Santa Catarina reage contra crítica do Governo Gaúcho

Santa Catarina nega prática de “disfarce” em importações da Ásia

Manifestação da Fazenda catarinense reage a crítica de secretário do governo gaúcho e cobra coerência do Estado vizinho

Porto de Imbituba - SC

Porto de Imbituba – SC

Um artigo publicado no jornal Zero Hora pelo secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Odir Tonolier, deflagrou uma polêmica com os catarinenses. Ao justificar a decisão do governo gaúcho de ampliar de 16 para 18 o número de setores da indústria gaúcha que poderão adquirir insumos com ICMS reduzido de 17% para 12%, Tonolier sustentou que com esta medida o Palácio Piratini “está desestimulando aquisições em outros Estados, que, como tem acontecido com produtos oriundos de Santa Catarina, representam formas disfarçadas de importações de produtos do sudeste asiático, ameaçando os produtos produzidos aqui e até mesmo os empregos disponibilizados para os trabalhadores gaúchos.”

Questionada pela redação do Portal AMANHÃ, a secretaria da Fazenda de Santa Catarina informou que o secretário Antonio Marcos Gavazzoni só terá condições de se manifestar ao voltar do exterior. Mas a Fazenda catarinense enviou a AMANHÃ manifestação em que nega a prática de qualquer “disfarce” em relação às importações. Segundo a secretaria, se havia problemas em relação a isso, eles foram solucionados pela Resolução n° 13 que, segundo ressalta, foi incentivada pelo Rio Grande do Sul. “Acreditamos que para um Estado apontar o dedo a um vizinho, o mesmo não deveria ter nenhum benefício fiscal concedido à revelia do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária]”, afirma o comunicado enviado. A equipe da pasta salienta, no entanto, que não tem o objetivo de polemizar e reconhece que o autor do artigo – ou seja, o secretário Tonollier – tem todo o direito de se manifestar.

Aprovada pelo Senado Federal em abril do ano passado, a Resolução nº 13 determina que a alíquota do ICMS, nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior, é de 4%. O foco está em mercadorias importadas que não tenham sido submetidas a processo de industrialização ou que, mesmo submetidas, resultem em produtos com conteúdo de importação superior a 40%.

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) não se pronunciou oficialmente sobre o assunto até o início da noite desta terça-feira.

Revista Amanhã



Categorias:Economia Estadual

Tags:, , , ,

5 respostas

  1. O que tenho visto é que Santa Catarina fez e aconteceu durante o governo do Tarsito no más. Ele conseguiu deixar o RS comendo milho na mão de SC, que agora dá para falar grosso e a gauchada abaixando as zueira. Meu, este homem é o mais vendilhão de todos os tempos e dá nisso, humilhação sobre humilhação até por parte de vizinhos insignificantes.

    Curtir

  2. E’ pura incompetencia de governos do PT mesmo. Nao fazem e nao deixam fazer e’ o lema deste cancer. Eles sao a favor do que se chama de “Teoria do crescimento zero” E’ coisa de gente doente mesmo…LOL coisa de esquerdista!!!

    Curtir

  3. Nosso governo deveria falar menos e fazer mais.

    Curtir

  4. Mesmo baixando o ICMS dentro do RS não tem como competir com os portos e ferrovias de SC.

    Curtir

Faça seu comentário aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: