Incerteza sobre reabertura do Mercado Público preocupa permissionários

Incêndio no dia 6 de julho consumiu parte do prédio histórico de Porto Alegre

Mercado Público permanece fechado duas semanas após incêndio.Clique para ver mais fotos  Crédito: André Ávila

Mercado Público permanece fechado duas semanas após incêndio.Clique para ver mais fotos Crédito: André Ávila

Após mais de 15 dias do incêndio que consumiu parte do Mercado Público de Porto Alegre, a incerteza com a reabertura, mesmo parcial, preocupa permissionários e trabalhadores. Muitos não receberam ajuda de custo e ainda por cima estão contabilizando os prejuízos, como os serviços exigidos de reparos na rede elétrica, cobrança de impostos e pagamento de funcionários que não estão trabalhando.

Na manhã desta segunda-feira, ao visitar o Mercado Público, uma permissionária desabafou sobre a situação. “Precisamos de uma posição firme. Anunciaram um monte de coisas e até agora só estamos calculando os prejuízos”, informou ela, que preferiu não se manifestar. Somente a sua loja tinha 15 funcionários. Os prejuízos iniciais já chegam a R$ 150 mil, em especial de mercadorias perecíveis que não foram comercializadas.

Em função do incêndio, a rede elétrica foi danificada. Do lado externo, uma empresa contratada pela Prefeitura da Capital está fazendo o serviço. Na parte interna das lojas, o serviço fica sob responsabilidade dos permissionários. Somente este trabalho, dependendo do tamanho da loja, varia entre R$ 400 a R$ 800.

Num primeiro momento, a reabertura parcial estava vinculada basicamente a dois fatores. O primeiro era a liberação por parte da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), responsável pela nova cobertura e pelo laudo de estabilidade do prédio. O segundo fator era a instalação da energia elétrica, que foi suspensa pela Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) em função do incêndio.

Segundo o vice-prefeito Sebastião Melo, que tem atuado no grupo montado para viabilizar o funcionamento novamente no Mercado Municipal, todos os esforços estão sendo feitos para a reabertura. Porém, foi enfático ao lembrar que é preciso responsabilidade. “Todos queremos que o Mercado Público funcione. Mas não podemos ser irresponsáveis”, disse ele, lembrando que o trabalho está sendo feito em parceria com o Ministério Público e o Corpo de Bombeiros.

Após reunião ainda pela manhã com integrantes dos permissionários, ele disse compreender a preocupação dos comerciantes, mas acredita que até o final desta semana será possível fazer uma projeção mais clara para a reabertura. “Vamos reabrir quando houver segurança”.

Melo lembrou ainda que o Executivo está em busca do terceiro orçamento para fazer o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), que foi exigido pelos Bombeiros. A partir desta trça-feira, deverá começar a ser instalada uma espécie de isolamento do telhado. Esse serviço é necessário antes de ser colocada a cobertura provisória ou fixa, o que ainda não foi decidido.

Correio do Povo



Categorias:Incêndios e PPCI

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3 respostas

  1. Por que não um plano B? Um, dois armazém(s) do Porto Mauá poderia(m) abrigar quase que imediatamente o funcionamento das bancas dos permissionários. A reforma vai demorar bastante e para funcionamento emergencial e o Porto Mauá e parece que será ainda menos precário. Parece que há falta interesses em ambos lados!

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    • Como se fosse fácil transferir todas as lojas para um local provisório, não é uma Feira de Ibitinga que desmonta em Cidreira e Monta em Santa Terezinha, precisa de toda uma estrutura.

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      • Gustavo, no ritmo que vão as coisas aqui na nossa cidade, acho que era mais fácil fazer uma instalação provisória do que liberar todo o Mercado Público.
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        Os armazéns do cais do porto comportam com facilidade uma instalação provisória do mercado, acho que eles já devem ter inclusive rede elétrica de grande capacidade (acho, não tenho certeza).
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        A rede de esgoto poderia lançar direto no Guaíba, afinal todo o esgoto do centro é lançado in natura na Ponta da Cadeia.

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