Mais uma pergunta sobre o nosso transporte público

Antes, publiquei um texto com perguntas relativas ao preço da passagem, Agora, tenho uma pergunta simples e direta.

Em São Paulo, o cartao do Bilhete Único pode ser carregado por várias estações de metrô espalhadas pela cidade.

Em Buenos Aires, seu equivalente, o Sube, pode ser recarregado nos “kioskos”, uns armazéns simples que existem aos montes pela cidade, fora o metrô em si . Você não precisa caminhar mais do que poucas quadras para carregar seu cartão.

Já em Porto Alegre, o cartão pode ser carregado nos seguintes postos:

– ATP (Av. Protásio Alves, 3885)
– Posto Integrado Terminal Triângulo (Av. Assis Brasil – Terminal Triângulo).
– Centro Integrado de Passagem Escolar e Isenção da EPTC (Rua Uruguai, 45 – Centro)
– no Posto Móvel da ATP

Eu já havia perguntado isso antes e pergunto de novo. O que impede a implementação de um sistema que permite a recarregar em inúmeros lugares espalhados pela cidade, como ocorre em Buenos Aires? Algum problema técnico, financeiro ou operacional, ou a falta de capacidade de nossos burocratas em perceber o óbvio?



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46 respostas

  1. Julião, este assunto privatização do Banrisul, já foi superado a muito tempo, vou mostrar a evolução do lucros líquidos (descontado as reservas) e o capital social do mesmo, a Fiergs e outras instituições fizeram um artigo em 2002 que se revelou um verdadeiro fracasso em relação de previsão a longo prazo, pois achavam (como gostam muito de achar) que o Banco continuaria com prejuízos constantes ao longo do tempo, fiz uma pequena consulta de 1995 (esta data não te diz nada?) até 2012 e a evolução do Lucros (ou prejuízos) e o capital social foi o seguinte:
    Ano Lucro Líquido…..Patrimônio líquido
    1995 11,12
    1996…….Prejuízo
    1997…….Prejuízo
    1998 Prejuízo
    1999 54,82
    2000.…..75,34………….538,8
    2001..….86,26…………585,5
    2002…..135,09…………692,0
    2003…..257,64…………800,8
    2004…..273,70………1.026,0
    2005…..317,68………1.143,2
    2006…..326,42………1.232,3*
    2007…..827,03………2.646,1*
    2008…..561,33………2.859,0*
    2009…..514,04………3.153,1
    2010…..704,18………3.995,6
    2011…..859,13………4.583,6
    2012…..777,66………5.101,3
    * Patrimônio líquido resultados de Balancetes Consolidados (outubro)
    O mais interessante é que durante o governo que queria a privatização do Banrisul (governo Brito) o banco sempre deu prejuízo (manobras para que o banco fosse vendido bem baratinho), depois em todos os outros governos o Banco sempre deu lucro.
    .
    Também é interessante que de 2002 para 2012 em dez anos o capital social do banco subiu em 6 vezes.
    .
    Agora Julião, se não quiseres ficar repetindo a mesma ladainha por mais dez anos, olhe primeiro as bobagens que os brilhantes “impresários” gaúchos escreveram em 2004, denominada: A Crise do Estado: Reformas para Racionalizar a Máquina Pública.

    e depois leia Dívida pública: dois mitos de Darcy Francisco Carvalho dos Santos em:

    Clique para acessar o Divida_dois_mitos.pdf

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    • Agora coloca uma tabela comparando os lucros anuais do Banrisul e os 5% das receitas estaduais repassados a União, ano a ano, para revelar quanto pagamos para chamarmos um Banco de nosso.

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      • De onde vieram esses 5% da receita? Procurei no google e só achei gente falando isso em fóruns, nenhuma fonte segura.

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      • Nesse próprio artigo apresentado pelo Rogério dá pra ter um ideia do tamanho do rombo:

        Clique para acessar o Divida_dois_mitos.pdf

        “No serviço da dívida no período 1995-98 não está incluída a operação principal do Proes no valor de R$ 5,375 bilhões.”

        Lembrando que Proes foi o Programa de Saneamento dos Bancos Estaduais, implementado a partir de 1996.

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        • Julião.
          .
          Primeiro este valor compreende o saneamento de todos o sistema financeiro estadual, e empréstimo ao banco para sua capitalização e modernização (como a informatização!). Esta parte o banco vem pagando, com os lucros gerados ao estado.
          .
          Há uma confusão entre a dívida extra-limite e infra-limite, procure consultar isto para entender o que o estado paga a mais, mas não esqueça de acrescentar o que o estado recebe a mais devida ao banco.

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      • Felipe estes números não existem, é papo dos IEEs da vida, vamos aos fatos que podem ser confirmados em dados oficiais.
        .
        Parece que quem não entendeu bem foi o Julião.
        .
        Com o Proes (não é o Proer), o Governo Federal emprestou a todos os estados ou 50% da dívida dos bancos (o que fez o Rio Grande do Sul, ou emprestava 100%, que fizeram outros estados), entretanto 100% deste valor era deduzido o valor da privatização, que foi feita bem abaixo do valor real das instituições, só para dar um exemplo os seguintes bancos estaduais foram vendidos entre 1997 a 2000 (outros bancos menores foram vendidos depois), pelos seguintes preços:
        BANERJ………………………………………………..311,00
        CREDIREAL………………………………………….127,30
        BEMGE…………………………………………………583,00
        BANESTADO……………………………………….1.625,00
        BANESPA…………………………………………….7.050,00
        Total (Mais outros bancos menores)………11.841,71
        .
        O Banrisul em 1998 recebeu a título de capitalização R$1,4 bilhões, sendo que do governo federal recebeu R$704,5 milhões do Proes (a serem pagos em 30 anos a juros de 6% a.a (tabela Price).
        .
        O governo do Estado aportou o restante mais R$521,3 (dívida do Banrisul à Fundação Banrisul) 6% a.a mais correção pelo IGP-DI, mais dívidas junto ao BNDES e Finame (R$163 milhões TJLP+8% a.a prazo 5 anos).
        .
        Quem não é uma pessoa “medianamente informada” como eu procuro dados e não fico repetindo o que qualquer um nas conversas cruzadas dizem de forma parcial e incompleta.
        .
        Mais uma pequena observação, só o lucro líquido do Banrisul nos últimos 10 anos foi de R$5.418,81 começando a chegar perto do preço que o Governo Federal privatizou o BANESPA e 10 vezes o preço do BENGE.

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      • Me mostre de onde saíram estes 5%, duma palestra do IEE? Ou do Lasier Martins?

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  2. Na Itália, é possível comprar tickets antecipados para o mês até em bancas de revistas.

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    • Ah, e não existe a figura do cobrador; existem fiscais que aparecem de surpresa e, caso alguém esteja no ônibus sem ter carimbado o seu ticket, toma uma multa de cerca de EUR 30,00. Desta forma, a inadimplência acaba sendo compensada com o pagamento de multas. Tem que fazer um cálculo aí, mas os cobradores atuais poderiam ser capacitados para ocuparem a função de fiscais.

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    • Na Austrália tb

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      • Na europa inteira é assim. Mas lá existe uma coisa que aqui não tem: educação. fraudes e mais fraudes iam acontecer o tempo todo, ia ser mais prejuízo que lucro.

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  3. Filipe e demais.
    .
    Sabendo como funciona a EPTC + ATP e tendo a mente meia suja, se entende o porquê da implantação de dificuldades para a aquisição do TRI.
    .
    O TRI é uma antecipação de receitas, ou seja, pagas antes para utilizar depois (sem desconto, é claro), se fosse fácil a transferência de valores do TRI, as pessoas poderiam uma vez por semana atualizá-lo, e a antecipação de receitas seria baixa. Quanto mais difícil atualizar o TRI, tendo dinheiro os usuários atualizarão com o valor máximo que ele pode para não precisar voltar aos locais de atualização.
    .
    Agora imaginem a diferença, 1 milhão de atualizações semanais que ficariam retidas em média 3 dias ou 4 milhões de atualizações mensais que ficam retidas em média 15 dias.
    .
    Em resumo é um cálculo atuarial que qualquer um pode fazer.
    .
    Além disto tem o lucro que eles obtém em todo o reajuste de passagens, tu compras 20 passagens e quando há o aumento ficas com 19 passagens, uma tu dás de presente a ATP!
    .
    Quando parte da dupla ATP+EPTC é simples entender os objetivos, sempre prejudicar o usuário e beneficiar as empresas.

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    • Eu achava que quem administrava os cartões era a EPTC… Talvez por ver o símbolo da EPTC no posto de atendimento do TRI. Sabendo que a administração está nas mãos da ATP, fico sem palavras. A quantidade de dinheiro antecipado que eles tem é absurda! É um capital de giro que nenhuma outra empresa no mundo tem.

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      • Pablo, é uma sacanagem depois da outra.
        .
        Leia o que escrevi lá embaixo sobre o Banrisul, e verás que repetem baboseiras uma depois da outra ignorando que com a internet a memória coletiva melhorou muito. Quando escutas bobagens, como a do Julião, se refuta com dados, que para ele acho que são coisas do passado.

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    • Pode ser isso, mas é bem imediadista, não? No longo prazo é um desestímulo ao sistema.

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  4. Cecílio não fala mal do Banrisul, que com a extinção da Caixa Estadual pelo No.gen.to do Brito ficou com tudo nas costas….
    Te orgulha do que é nosso…

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  5. Não esqueçam que ainda tem a maldita nojeira de só poder pagar no Banrisul.

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  6. A rodoviária de Porto Alegre funciona assim:

    1. Faz-se transferência para uma conta bancária da VEPPO;
    2. Informa-se o depósito via internet;
    3. O crédito é liberado em uma hora;
    4. Compra-se qualquer passagem com esse crédito via internet.

    http://www.rodoviaria-poa.com.br/institucional/site/df_venda.htm

    Funciona muito bem!

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    • Acho meio estranho esse sistema, mas já usei e funciona mesmo.

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      • É bem estranho, mas o custo deve ser só manutenção de conta e algum aplicativo para buscar as últimas operações no banco. Ou seja, quase nada comparado com cartões.

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    • Que coisa das cavernas. Mundo inteiro usa cartão de crédito e aqui ainda temos que ficar futricando com depósitos bancários, cujo processamento provavelmente tem custos maiores do que o cartão teria? Affe.

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      • Mobus.
        .
        O problema é que as administradoras de cartão influenciaram o Ministério da Fazenda e a própria lei de defesa ao consumidor impedem que o preço pago com cartão seja diferenciado do preço pago com dinheiro. Esta baboseira levou que as administradoras cobrassem taxas altas dos comerciantes, simplesmente para parecer ao pateta do consumidor que o cartão é de graça (e os cartões são verdadeiros oligopólios), com isto pagar passagem com cartão levaria um aumento de 3% a 5% do preço da passagem.
        .
        São aquelas leis estúpidas que beneficiam somente quem fica inadimplente com o cartão e quem paga são os outros.
        .
        Mas os nossos legisladores são muito espertos!

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        • É um absurdo isso de não poder ganhar desconto. Também não gosto muito da ideia de o setor público apoiar a máfia do cartão de crédito.

          Aliás, por que não existe um cartão de débito nacional, mantido pela Casa da Moeda? Seria o dinheiro virtual sem taxas. Não teria a função crédito, mas poderia ser usado para inúmeras transações eletrônicas para pagamento de boletos ou via débito bancário.

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  7. Sei que é mais complicado, mas deveriam haver passes mensais e semanais além disso. Sei que o metrô do rio e o BRT Transoeste tem maquinas de autoatendimento, parecidas com aquelas do cinemark onde se compra o ingresso. Se não houvesse tanto vandalismo e falta de manutenção poderíamos muito bem ter pelo menos duas dessas em cada estação dos futuros BRT’s.

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  8. O mais lógico seria as lotéricas… Tem segurança, equipamentos e conexão direta com bancos… As lotéricas teriam capacidade inclusive de calcular descontos progressivos de acordo com o valor da recarga.

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  9. Ainda acho que devia ter uma forma de carregar pela internet. Nem que seja pelo site dos bancos, ou qualquer coisa parecida.

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  10. E por que não permitir que a recarga seja pela Internet? Ou que seja por telefone, com cartão de crédito? Ou que seja feita direto num caixa eletrônico? Ou por um app no smartphone?

    Já podemos comprar passagem aérea para qualquer lugar do planeta via Internet, mas uma simples passagem de ônibus nem pensar…

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  11. Tenho o Cartão SIM da Trensurb justamente por isso. Dá pra carregar em todas as Estações, e pode-se usar nos ônibus de Porto Alegre.
    Mas claro, é ridiculamente nada comparado aos exemplos do post.

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  12. Talvez seja a falta de transparência com esse recurso arrecadado antecipadamente, em que os próprios empresários administram o seu grande negócio com fins lucrativos cada vez maiores, como não se sabe o que se arrecada, fato que a própria EPTC não dispor de acesso a esses dados,. coisa igual a história da planilha de custos do transporte público, que é realizado pelas próprias empresas, fato inegável de falta de transparência.

    Enfim, estamos na expectativa de mudanças com projetos já protocolados, em que os Vereadores de Porto Alegre serão responsáveis ou não pela transparência do transporte público, caso contrário, só os movimentos sociais retornando as ruas para mostrar da necessidade de transparência das planilhas.

    Será que os Vereadores irão apoiar esse encaminhamento dos movimentos sociais.

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