, a GM vai começar a pagar impostos. As isenções são de 20 anos ?

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    • Marcelo.
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      Um dos maiores focos de atraso do RS está exatamente na sua imprensa, é hora de começar a chamar a atenção da BURRICE da mesma, são subservientes não porque sejam venais (também são), mas por falta total de capacidade de fazer outra coisa.
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      A nota lá em cima demostra a incapacidade deles falarem de outras coisas. Leste algum dia uma análise séria sobre a evolução econômica do RS, o máximo que fazem é chamar um professor qualquer da Universidade também para escrever obviedades.
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      O problema principal no RS é que estamos num imenso apagão, num APAGÃO DE INTELIGÊNCIA.

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      • Pra ti ver, a saída do país desse clima subdesenvolvido é o mais preto investimento em educação.

        Na Inglaterra já estão reformando o ensino para ensinar frações a crianças de cinco anos, bem como programação de sistemas.

        E aqui? Mal conseguem pagar o mínimo por lei ao professor. Somos ridículos e humilhantes perante o resto do mundo civilizado. Alguns cientistas de renome, quase nenhum filósofo.

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        • Renan, todos falam no espírito do povo alemão como uma forma quase racista de atribuir seu sucesso a características raciais, só esquecem que o ensino primário público obrigatório foi introduzido na Prússia em 1717 por Frederico Guilherme I, de 1717 ao ano de sua morte em 1740 a Prússia passou de 320 escolas a 1480. Isto que a Prússia era um estado relativamente pobre e altamente endividado.
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          Ou seja, um Rei, aristocrata, obrigou a escolaridade das crianças entre cinco e doze anos, e nenhuma criança poderia trabalhar antes de terminar sua escolaridade.
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          Vejam, dois imperadores Frederico Guilherme I que foi sucedido por Frederico o Grande, que continuou ampliando mais o sistema educacional fizeram o que o Tarso o Pequeno, não se esmera em fazer.

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  3. Só um comentário a mais (agora, é claro), se o colunista do Jornal do Comércio criticou os políticos ele também produziu uma OBRA PRIMA DA MEDIOCRIDADE MEDIÁTICA, a medida em que simplesmente repetiu chavões que já estamos cansados de ouvir, em resumo a opinião está uma bost@.

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  4. Vamos falar sério, o último governador que tivemos no Rio Grande do Sul foi o Engº Leonel de Moura Brizola (assim como o último prefeito de Porto Alegre foi José Loureiro da Silva), o resto foi cada um pior do que os outros. Se formos ficar no fulano foi pior do que o beltrano, ficaremos numa discussão Bizantina.
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    O que há no nosso estado e na nossa cidade é que todos os eleitos entram dizendo vou fazer isto ou vou fazer aquilo, e no lugar de se preocupar em gerenciar corretamente a máquina pública começam a inchar os quadros com supostos super-gerentes.
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    Temos uma máquina pública caindo os pedaços e os últimos governantes ou tentaram destruí-la mais ainda (Yeda) ou ficam fazendo campanha para serem secretário geral da ONU (Tarso).
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    Precisamos de alguém que remonte a máquina pública, que deixe de lado a falácia do estado mínimo, e comecem a produzir projetos viáveis e produtivos, as coisas não caem do céu, é preciso de TRABALHO.

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  5. “Vamos ver se as urnas em 2014 vao ajudar”

    Entendi o que tu quer dizer e conordo totalmente.
    Porem, é preciso traduzir melhor para algumas pessoas: as urnas nao sao um ente autonomo que decide o que vai acontecer.
    O Tarso e a Cavedorn ta la porque PORTOALEGRENSES e gauchos votam nesse pessoal !

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  6. Falou o basicão, o que todos já sabemos há pelo menos uns trinta anos mas nos negamos a enxergar (ou ao menos uma parcela da população). É isto aí mesmo!

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  7. Quando eu li aqui no Blog que o pessoal é “maria vai com as outras” eu percebi que “maria vai com as outras” e “ser do contra” são duas faces da mesma moeda. Nos dois casos as atitudes individuais são balizadas por atitudes alheias.

    Talvez o que precisamos é pensar por nós mesmos e agir por nós mesmos. Estamos realmente mais atrasados que o resto do Brasil, mas ficar olhando para os lados e mudando nossas atitudes e se posicionando veementemente contra ou à favor de algo é sinônimo de ignorância, pois nada é completamente bom ou ruim.

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  8. Tanto lixo republicado do blog do Políbio que não me surpreenderá se o blogueiro apoiar o devaneio do Paulo Santana na ZH de hj.

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    • Então vc também leu aquela aberração? Temos que largar de mão essas pessoas que querem “desenvolver” o RS aos moldes da década de 60.

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    • O artigo é do Fernando Albrecht !!! Sabe ler ?

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    • O que tu faz aqui comentando se tu diz que o que republicamos é lixo ????

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      • Nem tudo que é republicado é lixo, mas confesso que mais do que as matérias, o que mais me atrai no blog são os posts de parte dos comentaristas (fmobus e Rogerio Maestri, Pablo e alguns outros) que são bastante enriquecedores.

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        • Solrac.
          .
          Por mais enriquecedores que sejam os comentaristas, quem dá a pauta é o Simon, e o que ele reproduz (exceto suas observações abaixo das notícias) são fatos que ocorrem no estado e na cidade, se não houvesse este trabalho de garimpagem, não haveria o blog.
          .
          Não chuta a chefia!

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  9. Essa história da montadora está muito estranha… Merecia, no mínimo, uma justificativa oficial.

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