“Não existe nada mais transparente em Porto Alegre do que o cálculo da tarifa”, diz empresário

Iuri Müller

“Foram retirados 161 carros do cálculo, e é justamente essa a variável que pesa de fato na conta”, defende empresário | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

“Foram retirados 161 carros do cálculo, e é justamente essa a variável que pesa de fato na conta”, defende empresário | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Após ingressar nesta quarta-feira (24) com um pedido de ressarcimento no valor de R$ 26 milhões, o Sindicato das Empresas de Ônibus (SEOPA) voltou a questionar a Prefeitura de Porto Alegre e os cálculos do transporte público da cidade. Para o presidente do sindicato, empresário Ênio dos Reis, as empresas estariam operando sem lucro: “não estamos pedindo o aumento do valor da passagem, queremos o ressarcimento. Hoje trabalhamos em pleno prejuízo – com a tarifa adequada, a taxa de lucro seria próxima a 8%”, afirmou.

O SEOPA contesta o cálculo tarifário adotado pela Prefeitura após a indicação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Discordamos da aceitação do pedido feito pelo Tribunal. Foram retirados 161 carros do cálculo, e é justamente essa a variável que pesa de fato na conta”, defendeu.

O empresário disse que, apesar da medida, não é contra a redução do valor da tarifa. Ele defende o subsídio público para que a passagem de ônibus possa custar menos em Porto Alegre. “Quem sabe é o momento de baixar a passagem para R$ 2,50 e (os governos) subsidiarem o transporte? Isso terminaria com a discussão”, opinou. Ênio dos Reis ainda afirmou que Porto Alegre conta com “o maior número de isenções do Brasil”, já que, segundo o sindicato, cerca de um terço dos passageiros não pagariam o valor do bilhete todos os dias.

Perguntado pelo Sul21 sobre a discussão – que permanece intensa – sobre a abertura irrestrita das planilhas de conta, Ênio dos Reis garantiu que “não existe nada mais transparente na cidade do que o cálculo da tarifa”. O empresário afirmou que é longo o percurso realizado até que um valor seja definido: “faz-se o cálculo, chama-se o Conselho Municipal de Transporte Urbano (COMTU), a conta é apresentada para as mais de vinte entidades que formam o conselho. Depois de aprovado, o valor passa então para o prefeito, que antes de assinar normalmente arredonda para baixo”, contou.

Presidente da EPTC discorda da argumentação de empresários

Para Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), todos os procedimentos realizados pela Prefeitura estão de acordo com as determinações judiciais. “De parte da Prefeitura e da EPTC, não concordamos (com as motivações da ação da SEOPA). Alguém tem que responder e não somos nós, sempre buscamos a aplicação da lei”, afirmou.

Questionado sobre a margem de lucro atual das empresas que administram o transporte público da cidade, Capellari afirmou que, em função das numerosas modificações no preço da tarifa, é difícil assinalar um percentual exato. “O lucro gira entre 7,3%, que é o registrado em 2011, e 7,5%, percentual do ano passado”, disse. O presidente da EPTC lembrou que a Prefeitura de Porto Alegre “já abriu mão de R$ 15 milhões do orçamento para reduzir o valor da passagem nos últimos meses”.

“Os empresários é que devem para o povo de Porto Alegre”, diz Melchionna

Fernanda Melchionna, vereadora do PSOL, opôs-se à ação da SEOPA. Segundo a socialista, os mais de 160 ônibus que o empresário pede que sejam incluídos no cálculo tarifário “estão parados e só são utilizados em alguma eventualidade”. “Mais uma vez, os empresários que lucraram de forma indevida nas últimas décadas querem retomar a enorme margem de lucro”, disse.

Na opinião da vereadora, apenas em 2012 as empresas “lucraram indevidamente R$ 72 milhões”, no cálculo que incluiria de forma equivocada a frota reserva. Fernanda Melchionna qualificou como “uma vergonha” os empresários tratarem o transporte público da cidade como “um negócio”, e também questionou o fato da Prefeitura de Porto Alegre não realizar licitações e auditorias no setor. “É preciso reduzir as margens de lucro e caminhar para um transporte 100% público”, finalizou.

SUL 21



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82 respostas

  1. Maestri, eu me refiro a nível de honestidade das pessoas. As pessoas esclarecidas e honestas elegerão semelhantes. Se o sistema não permite escolha de pessoas ideais para a política deve-se mudá-lo. Pessoas honestas e esclarecidas (educadas) pensam sim em seus semelhantes.

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    • Germano, acho que achaste a palavra certa, pessoas esclarecidas! Eu só acrescentaria uma coisa, espírito republicano!
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      Quando todos souberem separar o público do privado, souberem que quem paga os serviços públicos são os impostos (por incrível que pareça há uma grande quantidade de pessoas que não associam pagamento de impostos com serviços públicos), que quando se recebe algo do Estado em proveito próprio este dinheiro sairá de de outros investimentos, não se resolverá nada.
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      Vejo no Brasil um tal de resolva o meu e o resto que se vire, que com este espírito não se chega a nada.

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  2. So’ acho que vcs nao terao nem uma coisa nem outra, nem BRT’s nem VLT’s. A prefeitura nao tem dinheiro nem capacidade para um projeto destes, entao por este caminho esquecam. E pelo outro vcs sao contra a iniciativa privada, prq eles temolhos azuis e querem tirar agum retorno no investimento (pasmem, isso confunde a cabeca dos gauchos) que e’ quem tem o dinheiro e capacidade de construir…por tanto sera como as estradas do RS, o estado nao tem para investir e privado nao querem, entao se matam feito gado no abate todos os fins de semana. Fiquem ai com seus onibus que serao cada vez piores. porque nao investiram em novos. Eu volto a dizer vcs sao seus proprios inimigos..LOL vcs sao muito estranhos, prq vcs simplesmente nao deixam a iniciativa privada tomar conta, e parem de encher o saco??? Paguem a passagem e deu, nao ira cair pedacos. O fim e’ que interessa!!

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    • Mas o que está acontecendo é exatamente isso. Não estão deixando a iniciativa privada tomar conta. Não há espaço para empreendedorismo no transporte da capital. O que há é um acordo de cavalheiros entre a prefeitura e algumas famílias.

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    • Phil, tudo que quero é tocar no teu vestido para me iluminar e deixar de ser um total lixo. Tu me humilhou de tal forma, com tanta sabedoria, que realmente percebi que o Rio-grandense e o brasileiro são inferiores!!!

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    • Por mim, a iniciativa privada tomava conta mesmo.

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    • Caro Phil.
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      Esta baboseira teórica do Estado Mínimo para favorecer a concorrência, me desculpe, é a maior burrice que existe! Vou mais uma vez descrever como o caminho do Estado mínimo simplesmente favorece somente um grupo de empresários próximos aos que estão no poder e alijam QUALQUER OUTRO EMPREENDEDOR DE SE TORNAR UM EMPREENDEDOR DE PORTE.
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      Qual é a estratégia para levar a isto? Vamos ir ponto a ponto usando em alguns pontos a nossa própria experiência no Município de Porto Alegre.
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      Com a implantação de um Estado Mínimo de direito, ou um Estado Mínimo fato (que ocorre em POA, inchada de CCs que não servem para nada e sem corpo de funcionários de quadro), o Estado fica sem mínima capacidade de planejamento do próprio desenvolvimento (exemplo, desenvolvimento viário).
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      Como o Estado fica sem capacidade de projetar e de fiscalizar, delega-se estas tarefas para empresas privadas, estas empresas fazem as duas tarefas, e o mais surpreendente, as mesmas empresas que são contratadas para ELABORAR OS PROJETOS, são as que vão FISCALIZAR AS OBRAS! Em Porto Alegre temos alguns exemplos do tipo.
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      Como quem elabora os projetos são os mesmos que os fiscalizam, estes ficam realmente hipossuficientes, e sem uma definição exata como deverão ser, com estes projetos têm duas saídas ao realizar a concorrência de construção dos mesmos:
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      1ª) A empresa que entra na concorrência é uma empresa honesta e contenciosas, porém não goza do mesmo trânsito nas linhas do poder do que outras empresas.
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      2ª) A empresa que entra na concorrência, honesta ou desonesta, goza de bom trânsito nas linhas do poder e conhece bem os projetos, tanto as deficiências como os dados básicos que deram origem ao projeto.
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      A primeira empresa tem duas hipóteses, lança o orçamento a partir de um projeto insuficiente e incompleto e se ganhar a concorrência fica lutando com a fiscalização (fiscalização também terceirizada) a cada passo procurando provar que ela está com a razão e que havia erros no projeto. A segunda opção desta empresa é lançar o valor para cobrir as lacunas e certamente perderá a concorrência.
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      A segunda tem somente uma hipótese, combina a priori com a fiscalização, que tudo que aparecer de extra será pago religiosamente, e lança o seu preço lá embaixo e recupera o lucro através dos famosos ADITIVOS.
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      Veja, não estou dizendo que o Estado deva construir e tomar o papel das empresas (até poderia se o serviço público fosse reformado), porém o que estou dizendo que a política de ESTADO MÍNIMO leva ao ESTADO DA ROUBALHEIRA MÁXIMA.
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      • Discordo desse pensamento. O Estado mínimo como o Estado “máximo” depende de pessoas honestas. O sistema de governo que necessariamente é constituído por políticos tem então um defeito de origem. Politicos sempre são mentirosos. Se não não se elegem.

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        • Germano, a direita fica sempre criticando (algumas vezes com razão) o idealismo da esquerda, que esbarra frente a natureza humana, agora quando a direita se lança ainda num idealismo maior, como este que propões, não há o que criticar?
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          Estás lançando a funcionalidade de um Estado na probidade e no caráter que as pessoas que nele trabalham!
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          Estás fazendo um verdadeiro raciocínio em círculos, pois se os políticos são sempre mentirosos e sem caráter, não há saída para nenhum sistema, pois tanto a direita como a esquerda sempre haverão políticos.
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          O que estou falando é que a SOCIEDADE que deve ser forte, e não devemos também pensar sempre em proveito próprio.
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          Não adianta termos sistemas políticos ideais, políticos probos e honestos enquanto nós mesmos não deixarmos de pensar somente em nosso benefício!

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  3. Em partes eu concordo com o Phil, um ex colega de trabalhou que trabalhou por alguns anos em uma empresa de onibus da rm de Porto Alegre comentou sobre os valores de peças, e o desgaste muito mais rapido nos onibus do que nos carros, parece que existe até um sistema que conta quantas vezes o motorista troca a marcha, ja que gasta rapido, parece que eles metem uma prensa nos motoristas sobre isso.

    Mas claro que não podemos nos iludir, os empresarios brasileiros no geral, se aproveitam bem da ignorancia do povo, os altos impostos ajudam eles a jogar a culpa toda no governo, por exemplo, se tu for tirar os impostos de um carro ou de um eletronico, tem um valor x de desconto, muitas vezes ainda tem praticamente o dobro desse valor com o preço do produto e o lucro da empresa
    Meu irmão comprou um notebook esses tempos, foi mais de 2 mil reais, acho que perto dos 3 mil, desse valor, 900 reais (ta na nota) são impostos, e o resto?

    Pior é que se tirar dos empresarios e transformar em uma empresa publica, vira um cabide de empregos, começa a dar prejuízo, a qualidade cai, o preço sobe e o povo se crava.

    Uma isenção fiscal na compra desses veiculos para empresas de transporte publico, mais uma isenção no combustivel e manutenção (que no Brasil é um absurdo para qualquer tipo de consumidor, em qualquer tipo de veiculo) poderia resolver esse problema.

    E claro, tira a isenção dos idosos, ou coloque um limite nelas e pronto, até por que metade dos onibus ja estão reservados para idosos, quem paga alem de se ferrar num onibus lotado, precisa ir em pé e sofrer na falta de educação deles, que entram correndo empurrando todo mundo e furando filas.

    Os BRT’S poderiam ajudar a reduzir o consumo e o desgaste de peças (mas não existe milagre), onibus menos lotados consomem menos combustivel, não sofrem tanto com o peso e certamente teriam um melhor cuidado da população, principalmente se tiver um minimo de conforto.

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    • Por isso que o certo mesmo é VLT. No leste europeu os bondes tem 80 anos e funcionando muito bem, sem gastar pneu ou óleo. Mas segundo o Fortunatti o VLT cria barreiras no trânsito.

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      • Tem dinheiro pra botar VLT? Mesmo tirando todos os CCs ainda não tem. A única solução seria oferecer o investimento pra iniciativa privada e recuperar o investimento no preço da passagem. Mas aí esbarramos em duas coisas que a população é burramente contra: iniciativa privada e aumento do valor da passagem, mesmo com aumento da qualidade.

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        • Adriano, tu estás redondamente enganado, se colocassem no preço da passagem toda a infraestrutura que a prefeitura tem que fazer, mais a conservação de tudo, o preço do VLT num período longo de financiamento seria muito mais barato que os BRTs.
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          O problema é que o investimento inicial é muito alto, entretanto num prazo longo se torna muito mais barato.

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    • Guilherme pelo visto tu tens tudo contra os idosos. A falta de educação de que falas deve ser a dificuldade que eles tem de se equilibrar num ônibus lotado enquanto os jovens fingem dormir nos bancos reservados para eles. Que falta de civilidade tu mostra e ainda escreves…
      Ter isenção pela idade é merecido. Os idosos de hoje sofreram no transporte coletivo de Porto Alegre o que tu nem imaginas, ônibus que estragavam todos os dias. Muitas vezes aquele que vinha substituir o que parou estragava logo adiante.
      Eu não sei que idade tu tens, apenas pensa num farto. ” SÓ FICA VELHO QUEM NÃO MORRE JOVEM” envelhecer é uma circunstância da vida…ninguém quer morrer cedo portanto todos ficarão velhos, sem educação empurrando os passageiros nos ônibus enquanto os jovens fingem que dormem…..

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  4. Phil e Juliao, qual o real interesse de vocês?

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    • O meu interesse é apenas não ser mais um MASSA DE MANOBRAS.

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      • Pensar por ideias próprias – esse é o meu lema, e não simplesmente seguir uma claque, um partido, uma ideologia, um grupo, um líder, uma ideia falsa, uma utopia (ou várias), uma corrente, um movimento…

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        • Enrolou…

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        • Julião é um filósofo! Ele não quer pertencer a nenhuma escola de pensamento, para fazer isto, ou o sujeito simplesmente não entende o que é uma ideologia, ou ele é um dos maiores pensadores da atualidade montando a sua própria teoria, ou ele já tem uma ideologia na sua cabeça e nem se dá conta.

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        • Nessa questão de mais ou menos estado, que em síntese resume a questão ideológica, existe uma famosa frase que até os empedernidos comunistas chineses entenderam, de tão singela e racional: “não importa a cor do gato, desde que ele cace o rato”.

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      • Fala aí, diz a verdade.

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    • Iluminar estas cabecas que foram indoutrinadas contra os “malvados imperialistas de olhos azuis”! simplesmente isto. Vcs tem que parar com esta mania de militantismo universitario contra o capitalismo. Tentem entender oquanto e’ dificil fazer uma companhia funcionar! Prq nao comecem por ai??? Alguem acima mencionou que 48% ou coisa assim das empresas fecham depois de 1-5 anos, prq vcs acham isto? Prq e’ facil? nao, prq e’ estremamente dificil lidar com pessoas e seus interesses, financas, objetivos e eventos nao planejados. Estes onibus tem que se movimentar para fazer dinheiro, onibus parado nao da lucro, e todos sabemos que eventualidades ocorrem todo o tempo, ate’ ficar parado no transito custa dinheiro a compnahia. Todos os dias empreendedores acordam com uma ideia e uma espectativa na cabeca, so’ que muito raramente as espectativas e a realidade se encontram. So’ que acho que vcs estao fas de protestos e militantismo da mesma forma que outros se tornam fas de novelas ou futebol. Ja esta no sistema nervoso de vcs. E quanto mais o tempo passa, todas estas ideias bobas de esquerda que vcs se indoutrinaram comecam a parecer o que realmente sao, ENROLACAO e ATRASO, so’ que vcs relutam em aceitar que cairam nessa. Deem a realidade uma chance, te garanto que sera mais emocinante e mais construtivo. So’ isso.

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      • Phil.
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        Quem te disse que os empresários de ônibus em POA são empreendedores?
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        O último proprietário de empresas de ônibus em Porto Alegre que acordou com alguma coisa na cabeça foi um derrame!

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        • Culpa unicamente do sistema que o poder publico botou para controlar o transporte publico. É responsabilidade total do poder publico criar as condições para que o transporte publico seja eficiente e tenha preço equivalente à sua qualidade.

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        • Adriano, qual cidade que estás falando? Porto Alegre que não é? Desde que acabaram os bondes em Porto Alegre o poder público não controla mais nada, o único que tentou algo foi o Galo Missioneiro. Mas as máfias já eram muito fortes.

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  5. Alguém manda esse empresário comer num subway americano um pão peniano.

    Grato.

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  6. Em São Paulo, foi feito auditoria para avaliar o lucro das empresas de ônibus, chegou a milhões de reais de lucro. Final da história, era menos de 5% do valor envolvido no transporte. Lucrar menos de 5% num país capitalista não parece muito, senão transformem isso aqui numa Cuba e sejam felizes.

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    • Jose R. Gil… o sistema capitalista-liberal não funciona na área de concessões de transporte público. Para aplicar o modelo liberal, teria de ser permitida a ampla e livre concorrência, ou seja, eu poderia comprar uma van e disputar passageiros com as linhas de ônibus.

      Da forma como estão implementadas hoje, as concessões de ônibus são praticamente cartéis financiados pelo Estado.

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    • Grandes supermercados tem lucro de pouco mais de 1%.

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    • Correto, não tenho a menor dúvida que tudo isso faz parte da estratégia para a máfia que dominou a Prefeitura por 16 anos voltar ao poder, só e somente.

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      • Julião, só quem defende esse sistema de transporte em PoA é quem está ligado à máfia dos ônibus. Até quem não anda de ônibus sabe que se melhorar a qualidade do transporte e diminuir a tarifa diminuirão os engarrafamentos e melhorará a qualidade de vida.

        Acho uma atitude descabida relacionar atitudes contra a máfia do transporte coletivo a questões político-partidárias.

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        • Como militante deveria saber quem sustentou o poder dos petistas por 16 anos?

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        • Não entendi… Você está dizendo que eu sou militante? Não viaja e não muda de assunto! Há uma máfia no transporte coletivo! Sem licitação! Com a planilha secreta! O transporte coletivo é péssimo sim! Quer defender o lucro de máfia? Já vi quem é militante!

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        • Na verdade vcs nao estao nem ai para o problema do transporte publico, vcs sao contra o LUCRO, ja virou doenca isto!!! Logo, uma posicao ……ideologica e politiqueira.

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        • Isso sou contra o lucro sim! Sou contra o lucro quando não há concorrência nem licitação! Isso sim!

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        • Phil, sou contra o lucro fácil, financiado pelo Estado. O pequeno empresário, que tem um único estabelecimento comercial, emite notas fiscais para cada artigo que vende, esse é um guerreiro, esse é o comerciante que, ao lucrar, lucra graças ao seu suor.

          Um lucro viabilizado pela força dos cartéis e da reserva de mercado (por que você não explica a ausência de livre concorrência no setor?) é um lucro não-merecedor.

          Não me venha falar em anti-lucro e meritocracia num setor que tem lucro certo e não é exposto aos riscos reais do mercado.

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        • Phil, não seja exagerado. Tu generaliza demais. Uma coisa é tu ter um negócio “justo” e isso gerar lucro. Outra coisa é ser uma empresa “máfia”, que sustenta os políticos que te defendem, que presta serviço a um orgão público sem licitação há anos, que opera sem CONTRATO, e que acha que o consumidor é uma massa burra.

          Hoje cerca de 48% das empresas fecham após três anos. Tu acha que elas fecham por serem voltadas para consumidores que eram contra o lucro??? Não seja bobo.

          Fonte: http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2012/08/percentual-de-empresas-brasileiras-que-vao-falencia-ainda-e-alto.html

          http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI317221-17180,00-DAS+EMPRESAS+BRASILEIRAS+FECHAM+AS+PORTAS+DEPOIS+DE+TRES+ANOS.html

          http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,sebrae-27-das-empresas-de-sp-fecham-no-1-ano,33011,0.htm

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        • Parem de inventar coisas!! Nao existe lucro facil. Que lucro facil e’ esse? Tu achas oque? que onibus nao quebra? que funcionarios nao entram com acoes contra a companhia? que o seguro e’ barato? que pneus nao esplodem ou furam? Como ja disse antes, tenho uma pequena frota de caminhoes e dao problemas constantemente, no minimo 1 vez cada 2 semanas, e sao caminhoes semi-novos!!! Aqui nos EUA aonde as estradas sao 100 vezes melhores que quanquer rua dai, gasta-se partes, subidas da desgastes e toma quase todo o diesel, descidas maior desgaste ainda nos freios. unico lugar aonde existe lucro facil, e’ para atores de filme brasileiro e funcionarios publicos . No resto nao existe isso. Agora se estes empresarios sao todos ladroes e ou mau caracters e estao fazendo algo de errado, provem e entrem na justica contra eles!!! Mas nao irao, nao e’ mesmo??? prq dai nao iria ter “militancia” nem “mobilizacao das massas” e nem protestos inflamados de ideologia popular!

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        • Phil, você está se solidarizando com a sua própria dor. Você, por acaso, é concessionário do transporte de cargas? Você está imerso em outro sistema e quer se solidarizar com transportadores que não enfrentam os mesmos percalços.

          O prejuízo dos concessionários é usado no cálculo da tarifa, ou seja, não há prejuízo.

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        • Phil.
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          Talvez seja o ponto que não entendas, um transportador individual, tem riscos na sua operação, e quando se tem risco tem que se ter um lucro maior para compensar as épocas em que não há lucro.
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          Agora concessionário de serviço público, por lei, a tarifa deve lhes conferir um lucro, pequeno mais constante.
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          Como se diria, tu vives de carnear os bois, os outros vivem de tirar o leite das vacas. Pouquinho, mas todos os dias, e ainda mais, as vaquinhas deles nunca seca.

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    • Caro Jose R. Gil.
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      5% garantido é um lucro significativo para quem não tem risco. Qualquer fundo de pensão em qualquer parte do mundo abraçaria esta remuneração.
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      Uma coisa é lucro com risco, outra é lucro certo.

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      • Duvido que apareça interessados quando licitarem as concessões de linhas de ônibus de Poa, se estabelecerem uma margem de lucro de apenas 5%. Nesse caso, a Carris terá de assumir todas as linhas (sonho dos estatizantes) e nos pagaremos essa conta em (+) impostos.

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        • Empresas como a Vicasa certamente entrariam… Eles estão se espalhando, comprando outras empresas e dominando a região metropolitana.

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        • Reza para isso não acontecer Pablo, só te digo isso. Se as empresas de POA são ruins, a Vicasa é algo que ainda não existe adjetivo para classificar.

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