Porto Alegre tem queda no IDH e agora está em sétimo entre as capitais

RS tem dez cidades entre as cem com maior IDH do Brasil

Em 28º lugar, Porto Alegre é a sétima capital do ranking da ONU

Foto: Samuel Maciel/PMPA

Foto: Samuel Maciel / PMPA

Apenas dez cidades do Rio Grande do Sul estão entre as cem primeiras no ranking que avalia Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do País, estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nomeado “Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013”. Porto Alegre é a gaúcha mais bem colocada, em 28º lugar, e sétima capital.

Carlos Barbosa, na 53ª posição, Três Arroios e Ipiranga do Sul, ambas na 62ª colocação, além de Lagoa dos Três Cantos (71º), Garibaldi (87º), Nova Araçá e Casca – ambas em 92º lugar -, e Ivoti e Santa Maria, as duas na 100ª posição, são as outras cidades do Estado que aparecem na lista. Dom Feliciano, em 4467 º, é pior a cidade gaúcha no ranking.

São Caetano do Sul (SP) está no topo. Melgaço (PA) é a última, entre as 5565 cidades brasileiras. Florianópolis (SC) aparece em 3º lugar. Além disso, seis cidades catarinenses aparecem mais bem colocadas que a Capital gaúcha na listagem. Entre elas estão Balneário Camboriú, Joinville e Blumenau.

Já entre as capitais brasileiras, a catarinense é a mais bem colocada. Depois aparecem Vitória (ES), Brasília (DF), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), todas à frente de Porto Alegre.

A taxa revela o nível de desenvolvimento humano de determinada região. O IDH dos municípios vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. A pesquisa considera indicadores de longevidade (saúde), renda e educação.

Dez cidades gaúchas com melhor IDH:

28º – Porto Alegre (IDHM de 0.805)
53º – Carlos Barbosa (IDHM de 0.796)
62º – Três Arroios (IDHM de 0.791)
62º – Ipiranga do Sul (IDHM de 0.791)
71º – Lagoa dos Três Cantos (IDHM de 0.789)
87º – Garibaldi (IDHM de 0.786)
92º – Nova Araçá (IDHM de 0.785)
92º – Casca (IDHM de 0.785)
100º – Ivoti (IDHM de 0.784)
100º – Santa Maria (IDHM de 0.784)

4467º – Dom Feliciano (IDHM de 0.587)

IDHM do Brasil avança 47,5% em 20 anos, mas educação ainda é o maior desafio

A média do IDHM do Brasil teve um expressivo avanço nos últimos 20 anos. Porém, foi constatado que a educação se mantém como o principal desafio do País. Entre 1991 e 2010, o índice cresceu 47,5% no País, de 0,493 para 0,727.

A classificação do IDHM do Brasil mudou de ‘Muito Baixo’ (0,493 em 1991) para ‘Alto’ (0,727). É considerado ‘Muito Baixo’ o IDHM inferior a 0,499, enquanto a pesquisa chama de ‘Alto’ o indicador que varia de 0,700 a 0,799.

Os dados da educação são o que mais puxam para baixo o desempenho do País. Em 2010, a área teve uma pontuação de 0,637, enquanto os subíndices renda (0,739) e longevidade (0,816) alcançaram níveis maiores.

Educação

Embora seja o componente com pior marcação, foi na educação que mais houve avanço nas duas últimas décadas, ressaltaram os pesquisadores. Em 1991, a educação tinha um IDHM 0,279, o que representa um salto de 128% se comparado à pontuação de 2010. “Saímos de um patamar muito baixo e isso mostra o esforço que o País fez na área”, avaliou Marco Aurélio Costa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um dos parceiros na realização do estudo. “A gente ainda não está bem, o IDHM educação é o que menos contribuiu e onde temos os maiores desafios para superar”, concluiu.

Longevidade

O componente da longevidade, por sua vez, que é calculado pela expectativa de vida da população ao nascer, é a área na qual o Brasil apresenta melhor pontuação. É o único componente que está na faixa classificada pela pesquisa como um IDHM ‘Muito Alto’, quando o índice ultrapassa 0,800.

Desde 1991 como o subíndice mais bem avaliado, foi também na longevidade em que a variação ao longo dos últimos 20 anos foi menor. O IDHM de longevidade era de 0,662 em 1991, de 0,727 em 2000 e de 0,816, na atual edição.

Renda

Já a renda mensal per capita saltou 14,2% no período, o que corresponde a um ganho de R$ 346,31 em 20 anos. As três instituições que elaboram o Atlas ressaltam que 73% dos municípios avançaram acima do crescimento da média nacional. No entanto, há 11% de municípios com IDHM Renda superior ao do Brasil, “evidenciando a concentração de renda do País”.

Com informações da Agência Estado

Veja no link abaixo a lista completa do IDH 2013:

http://www.pnud.org.br/arquivos/ranking-idhm-2010.pdf

Fonte: Correio do Povo

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Nota do Blog: Em 2003, o IDH de Porto Alegre era 0,865, 1º lugar no Brasil entre as cidades com mais de 1 milhão de habitantes, 2ª capital e 9º lugar entre todas as cidades brasileiras.

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AS 50 MAIS DO BRASIL (INFOGRÁFICO DO G1):

 

idh2013



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93 respostas

  1. Primeira colocada no ranking do IDH barra construção de novos prédios

    http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/54755/Por+que+Sao+Caetano+esta+em+1%26ordm%3B+no+IDH%3F

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  2. Poa se transformou em cidade de bixo do mato!! Gente que tem medo de tudo que e’ novo. Nao tem uns tipos aqui que tem medo de 4G, predios acima de 5 andares??? Entao pelo amor de deus, qual cidade vai pra frente assim. Se este NAO crescimento trouxese melhorias como menas favelas e menos crime dai daria para entender o horror por desenvolvimento da populacao de baixo descernimento, mas nao, cada vez e’ mais favela, mais crime……e conseguentemente um pior nivel de vida. Normal, aonde a esquerda toma conta, ela destroi, vejam os EUA desde que a baraca obamba tomou conta a economia so’ vai de mau a pior, eles dominaram a educacao, e fizeram como ai, invez de educarem, ficam proselitando bobagens marxista.

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    • Phil, entendo que realmente o problema do RS seja educação. “Menas favelas”, “descernimento” , “conseguentemente”, “trouxese”, “baraca obamba”, “invez” , fora os acentos que desapareceram da gramática. Vamos estudar meu filho para ajudar a aumentar este IDHM.

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  3. Ontem vi no Conversas Cruzadas mais uma tese de causa de o Estado – e Porto Alegre – estarem cada vez mais pra trás: a nossa população não cresce. Isso inclusive tem peso cada vez maior na nossa previdência: em pouco tempo, nosso estado terá mais gente não trabalhando do que trabalhando.
    Há quem ache tão lindo Porto Alegre ter PARADO de crescer… tá certo que não queremos inchaço e pobreza. Mas parar de crescer já é demais. Mostra falta de atratividade.

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    • Tenho dúvidas quanto ao não crescer… vejo construírem uma infinidade de prédios em PoA, como a população não cresce? Há também novos condomínios e vejo a cidade avançar onde antes havia mato. Acho isso muito estranho! Se em torno do meu bairro está crescendo, onde é que está diminuindo para que a população se mantenha estável?

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      • Vejo comentários de que isso é o grande movimento de cada vez mais pessoas irem morar sozinhas. Pessoas solteiras em casa propria. POA é a campeã nacional nisso

        Ou até mesmo aqueles terrenos em que várias famílias moram (casa nos fundos), passem a ficar com uma familia só.

        Ou famílias que deixam o ap velho, em lugares velhos, pra morar num ap novo.

        Uma coisa é inconteste: a pop de Poa quase parou de crescer nos ultimos 20 anos.

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        • Eu e meus dois irmãos moravamos juntos no Centro. Eu vim morar sozinho na Cidade Baixa, meu irmão casu e foi pra Intercap e minha irmã foi morar na zona sul. Era 1 uma casa e três pessoas; agora são 3 casas e 3 pessoas. Entendeste ou preciso desenhar

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  4. Agora é preciso sair da fase de diagnósticos para começarmos a tomar os remédios (amargos) necessários, até porque eles comecarão a trazer reflexos positivos somente daqui há algumas décadas.

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    • Certamente! Provavelmente a educação é o índice que demora mais para mudar. Além disso para que a educação se transforme de elevação da qualidade de vida (no sentido mais amplo da palavra) demora pelo menos uma geração.

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    • Pra mim, antes de tudo, é preciso solucionar questões que drenam recursos do Poder Público estadual , como a Previdência estadual e da dívida pública federalizada, a fim de aumentar os investimentos públicos não só em infraestrutura, como na qualificação dos serviços públicos básicos.

      Depois é preciso priorizar algumas medidas públicas de grande impacto em áreas sociais estratégicas, como adoção de educação integral em toda rede pública, incluíndo a fase pré-escolar; também a implantação da Estratégia da Saúde familiar a todos os gaúchos, entre outras.

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      • A previdência estadual é um grande sumidouro de recursos, pois havia muito dinheiro no passado e se contratou muito e hoje não se tem mais.

        Mas na boa, você não falou nada do município… Para com isso!

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      • Eu acho que a questão dos municípíos não tem saída fora de uma reforma federativa (por exemplo, dobrando a participação dos entes federativos locais no bolo tributários), porque eles investem a maior parte dos seus recursos em saúde e educação e já não tem mais espaço para agir.

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  5. A RBS divulgou a mesma notícia fazendo um malabarismo com os índices para mostrar que o problema é com o RS. Só para ter uma ideia, a RBS comparou o crescimento do índice em porcentagens para mostrar que o RS como um todo está muito ruim. Se usarmos o crescimento do índice como métrica a Finlândia ou a Suécia são os piores em educação no mundo!

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  6. Reflexo da falência do estado do Rio Grande do Sul, e não é culpa do PMDB, do PT, do PPS, etc, é de todos os governantes ao longo das últimas décadas. No passado, as cidades gaúchas certamente estariam no topo do ranking. A primeira cidade aparecer somente na 28 posição é lamentável. E não interessa se é Porto Alegre, Piratini ou Feliz, é o estado que não tem capacidade alguma de investimentos. Temos que avaliar o conjunto das cidades em geral e não município por município. Esta é a análise mais precisa. Educação péssima, logística pior do país, burocracia emperrando investimentos, estado sobrecarregado de CCs, projetos políticos para o próprio umbigo em detrimento de projetos de estado e para o estado. É muito triste, serão necessários vários anos para recuperarmos melhores posições de IDH. Uma geração perdida. O que nos resta é seguir o exemplo de Detroit: decretar falência…

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    • Hoje o Correio do Povo traz uma reportagem sobre o porto de nossa cidade, é de chorar.
      .
      A reportagem é intitulada:
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      CAIS DA CAPITAL PERDE CARGAS PARA SC E PR.
      .
      Mas o que é de chorar mesmo é a resposta do chefe da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Pedro Obelar, que contrapõe que houve investimentos na capacidade operacional do Cais Navegantes.
      .
      “A movimentação de cargas no primeiro semestre deste ano, foi de 495 toneladas. São 122 toneladas a mais que no mesmo período do ano de 2012”. Ele fala que foi recuperado o guindaste número 18, o único em atividade.
      .
      Quem quer montar uma indústria com chances para exportar vai fazer o que no Rio Grande do Sul. Colocar próximo a Rio Grande onde já não tem mão de obra qualificada nos estaleiros atuais?
      .
      Há uma lenda neste estado, que chegamos a um estágio pós industrial, e frescuras como portos, hidrovias, ferrovias e outras infraestruturas não precisamos mais, só precisamos é melhorar a qualidade de vida! Só esquecem que para melhorar a qualidade de vida precisamos de dinheiro para escolas, hospitais e infra-estrutura em geral.

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      • Isso já acontece a anos! Toda a indústria da serra gaúcha – metal-mecânica, laticínios, vinho e espumantes… – vai direto para SC dando um balão em PoA e metade sul.

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  7. O título está equivocado o IDH de Porto Alegre não diminuiu e sim aumentou menos que outras capitais. Ainda assim é a única cidade gaúcha com IDH acima de 800. O estado do RGS como um todo perdeu espaço em relação aos demais. Lembro q este IDH foi calculado com dados do IBGE de 2010.

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  8. O mais importante é o IDH de Gravataí, 876º lugar no Brasil, e se formos fazer o Ranking Gaúcho ela está bem por baixo.
    .
    Gostaria que os grandes adeptos das montadoras como vetores de progresso social me explicassem o por quê?

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    • Guaíba, 1021.

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    • Gravataí cresceu muito principalmente por causa da GM. Mas só que cresceu em termos populacionais, e a infraestrutura da cidade não deu conta.

      Vejo cada vez mais invasões se proliferarem. Especialmente com pessoas provenientes de todas as cidades da região (Sapucaia, Glorinha, Santo Antonio, etc) em busca de emprego nas indústrias da cidade.

      O que se vê hoje por lá é uma cidade atirada as traças, prefeito ficha suja eleito e que teve mandato cassado por causa disso, dentre uma série de outros absurdos. Quem passa pelo centro até vê uma cidade “mais ou menos”, agora se for para os bairros, percebe o descaso total que é, seja da população que não cuida do próprio pátio, até da prefeitura que não faz sequer uma capina periódica.

      Enfim, uma vergonha!

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    • A indústria causa um avanço impressionante na educação demandando gente com formação técnica. A realidade na indústria é bem clara, um almoxarife com ensino médio básico ganha bem menos do que um técnico em eletricidade, mecânica ou informática.

      Agora, montadoras não… montadoras é montagem de lego e marcar X em uma planilha. Aliás, quanto mais pobres, mais barato são os montadores de lego.

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    • Gravataí era uma cidade completamente MISERÁVEL antes da GM. Semelhante à situação de Alvorada hoje. Melhorou, inegável. E vem atraindo cada vez mais trabalhadores, o que contribui para o aumento em curto prazo da pobreza.

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