Fábrica de R$ 5 bi consolida o Sul como pólo de celulose

Celulose Riograndense lançou em Guaíba, ao lado de Porto Alegre, pedra fundamental da sua nova planta – uma das maiores do país

CMPC - Guaíba, RS - Foto: Gérson Ibias

CMPC – Guaíba, RS – Foto: Gérson Ibias

Marco de uma nova era para a indústria de celulose no sul do país, a Celulose Riograndense lançou nesta quinta-feira, em Guaíba (RS), a pedra fundamental de sua nova planta industrial. O custo total será de R$ 5 bilhões – dos quais R$ 4,6 bilhões serão investidos pela própria companhia e o restante por fornecedores parceiros. “Dentre os grandes projetos recentes do país, este é o mais competitivo”, anima-se Walter Lidio Nunes, diretor presidente da empresa.

Trata-se do maior investimento privado já anunciado no Rio Grande do Sul. Além do histórico volume de capital investido, outros números dão uma ideia do que representa a planta Guaíba 2 da Celulose Riograndense, que deve começar a operar no primeiro semestre de 2015. A unidade em operação atualmente produz 450 mil toneladas de celulose por ano. Com a ampliação, este número saltará para 1,8 milhão de toneladas, e com expectativa de abrir as portas com garantia de comercialização de 100% da produção. Tamanho volume produtivo representa 13% de toda a celulose produzida no Brasil em 2012 (13,8 milhões de toneladas) e alça a planta à condição de maior do país – as outras plantas de grande capacidade no Brasil produzem, hoje, no máximo 1,3 milhão de toneladas.

Walter Lídio justifica seu otimismo com o padrão de competitividade do empreendimento observando que o investimento em Guaíba representa a expansão de uma planta já consolidada, e isto se traduz em maior eficiência na produção. Ele também ressalta a boa base florestal da empresa e a facilidade logística, graças ao acesso fluvial até o Porto de Rio Grande. No porto, aliás, a Celulose Riograndense negocia a instalação de um espaço reservado para suas operações, ainda sem prazo definido. Tudo compõe, segundo o presidente, um quadro de excelência operacional que se apoia no que define como uma “sólida” cadeia de fornecedores e disponibilidade de mão-de-obra qualificada. “A gente está com uma boa estrutura”, sintetiza, Walter Lídio.

Eliodoro Matte, presidente do conselho de administração da CMPC-Celulose Riograndense, destaca a solidez da companhia, reconhecida recentemente como uma das três empresas mais respeitadas do Chile. Ele avalia como positivo o momento vivido pelo Brasil, com garantias aos investidores e políticas sérias de apoio ao empresariado. “Aqui esta premissa tem se confirmado. O trabalho em conjunto entre autoridades locais e a Celulose Riograndense tem sido muito frutífero”, avalia.

Desdobrado em três grandes áreas – industrial, florestal e infra-estrutura -, o investimento na nova planta gerará R$ 120 milhões em arrecadação de ICMS para o Rio Grande do Sul. As obras criarão mais de quatro mil postos de trabalho diretos e outros 17 mil indiretos. Quando em funcionamento, a planta demandará mão de obra de 1,2 mil funcionários. A empresa estima que 40 municípios sejam beneficiados pelo empreendimento.

Revista Amanhã



Categorias:Economia Estadual

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